terça-feira, 25 de novembro de 2008

"A Minha Terra também faz parte da História do Brasil"
Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
Interessados, Amigos e Visitantes
Tentei, como havia prometido, colocar aqui o máximo que pude do Livro " A Minha Terra também faz parte da História do Brasil"; a primeira parte do livro é sobre o descobrimento do Brasil, (não está aqui inserida), muitos espaços refere-se a fotos que também não foram postadas. A postagem foi feita pela ordem de leitura, no entanto como teve de ser postada por parte, vocês encontrarão em ordem inversa. Lamento não poder atendê-los melhor. Espero estar ajudando de alguma forma. Boa prova e felicidades.Continuo a disposição para dirimir qualquer dúvida. Chamo a atenção para a cronologia, pois nela está inserida os acontecimentos mais importantes. Desculpa-me, não pude corrigir algumas falhas ortográficas. Abraços...
Postado por Roberto Pinheiro Acruche às
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Apontamentos: Não poderia concluir esta obra, sem que apontasse para a história, os acontecimentos que verdadeiramente marcaram, são históricos a cada tempo, e que certamente estarão fazendo parte de um conjunto de feitos e realizações dignos de serem registrados.-A mulher que prometia fazer nascer cabelos em carecas. Pitoresco, engraçado; foi tudo isso e muito mais. Com a presença da equipe de reportagem da TV Globo e com os postulantes a futuros “cabeludos”, alguns dos mais famosos carecas do município, se sentaram no banco da praça principal de São Francisco, no dia 25 de março de 2003, para se submeterem ao processo de nascimento de cabelos. Entre outros, estavam o Gil Coutinho Filho - Gegê, o Pedro Barbosa e Roosevelt Batista que receberam longa massagem na cabeça sem que o resultado prometido fosse obtido. Tudo fora registrado e divulgado em edição nacional pela Rede Globo de TV e presenciado por muitos curiosos que se postaram para assistir a sessão de massagem. Pedro Barbosa sendo massageado ao lado de outro voluntário que está ao centro e Roosevelt Batista.Gegê e sua privilegiada careca, assistindo outro voluntário ser massageado. (25/03/2003).-Instalação da UniversidadeAtravés de convênio oficializado no dia 5 de abril de 2002, o Município passou a integrar o Centro de Educação Superior a Distância – CEDERJ. As aulas iniciaram no mês de agosto com os cursos de Matemática, Biologia e Normal Superior. O vestibular foi no mês de julho. Integram ao sistema a Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, a Universidade do Rio de Janeiro – UNI-RIO, a Universidade Estadual do Norte Fluminense – UENF, a Universidade Federal do Rio de Janeiro –UFRJ, a Universidade Federal Fluminense – UFF e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro –UFRRJ.Roberto Acruche (de pé) Beatriz Oliveira Pedro Cherene Sala da UniversidadeA aula inaugural aconteceu no dia 16 de agosto de 2003, marcando o início do ano letivo da Universidade à Distância do Município. Estava assim instalado curso de ensino superior. O professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Ronald Pierre Pétin, ministrou a aula no auditório do Colégio Estadual São Francisco de Paula; que contou com 40 alunos do curso de Licenciatura em Matemática, 50 alunos de Pedagogia das Séries Iniciais, 240 alunos de pré-vestibular, além de pessoas da comunidade. O Prefeito Pedro Cherene não escondeu seu contentamento ao dizer que estava vivendo um momento histórico; que cumpriu com mais um compromisso assumido com os estudantes; assim como a secretária de educação Beatriz Gomes de Oliveira que muito se empenhou. -Banco PostalA agência dos Correios de São Francisco passou a funcionar também como Banco Postal. Convênio realizado entre a Empresa de Correios e Telégrafos e o Banco Bradesco proporcionou este novo serviço através das agências dos Correios.-Fundação Leão XIIINúcleo de Atendimento ao Cidadão da Fundação Leão XIII foi instalado em abril de 2002 no Município; e o ponto de partida foi a implantação do programa Leite-Saúde, que já vinha beneficiando 330 crianças entre 2 e 12 anos de idade desde o mês de outubro de 2001. Para chefiar o núcleo, que passou a atuar na área de assistência social com vários serviços, entre eles, cursos de geração de rendas foi credenciada a Assistente Social Michele Pessanha Pinto.-Criação Oficial da Colônia de Pescadores e Posse da 1ª Diretoria.Posse da Diretoria da Colônia de Pesca Z-1 em 11/05/2002.Foto 1 – Presidente da Federação de Pescadores do RJ “Pugas” – Prefeito Pedro Jorge Cherene – Presidente da Colônia de Pescadores Z1 – Amilton Ferreira – Assessor Especial do Prefeito Roberto Pinheiro Acruche – Presidente da Colônia Z2 Willian Pereira.Foto 2- Solenidade de Posse da Diretoria Eleita.Foto 3 – Roberto Pinheiro Acruche sendo cumprimentado pelo Ministro da Pesca, tendo ao centro o Secretário de Estado de Agricultura Cristino Áureo.Foto 4 – Ministro da Pesca, Fritsch; Roberto Acruche e Amilton Ferreira (Tico) presidente da Colônia de Pescadores Z1.Roberto Acruche quando entregava ao presidente Amilton Ferreira a homologação da Colônia pela Confederação Nacional de Pesca. (19/03/2003).A instalação definitiva da Colônia de Pescadores em nossa região era uma reivindicação antiga da classe pesqueira. No entanto, até então, ainda não havia sido concretizada.A iniciativa do presidente da Associação de Moradores de Gargau, Herbert Lins de Souza, mobilizou a classe, e nasceu daí uma comissão administrativa que foi devidamente homologada pela Federação das Colônias de Pesca do Estado, com um ano de prazo para se organizar e através de uma assembléia geral, instalar definitivamente a entidade no Município.A intervenção do Diretor do Departamento de Pesca da Prefeitura, Odmar Leite Linhares, com o apoio do Prefeito Pedro Cherene, possibilitou a comissão homologada ter acesso a antigos documentos, necessários e indispensável para identificar os pescadores, já cadastrados e daí iniciar as ações indispensáveis à realização da assembléia.Contando com a colaboração de Roberto Acruche, na oportunidade, assessor especial do prefeito, que a pedido do chefe do executivo municipal, atuou de forma a organizar toda documentação, viabilizando assim, a constituição da Colônia de Pesca, cuja primeira diretoria eleita, tomou posse no dia 11 de maio de 2002.No dia 19 de março de 2003, Roberto Acruche, de posse da portaria homologatória n.028/2003 da CNP, que legitimou também a Diretoria da Colônia eleita em 2002, fez entrega da mesma ao presidente Amilton Ferreira da Silva, assistido pelo Secretário da colônia Altemar Barbosa, quando ainda foi entrevistado pelo reporte da Gargau FM, Herbt Lins de Souza. José Maria Pugas – Presidente da Federação de Pesca do Estado do Rio de Janeiro.-Conselho Municipal de Meio AmbientePor força da Lei Municipal nº120/2002, de 07 de maio de 2002, aprovada pela Câmara e sancionada pelo Prefeito Pedro Jorge Cherene, o Município passou a contar com meios para formular as diretrizes da política municipal de meio ambiente e de assessoramento do Governo Municipal, como órgão consultivo e deliberativo do sistema municipal de Meio Ambiente.-Garantia de Renda MínimaFoi sancionada pelo Prefeito Pedro Jorge Cherene, a Lei Municipal nº 125//2002 que criou no Município o Programa de Garantia de Renda Mínima, com o objetivo de elevar o bem-estar de famílias carentes, com filhos ou dependentes menores de 14 anos, e, simultaneamente, incentivar a escolarização de seus filhos e dependentes entre 7 e 14 anos.Uma das beneficiadas quando recebia da,s mãos do Prefeito Pedro Cherene o cheque que passou a fazer jus.-Projeto PortinariFoi instalado no dia 23 de maio de 2002 no salão do Praia Clube Guaxindiba o Projeto Portinari, que é uma exposição de réplicas de quadros do famoso pintor; com vista mostrar, através da arte, um Brasil que o próprio pais desconhece. Esta exposição se tornou possível graças às parcerias da Petrobrás, Projeto Portinari e a Prefeitura Municipal. O evento foi prestigiado por várias autoridades, e durante vinte dias foi visitado por alunos das redes municipal e estadual, e ainda pela comunidade sanfranciscana, que assim puderam conhecer parte da importante obra do artista, que é considerado, até então, como o maior pintor brasileiro de todos os tempos. Da esquerda para a direita: Dr. Enaldo Vieira Barreto, Jairo Batista, Anderson Raymundo, Alrenio Nascimento, Paulo Noel Berto Filho e Roberto P. AcruchePedro Cherene, Roberto Acruche, Chiquinho Santana, Dr. Enaldo Vieira Barreto e Alrenio Nascimento.Prefeito Pedro Cherene quando abria a exposição.Prefeito Pedro Cherene tendo ao seu lado a Secretária Municipal de Educação, Beatriz Gomes de Oliveira.-Depoimento dos AcusadosOs acusados da morte do vereador Luiz Carlos Paes Abílio, ocorrida no dia 19 de outubro de 2001 e presos no dia 29 de maio de 2002, foram interrogados no dia 5 de junho de 2002 no Fórum local pelo Juiz Elias Pedro Sader Neto. Negaram serem responsáveis pelo assassinato e fizeram denúncias quanto ao que dizem ser os possíveis mandantes e executores do crime.-CDLUm posto avançado da Câmara de Diretores Lojistas de Campos foi instalado em São Francisco, no dia 22 de junho de 2002, em atendimento a uma reivindicação de aproximadamente 50 comerciantes do município, associados ao CDL. A inauguração aconteceu com a presença do presidente da entidade, Edvar Chagas.-Galerias PluviaisAs primeiras galerias de águas pluviais de Barra do Itabapoana, que deu início ao projeto de saneamento, elaborado pela Prefeitura, foram inauguradas no dia 21 de junho de 2002 no bairro do Ingá, e contou com a presença do Prefeito Pedro Jorge Cherene, de seu Secretariado e da população local. - 3º Encontro de Fruticultura Irrigada do Norte/Noroeste FluminenseSecretário de Agricultura Renato Machado e o Vice Prefeito José Antonio de Menezes Alexim. (29/05/2003).O Município participou, expondo seus produtos e o processo de evolução da fruticultura local.Nossa Fruticultura-Registro LegalO programa Registro Legal da Prefeitura Municipal, realizado através da Procuradoria Geral em parceria com o Poder Judiciário, Cartório do Ofício Único, Detran, Ministério do Trabalho e Correios, em mais uma de suas etapas, atendeu no dia 11 de agosto de 2002, aproximadamente duas mil pessoas na localidade de Imburí; oportunidade que oficializou 61 matrimônios, entre os quais, do casal Joaquim Ribeiro de Souza e Juraci Carlos Nogueira, com 65 e 60 anos de idade, respectivamente, que já tinham uma união de 46 anos de duração, agora oficializada, da qual tem dez filhos e 15 netos. Este programa, que é de grande alcance social, tem merecido o reconhecimento da municipalidade.Uma família inteira foi registrada na etapa do programa quando realizado em Travessão de Barra.Registro Legal – Pingo D’água 30/11/2003.-Lançamento do Livro “Apontamentos para a História de São Francisco de Itabapoana”Com a presença do Prefeito, Pedro Jorge Cherene; do Vice Prefeito, José Antônio de Menezes Alexim; da Vereadora, Fátima Aparecida Pessanha; dos Vereadores: Francisco Paulo de Oliveira Santana, Willian Gomes de Almeida, José Pinto Filho, Washington Luiz Castilho Moreno e Carlos Alberto Silva de Azevedo; da Secretária de Educação, Beatriz Gomes de Oliveira; do Secretário de Meio Ambiente, Edmar da Silva Henriques; do Assessor de Comunicação, Alrenio Miranda do Nascimento; do Jornalista e Escritor, Avelino Ferreira; do Provedor da Santa Casa de Campos dos Goytacazes, Benedito Marques; do representante da Fundação Cultural de Campos, o escritor, Antonio Roberto Fernandes; do Diretor do Departamento de Pesca Odmar Leite Linhares; do Diretor do Departamento de Transporte Joanísio Pessanha Machado; do ex-Vereador Amilton João Couto de Miranda; da ex-Secretaria de Fazenda Marcilene Nunes; do Secretário Municipal de Fazenda, Manoel Alves Júnior; da Secretária de Promoção Social, Silvana Sales; do Senhor Ney e Senhora Ednea Corrêa Mansur Tardelli, entre outras autoridades, empresários e convidados foi lançado, no dia 30 de agosto de 2002, na Câmara Municipal, o Livro Apontamentos para a História de São Francisco de Itabapoana. O acontecimento transformou o momento em uma noite festiva e bastante prestigiada, reunindo quase duzentas pessoas. A obra, ilustrada com fotos, documentos e recortes de jornais de várias épocas, conta à história do município desde a chegada dos colonizadores portugueses até os dias atuais.-Estação Ecológica de GuaxindibaFoi instituída no dia 30 de dezembro de 2002, através do Decreto nº 32.576, publicado no diário oficial do dia 31 do mesmo mês e ano; a Estação Ecológica Estadual de Guaxindiba; com o objetivo de preservar a Mata do Carvão, que ocupa uma área de 1200 hectares, uma das principais reservas de mata atlântica da região. A única em formação tabuleiro (mata atlântica em planície), que passará a pertencer ao Estado. Das espécies de árvores nativas que compõem a mata, a peroba, que já foi produto de exportação no passado, hoje quase extinta, é uma das madeiras mais visadas pelos extrativistas e que agora poderá ser preservada.-Encontro dos ProcuradoresO Primeiro Encontro dos Procuradores Municipais do Estado do Rio de Janeiro, aconteceu em 16 de agosto de 2002 tendo como sede o Município de São Francisco de Itabapoana, sendo realizado no Praia Clube Guaxindiba, havendo registrado entre os participantes, além de procuradores, promotores públicos, professores de Direito e funcionários de núcleos de licitação de várias prefeituras, o promotor público do município, Leandro Manhães Barreto e o juiz da Vara Única de São Francisco, Elias Pedro Sader Neto. Como um de seus palestrantes, atuou o Dr. José Arthur Diniz Borges, juiz federal da 2ª Vara Federal e Diretor da Escola de Magistratura de Campos, que defendeu a tese de que somente o Poder Legislativo pode sustar ato normativo de uma prefeitura.O encontro foi coordenado pelos procuradores Helson Oliveira e Enaldo Vieira Barreto e Dr. Sergio Victor de Souza.1º Encontro dos Procuradores Municipais do Estado do Rio.-Manifesto à PescaReuniu-se no dia 20 de agosto de 2002 na localidade de Gargau, a Secretaria de Meio Ambiente e Defesa Civil da municipalidade; o Departamento de Pesca da Secretaria municipal de Agricultura, Abastecimento e Pesca; e a Colônia de Pescadores Z-1 de São Francisco de Itabapoana, com a finalidade de elaborar um manifesto à pesca, mobilizando pescadores, catadores de caranguejos, estudantes, representantes de órgãos de defesa do meio ambiente, para alertar e esclarecer à população os motivos da escassez do peixe, e visando conscientizar a todos para a preservação necessária e o engajamento de cada um na luta contra a destruição dos manguezais, da pesca predatória e dos métodos inadequados da cata do caranguejo. Crianças, adultos, pescadores na caminhada em Gargau.-Navios SísmicosA Colônia de Pescadores Z-1 de São Francisco de Itabapoana iniciou no dia 4 de setembro de 2002, movimento e mobilização da classe pesqueira, para recorrer ao Ministério Público, contra os navios de pesquisas contratados por empresas do setor de petróleo, que vem provocando danos ao meio ambiente e a escassez do pescado no litoral sanfranciscano, obrigando a muitos pescadores parar com suas atividades, causando ainda uma situação de miséria e fome na região.-Perda dos Direitos PolíticosOs jornais da região estampam em suas páginas a perda dos direitos políticos do primeiro prefeito do Município, José Antônio Barbosa Lemos, em decorrência da sentença prolatada pelo juiz da Vara Única de São Francisco de Itabapoana, Elias Pedro Sader Neto, no dia 10 de setembro de 2002. Condenado pelo crime de responsabilidade, em denúncia oferecida pelo Ministério Público, fundamentado no artigo 1º, inciso XIII, do Decreto Lei nº 201/67, o ex-prefeito, teve ainda a pena de um ano, um mês e dez dias de detenção, substituída por uma restritiva de direitos: a obrigação de doar 200 cestas básicas às instituições de caridade, tendo em vista se tratar de réu primário, não pesando contra ele nenhuma sentença penal condenatória transitada em julgado.-Crime de MorteNo dia 1º de setembro de 2002, o pescador Neilton Rangel da Silva, que contava 48 anos, apelidado de “barbudo”, teria atirado na ex-mulher Alcirene Oliveira dos Santos, 42 anos, acertando-lhe dois tiros na cabeça, por volta das seis horas, na cozinha de sua casa, na praia de Guaxindiba, e ainda a filha mais nova do casal, J.S.N. de 14 anos que foi atingida de raspão no peito.No dia 28 de outubro, na praia de Santa Clara, foi registrado o assassinato de Fabiano de Almeida, quando este levou um tiro na cabeça, no momento que passava pela Rua Projetada, em frente ao nº 1. O crime chocou os moradores da praia.Em 24 de novembro de 2002 a vítima foi Wanderlei Ribeiro, 57 anos, quando passava a noite pela Rua São Paulo, na praia de Guaxindiba. Horas depois, o pescador Denilson Costa Porfírio, de 20 anos, foi preso com um facão ainda sujo de sangue, sendo autuado em flagrante na 146ª Delegacia de Polícia e levado para a Casa de Custódia Dalto Castro, em Campos.Em 07 de fevereiro de 2003 foram mortos a pauladas na praia de Guaxindiba os irmãos Sânio e Helmo Miranda França. No dia 11, o pescador Gedimar Alves Ribeiro contou a policia ter sido o autor do crime.-Rádio ComunitáriaA Policia Federal fechou no dia 17 de outubro de 2002 a Rádio Comunitária “Barra FM”. No dia 30 de abril de 2003 foi fechada a Rádio São Francisco FM, a primeira instalada no município.Na seqüência fecharam a Rádio Gargau FM, todas estavam prestando bons serviços à comunidade.- Morre Sargento da PMO Sargento da Polícia Militar, Marliere Reid Silva, que por vários anos chefiou o Destacamento de Policia em Santa Clara, morreu aos 52 anos, neste município, vítima de forte descarga elétrica em sua residência, no dia 21 de outubro de 2002.-Seca ProlongadaMais uma vez o município foi atingido por uma seca prolongada, causando enormes prejuízos aos produtores rurais, secando lavouras, pastos e mananciais d´água; repetindo o quadro vivido no ano de 2001, quando o prefeito Pedro Jorge Cherene, teve que decretar situação de emergência. Desta vez, a situação transcende a área rural, atingindo o perímetro urbano, onde começa faltar água para a população.A prefeitura abriu poços artesianos visando minorar as dificuldades enfrentadas pela população e ajudando os agricultores e pecuaristas cedendo máquinas que foram utilizadas na abertura de tanques e na construção de barragens.-Mais GaleriasDepois de Barra do Itabapoana e Gargau, Guaxindiba também foi beneficiada com obras de calçamento e construção de suas primeiras galerias de águas pluviais. As obras foram inauguradas no dia 1º de novembro de 2002 pela prefeitura municipal.Do ato inaugural participou o prefeito Pedro Cherene, Vereadores, Secretários de Governo, e centenas de pessoas da comunidade sanfranciscana.-Socorro AéreoUma iniciativa até então considerada inédita no município foi registrada no dia 11 de novembro de 2002, quando a Secretaria Municipal de Saúde juntamente com o Corpo de Bombeiros, realizou a remoção, através de helicóptero, do paciente Elias Lourenço da Silva, de 23 anos, residente em Barra do Itabapoana, vítima de grave acidente automobilístico, ocorrido na rodovia RJ-196, levando-o para o Complexo Hospitalar do Mandaqui, na Zona Norte de São Paulo. -Melhores Prefeitos do BrasilO Prefeito Pedro Jorge Cherene, recebeu em 22 de novembro de 2002, no Sheraton Hotel, na capital do Estado, Rio de Janeiro, o troféu de Melhores Prefeitos Brasileiros, conferido pela revista “Leia Hoje” de circulação nacional. A revista fez uma pesquisa em mais de cinco mil municípios brasileiros, para avaliar o desempenho nas áreas de aplicação de recursos públicos em todos os níveis; equilíbrio fiscal, conceito de gestão, envolvendo dinamismo, austeridade, transparência e credibilidade.Este acontecimento encheu de orgulho a comunidade sanfranciscana, especialmente os amigos, auxiliares e correligionários do prefeito, por vê-lo entre os melhores prefeitos do Brasil.Em 26 de julho de 2003, durante a realização do XXV Congresso Brasileiro de Prefeitos e Vereadores, realizado no Salão de Convenções do Recife Praia Hotel, em Recife, capital de Pernambuco, mais uma vez o Prefeito Pedro Jorge Cherene foi agraciado com o Troféu e Diploma de “Melhores Prefeitos do Brasil” desta feita, instituído pelo IBRAM – Instituto Brasileiro de Apoio aos Municípios, que através de nova pesquisa, o classificou entre os melhores prefeitos brasileiros, prestando-lhe então a merecida homenagem. Na ocasião, o diretor presidente do IBRAM, Jânio Costa Menezes, declarou haver elegido o prefeito Pedro Jorge Cherene ao analisar a autonomia, postura política, equilíbrio fiscal, concepção de gestão, dinamismo, austeridade, transparência e credibilidade junto à comunidade.-Entreposto da Bela JoanaFoi inaugurado no dia 30 de novembro de 2002, na localidade de Valão Seco, um entreposto de frutas da Fábrica Bela Joana.O galpão medindo 450 metros quadrados; foi destinado ao recebimento da produção dos fruticultores do Município, que naquela data respondia por 50% da produção do Norte/Noroeste Fluminense.-Movimento EcológicoFoi realizado no dia 30 de novembro de 2002, em Santa Clara, sob a coordenação do Assessor Especial de Gabinete e Coordenador do Departamento da Juventude, Roberto Pinheiro Acruche, o Primeiro Movimento Ecológico da Juventude do Município. Além de palestras, foram realizadas durante o encontro; oficinas de reciclagem, apresentações culturais e uma gincana com a participação de nove escolas. O evento foi aberto pelo Prefeito Pedro Jorge Cherene e contou com o apoio das secretarias municipais de Meio Ambiente, Educação, Saúde, Turismo e da Assessoria de Comunicação Social.-Instalação do IncraA Prefeitura Municipal em convênio com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), inaugurou no dia 27 de dezembro de 2002, uma unidade municipal de cadastramento, com o objetivo de realizar um levantamento completo da malha fundiária do município. Anexo ao posto de recadastramento, o INCRA instalou uma sub-unidade administrativa, para que técnicos do órgão pudessem prestar auxílio aos produtores rurais.Participaram do ato inaugural, o Prefeito Pedro Cherene, o superintendente regional do INCRA, Josemar Oliveira, secretários da administração municipal, vereadores, produtores rurais. Registro do ato inaugural – ver-se Manoel Alves Junior, Amilton João Couto de Miranda, Edenites da Silva Viana quando discursava, Prefeito Pedro Jorge Cherene, o superintendente regional do INCRA, Josemar Oliveira.-Eleição na Câmara MunicipalFoi reeleito, por oito votos contra cinco, o Vereador Leonardo Terra de Almeida (PFL), presidente da Câmara Municipal para o biênio 2003 e 2004. Francisco Paulo de Oliveira Santana (PFL) ficou com a vice-presidência; Willian Gomes de Almeida (PSB), primeiro secretário e Jamilton Marcelino da Silva (PL), segundo secretário. A disputa teve clima de eleição municipal, sendo o resultado festejado com trio-elétrico e debate entre os simpatizantes das chapas.- Decreto nº 84, de 16 de janeiro de 2003O Prefeito baixou nesta data, um Decreto prorrogando o orçamento municipal de 2002, tendo em vista não haver sido sancionado o de 2003, por haver este, entre outras considerações, sofrido emendas e alterações que ferem dispositivos constitucionais. Em outro despacho, o Prefeito já havia vetado o orçamento emendado e votado pela Câmara. No dia 15, os vereadores que se opunham à administração do prefeito, derrubaram o veto ao orçamento apresentado pelo executivo, pelas razões já descritas.Repito aqui o que já havia dito! A decisão da Câmara em reduzir a previsão orçamentária, é um procedimento político totalmente equivocado. Certamente os Poderes Executivo e Legislativo terão que recorrer ao Judiciário para resolver este impasse, que coloca em risco a harmonia daqueles poderes; que deveriam conforme texto constitucional, atuar harmonicamente. -Enchente do Rio Itabapoana em 2003.Decreto de nº85, de 20 de janeiro de 2003, assinado pelo prefeito Pedro Jorge Cherene, declarava Situação de Emergência na localidade de Barra de Itabapoana, sede do 2º Distrito do Município, em razão das cheias do Rio Itabapoana, que atingiu bairros, alagando ruas, casas e desalojando famílias.Uma das casas atingidas pelas águas no Bairro do Ingá.Máquinas da Prefeitura trabalhando.Prefeito Pedro Cherene conversando com uma moradora cuja casa também foi alagada.A gravidade da situação determinou que máquinas, caminhões e equipamentos da prefeitura fossem deslocados para socorrer a população atingida e adotadas medidas de forma a dar solução, amparar e amenizar o sofrimento de todas as famílias.O prefeito convocou ainda a Defesa Civil do Estado, mobilizou as Secretarias de Obras, Promoção Social, Meio Ambiente e Saúde, colocando toda a disponibilidade municipal possível a serviço da comunidade atingida. Além do serviço de contenção das águas, do deslocamento das pessoas, foram prestados serviços médicos, distribuição de água potável, remédios, alimentos, cobertores e vacinação.Prefeito Pedro Cherene com o comandante da força tarefa da Defesa Civil do Estado do Rio, Coronel Paulo César Lacerda de Oliveira.Corpo de Bombeiros atuando em socorro aos atingidos pela enchente.Vista das águas do Rio Itabapoana que invadiu pastos e fazendas próximas a sua margem.-Queixa Crime Contra VereadoresNo dia 24 de janeiro de 2003, o Prefeito Pedro Jorge Cherene, denunciou ação terrorista de vereadores e apresentou queixa crime contra um grupo, comandado pelo Presidente da Câmara Leonardo Terra de Almeida, que já tinha antecipado o lançamento de sua candidatura ao cargo de prefeito nas próximas eleições.Atos considerados abusivos, como invasões de Departamentos e Secretarias da Prefeitura, pelo grupo de vereadores, além da denúncia; obrigou ao Prefeito baixar um Decreto determinando a todos os secretários que não forneçam documentos ou cópias de processos sem os pedidos formais ao executivo, conforme prever a legislação.-Desastre EcológicoEspuma tóxica invadiu o litoralAcidente ambiental causado pela Indústria Cataguazes de Papel, trouxe prejuízo e preocupação ao Município; paralisou a atividade pesqueira; deixando milhares de pessoas sem poder trabalhar.Com a contaminação do Rio Paraíba, pelos resíduos tóxicos despejados pela Cataguazes, ficaram ainda contaminados os mangues e toda a orla marítima municipal. A mancha de espuma tóxica atingiu o tamanho superior a 20 quilômetros de extensão a beira da praia e cerca de 22 quilômetros mar adentro.A Prefeitura tomou imediatas providências para minorar os efeitos da contaminação e atender a população atingida. Além das comunidades pesqueiras do litoral, as ilhas do Lima, do Pessanha e da Convivência, que ficam situadas no delta do Rio Paraíba, também foram prejudicadas as comunidades de Barra Seca, Campo Novo e Cacimbas, localizadas às margens do rio.Assim como a pesca, ficou proibido o banho de mar.Por motivo de precaução e segurança da saúde da população, o Prefeito baixou a Portaria nº 1121, de 10 de abril de 2003, proibindo a comercialização do pescado procedente do Rio Paraíba do Sul.Uma mancha negra de quilômetros de extensão ocupou o Rio Paraíba do Sul no território sanfranciscano.CarnavalO carnaval em 2003, mais animado e colorido que nos anos anteriores; levou muitos foliões; as avenidas, praças, e principalmente as praias. O bloco, Acadêmicos do Status desfilou no dia 28 de fevereiro, na abertura oficial do carnaval na rua Joaquim da Mota Sobrinho.Mestre Sala e a Porta Bandeira Carro AlegóricoO Boi Costela foi atração em Santa Clara e Gargau.O Carnaval fora de época em Praça João Pessoa movimentou a comunidade e muita gente se fantasiou. (19/04/2003).A terceira idade também fez o seu carnaval e relembrou os de outrora. O Bloco de Samba Lamore, de Manguinhos com grande sucesso desfilou em Guaxindiba. O Boi Pernambuco com sessenta e quatro anos de tradição animou mais uma vez as ruas e avenidas de Gargau, arrastando uma multidão. Em Barra os Unidos da Ponte e os Unidos do Ingá arrancaram aplausos das suas torcidas e dos turistas.-Festa do TrabalhadorNo dia 1º de maio, no CIEP, em São Francisco, o prefeito Pedro Cherene comandou a festa do trabalhador. Uma multidão se reunião para participar da programação, que durou o dia inteiro e constitui-se de almoço, farta distribuição de brindes e show. Na data o Prefeito apresentou a todos a maquete da futura prefeitura, cujo contrato autorizando o início das obras, foi assinado com o vice-prefeito, na presença de secretários, autoridades convidadas e os demais participantes do evento.Momento em que o Prefeito apresentava a maquete.Momento da assinatura do contrato. A Construtora Maero Ltda. Executará a Obra. A Prefeitura conforme o projeto contará com instalações modernas e funcionais.-CondenaçãoCinco anos após o assassinato do vereador José Antônio Rangel de Azevedo, o primeiro acusado do crime foi julgado e condenado no dia 24 de junho de 2003, na 1ª Vara Criminal, Comarca de Niterói, a 20 anos e sete meses de prisão, em regime fechado, sendo o crime classificado como hediondo. O réu Sérgio Balbino de Souza, que aguardava o julgamento em liberdade foi conduzido para a penitenciária para cumprimento da pena.-MST faz nova ocupaçãoNo dia 27 de maio de 2003, trinta famílias do movimento sem terra invadiram a fazenda Santana Betel, na localidade de Periquito, divisa entre São Francisco de Itabapoana e Campos dos Goytacazes. O Sr. Ilton Figueira, proprietário da fazenda, acionou seus advogados para as medidas cabíveis, esperando reintegrar-se na posse da mesma.-Sucesso EsportivoA equipe de ciclismo VIMOTO, de São Francisco de Itabapoana, foi o grande destaque da primeira etapa da Copa de Inverno 2003, realizada dia 8 de junho no Rio de Janeiro. Oitenta atletas participaram da competição e Fabio Lemos Benzi obteve a primeira colocação, com os irmãos Fabieli e Fabiano Mota em segundo e terceiro lugar.Este resultado reafirmou não só a boa fase, mas também a categoria dos ciclistas sanfranciscanos, entre eles, Fabieli Mota, que conquistou uma vitória e duas segundas colocações na prova internacional das 500 milhas do Norte do Uruguai, disputada no final de abril de 2003, em cinco etapas, entre as cidades de Artigas, Riviera e Tacuarembo.Flagrante de uma corrida na Joaquim da Mota Sobrinho.Cris ex-atleta agora dirigente da Associação Franciscana de Ciclismo, ao lado corredores e a premiação recebida.O esporte em São Francisco passou a receber mais apoio e incentivo, e vem crescendo nas mais diversas modalidades. O futebol com rica premiação e apoio da prefeitura conta com várias equipes organizadas. A liga já foi criada, tendo sido uma luta incansável do Dr. Venaldo Batista, Diretor do Departamento de Esporte. O ciclismo através da iniciativa privada e do apoio oficial, tendo sua associação subvencionada pela prefeitura, vem se destacando dentro e fora do município, graças ainda aos abnegados dirigentes, incentivadores, entre eles; Juscelino da Farmácia, Rogenaldo da Drogaria do Rogenaldo, Robertão Siqueira, Edmilson Viana, da Vimoto, Castilho da Gráfica Nunes e os dedicados e valorosos atletas. Corridas de Kart e Provas de Motociclismo vêm sendo realizadas com o apoio da prefeitura através do Departamento de Esporte da Secretaria de Turismo.Corrida de Kart realizada em 2003.Prefeito Pedro Cherene entre dois pilotos.Equipe de futsal.O futsal já conta com várias equipes e sua prática tem aumentado a cada ano. Prova realizada em Travessão de Barra, ano de 2003.Futebol Soçaite Lance da final do campeonato. Futebol feminino vem crescendo a cada ano. Flagrante do torneio realizado em Gargau no ano de 2003.O karatê e a capoeira também já fazem parte das modalidades esportivas praticadas no município.A grande expectativa agora é a construção de um complexo esportivo, planejado pela prefeitura municipal, que deverá ser implantado numa área de quarenta e oito mil e quatrocentos metros quadrados, já adquirida, onde está prevista a construção do estádio municipal, quadras poli-esportivas, piscina para a prática de esportes aquáticos e pista de atletismo. -Centro de ConvivênciaFoi inaugurado pela Prefeitura no dia 14 de junho de 2003, o Centro de Convivência Nágeme Jorge Abílio, na localidade de Ponto de Cacimbas.O ato inaugural contou com a presença do prefeito Pedro Jorge Cherene que disse na ocasião, tratar-se de um ponto de encontro dos idosos, e local onde eles poderão recorrer para receber apoio.Além de Grupos da Terceira Idade, estiveram presentes, secretários da municipalidade, vereadores e integrantes da comunidade sanfranciscana.- Entrega de CertificadosCom a conclusão dos cursos de aplicação de agrotóxicos, reflorestamento, jardineiro e arborização urbana, operação e manutenção de tratores agrícolas, cultivo de fruteiras perenes, produção de derivados do leite, transformação caseira de produtos de origem animal - embutidos e defumados, foram entregues pelo prefeito Pedro Jorge Cherene, no dia 17/07/2003, 118 certificados de conclusão. Entre os muitos participantes estavam Daniel Barreto Cabral, Antônio Nunes de Azevedo, Leandro Carlos Rangel Alves e Paulo Fernando Rodrigues de Oliveira.Na ocasião o Secretário de Agricultura Renato Machado falou sobre a importância dos cursos e da parceria firmada entre a Secretaria Municipal de Agricultura com o SENAR – Serviço Nacional de Aprendizado Rural.-Barracão de GargauEm 27 de julho de 2003, o Barracão de Gargau completou cem anos de sua construção.Guardando sua arquitetura original e em perfeito estado de conservação, tombado para fins de proteção cultural, abrigando atividades sociais e culturais, hoje é símbolo de um tempo, de lutas, conquistas, e de saudades para aqueles que ali desenvolveram suas atividades mercantis com produtos da terra e que ainda vivem para contar a sua história.Barracão inaugurado em 27/07/1903 hoje tombado pelo patrimônio municipal através do Decreto nº 21/97, para fins de proteção cultural.-Paróquia de BarraIgreja de São Sebastião elevada a Paróquia no dia 27 de abril de 2003.-Início das Obras da Sede da PrefeituraPrefeito Pedro Cherene acompanhado da 1ª Dama D. Irineia, de Secretários, Assessores, Vereadores e amigos. (13/05/2003).Máquina patrolando a área onde será construída a Prefeitura.-Inauguração de Creche em FlorestaFoto 1- Carlito; Prefeito Pedro Cherene; Vereador Edenites da Silva Viana e Roberto Acruche.Foto 2- Carlos Alves; Carlito, Pedro Cherene, Secretária de Educação Beatriz Gomes de Oliveira.Em 30/052003 - foi inaugurada; a creche-escola, na localidade de Floresta, com a participação de diversas autoridades e da população que festejou o acontecimento.-Ações Anti-DrogasFoto 1- Roberto Acruche, representando no evento o Prefeito Pedro Jorge Cherene. Foto 2 – O presidente da Associação Beija-Flor.1º Curso de Noções Básicas de Prevenção às Drogas foi realizado nos dias 22 e 23 de maio de 2003, promovido pela Associação Beija-flôr com a presença de professores, pessoas comunidade.- Inauguração do Fórum.Em 03 de julho de 2003, foi inaugurado o novo fórum que agregou o Ministério Público Estadual, Defensoria Pública, Comissariado da Infância e Juventude, Juizado Civil e Criminal. Além disso, com uma sala destinada a OAB – Ordem de Advogados do Brasil, sala de assistência social e psicológica, de oficiais de justiça, de conselho executivo fiscal, de espera, entre outras dependências.O ato inaugural teve a participação do presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Desembargador Miguel Pachá, do Prefeito Pedro Jorge Cherene, do Juiz Titular da Comarca Elias Pedro Sader Neto, do representante da OAB no município, Sérgio Victor de Souza, do Procurador Geral do Município, Enaldo Vieira Barreto, do Juiz Dacione Nunes, entre outras muitas autoridades civis e militares, sendo um dos mais prestigiados da região. Tive a honra de ser o Mestre de Cerimônias da solenidade, uma das que ficarão efetivamente gravada na história deste Município; e na oportunidade assim me expressei: “Estamos aqui reunidos para este ato solene, que para nossa terra, representará um marco significativo de sua história. Bem inspirados foram aqueles que se empenharam por esta realização. Seus nomes haverão de ficar gravados no coração dos sanfranciscanos, num pleito de gratidão imorredoura. Aqui serão resolvidas as questões que dependerão da tutela do Poder Judiciário. Aqui as causas serão tratadas e amparadas pela melhor interpretação das leis. Aqui está instalado o templo, não apenas daqueles que buscam o direito, mas especialmente daqueles que lutam para fazer e fazem justiça”.O Prefeito e o Dr. Miguel Pachá Dr. Elias Pedro Sader NetoPrefeito Pedro Jorge Cherene quando do seu pronunciamento, vendo-se ao fundo, em pé: O Vice-Prefeito José Antônio de Menezes Alexim, o Procurador Geral do Município Dr. Enaldo Viera Barreto. Ao lado direito em primeiro plano o Desembargador Miguel Pachá, presidente do Tribunal de Justiça do Estado e Dr. Elias Pedro Sader Neto, Juiz titular da Comarca.-Aquisição de Área para Complexo EsportivoCausou enorme expectativa no meio esportivo sanfranciscano o anuncio da compra pela Prefeitura de uma área de 48.400 metros quadrados, para instalação de um Complexo Esportivo e de Lazer, que abrigará diversas modalidades esportivas, inclusive aquáticas, o que muito contribuirá para a evolução do esporte no município.Ato de assinatura da escritura de compra de uma área com 48.400 metros quadrados para instalação do Complexo Esportivo e de Lazer de São Francisco de Itabapoana, em 10/07/2003.-147ª Delegacia de PolíciaFoi inaugurada no dia 7 de agosto de 2003 a 147ª DP em São Francisco, com a presença do Chefe de Policia Civil, Álvoro Lins, que representou o secretário de Segurança Pública Anthony Garotinho; do Prefeito, Pedro Cherene; do Juiz da Comarca, Elias Pedro Sader Neto; do Delegado Regional, Joaquim Couto; do Delegado Titular da 147ª DP Eduardo Gomes Novelino; Vereadores; Secretários e várias outras autoridades civis e militares. Em mais esta oportunidade atuei como Mestre de Cerimônias.Da esquerda para a direita ver-se o 1º Delegado Titular do Município, Dr.Eduardo Gomes Novelino, o Dr. Álvaro Lins, Chefe da Polícia Civil e o Prefeito Pedro Jorge Cherene.Juiz Elias Pedro Sader Neto-Festival do MaracujáAbertura oficial do 17º Festival do Maracujá em Travessão de Barra. Vemos o Presidente da AMORATRA e o Prefeito.- Dia 27/08/2003 foi realizada a 1ª Conferência Municipal da Cidade.A 1ª Conferência Municipal da Cidade de São Francisco de Itabapoana foi realizada no auditório do Colégio Estadual São Francisco de Paula com a presença de várias autoridades, entre elas o Prefeito Pedro Jorge Cherene, o Vice-Prefeito José Antônio de Menezes Alexim, que também foi o presidente da mesma, de vários secretários da municipalidade e dos mais diversos seguimentos da sociedade sanfranciscana, além da população convidada e alunos do referido estabelecimento de ensino. Foram palestrantes a bióloga Vânia Américo Capello Salles, o coronel José Amilton Barreto da Silva o escrevente substituto do cartório do ofício único Sérgio Lucio de Lima Pessoa e este autor, na condição de secretário de planejamento da municipalidade.Desta conferência saíram os Delegados a Conferência Estadual da Cidade, que foi realizada na Capital do Estado nos dias 26, 27 e 28 de setembro de 2003, e desta para a Conferência Nacional em Brasília, realizada entre os dias 23 a 26/10/2003, da qual tive a honra de participar, na condição de único representante do município. Roberto Pinheiro Acruche – Coordenador da 1ª Conferência Municipal da Cidade de São Francisco de Itabapoana.Foto 1-Roberto Pinheiro Acruche – fazendo palestra na 1ª Conferência da Cidade.Foto 2-Da esquerda para a direita Vereador, Carlos Alberto Azevedo; Vice-Prefeito, José Antônio de Menezes Alexim; Prefeito, Pedro Jorge Cherene e o Vereador Edenites da Silva Viana, por ocasião da 1ª Conferência da Cidade. Roberto Pinheiro Acruche, na condição de Delegado, representando o Município de São Francisco de Itabapoana e o Ministro das Cidades, Olívio Dutra, por ocasião da I Conferência Nacional das Cidades em Brasília nos dias 23 a 26/10/2003.-Audiência Pública Composição da Mesa da Audiência Pública Ocorrida em 24/08/2003 para a apresentação do Orçamento Municipal Previsto para 2004.Dra. Maria Helena Jorgove D. Lúcia – Instituto PinókioHerbet Lins – AMAG-Gargaú Cícero J. Ramos-C. Laçadores.-Nova ManguinhosA tradicional Praia de Manguinhos ganhou novo aspecto com as inaugurações das obras de calçamento e urbanização da praça que recebeu o nome de “Simão Mansur” inauguradas no dia 10 de outubro de 2003, com a presença de Atinah e Salemo Mansur, irmã e filho, respectivamente do homenageado, do Prefeito Pedro Cherene, Secretários da municipalidade, Vereadores e ainda grade público, entre os quais figuras tradicionais de Manguinhos que foram agradecer ao prefeito pelas obras realizadas. Entre elas estavam: Irineu, Julio da Silva Velasco e Lucimere de Azevedo Estevão, ex-presidente da Associação de Moradores de Manguinhos e grande incentivadora da localidade.Pedro Cherene, José Cherene, Roberto Acruche, Atinah Mansur, Irineu, entre outros.-Escola Municipal Balão Mágico em Praça João Pessoa, Inaugurada em 28/11/2003.A inauguração do novo prédio da Escola Municipal Balão Mágico em Praça João Pessoa, constitui-se em mais um marco da educação municipal, levando um enorme público, e várias autoridades constituídas ao ato inaugural, que se transformou em grande festa com a participação da Banda Marcial do Colégio Estadual Ercília Muylaertde Menezes, de Gargau, da Banda Brilho da Terra com o cantor Mazinho e ainda um jovem e promissor cantor de músicas “gospel”, Pablo Alves da Silva.Palanque das autoridades, vendo-se ainda parte do público e a Banda Marcial do Colégio Estadual Ercília Muylaert Menezes.-Aula Inaugural de Formação do Guarda Civil MunicipalNo dia 24 de novembro de 2003, coube ao Dr. Elias Pedro Sader Neto, Juiz titular da Vara Única de São Francisco ministrar a aula inaugural do curso de formação do guarda civil municipal. O evento foi prestigiado por várias autoridades constituídas, civis e militares e ocorreu na sala do júri do fórum local.A instituição da Guarda Civil Municipal de São Francisco de Itabapoana constitui mais um marco significativo da história municipal, tendo início no ano de 2001, quando no dia 8 de fevereiro entrou em vigor a Lei Municipal Nº 75/2001, que autorizava a sua criação. Posteriormente foram aprovados os Estatutos e Regimento. Feito o concurso público e convocados os aprovados, passaram estes ao período de formação, oportunidade que tive, convidado pelo Comandante da Guarda, Coronel PM José Amilton Barreto da Silva, para ministrar as aulas sobre os vultos, aspectos fiscos e econômicos do município.No dia 18 de janeiro de 2004, foi inaugurada a sede provisória da Guarda; que contou com a presença do Prefeito, do Vice-Prefeito, de Vereadores, Secretários Municipais e representantes da comunidade.À frente da esquerda para direita o vereador José Cherene, representantes da Polícia Militar, seguido dos alunos.Prefeito Pedro Cherene e Dr. Elias, Juiz da Comarca.Coronel José Amilton e Roberto Acruche na aula inaugural.Formação da Guarda em 18/01/2004Guarda Municipal desfilando em 18/01/2004 – 9º ano de emancipação do Município.Inauguração da sede provisória em 18/01/2004.-I Seminário, Alternativas para o Desenvolvimento da Pesca Artesanal no Norte Fluminense. Realizado em 12 de dezembro de 2003 com a perspectiva de encontrar novas estratégias para a atividade de pesca artesanal, visando um desenvolvimento sustentável local que garanta emprego, segurança social e a participação da população em programas educacionais e ambientais. A abertura do seminário contou com a presença do Prefeito Pedro Jorge Cherene, do Vice Prefeito José Antônio de Menezes Alexim, do Secretário de Meio Ambiente Edmar Henriques, do Secretário de Planejamento Roberto Pinheiro Acruche, do Gerente Regional do SEBRAE, Sr. Gilberto, do Presidente da Colônia de Pescadores de São Francisco de Itabapoana Amilton Ferreira, do representante da INB, Sr. Francisco Pontes, do representante da PETROBRAS, Sr. Eduardo Secchin, de vários pescadores e pessoas interessadas na matéria. Equipe de Governo 2001/2004, mais precisamente até 20 de janeiro de 2004, data em que concluímos esta obra:Dr. Enaldo Vieira Barreto – Procurador GeralRoberto Pinheiro Acruche – Secretário de PlanejamentoPaulo César Falcão da Mota – foi Secretário de Fazenda.Manoel Alves Júnior –foi Secretário de Fazenda. Hipojucan de Almeida Glória – Assumiu a Secretaria de Fazenda em janeiro de 2004.Edmar da Silva Henriques - Secretário de Meio AmbienteRenato Machado – Foi Secretário de Agricultura, Pesca, Indústria e Comércio.José Carlos de Oliveira Santos – Secretário de AgriculturaRomário Teixeira Bernardo – Foi Secretário de Turismo, Esporte e Lazer.Joanizio Pessanha Machado – Diretor do Departamento de Transporte. Dr. Fauazi Ribeiro Cherene – Foi Secretário de SaúdeClaudiomar de Souza Alves – Secretário de SaúdeSilvana Paes Barreto Sales –Secretária de Assistência e Promoção Social. Cláudio Luiz Henriques – Começou como Secretário de Agricultura – atualmente é o Secretário de Obras.José Renato Elias Pontes – foi Secretário de Obras.Manoel Carlos da Silva – Secretário de Administração.Ronald Luiz da Silva – Foi Secretário de Administração e de Planejamento.Alrenio Miranda do Nascimento, foi secretário de turismo, assessor de comunicação, agora retorna a secretaria de turismo.Jairo Batista – Foi Chefe de Gabinete, hoje é Assessor Especial do Gabinete.Beatriz Gomes de Oliveira – Foi Secretária de Educação até 31/12/03.Kátia Regina Martins dos Santos – Atual Secretária de Educação.Amilton João Couto de Miranda Secretário de Meio Ambiente, de Transporte, agora Assessor Especial de Gabinete.Ricardo Alexandre – Oficial de GabineteLuiz Andrade - FotógrafoMaurício Barreto e Henriques Coutinho da Silva – Assessoria de Comunicação- Vereadores:Edenites da Silva Viana Herval Luiz dos S. BatistaFrancisco Carvalho Terra Francisco Paulo de O. SantanaJosé Jorge Cherene Leonardo Terra de AlmeidaCarlos Alberto Silva Azevedo Paulo Sergio Gomes Moreira Jamilton Marcelino da Silva Willian Gomes de AlmeidaWashington L. C. Moreno Fátima Aparecida P. SouzaJosé Pinto de Souza FilhoEx-Vereador Caboclo e o Ex-Vereador José Pinto ambos ao lado do Prefeito Pedro Cherene-Poder JudiciárioDr. Elias Pedro Sader Neto – Juiz titular da Vara Única.Dra. Roberta Dumas– Promotora de JustiçaDr. Sérvio Victor de SouzaJader Lúcio de Lima Pessoa - Notário e Registrador do Cartório da Vara Única de São Francisco de Itabapoana.Serábio Ramos – Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipal.Exaltação a São Francisco de ItabapoanaAutor – Roberto AcrucheSão Francisco de ItabapoanaComo eu gosto de você.Sua beleza encantadoraHá de sempre resplandecer.Suas praias, sua grandeza,Seus campos e floração colorida,Obra prima da naturezaEu me orgulho de ter nascido aqui.Salve seu povo hospitaleiro,Bom, amigo e trabalhador;Salve terra abençoadaDe São Francisco nosso senhor...Abraçada pelos rios,Beijada pelo mar,Ornada com lagoasVocê é linda, sempre vou te amar.São Francisco de ItabapoanaOnde o sol brilha mais o ano inteiro,Estrela de grandeza reluzenteDo Estado do Rio de Janeiro.Árvore centenária da Sapucaia na localidade de Aldeia. (Árvore da família das lecitidáceas, da floresta atlântica).Morro do Mico com 204 metros de altitude.Mata do Carvão.Vegetação aquáticaFlamboyant. (Árvore da família das leguminosas-cesalpináceas).Praia de Guaxindiba.A beleza de nosso litoralFarol na Praia de Lagoa DoceRio Paraíba do SulRio ItabapoanaVegetação Nativa - Madeira de LeiPaisagensPaisagensNossa Fauna (Mico Saguí)CRONOLOGIA*1499, 7 de junho – É assinado o Tratado de Tordesilhas entre Portugal e Espanha. *1500, 22 de abril – Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil. *1501 – Primeira Expedição enviada ao Brasil, após a viagem de Cabral, sob o comando de Gaspar Lemos; em 1º de janeiro de 1502 chegou ao que lhes parecia a foz de um grande rio, denominando Rio de Janeiro, ao que é, na realidade, a entrada da barra da baía de Guanabara.*1503 - Segunda expedição sob o comando de Gonçalo Coelho, com a intenção de verificar com mais exatidão os recursos naturais da nova terra. Ergueram em Cabo Frio uma feitoria destinada a embarcar o pau-brasil, árvore abundante na região.*1511 - Parte de Cabo Frio para Portugal a nau BRETOA carregada de pau-brasil, alguns índios e animais como papagaios e macacos. *1516 - Aporta no Rio de Janeiro o navegador Juan Diaz Solis, a serviço da Espanha, que cursou a costa brasileira velejando para o Sul até o Rio da Prata (durante muito tempo denominado Rio Solis), na tentativa de demarcação das terras daquele reino fronteiras com as terras do reino de Portugal.*1519 - Aporta no Rio de Janeiro o navegador português Fernão de Magalhães a serviço da Espanha, que iria efetuar a primeira volta ao mundo, partindo do Ocidente para o Oriente.*1524 – Nasce na ilha de Paranapuã, (Ilha do Governador), Rio de Janeiro, o índio Araribóia. *1530 – Martim Afonso de Souza chega ao Brasil na primeira expedição chamada de colonizadora, pois tinha por objetivo iniciar a colonização. Trás mudas de Cana de Açúcar para serem plantadas. O primeiro engenho produtor de açúcar do Brasil, com o nome “São Jorge”, é instalado em 1532 na vila de São Vicente por Martim Afonso de Souza. * 1531 - Em abril, desembarca no Rio de Janeiro, Martim Afonso de Souza comandando frota de 5 navios para iniciar efetivamente a colonização. Permanece 3 meses, improvisa uma ferraria para conserto de embarcações e constrói 2 bergantins de 15 bancos para uso dos colonos. Navios franceses, espanhóis, ingleses e de outras nacionalidades passam a explorar o litoral em busca de riquezas, principalmente o pau-brasil que comercializavam com os índios.*1532 - Preocupa-se o Governo português com as sucessivas invasões e decide o Rei D.João III colonizar o País dividindo-o em 15 Capitanias Hereditárias, para 12 fidalgos cuja obrigação principal era ocupar e desenvolver a agricultura em suas terras, defendendo-se dos ataques dos índios e dos contrabandistas. O território hoje ocupado pelo Rio de Janeiro ficou pertencendo aos donatários da Capitania de S.Vicente, doada em 1534 a Martim Afonso de Souza, e a de S.Tomé, doada em 1536 a Pero Góis da Silveira, vizinha do Espírito Santo. O donatário de S.Tomé fundou a Vila Rainha, perto do Rio Itabapoana desenvolvendo a lavoura canavieira, mas esta foi constantemente atacada pelos índios Goitacazes. A capitania de S.Vicente foi povoada apenas na parte sul do quinhão que lhe coube e se desenvolveu em torno do porto de S.Vicente, hoje São Paulo. Martim Afonso de Souza concedeu algumas sesmarias na região de Parati e Angra dos Reis em 1556*1532, 22 de janeiro – É fundada por Martim Afonso de Souza a vila de São Vicente, que é a primeira vila fundada no Brasil. *1532, 15 de agosto – Prisão da Nau Peregrina.*1534, março – Dom João III era rei de Portugal, em 1534. Para povoar a vasta extensão de terra que Pedro Álvares Cabral havia descoberto em 1500, resolveu dividir o Brasil em vários grandes lotes chamados Capitanias. Assim o Brasil foi dividido em quinze faixas de terras, de norte a sul, formando doze capitanias.*1535, 31 de maio – O rei D. João III declara as Capitanias Hereditárias do Brasil como território de Couto e Homizio.*1535, 5 de outubro – O rei de Portugal determinou que os degredados que antes eram enviados para as Ilhas de São Tomé e Príncipe, na África, passassem a vir para o Brasil.*1536, 28 de janeiro – Data da Carta de Doação da Capitania de São Tomé a Pero de Góis.*1538 - Pero de Góis de posse dos diplomas legais, juntamente com seu irmão Luiz de Góis, depois de explorar toda a costa de sua capitania, desembarca na enseada do Retiro e nas proximidades do Rio Managé, hoje Itabapoana, fundou a Vila da Rainha.*1538 – Pero de Góis plantou neste ano a primeira cana-de-açúcar da região e do atual Estado do Rio de Janeiro.*1539, 14 de agosto – Pero de Góis assenta os limites de sua capitania com a capitania do Espírito Santo de Vasco Fernandes Coutinho.*1542 – Pero de Góis volta a Portugal em busca de recursos para implementar a sua capitania.*1543 – Ao voltar de Portugal, Pero de Góis encontra toda a sua Vila da Rainha destruída.*1545, 18 de agosto – Pero de Góis escreve a Martim Ferreira, com quem se associou, dando-lhe conta de que esperava exportar dentro de um ano 2.000 arrobas de açúcar, produzido no primeiro engenho por ele construído as margens do Rio Managé. (Hoje Itabapoana).*1546, 29 de abril – Pero de Góis escreve ao rei D. João III comunicando a destruição de capitania pelos gentios. *1548 – Foi criado o Governo Geral do Brasil e, em 1549, chegava o Primeiro Governador Geral, Tomé de Souza, que administrou o território brasileiro até 1553. Com ele veio Pero de Góis.*1548 - Não tendo a colonização, dado bom resultado através das Capitanias Hereditárias e, com o permanente assédio dos franceses sobre os índios para comercializar o pau-brasil, resolve o Rei de Portugal criar um governo geral destinado a auxiliar os donatários especialmente na luta contra os índios, que não paravam de atacar vilas e engenhos, destruindo as plantações dos colonos. É nomeado o fidalgo português Tomé de Souza, 1º Governador Geral do Brasil. Desembarcou na Baía de Todos os Santos em 1549, fundando a cidade de Salvador, nossa primeira capital.*1549 – Chega ao Brasil Tomé de Souza, primeiro Governador geral. Junto chega o Padre Manoel da Nóbrega. *1552 - Quando se inicia o Governo Geral, o litoral fluminense encontra-se praticamente despovoado, Tomé de Souza comunica ao Rei que na baía de Guanabara nada havia e ali se devia mandar fazer "uma povoação honrada e boa", pois era ponto preferido pelos franceses.*1553 – Chega ao Brasil, Duarte da Costa, o segundo Governador geral. Junto chegam: Braz Lourenço, fundador da Serra; José de Anchieta e Álvaro da Costa, filho do Governador.*1554, 25 de janeiro – Os Padres José de Anchieta e Manoel da Nóbrega fundam o Colégio de São Paulo, que dá origem a cidade de São Paulo. *1555, 10 de novembro – Os franceses chegam no Rio de Janeiro e são recebidos com alegria pelos Tamoios. Frota de Villegaignon. *1555 - Durante o governo de Duarte da Costa, sucessor de Tomé de Souza, instalou-se em ilhotas, na entrada da baía de Guanabara, uma expedição francesa de 100 homens, comandada pelo Vice-Almirante Villegagnon. É construído o forte de Coligny, na ilha onde se situa hoje, a Escola Naval contígua ao Aeroporto Santos Dumont. Funda-se aí a França Antártica, que 2 anos depois recebe o reforço de 300 colonos calvinistas.*1557 a 1572 – Mem de Sá; terceiro Governador geral; governa o Brasil durante 15 anos. *1558 – Duarte da Costa despede-se do Brasil e volta para Portugal. *1559 – Villegaignon volta à França para buscar mais homens e armas para a França Antártica que fundara no Brasil. Não consegue apoio do Rei da França e acaba não retornando mais para o Brasil. *1560, 16 de janeiro – Sai de Salvador, Bahia, a primeira expedição, comandada pelo próprio Governador geral, Mem de Sá, para combater franceses e Tamoios no Rio de Janeiro. *1560, 15 de março – A expedição de Mem de Sá ataca a ilha de Henri, também conhecida pelos nomes de Serigipe e Villegaignon, onde estava o Forte Coligny e um depósito de pólvora. Araribóia com uma tocha entre os dentes escala o penhasco e explode o depósito de pólvora. *1560 - O terceiro Governador, Mem de Sá, recebe ordens para expulsar os franceses. Reúne todas as forças de que dispõe, tanto na Bahia quanto em Capitanias vizinhas e, após vários combates, derrota os franceses, inutilizando suas fortificações. Alguns franceses escaparam para as matas com o auxílio dos Tamoios, voltando a freqüentar a baía quando o Governador retorna para Salvador.*1564 – Sai de Salvador a segunda expedição para combater os franceses e Tamoios no Rio de Janeiro. É comandada por Estácio de Sá. Passa pelo Espírito Santo onde embarcam Araribóia e vários índios flecheiros. *1565 - Chega de Portugal o Capitão Mor Estácio de Sá, sobrinho de Mem de Sá, à frente de nova expedição com a incumbência de fundar uma cidade mantendo a posse da terra pelos portugueses. A 1º de março, ocorre a fundação da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, na várzea existente entre os Morros do Pão de Açúcar e Morro Cara de Cão.*1567, 20 de fevereiro – Morre Estácio de Sá o fundador do povoado de São Sebastião do Rio de Janeiro, após ter recebido uma fecha envenenada no rosto. *1567 – Depois de prolongada luta com os Tamoios e seus aliados franceses; a nova cidade foi transferida para o Morro do Castelo. Na ocasião, delimitou-se uma área quadrada de seis léguas de lado, fundando aí a Capitania Real do Rio de Janeiro sob o comando de Salvador Correa de Sá.*1567 – Derrota dos franceses que são expulsos do Rio de Janeiro. *1568 – A Aldeia de Araribóia, em São Cristóvão, Rio de Janeiro é atacada pelos Tamoios que estavam em Cabo Frio. Os Tamoios são derrotados. *1568 - Portugueses concedem aos índios que colaboram nas lutas contra os franceses, favores do governo. Araribóia, chefe da tribo dos Temimimós, obtém como recompensa pelos serviços, quatro léguas de terra na margem oriental da baía de Guanabara. Aí se fundou a povoação de São Lourenço, que muito mais tarde daria origem à cidade de Niterói.*1572 – Mem de Sá, terceiro Governador geral do Brasil morre em Salvador, Bahia. *1572 - Portugal decide dividir o Brasil em dois governos para melhor administrar, sediados um em Salvador e o outro no Rio de Janeiro. O Governador deste, Dr. Antonio Salema, combateu os índios da região de Cabo Frio que, aliados aos franceses, auxiliavam no contrabando de pau-brasil. As tribos locais foram praticamente exterminadas. Inicia-se a ocupação definitiva com a criação de aldeias povoadas, freguesias e vilas.*1573 – O Brasil passa a ter 2 sedes de governo. Uma na Bahia e outra no Rio de Janeiro. *1573, 22 de Novembro – Araribóia toma posse da Sesmaria que recebeu como prêmio, doada por Mem de Sá, na região de São Lourenço e Caraí. Constrói sua Aldeia que dá origem a cidade de Niterói. *1577 – O Brasil volta a ter uma única sede de Governo geral, com capital em Salvador. *1587 – Araribóia morre afogado na baía de Guanabara. 1601-1700O Rio de Janeiro não tem grande expressão no século XVII. A Capital do Brasil era Salvador, e Pernambuco com sua grande produção açucareira, constituía a Capitania mais importante economicamente.Consolida-se a ocupação do território fluminense pelos portugueses que expulsam os franceses também em Cabo Frio, onde contrabandeavam o pau-brasil.A exploração e o povoamento do interior da Capitania se devem aos colonos que adentravam o território à procura de índios e pedras preciosas, e se estabeleciam plantando cana de açúcar e construindo pequenos engenhos. Após a derrota dos Corsários e dos índios os colonos ocupam novas terras situadas além de Cabo Frio, atingindo a baixada atravessada pelo Rio Paraíba do Sul. A cultura açucareira passa a ser a principal atividade econômica seguida da extração do pau-brasil, sal (em Cabo Frio) e pesca. Na agricultura destaca-se o cultivo da mandioca.*1619 – Gil de Góis renuncia seus direitos hereditários à Coroa Portuguesa.*1624 – Os holandeses atacam o Brasil pela primeira vez, na Bahia. Chegam para acabar com as plantações de Cana de Açúcar e com os engenhos que estavam dando prejuízo comercial para a Holanda. *Em 1627 - Grande parte da Capitania de São Tomé é dividida e são concedidas sesmarias aos sete capitães (homens que adquiriram grande prestígio ao se destacarem na luta contra os índios e franceses). Os novos donos trataram de ocupar suas propriedades, ocupando as vastas planícies da região, com excelentes pastagens e cursos d’água com a criação de gado cujas matrizes vieram dos Açores e Cabo Verde. *No final do Séc. XVII a lavoura açucareira; baseada no uso intensivo da mão-de-obra escrava, era a grande geradora de riquezas. A zona canavieira caracterizava-se pela existência de grandes latifúndios gerando poderosa aristocracia rural.*Em 1630 - se tornavam conhecidos os primeiros fazendeiros ao norte do rio Paraíba do Sul, (agora Município de São Francisco de Itabapoana), Matheus Pinto Caldeira e sua mulher Florentina Pinto, que receberam por doação as terras de Muritiba.*1630 – O pescador Lourenço do Espírito Santo, primeiro povoador de São João da Praia da Paraíba do Sul, depois São João da Praia construiu a capela de S. João Batista, nascendo daí a povoação da cidade de São João da Barra, que passou assim a ser denominada a partir dos fins de século XVIII.*Em 1657 - o capitão André Martins Palma, propõe a construção de uma fortaleza na barra do Rio Paraíba do Sul, para evitar a invasão holandesa.*1674, 20 de março – o Regente de Portugal doou a Capitania de São Tome ou Paraíba do Sul a Martins Correia de Sá (1º Visconde d’Asseca) e seu irmão João Correia de Sá.*1677, 29 de maio – Foi criada a Vila de São Salvador dos Campos dos Goitacazes.*1677, 6 de junho – Foi criada a Vila de São João da Praia, atual cidade de São João da Barra.*Em 1690 - Pascoal Borges Ramos, recebia por doação do capitão-mor às terras de Campo Novo.*Em, 1695 - Antonio Pugas, recebia as terras de Barra Seca.1701-1800O século XVIII inicia-se com a grande corrida para o interior na busca das riquezas das Minas Gerais. O Rio de Janeiro torna-se uma cidade mundialmente conhecida como ponto de partida e entreposto de fornecimento das Minas Gerais. A grande febre do ouro contagia toda a população. A abertura do Caminho Novo pelos bandeirantes, transpondo a Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira, estabelece uma ligação direta entre o Rio de Janeiro e os distritos mineiros: os engenhos e plantações se despovoam. É necessário importar negros em quantidades ilimitadas. De Portugal acorrem, aos milhares, colonos e aventureiros.A exportação do ouro obriga a adaptação do antigo porto do Rio de Janeiro, agora visitado por linhas regulares de navegação.*1710 - A prosperidade repentina atrai aventureiros como os franceses comandados por Duclerc que invadem a cidade do Rio de Janeiro mas são derrotados.*1711 - Sob o comando de Duguay-Trouin, 6000 homens em 17 navios ocupam e saqueiam a cidade do Rio de Janeiro, onde permanecem por 2 meses, trazendo horror e pânico aos locais.*1727 – Foi estabelecido pelo alemão Fratz o 1º serviço de iluminação elétrica de São João da Barra.*1733 - Toma posse do Governo do Rio de Janeiro, Gomes Freire de Andrade que permaneceria no cargo por 30 anos, trazendo grandes benefícios para a cidade do Rio de Janeiro como a construção dos Arcos, obra mais importante do período colonial, concluída em 1750.*1748 - Francisco Dias se instala em Barra do Itabapoana dando inicio a povoação da localidade.*1753, 1º de junho - a Capitania de São Tomé, que havia sido doada aos Assecas foi incorporada a Capitania do Espírito Santo.*1763 - Carta régia transfere o Governo da Colônia de Salvador para o Rio de Janeiro. Graças à descoberta do ouro das Gerais, a região Centro Sul assume grande importância. A cidade do Rio de Janeiro contava com 50 mil habitantes.No final do século XVIII, a decadência da mineração provoca sérias alterações no panorama social e econômico da capitania do Rio de Janeiro, retornando grande contingente populacional às terras.Na região de Campos, os canaviais tornam-se mais numerosos. O café começa a ser plantado (matrizes vindas do Pará, onde era plantado desde 1727), há produção de sal marinho em Cabo Frio e Parati fabrica aguardente, trocada por escravos no litoral africano.1801-1900+1806 – Ano em que foi construído o Canal de Gargau.*1817 – Aires de Casal, ao editar in “Corografia Brasílica” diz que o território deste atual município de São Francisco de Itabapoana era possuído por três diversas nações: Purí, Guaru e Goitacá.+1818 – Ano em que Saint-Hilaire esteve pesquisando o atual território de São Francisco de Itabapoana.1822, 7 de setembro – D. Pedro I proclamou a independência do Brasil.*1823 – Foi aberta a estrada geral do Sertão de Cacimbas que começa em Gargau, divide a freguesia de São Francisco de Paula e entra pela divisa com Campos na localidade de Cauáia.*1827 – Foi instalado em Barra Seca o 1º engenho de açúcar movido a vapor da região.*1830, 10 de maio – foi sancionada a Lei da Assembléia Legislativa Provincial referente à abertura do Canal de Cacimbas.*1831, 7 de abril - Finda o governo de D.Pedro I, que abdica em favor de seu filho D.Pedro II. O governo de Pedro I caracterizou-se por extremo autoritarismo e proteção aos portugueses residentes no Brasil, em detrimento dos brasileiros. Hostilidades manifestadas em lutas de ruas, barricadas e pesada ação da oposição pela imprensa, levam à abdicação. *1831-1834 - Período regencial marcado por grande agitação política e social em todo o país. Em 12 de agosto de 1834, é votada uma lei com o nome de Ato Adiciona; que separa da Província a cidade do Rio de Janeiro, agora denominada Município Neutro. A Província do Rio de Janeiro teve como sua primeira Capital a cidade de Niterói. Essa separação durou até 15 de março de 1875, quando tornaram a se unir. Assume a presidência da Província do Rio de Janeiro um presidente nomeado pelo Imperador.*1832, 31 de agosto – Data em que o território do hoje município de São Francisco de Itabapoana foi reintegrado a Província do Rio de Janeiro, hoje Estado do Rio de Janeiro.*1835 - A Vila Real da Praia Grande, fundada em 1819 em terrenos da sesmaria, concedida em 1568 a Araribóia, origina a Cidade de Niterói, elevada a esta categoria em 28 de março de 1835.*1839, 16 de novembro – A vila de S. João da Barra, fica criada como cabeça de distrito para as eleições de Regente do Império, Senadores e Deputados à Assembléia Geral Legislativa e de Província. *1840 – Foi encontrado nas matas, nas proximidades da Fazenda São Pedro, um canhão que provavelmente tenha sido trazido para a região por Pero de Góis, donatário da Capitania de São Tomé.*1841 - D.Pedro II; é coroado Imperador do Brasil. Por causa de sua situação geográfica junto à capital do Brasil e, principalmente, por ser a maior produtora de café, a Província do Rio de Janeiro teve uma fase de grande prosperidade durante o II Reinado.*1842, 14 de maio – Marinheiros ingleses, tripulantes do navio “Rose” desceram a terra em nossas praias (agora São Francisco de Itabapoana) penetraram no Sertão, invadiram casas, quando foram presos por ordem das autoridades de São João da Barra.*1847, 8 de abril – Ano da primeira visita do Imperador D. Pedro II a Vila de São João da Barra.*1847 – Foi criada pelo Ministério da Marinha a delegacia da Capitania dos Portos de São João da Barra.*1850, 17 de junho – Através da Lei nº 534 do Governo Provincial do Rio de Janeiro, São João da Barra foi elevada a categoria de cidade.*1850 – Foi instituída a Lei Euzébio de Queiroz que proibiu o tráfico de escravos africanos no Brasil.*1852, 2 de novembro – Joaquim Thomaz de Faria comunica por carta a Câmara Municipal de São João da Barra, a construção de uma estrada, com recursos próprios, entre a Fazenda Campo Alegre a Fazenda Floresta.*1854 - Por iniciativa do Barão de Mauá e com a finalidade de facilitar o escoamento da produção cafeeira; foi construída a primeira estrada de ferro do País, ligando o Porto de Mauá (hoje Magé) à Raiz da Serra da Estrela, no caminho de Petrópolis. Em pouco tempo, Nova Friburgo, Barra do Piraí, Barra Mansa, Resende, Rio Bonito, Itaboraí, S.Fidélis, Macaé e Campos foram servidos por via férrea.*1855 – Faleceu Francisco José Rangel, 1º Barão de São João da Barra, proprietário da fazenda Barra Seca.*1855 – Foi fundada a “Santa Casa de Misericórdia de São João da Barra”*1856 – Ano da inauguração da Igreja de São Francisco de Paula; a primeira construída, demolida em 1947 para a construção de uma nova igreja que foi inaugurada em 1951.*1856, 5 de novembro – foi criada por força da Lei 906 a freguesia de Barra Seca onde agora esta situada a cidade de São Francisco de Itabapoana.*1857, 15 de outubro – pelo Decreto nº 989 foi criada a freguesia de São Sebastião do Itabapoana, agora Barra do Itabapoana 2º distrito de São Francisco de Itabapoana.*1861 - Inauguração da estrada de rodagem União e Indústria ligando Petrópolis a Juiz de Fora. *1862, 13 de fevereiro – o comendador André Gonçalves da Graça, um dos maiores traficantes de escravos da época, então proprietário da Fazenda São Pedro, publicou no jornal Monitor Campista a fuga de um dos seus escravos.*1862 - Companhia de barcas a vapor inicia serviço ligando o Rio de Janeiro a Niterói. A Província do Rio de Janeiro era então a maior produtora de café de todo o País, e os cafezais ocupavam extensas áreas dos Municípios de Barra Mansa, Barra do Piraí, Resende, Vassouras, Valença, Paraíba do Sul, Sapucaia, Carmo, Cantagalo, Nova Friburgo, Santo Antonio de Pádua, Miracema, Itaperuna e Bom Jesus de Itabapoana. Mesmo no litoral, havia plantações nas zonas de S.Gonçalo, São Pedro da Aldeia, Barra de São João, Macaé e perto de Niterói.O crescente consumo de açúcar no exterior provocou a expansão da produção açucareira fluminense. Os engenhos primitivos deram lugar a grandes usinas que trouxeram prosperidade, principalmente ao norte da Província, sendo Campos de Goytacazes o maior produtor.*1868 – Fernando José Martins, editou o livro “História do Descobrimento de São João da Barra e Campos dos Goytacazes”.*1868 – Foi fundada por Joaquim Ferreira dos Guimarães Fontão a Sociedade de Navegação a Vapor do Itabapoana.*1870, 7 de outubro – o Governo Provincial autoriza a exportação de peroba extraída no Sertão de Cacimbas, mas precisamente na Freguesia de São Francisco de Paula.*1872, 24 de abril – foi assinado o contrato celebrado para construção de uma estrada de ferro desde o porto de Gargau a povoação de Limeira, à margem do Rio Itabapoana.*1873 - A população escrava da Província do Rio de Janeiro contava com mais de 300 mil indivíduos além dos 47 mil que viviam na Corte. Ocupavam-se dos trabalhos de plantio, colheita, secagem e transporte dos sacos para as estações de embarque. Além do porto do Rio de Janeiro, Parati, Angra dos Reis e Mangaratiba escoavam os produtos de exportação das quatro províncias: Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo.*1873, 20 de novembro – pelo Decreto nº 1951 foi criada a freguesia de São Luiz Gonzaga, atual Maniva, 3º Distrito de São Francisco de Itabapoana.*1875, 15 de junho – D. Pedro II, a imperatriz D. Tereza Cristina e o Conde d’Eu visitam Gargau.*1877, 14 de janeiro – Aporta em Gargau, vindo de Itapemirim a lancha “Flor da Vitória”.*1879, 12 de maio – foi inaugurada no sertão a linha telegráfica de São Francisco de Paula – Cacimbas.*1896, 11 de abril – Foi inaugurado o Ramal Ferroviário da Estrada de Ferro Leopoldina Railway, ligando Campos a cidade de São João da Barra, tendo sido extinta em 1961, o contrato inicial para construção da obra foi assinado em 25/04/1872.*1888, 13 de maio – Foi assinada a Lei Áurea, acabando com a escravidão do negro no Brasil.*1889, 15 de novembro – Foi proclamada a República, encerrando o período do Governo Imperial.1901-2000*1903 - A Capital do Estado volta a se estabelecer em Niterói.*1903, 27 de julho – Foi inaugurado o Barracão de Gargau.*1903 – Foram iniciadas as instalações de uma importante “salinas” na praia de Guaxindiba.*1910 – Chegam a Barra do Itabapoana os primeiros missionários evangélico. *1916, 24 de julho – foi inaugurado o Engenho Santa Rosa, na Fazenda Santa Rosa em Pingo D’água, de propriedade de Manoel Alves de Carvalho.*1916 – Ano em que foi instituída a 1ª Igreja Batista do atual município de São Francisco de Itabapoana.*1920 - A Cidade do Rio de Janeiro ultrapassa 1.000.000 de habitantes. *1923-1927 - Feliciano Sodré - Construção dos portos de S.Lourenço e Angra dos Reis, instalação de usinas elétricas.*1923 – Heliodoro de Oliveira, morador da cidade de São João da Barra, profetizou que o mundo acabaria em 25 de dezembro de 1923. Por coincidência um vento fortíssimo atingiu a cidade, seguido de estrondosa e apavorante trovoada, o que provocou uma correria de homens, mulheres e crianças para as igrejas, convictos de que a profecia do Heliodoro havia se confirmado.*1924, 20 de abril – Foi inaugurada a 1ª Igreja Batista de São Francisco de Paula.*1925, 2 de junho - Explodiu a caldeira do engenho da “Fazenda Macabú” em São Francisco de Paula, matando entre outros seu proprietário Sr. Francisco Vasconcellos Cordeiro e seu filho Sebastião Alberto de Vasconcellos Cordeiro de apenas 9 anos de idade.No período da 1a. República acentua-se, na terra fluminense, a crise iniciada no Império: lavouras tradicionais, café e açúcar estão em decadência. A produção de café concentra-se em Itaperuna, Muriaé e Itabapoana. Áreas cafeicultoras tradicionais como Cantagalo, Vassouras e Valença são substituídas pela pecuária, ocupando os solos esgotados. Cultivo de laranja e banana, em escala econômica, inicia-se na baixada fluminense, mas só a partir de 1926 atinge os mercados externos (Reino Unido).Não há estímulo para a produção industrial, ao contrário, destacam-se núcleos artesanais e manufatureiros pequenos e restritos ao consumo local. A indústria de laticínios atinge algum desenvolvimento apesar do baixo nível tecnológico. Desenvolvem-se atividades extrativas: pesca em Cabo Frio, e salineira em Araruama; além da exploração de florestas em escala predatória para o fornecimento de lenha e carvão para o Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro perde importância em relação ao desenvolvimento de São Paulo e de Minas Gerais.*1930 - (Revolução) - Sucederam-se na chefia do Estado do Rio, vários interventores federais que revelam o controle exercido pelo Governo Federal sobre o Estado.A situação econômico-financeira foi limitada aos próprios recursos do Estado, em razão dos reflexos sofridos pela Nação, provocados pelas mudanças políticas, assim como pela crise mundial de 1929. Reduziu-se a produção cafeeira, enquanto duplicou a produção canavieira. A partir de 1933 desenvolve-se a indústria do cimento. Faltam recursos para infra-estrutura, restringindo-se o desenvolvimento a aspectos sociais como assistência médica e ensino.*1931 – 1935 – Foi Prefeito de São João da Barra, Joaquim de Brito Machado, o primeiro oriundo do então Sertão de São João da Barra, hoje Município de São Francisco de Itabapoana, que teve o título de Prefeito, pois somente a partir de 1923 os administradores municipais passaram a ser chamado de prefeitos.*1934 – Início das Reformas Ortográficas no Brasil. O “Y” não é mais usado. *1937 - Implantando o Estado Novo; nomeado interventor federal o Comandante Ernâni do Amaral Peixoto, que reorganizou o sistema tributário, criou as Secretarias de Educação e Saúde Pública, Agricultura, Indústria e Comércio e desenvolveu amplo programa rodoviário e de abastecimento de água.*1938 – Foi construída a estrada que liga Travessão de Campos a São Francisco de Paula.*1939, 19 de agosto – Foi constituída pelo Barão Ludwig Kummer a Tipity Industrias de Mandiocas Ltda. *1939 – Foi construída a estrada rodoviária que liga São João da Barra a cidade de Campos, tendo sido a mesma asfaltada em 1962, sendo hoje parte da BR-356.*1939 – Foi construída pela empresa Tipity a estrada Barra do Itabapoana a localidade de Boa Sorte. (hoje parte da RJ –224).*1940, janeiro – Foram iniciadas as atividades fabris da Tipity.*1940 – Foi fundada em Barra do Itabapoana pelo armador Simão Mansur, a Sociedade Comércio Indústria e Navegação.*1940 – A empresa Tipity adiantou a Prefeitura Municipal de São João da Barra, 30.000$ contos de reis para ajudar na construção da estrada que liga São Francisco a Gargau.*1941 - Início das atividades da Companhia Siderúrgica Nacional em Volta Redonda, estrategicamente localizada entre Rio de Janeiro e São Paulo, dois maiores centros de consumo e distribuição dos produtos de siderurgia. Seguem-se os governos de vários interventores federais até a eleição do governador General. Edmundo de Macedo Soares e Silva, em 1947, que imprime novo desenvolvimento: quadruplica a produção do aço e promove a produção de cimento, também ascendente. Reergue a produção agropecuária através de crédito rural e desenvolve o corporativismo.*1945 – Foi instalado em um prédio existente nas proximidades da praça de São Francisco de Paula, o 3º Regimento de Infantaria do Exército.*1949 – Manoel Carola deu início ao projeto de instalação de um abrigo para idosos, (Associação Filantrópica Rui Barbosa) hoje Hospital Municipal Manoel Carola.*1951 – Foi inaugurada em 1951 a Igreja de São Francisco de Paula, hoje paróquia de São Francisco de Paula, Padroeiro da cidade de São Francisco de Itabapoana, sendo esta a segunda igreja do padroeiro, construída, já que a primeira foi em 1856, no mesmo local, tendo sido demolida para construção da atual.*1951-1954 - Eleito, Amaral Peixoto executa vasto plano rodoviário e incrementa a produção industrial; cria a Cia. Nacional de Álcalis, em Cabo Frio; conclui a Usina Hidrelétrica de Macacu, além de obras importantes de saneamento, água e esgoto em vários municípios e da adutora do Laranjal. *1954, 1º de outubro – Foi inaugurada a Escola Estadual São Francisco de Paula, (tendo sido elevada a categoria de Colégio em 1982)*1954-1958 - Miguel Couto Filho, beneficiou o setor de saúde pública criando postos de atendimento e unidades itinerantes. Estendeu a rede elétrica a vários municípios. *1959-1961 - Roberto Teixeira da Silveira dinamiza a organização estadual criando as Secretarias de Energia Elétrica, Desenvolvimento Econômico, Administração Geral, Trabalho e Serviço Social e Comunicação e Transportes. Destaque para o Movimento Popular de Alfabetização.*1960 - 21 de abril - A cidade do Rio de Janeiro deixa de ser Distrito Federal e Capital do Brasil, transferida para Brasília.*1962 – Foi inaugurada a ponte sobre o rio Itabapoana.*1963 - Eleito Badger da Silveira (irmão de Roberto da Silveira) que cria a CELF, Centrais Elétricas Fluminenses, dinamizando o fornecimento de energia elétrica. *1966, 5 de fevereiro – Foi fundado o Praia Clube Guaxindiba.*1968 – Foi encontrado enterrado nas areias, durante escavações feitas para extração de areais pesadas, em Mangunhos, um canhão que provavelmente tenha sido usado durante o combate ao tráfico de escravos, por ordem de D. Pedro II. *1969, 11 de maio – Foi realizada a reunião dos pescadores que culminou com a fundação da “Cooperativa Mixta de Guaxindiba”, na praia de Guaxindiba, pioneira do sistema cooperativista na região.*1969, 26 de outubro – Foi fundada a Cooperativa de Eletrificação Rural Sanjoanense Ltda. – CERSAN.*1970 – Foi construído o Canal Resende, pelo Departamento Nacional de Obras e Saneamento do Governo Federal, ligando a Lagoa do Campelo ao Rio Guaxindiba.*1972 - Foram inauguradas a subestação da CELF em Valão Seco e a rede de distribuição de energia elétrica da CERSAN.*1974 - Março - Inauguração da Ponte Costa e Silva ligando as cidades do Rio de Janeiro e Niterói.*1974 – Foi inaugurado o sistema de abastecimento de energia elétrica de Barra do Itabapoana, graças ao convênio CELF – Centrais Elétricas Fluminense S. A. (hoje CERJ) e a CERSAN – Cooperativa de Eletrificação Rural Sanjoanense Ltda., assinado em 08 de julho de 1974.*1974, 28 de abril – Importante matéria publicada pelo “Jornal do Brasil” anunciava que o município de São João da Barra possui 400 engenhos de produção de farinha de mandioca.*1975, 15 de março - Fundiram-se o Estado da Guanabara e o Estado do Rio de Janeiro, com o nome de Estado do Rio de Janeiro, assumindo o governo da nova unidade federativa o Almirante Faria Lima. Em 23 de julho - Promulgação da Constituição do Estado do Rio de Janeiro. *1978, 13 de maio – Data do falecimento de Simão Mansur, um dos maiores líderes político da região. Seu corpo foi sepultado no cemitério do caju em Campos.*1978, 19 de outubro – Foi inaugurado o asfaltamento da estrada que liga Travessão de Campos a São Francisco de Paula.*1978 – Foi inaugurado em Barra do Itabapoana o primeiro gabinete odontológico público.*1979 – Foi inaugurada em São Francisco de Paula a Agencia do BANERJ – Banco do Estado do Rio de Janeiro (hoje Itaú), em prédio construído pelo Governo do Estado.*1979 – Foi inaugurado o sistema de abastecimento d’água de Barra do Itabapoana. *1981, 20 de novembro – Foram iniciadas as obras de construção da Ponte sobre o rio Paraíba, que ligaria as localidades de Degredo no 1º Distrito de São João da Barra a localidade de Campos Novo, no segundo Distrito. *1981, 26 de novembro – foi inaugurada a Agência da Caixa Econômica Federal em São Francisco de Paula.*1982 - Pela primeira vez desde 1964, houve eleições diretas para governadores. O Soerguimento e a recuperação do Estado do Rio depois do declínio do café fez-se tanto pelo desenvolvimento de novas formas de atividade agrícola, como pela instalação de numerosas indústrias. A cana de açúcar nas vastas planícies de Campos, São João da Barra, (especialmente no território do atual município de São Francisco de Itabapoana), a criação de gado no vale do Rio Paraíba do Sul, plantações de arroz em Miracema e Santo Antonio de Pádua, a extração do sal em Cabo Frio, Araruama e S.Pedro da Aldeia, as culturas de banana e da laranja na Baixada, perto da Baía de Guanabara, tomate em Resende, chuchu em Petrópolis e abacaxi concentrado em Itaboraí, Rio Bonito e Magé completam o quadro dos produtos principais do Estado do Rio.*1983 – Foi fundada a COOPERFRUT – Cooperativa de Fruticultores com sede em Imburi de Barra.*1984 – Foi inaugurado o asfaltamento da estrada RJ-224, trecho São Francisco a Praça João Pessoa.*1984 – Foi fundado o Lions Clube São Francisco.*1989 – Foi inaugurado o sistema de abastecimento d’água de Gargau.*1989 – Foi implantado em São Francisco de Paula o primeiro programa de telefonia comunitária.*1990 – Foram inaugurados os sistemas de abastecimentos d’água em Travessão de Barra e Praça João Pessoa.*1990, agosto – Foi inaugurado o asfaltamento da estrada RJ-224, trecho Imburi de Barra a Barra do Itabapoana.*1993 – Foi inaugurado o asfaltamento no trecho São Francisco a Praia de Santa Clara.*1993, 27 de maio – Data em que a Comissão de Assuntos Municipais de Desenvolvimento Regional, da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou a realização do plebiscito para emancipação dos 2º, 3º e 4º Distritos de São João da Barra. (Hoje Município de S. Francisco de Itabapoana).*1994, 13 de março – Data da realização do plebiscito para emancipação do Município de São Francisco de Itabapoana.*1994 – Foram instalados os Faróis de Sinalização Náutica em Guaxindiba e na Foz do Rio Itabapoana.*1994, dezembro – Foi inaugurado o asfaltamento da estrada que liga a Praia de Santa Clara a Gargau.*1995,18 de janeiro – O Governador Marcelo Alencar assina a Lei Estadual nº 2.379/95 criando o Município de São Francisco de Itabapoana.*1996 – Foi constituía a APAE -Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Francisco de Itabapoana.*1996 – Foi instalado o Farol de Sinalização Náutica de Barra do Itabapoana em Lagoa Doce.*1996, 3 de outubro – Data do pleito em que foram eleitos o 1º Prefeito, Vice-Prefeito e treze Vereadores à Câmara Municipal de São Francisco de Itabapoana.*1997, 1º de janeiro – Toma posse os primeiros Vereadores, Prefeito e Vice-Prefeito do Município de São Francisco de Itabapoana.*1997, 27 de janeiro – Data em que foi aprovado pela Lei Municipal nº 04/97 o Brasão do Município de São Francisco de Itabapoana.*1997, 2 de abril – Data que a Câmara Municipal de São Francisco de Itabapoana realizou a sua primeira sessão solene.*1997, 9 de abril – Data em que foi instituída pela Lei Municipal nº 10/97 a Organização da Estrutura Municipal de Defesa do Consumidor.*1997, 28 de abril – Data em que foi criado através da Lei Municipal nº 11/97 o Conselho Municipal de Assistência Social.*1997, 12 de maio – Data em que foi criado o através da Lei Municipal nº 13/97 o Conselho Municipal de Saúde.*1997, junho – Foi criada através da Lei Municipal nº 14/97 a Bandeira do Município de São Francisco de Itabapoana.*1997, 7 de julho – Data em que foi instituído pela Lei Municipal nº 20/97 o Conselho Municipal de Educação.*1997, 8 de julho – Data em que foi instituído o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural, por força da Lei municipal nº 21/97.*1997, 19 de agosto – Foi instituída a Lei Municipal nº 22/97 criando o Conselho Municipal de Promoção dos Direitos da Criança e Adolescente.*1997, 22 de outubro – Foi tombado através do Decreto nº 21/97, para fins de proteção cultural, o Barracão de Gargau.*1998, 28 de janeiro – Foi assassinado o Vereador e Vice-Presidente da Câmara Municipal José Antônio de Azevedo.*1998 – Foi inaugurado o sistema de abastecimento d’água de Santa Clara, São Francisco e Guaxindiba.*1998, no mês de abril – A Auto Viação Gargau, depois de trinta e sete anos operando, encerrou suas atividades no transporte de passageiros.*1998, 11 de junho – Nasceu após um grave acidente na rodovia RJ-224, que vitimou a sua mãe, a menina Géssica. *1999, 20 de janeiro – Foi instalada a Comarca de São Francisco de Itabapoana.*1999, 30 de julho – Foi promulgada a Lei Orgânica do Município de São Francisco de Itabapoana, em sessão solene realizada no Praia Clube Guaxindiba.*1999, 19 de novembro – Foi escolhido através de uma comissão julgadora o hino oficial do Colégio Estadual São Francisco de Paula.*1999, 28 de dezembro – Foi criado o Conselho Municipal do Idoso através da Lei Municipal nº 054/99.*2000, 20 de março – Entrou em vigor o Regimento Interno da Câmara Municipal de São Francisco de Itabapoana.*2000, 2 de abril – Foi inaugurada a nova praça de São Francisco de Paula.*2000, 21 de julho – Foi criada a Comissão Municipal de Defesa Civil do Município de São Francisco de Itabapoana.*2000, 2 de setembro – Foi criado o Conselho Municipal de Alimentação Escolar pela Lei nº 064/2000.*2000, 1º de outubro – Foram realizadas as eleições para Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores a Câmara Municipal; sendo eleitos para o Executivo Pedro Jorge Cherene e José Antônio de Menezes Alexim, Vice Prefeito.*2001, 1º de janeiro – Foram empossados em seus respectivos cargos, Prefeito, Vive-Prefeito e Vereadores eleitos no pleito de 1º de outubro de 2000. *2001, 8 de fevereiro – Entrou em vigor a Lei Municipal nº 075-2001 que autoriza a criação da Guarda Civil Municipal de São Francisco de Itabapoana.*2001, 29 de agosto – O Governador Anthony GAROTINHO Mateus de Oliveira inaugurou com o Prefeito Pedro Cherene o asfaltamento da estrada RJ-196, trecho entre a Praia de Guaxindiba e Barra do Itabapoana.*2001, 06 de setembro – Entrou em vigor a Lei Municipal nº 091/2001 que instituiu o sistema de Fiscalização do Meio Ambiente de São Francisco de Itabapoana.*2001, 19 de outubro – Morre assassinado o vereador Luiz Carlos Paes Abílio.*2001, 19 de dezembro – Foi criada pela Lei Municipal nº 107/2001 a Secretaria Municipal de Transporte de São Francisco de Itabapoana.+2002, 11 de março – Foi assinado o Convênio Prefeitura Municipal e CEDAE.*2002, 28 de março – Foi instalado em São Francisco de Itabapoana o 3º Regimento Destacado do 8º Batalhão da Polícia Militar.*2002, 5 de abril – Através de convênio foi implantado no Municio de São Francisco de Itabapoana, o CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA – CEDERJ, tendo as aulas iniciadas no dia 16 de agosto de 2003, com cursos de matemática, biologia e normal superior.*2002, maio – Foi instituída a Colônia de Pescadores Z1 – São Francisco de Itabapoana, com sede provisória em Gargau.*2002, 7 de maio – Foi criado o Conselho Municipal de Meio Ambiente de São Francisco de Itabapoana pela Lei Municipal nº 120/2002.*2002 – Foi instituído no Município de São Francisco de Itabapoana o programa de Renda Mínima, através da Lei nº 125/2002, com a finalidade, inicialmente, de atender a 300 famílias.+2002, 16 de agosto – Foi realizado em São Francisco de Itabapoana o Primeiro Encontro dos Procuradores Municipais do Estado do Rio de Janeiro.*2002, 30 de agosto – Foi lançado na Câmara Municipal em noite de autografo o livro “Apontamentos para a História de São Francisco de Itabapoana”.*2002, 22 de novembro – O Prefeito de São Francisco de Itabapoana, Pedro Jorge Cherene, recebeu o troféu de Melhores Prefeitos Brasileiros, da revista “Leia Hoje” em reconhecimento pelo excelente desempenho Administrativo-Financeiro, fato que se repetiu em 26 de julho de 2003, desta feita sendo reconhecido pelo IBRAM – Instituto Brasileiro de Apoio aos Municípios.*2002, 30 de dezembro – Decreto nº 32.576 do Governo do Estado do Rio de Janeiro, criou a “Estação Ecológica de Guaxindiba”, com a finalidade de preservar a mata do Carvão e recuperar às áreas de preservação que compõe a este eco sistema.*2003 – Desastre ecológico provocado por poluentes vazados dos reservatórios da Indústria Cataguazes de Papel, contaminou o Rio Paraíba e grande parte do litoral sanfranciscano.*2003, 7 de fevereiro – Prefeitura Municipal de São Francisco inaugurou o sistema de abastecimento d’água na localidade de Lagoa Feia.*2003, 14 de fevereiro – Prefeitura Municipal de São Francisco inaugurou o sistema de abastecimento d’água na localidade de São Paulinho.*2003, 27 de março – Uma grande representação do Município de São Francisco participou na cidade de Campos do movimento pró-campanha pela Refinaria de Petróleo do Norte Fluminense.*2003, 27 de abril – Foi elevada a categoria de “Paróquia” a Igreja de São Sebastião de Barra do Itabapoana.*2003, 1º de maio – Foi apresentado pelo Prefeito Pedro Jorge Cherene, durante festa comemorativa ao dia do trabalho, a maquete do prédio da Prefeitura Municipal de São Francisco, ato em que também assinou a autorização para início das obras.*2003, 14 de junho – Foi inaugurado o “Centro de Convivência” Nageme Jorge Abílio com sede em Ponto de Cacimbas.*2003, 3 de julho – Foi inaugurado o edifício do Fórum da Comarca de São Francisco de Itabapoana.*2003, 7 de agosto – Foi inaugurada a 147ª Delegacia de Polícia com sede na cidade de São Francisco de Itabapoana.*2003, 27 de agosto – Foi realizada no auditório do Colégio Estadual São Francisco de Paula a 1ª Conferência Municipal da Cidade.+2003, 4 de novembro – Foram empossados os membros do Conselho Tutelar de São Francisco de Itabapoana.*2003, 28 de novembro – Foi inaugurado o prédio da Escola Municipal Balão Mágico em Praça João Pessoa, a maior escola de 1º grau, até então, construída no Município.+2004, 18 de janeiro – Foi inaugurada a sede provisória da Guarda Civil Municipal de São Francisco de Itabapoana.Roberto Acruche e Frank Aguiar na Exposição Agropecuária em novembro de 2002.EpílogoAo concluir esta obra, sinto-me premiado, feliz e contemplado pelo dom, pela vida e por Deus.Não foi uma tarefa fácil, porém, muito prazerosa. A cada pesquisa uma descoberta, e em cada descoberta uma emoção diferente.Gostaria, no entanto de ter me aprofundado mais, buscado em outras fontes mais dados, esmiuçado mais, de ter enriquecido este trabalho com outros momentos bonitos de nossa história, que existem, que são maravilhosos e que precisam ser resgatados.Cheguei ao meu limite e não tive meios de superá-lo. Quem sabe? Talvez no futuro, ainda possa vencer as minhas limitações e voltar a pesquisar e a escrever.Caso não possa fazê-lo, deixo aqui manifestada a minha esperança, que alguém, ainda possa, não dar continuidade, mas sim, relatar com mais profundidade e inspiração, todo o conteúdo belo, nos seus mais diversos aspectos e momentos da história de São Francisco de Itabapoana.Em diversos momentos ouvi alguém dizer “que um povo sem história é um povo sem memória”, busquei ressaltar a memória de nossa gente, e fiz com profundo amor e dedicação, sem ambições, e acredito, que a beleza desta terra, sua grandeza, sua gente e trajetória irão inspirar, muitos desta e das próximas gerações, a contar, com exatidão e brilho, a nossa evolução histórica.Roberto Pinheiro Acruche
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As mais antigas construçõesCasarão da Fazenda Palmeiras construído no período do Brasil Império. Uma das mais antigas e tradicionais construções.Casarão da Fazenda da Ilha cuja construção remota ao período imperial.Este casarão nos dá a noção de grandeza das sedes das fazendas e do poder dos senhores do engenho.Abandonado na Fazenda da Ilha, em Cacimbas, onde os marimbondos fazem sua morada, desaparece com o tempo um marco que registra o princípio da prosperidade desta região.Esta casa situada na Fazenda da Ilha serviu de senzala no período da escravatura.A escravidão neste território é tema que preenche um ou mais livros. Os acontecimentos são quase incontáveis; tamanho o número. Marcam mais de trezentos e cinqüenta anos de uso da mão-de-obra escrava, do domínio sofrido por milhares de seres humanos, que foram ultrajados, despidos de liberdade, de quaisquer direitos, violentados na sua cultura, violentados fisicamente, marcados a ferro e brasa, chicoteados, assassinados, e vítimas de tantas outras atrocidades.Para escrever sobre a escravidão é preciso mais do que conhecer a sua história, é preciso transportar a alma e sentir no próprio ser cada momento de experiência sofrida por aqueles que foram ofendidos, vitimados, cruelmente e barbaramente sacrificados.A escravização dos nativos e dos negros africanos nesta região, em cujo litoral o tráfico foi intenso, serviu para alguns fazendeiros constituírem verdadeiras fortunas.Não somente os livros de contos, mas também os livros cartoriais, ainda existentes, revelam muitas páginas daquele tempo de extrema perversidade, cometida contra aqueles que não tinham outra perspectiva a não ser o sofrimento e a inclemência do trabalho. O nosso litoral, em razão de suas características, na época muito propícia, foi palco para o desembarque de milhares de escravos, trazidos da África, e daqui levados para outras regiões. Em vários depoimentos de escravos, constantes em cartórios das comarcas de Campos dos Goytacazes, São João da Barra e outras, confirmam que o desembarque ocorreu na Praia de Manguinhos, que fica a mais ou menos 500 metros da sede da Fazenda São Pedro, naquele tempo, de propriedade de André Gonçalves da Graça, que se tem notícia, um dos maiores traficantes de escravos da região. Era comendador, homem muito rico, influente e representativo, dono de engenho, que ganhou fortunas comercializando os negros cativos.Inúmeros foram os registros encontrados, todos citando o Comendador Graça. Em 10 de janeiro de 1856, o juiz municipal de São João da Barra, Ludgero Gonçalves da Silva, denunciava o antigo traficante português José de Souza Velho; em seu oficio ao presidente da Província, disse que esse fora em algum tempo Capitão de navios, e dera desembarques de Africanos na fazenda do Comendador André Gonçalves da Graça em Manguinhos.Em 9 de março de 1856, o tenente João da Silva Nazareth, em longa missiva, comunicava que tendo seguido em diligência ao lugar denominado Morobá, a fim de examinar as picadas que aí existissem, ou se havia indícios de algum desembarque de Africanos, encontrou duas picadas, tendo uma delas vários caminhos, os de Felismino Francisco Batalha, Antonio de Tal Viana e Manoel Soares, sócio do Comendador André Gonçalves da Graça.Em 7 de novembro de 1883, Antonio, Congo, natural de Angola, residente na freguesia de São Francisco de Paula, disse que desembarcara na Praia de Manguinhos, ainda pequeno, e que seu primeiro senhor foi André Gonçalves da Graça.Em 13 de fevereiro de 1862, no jornal Monitor Campista, era publicado um anuncio, o qual relatava que fugiu de André Gonçalves da Graça, no dia 8 de janeiro do mesmo ano, um seu escravo, de nome Antonio Felix..Rotas do tráfico de escravos da África para o Brasil o que foi muito grande em nosso litoral.Outro grande traficante, não menos importante que o Comendador André Gonçalves da Graça, era o Comendador Joaquim Thomaz de Faria, proprietário da Fazenda Sant’Ana, Fazenda Floresta e parte da Fazenda São Pedro, que controlava juntamente com outros traficantes os desembarcadouros que existiam na Ponta do Retiro e Fazenda do Largo.Mesmo depois da “Lei Euzébio de Queiroz”, de 1850, que aboliu o tráfico de escravos africanos para o Brasil, e a severa vigilância da Marinha de Guerra Inglesa no Atlântico, o contrabando de negros cativos nas nossas praias era muito grande. Os comandantes dos navios negreiros mantinham estreitas ligações com os fazendeiros desta região e tudo faziam para burlar a vigilância das autoridades brasileiras.O Governo Imperial tentava pressionar cada vez mais, dispondo punir todos que estivessem envolvidos no comércio clandestino de escravos, quer seja; dono, capitão, ou mestre, piloto ou contra mestre, tripulação ou qualquer outro interessado no negócio de qualquer embarcação que se ocupe no tráfico de escravos, tanto que em 5 de junho de 1854, baixou o Decreto nº 731. No entanto, ao que se sabe, este tráfico clandestino perdurou até 1857. Em vários processos, denúncias e despachos existentes no Arquivo Nacional, encontra-se nominalmente citados, entre outros: Os Comendadores Joaquim Thomaz de Faria e André Gonçalves da Graça.Um relatório, datado de 14 de março de 1856 do secretário do Ministério dos Negócios da Justiça, Josino do Nascimento e Silva, encaminhado ao Ministro, assim diz:“Pessoa de minha amizade e que não quer aparecer, comunica-me que n’estes dois mezes deve dar-se um desembarque de Africanos ao norte de Manguinhos, no porto de André Gonçalves da Graça, famoso e notório Africanista de tempos immemoriais”.Em outro relatório, Josino do Nascimento e Silva revela que “José de Souza Velho foi há outros tempos Capitão de navios e deu alguns desembarques de Africanos na Fazenda do Comendador André Gonçalves da Graça”.Registra a história que o comendador Faria, além de traficante de escravos, proprietário de terras e engenho, e de muito rico, exerceu diversos e importantes cargos públicos; foi delegado de polícia em 1832, patrão-mor do porto em 1939, presidente da Câmara Municipal em 1844 e dono de um dos trapiches na foz do rio Paraíba. Já o comendador Graça, considerado por alguns, o maior dos traficantes radicados no norte fluminense, muito influente, hospedou quando de sua primeira visita à região, em abril de 1847, D. Pedro II, justamente, na fazenda São Pedro, centro maior do tráfico aqui realizado.Contam os historiadores, que nesta época, o comendador Graça que havia recebido um lote de sessenta novos escravos, comprados de um navio negreiro, teve que esconde-los na fazenda Sant’Ana.Interior de Um navio negreiro, aonde seres humanos antes de aqui chegar, sofreram barbaridades. Jogados ou amontoados nos porões dos navios; desesperados, aos gritos, em permanente planto, furiosos, muitos feridos, com a pele rasgada e comida de bichos, passando por insuportável crueldade. Muitos não resistiram, perderam a vida, em razão das epidemias, maus tratos, chicoteados, acorrentados, suicidando-se ou atirando-se ao mar e ainda por desnutrição, ou seja, por falta de alimentos.Maximiliano, quando aqui esteve disse que “O trabalho é bastante árduo para os escravos; consiste principalmente em derrubar as matas”.Fazenda Sant’AnaUma das mais tradicionais do Município. Registra a história que no ano de 1851, seu proprietário, comendador Joaquim Thomaz de Faria, abastado proprietário, dono de engenho, contava com a mão-de-obra de 250 escravos. Hoje esta fazenda pertence ao historiador, ex-prefeito de São João da Barra José Estevão Linhares Machado.Joanísio Pessanha MachadoEsta fazenda centenária; cujas marcas de um passado de histórias continuam preservados, foi palco de muitos acontecimentos. Quem conhece pelo menos um pouco das passagens daquele período, ao estar presente, fisicamente nela, inevitavelmente, sente-se mergulhar no passado e tomado pela emoção.Sua preservação é a preservação de um tempo que não pode ser esquecido. É a preservação da história, da cultura e de uma existência imorredoura aqui vivida. Suas paisagens são encantadoras, desde o antigo casarão, ao conjunto de palmeiras, sua capela centenária, a imagem de N. S. de Santana talhada em madeira, uma relíquia sacra e cultural, sua flora é extensa e colorida.Casarão existente em Boa SorteCasa em ManivaAqui funcionou o Cartório de ManivaCasa em Maniva – 3º DistritoEssas casas na localidade de Maniva nos dão a visão de um tempo distante, imponente, de aparência solitária e aguça a nossa imaginação, fantasiando a nossa mente, provocando idéias, pensamentos e meditação para os acontecimentos ali ocorridos dias e noites, meses e anos.Maniva tem uma rica história, foi sede do quarto distrito, antes da emancipação, onde se registravam todos os acontecimentos.Mais tarde, com a transferência do Cartório para Valão Seco e o crescimento da localidade de Praça João Pessoa, deixou de ter a importância de outrora, ficando, no entanto, fixado seu nome como distrito do município.Uma das mais antigas casas da cidade de São Francisco de Itabapoana tendo pertencido à família Macedo. Em 1945 hospedou os integrantes do 3º Regimento do Exército durante a segunda guerra mundial, onde funcionou o 1º cinema da localidade, aqui aconteceram os maiores bailes da época, inclusive os de carnaval, hoje pertence a COOPERLEITE.Este imóvel é parte da história da cidade de São Francisco, um dos poucos ainda existentes da então Freguesia.Apesar de bastante modificado, sua base e estrutura são as mesmas que contam anos de sua construção.Toda a geração local, principalmente dos anos de 1940 e 1950, provavelmente esteve ali, nas sessões cinematográficas, nos eventos sociais e nos bailes carnavalescos. Vários artistas populares da região, especialmente os músicos, os mais exímios saxofonistas, acordionistas, (sanfoneiros), pandeiristas e outros, nele mostraram suas artes. Nesta casa, ainda existente na Rua Daud Salomão Acruche, durante um longo período funcionou o Posto dos Correios e Telégrafos de São Francisco de Paula – Cacimbas, conforme era denominado. Sendo transferido no início dos anos de 1960, para uma outra casa, situada na atual Rua Joaquim da Mota Sobrinho.Na sua aparência externa a única modificação é o telhado que antes era de telha canal. Esta é uma das mais antigas casas, ainda existente em São Francisco. Nela por muitos anos morou Antônio Vieira e sua esposa D. Maria que popularmente eram chamados de “Antonio e Maria Bimbinha”. Na primeira porta a vista, funcionou em 1949 a escolinha de D. Isaura Miranda da Silva, a minha primeira professora, por quem fui alfabetizado. Ao vê-la, meu pensamento retroage ao tempo, que com quatro anos de idade, por ela entrei pela primeira vez. José Alonso Neves de Azevedo, meu primeiro colega de banco escolar. Estamos exatamente na porta de entrada da nossa primeira sala de aulas.Hoje nesta mesma sala o José Alonso tem instalado o seu salão, aonde vem exercendo a profissão de barbeiro.Nesta Casa funcionou por muitos anos uma das primeiras padarias da então freguesia de São Francisco. Sua frente esta modificada pela abertura de duas portas, as quais não existiam.Casa situada em São Francisco na Rodovia Simão Mansur esquina com rua Júlio Gomes Marinheiro. A não ser o telhado que foi trocado, a construção data dos primeiros anos de 1900.Casa em ruínas em Alegria dos Anjos – Mostra a rusticidade e a forma de construção usada naqueles tempos. (anos 1850 - 1900)Casa situada na localidade de Alegria dos Anjos, construída no início dos anos 1900.Antiga fachada do Praia Clube Guaxindiba construída em 1966 e remodelada em 1980 em face do projeto de expansão do Clube na administração do Presidente Roberto Pinheiro Acruche. O Praia Clube Guaxindiba que em princípio serviu para reunir as pessoas que vinham ao encontro das nossas maravilhosas praias e sentiam a necessidade de um local para confraternização das famílias, é hoje o palco principal dos maiores eventos sociais, educacionais, culturais e políticos, já havendo sediado momentos dos mais importantes tais como: Promulgação da Lei Orgânica do Município; Apuração do Primeiro Pleito Eleitoral; Primeiro Júri Popular; Exposição das Obras de Portinari; Oficina de Danças, com Carlinhos de Jesus; Eventos Góspel; Shows, com artistas nacionalmente reconhecidos; Encontros comunitários e recepção a inúmeras autoridades, entre elas: Paulo Torres, Presidente do Congresso Nacional; Amaral Peixoto, Senador da República e Wellington Moreira Franco, Governador do Estado do Rio de Janeiro. Valão SecoCasa centenária da família de Raphael Pereira Mayerhofer, ex-prefeito de São João da Barra, na localidade de Valão Seco.Raphael Pereira MayerhoferConversando com meu amigo “Canota”, Carlos Rossi Mayerhofer, filho do saudoso Raphael, que além de me ofertar à foto de seu pai, que ilustra e enriquece esta história, me deu vistas ao livro da árvore genealógica dos Mayerhofer em nossa região, escrito por Hortelino da Conceição, filho de um escravo chamado “Chico” falecido com 122 anos, que aos dez anos de idade passou a fazer parte da vida da família Mayerhofer.Antes, de escrever a respeito da árvore genealógica e reportar alguns fatos interessantes revelados por Hortelino, quando este tinha 72 anos de idade, volto a falar de seu pai, o velho escravo “Chico”, que ao ficar viúvo, entregou seus filhos aos fazendeiros do lugar, que gostava de contar histórias, de falar sobre D.Pedro, que dizia ter conhecido, e ao morrer com 122 anos de idade estava lúcido. E ainda externar a minha gratidão à memória de Hortelino da Conceição, que ao escrever a árvore genealógica dos Mayerhofer, resgatou uma parte da história de São Francisco de Itabapoana, que certamente hoje nenhum outro saberia contar com tantos detalhes e pormenores.Emocionei-me ao ler o prefácio de seu livro que começa assim: Hortelino da Conceição. Um nome, apenas um nome. Uma criança que tinha 10 anos de idade quando começou a fazer parte da nossa vida. Tornou-se um homem simples, sem título algum. Um coração rico de amor, rico de sonhos, honesto, com sede de saber, querendo aprender tudo, e de admirável capacidade de percepção....Devido ao seu carinho e grande dedicação a nós todos, em nome dos Mayerhofer, tenho um imenso orgulho de lhe dizer que seu nome estará sempre gravado em nossos corações assim: Hortelino da Conceição Mayerhofer. Sabe por que? A amizade é a mais rica de todas as fortunas... (Jamilce Ribeiro Jorge).Se em nosso Município tivesse outros “Hortelinos” hoje provavelmente a história desta terra estaria mais completa, fielmente resgatada, a nossa cultura mais preservada, e aqueles que a fizeram sendo ressaltados com toda e merecida justiça.Voltando ao assunto inicial, e reportando o que Hortelino deixou claro, segundo as suas versões, Raphael Pereira Mayerhofer era filho de Jorge Mayerhofer (o velho Jorginho) e D. Maria da Cruz, (conhecida posteriormente como velha Cruz) e tinha como irmãos; Jorge, Alice (Lili) e Isaura.Eram descendentes de uma família austríaca; formada por João (seu Jone), Carlos, Jorge (pai de Raphael), Antônio (Antonico), Leopoldina e Clarinda, Todos filhos de Carlos Jorge Mayerhofer, especialista em botânica e em instalação de caldeiras, que a convite do Governo Imperial para aqui se destinou, indo em princípio residir lá pela região da Cobiça, Fazenda São Pedro onde foi montar engenho de açúcar. Na época a fazenda era mato fechado, tinha muito trabalho e pouca gente para desempenhar o mesmo.Pelos cálculos realizados, já que não tem uma data precisa, verifica-se que sua chegada ao Brasil deu-se entre os anos de 1853 e 1854.Existem versões que antes de vir parar nestas terras, esses austríacos estiveram no Rio de Janeiro e participaram da implantação do Jardim Botânico, plantando inclusive as palmeiras imperiais que até hoje enfeitam a paisagem de um dos lugares mais bonitos deste País. Depois foi morar em Niterói, para em seguida vir para o então Sertão de São João da Barra.Depois de trabalhar na fazenda, foi trabalhar na montagem da refinaria de sal em Salina, onde em 1929, explodiu a caldeira do alambique, cujo barulho parecia estar o mundo se acabando. Em Valão Seco onde posteriormente fincou residência em um casarão que ainda resiste o tempo, calculando-se em mais de dois centenários a sua existência, o Jorge (velho Jorginho) casou-se com Maria da Cruz (velha Cruz) e tiveram quatro filhos, já citados anteriormente. Raphael casou-se com Umbertina (Tininha) Rossi Mayrhofer e tiveram nove filhos: Eli, Élio (que faleceu com cinco anos de idade), Erani, Conceição de Maria (Cotinha), Jorge, Carlos (Canota), Maria José (Malú), Rafael (Fanja) e Ângelo (Anjinho).Raphael além de produtor rural e grande fabricante de farinha de mandioca, foi um dos políticos mais populares do “sertão”, tendo sido eleito prefeito do Município de São João da Barra e governado de 1947 a 1951, e em 1963 se candidatou a Vice - Prefeito, quando na época o voto era separado, se elegendo com votação superior ao então prefeito eleito, Alberto Dauaire, vindo mais uma vez assumir o cargo de chefe do executivo em 1966 em razão da desincompatibilização do titular que se candidatou a Deputado Estadual.Hortelino fala sobre um tal Vicente Dias, dizendo ser ele um sujeito terrível da época, um tirano, que tinha um tronco na fazenda e mandava matar sem piedade, intitulando-o de “desgraçador” do sertão, assim como um outro indivíduo da família Ora, o Manoel da Hora, que era autoridade, o qual também classifica de tirano e covarde, pois abusava desse fato, excedendo sempre desse poder, pressionando e assustando as pessoas. Esse tal Manoel da Ora, diz Hortelino, fez muitas coisas ruins e era chamado de doutor porque exercia a profissão de dentista.Conta ainda que uma vez em Valão Seco, tinha um lugar que chamavam de “Corta Cachorro”, onde os negros libertados pela abolição da escravatura se reuniam para dançar o “Jongo”. Que num desses dias de dança, o doutor Ora chegou, e sem que houvesse qualquer motivo, atribui-se simplesmente por maldade ou implicância, prendeu todos os negros que estavam dançando e os levou para São João da Barra. Imagina a situação desses prisioneiros, sem recursos, levados de Valão Seco para São João da Barra, numa época que no “sertão” praticamente não existiam estradas, levados muito provavelmente a pé, talvez, na melhor das hipóteses, em lombos de animais ou em carro de bois, até Gargau e daí em pranchas, navegando pelo canal, percurso que na ocasião gastava-se um dia inteiro para ser feito. Será que foram alimentados durante esse tempo? Sabe-se apenas que esses presos foram libertados graças à intervenção de “Caboclo Machado” Joaquim de Brito Machado, outro nome que fez história nesta Terra, de quem se conta muitos “causos”. (Caboclo Machado era farmacêutico; foi Prefeito de São João da Barra de 1931 a 1935; pai de José Estevão Linhares Machado, este, historiador que escreveu; “Sertanejas”, e que também foi Prefeito de São João da Barra nos anos de 1959 a 1963, sendo o atual proprietário da Fazenda Sant’ Ana).Esse não é o único caso, referente a abuso de autoridade, que tomei conhecimento. Muitas são as histórias, de subdelegados “valentes”, que passaram por esta Terra.O Hortelino revela entre linhas outros nomes e momentos, pena que ele não tenha se aprofundado ou detalhado mais. Como seria bom reportar amplamente os acontecimentos. No entanto ele deixou caminhos abertos para alguém continuar pesquisando e escrevendo sobre esse passado que nos enche de curiosidade.Entre outros, fala de um engenho de fazer melado, açúcar preto, mascavinho, mel te tanque, cachaça e outros derivados, pertencente aos Macedos (conferindo com outras pesquisas que fiz, esse engenho pertencia a Manoel Pereira de Macedo) na localidade de Ponto de Cacimbas, que foi adquirido pelo Seu Jone, Tio Avô de Raphael Mayerhofer,o que se deu, calcula-se entre os anos de 1929 a 1931, não passando de 1932.“Causos” Contados por HortelinoA solidão do Seu Jone:Seu Jone comprou o engenho, mas não quis continuar operando, preferiu desenvolver a agricultura. O seu entusiasmo era muito grande, parecia ter encontrado um castelo dourado e ali colocou todas as sua energias, entrou de corpo e alma no negócio.O que restou do casarão pertencente aos Macedos, adquirido pelo Seu Jone, que nos últimos anos pertenceu a Associação Filantrópica Rui Barbosa em Ponto de Cacimbas, sendo doado a Prefeitura Municipal de São Francisco de Itabapoana e demolido no ano de 2000 por ordem do Prefeito José Antônio Barbosa Lemos.Uma destruição que nada justifica, que por um ato inconseqüente apagou uma das poucas partes da memória cultural ainda existente no Município, o que devia ser preservada.No casarão ultimamente conhecido como “Sobrado de Ponto de Cacimbas” ou da “Filantrópica”, no ano de 1969, serviu de base para realização da assembléia de constituição da Cooperativa de Eletrificação Rural Sanjoanense Ltda. –CERSAN.Estando Seu Jone completamente dedicado a preparação da terra, fez tudo que lhe foi possível; abriu valas na margem de um brejal; muito comprido por sinal; abriu canaletas em várias direções; a preparou a propriedade de forma que deixou os vizinhos espantados. A terra era fértil, dava de tudo, e jura Hortelino que estava presente quando o Seu Jone colheu um repolho que mediu um metro e vinte de circunferência; colheu um cacho de banana da terra com sessenta e cinco pencas e essas com mais de doze bananas cada uma; uma batata-doce com vinte e cinco quilos; e um mamão com sete quilos.Mais entusiasmado ainda com essas colheitas o Seu Jone se atirou mais ainda no trabalho. Foi quando sentiu que estava faltando alguma coisa, especialmente alguém para cuidar dos afazeres domésticos, pois tudo estava sendo feito na casa do irmão Antonico. Saindo daí a idéia de uma mulher para cuidar da casa. Mas era necessário encontrar alguém que pudesse preencher as exigências. Quando então foram convidadas e postas em linhas umas cinco mulheres, e entre elas ser escolhida uma.Não deu outra. A escolhida foi D. Antônia, que simplesmente era a mais bonita.Seu Jone que ainda estava “dando pancadas em cego”, não deixou por menos, ficou com ela, e como disse o poeta quando escreveu a letra daquele samba “Se acaso você Chegasse...” De dia me lava a roupa, de noite me beija a boca...Assim fez.O Seu Jone, certo dia soube que D. Antônia não era registrada. Resolveu mandar o Hortelino ir até Gargau registrar a companheira. Quando Hortelino chegou ao cartório verificou que não tinha levado entre os dados necessários a idade de D. Antônia, o que falou para o Escrivão. Este então lhe perguntou: Como é que ela é e de onde veio? Sendo-lhe respondido: Que tinha vindo da localidade de Carrapato e que era viúva de um professor chamado Manoel Pinto. Disse o Escrivão: Já sei quem é, e perguntou: Qual é mesmo o nome dela? Então lhe foi respondido: D. Antônia, ela está muito acabada, mas é bem bonita! Calculou o Escrivão; ela deve ter uns quarenta anos, não passa disso, o que foi acordado. O Escrivão estava interessado mesmo em receber o dinheiro do registro, a idade neste caso não era fundamental. De volta a Valão Seco, o Seu Jone leu o documento e o deu como aprovado. Também se não tivesse concordado não tinha mais jeito.O piquenique:Tendo levado os filhos para conhecerem o sítio, que era uma coisa dita como maravilhosa, surgiu a idéia de se fazer um piquenique. Antes, porém de sua realização, toda a granfinada visitante foi levada até a casa do irmão Jorginho (pai do Raphael Mayerhofer) em Valão Seco.O piquenique revolucionou o arraial. Uma cozinheira foi especialmente contratada para fazer os assados; e ainda só se falavam nas filhas do Seu Jone,Tudo transcorreu maravilhosamente bem, os comentários eram feitos duraram semanas.Não faltaram os cochichos. Alguém comentava sobre D. Antônia, quando uma das meninas disse: Ela não é empregada nada. É mulher de papai.O maiô da Ruth:Ruth era uma das filhas do Seu Jone quando este esteve casado com D. Rita, de quem se separou, porque D. Rita queria ficar no Rio de Janeiro para que os filhos estudassem. Além da Ruth, o casal teve outros filhos: Lucas, Jorge, Helena, Elza e Yolanda.A praia de Manguinhos se transformou num tremendo rebuliço com a presença da turma, que fazia grande barulho e atraindo uma curiosidade total. Todos queriam saber quem eram. Mas o grande espanto foi quando a Ruth tirou a roupa que usava sobre um maiô preto com o cinto branco e foi nadar. Nunca tinha sido visto uma mulher nadar.Teria sido ela a primeira a usar um maiô em Manguinhos?A fera da ilha:A fera da ilha era a Vanda, filha do Seu Jone com D. Antônia. Braba que nem ele. Um dia, ainda pequenina, por estar chorando demais, D. Antônia disse para o Hortelino: Pega essa danada no colo... A fera logo respondeu e levantando a mão para agredi-lo “me larga”, quando D. Antônia gritou: “Bota essa Bicha no chão”. O que imaginou Hortelino...Essa danada parece estar com o caboclo batedor.Nos idos de 1945, estando mais uma vez em Valão Seco, a Fera da Ilha (Vanda), mocinha muito linda, com olhos eletrizantes, era um tipo que chamava a atenção e mais uma vez provocou um reboliço no arraial. Era um “zum-zum-zum” daqueles, a rapaziada fingia que queria conversar com Hortelino para poder olhar para a moça. E apertaram o Hortelino que era amigo do Djalma, que tocava violão, para fazer um baile, todos queriam dançar com ela.Tudo certo. O Baile foi anunciado. A rapaziada ficou maluca. De terça-feira a sábado esse era o assunto, ninguém falava em outra coisa. O estoque de perfume que existia nas vendas esgotou totalmente. Quem ainda não tinha comprado tinha que faze-lo em outro lugar. Por volta das sete horas da noite a rapaziada já não resistia mais, estava doida. Às oito horas o baile começou, era em homenagem a ela. A fera já tinha aparecido no bar de sua prima Lili toda pronta, e os “bichos” ficaram mais doidos ainda. Os músicos eram: Djalma no violão; Santinho na colher; um outro cujo nome, agora esquecido, no cavaquinho e o Hortelino que não podia ficar de fora, na folha de laranjeira. A coisa pegou fogo. Era poeira subindo que não acaba mais. O Hortelino levou uma marchinha que foi um sucesso. Tinha outras músicas, mas só queriam essa. Em certo momento alguém gritou: Toca a marchinha que eu quero dançar com a Vanda...Quando começou partiram nada menos de três para cima dela. Eles se chocaram no meio da sala e ela correu para o quarto.Nos dias seguintes só se falavam na Vanda.Toada do Sertão:Carmelita que na época era professorinha em Valão Seco, em substituição a sua prima Lili, resolveu organizar um teatro na escola. (Isso não devia ter acabado) pensamento meu. Apesar das dificuldades que encontrou, incluiu no elenco a filha de um pedreiro, que era uma crioulinha muito linda. Fizeram uma pressão das maiores contra a sua atitude. Mas ela resistiu e foi em frente. Ensaiou o grupo e a citada crioulinha que era bonita demais foi incumbida de declamar um poema; “Toada do Sertão”.Depois que a jovenzinha fez a apresentação, declamando o poema, sentada no meio do palco, os aplausos foram retumbantes e acabaram por derrubar o preconceito. A menina chamava-se Iracema. E tudo foi muito bonito.TOADAEu me chamo Flor das MatasMaria da ConceiçãoNão sei quantos anos tenhoNunca me disseram não.Chora violão com saudades do sertãoChora violão com saudades do sertãoNão cheguei a ver meu pai,Minha mãe não conheci;No sítio do TietêOnde disseram que eu nasci.Chora violão com saudades do sertãoChora violão com saudades do sertãoEu bem não queria virTu mesmo me aconselhouAgora choremos aquiComo nunca aqui ninguém chorou.Chora violão com saudades do sertãoChora violão com saudades do sertão.A Politicagem:Contam que a professorinha Carmelita, apesar da competência e do grande amor dedicado ao seu trabalho, ensinando as crianças que muito gostavam dela, estando sempre alegre e sorridente; no momento que mais precisava da escola, a politicagem suja a afastou de lá.Com isso ela sofreu muito. Apesar de ter muitos parentes e alguns influentes a maioria não tomou conhecimento de sua tristeza, preferiu se omitir e ignorar o fato.Em 1935 ou 1936, Carmelita se casou com um moço chamado Edwiges, pobre mais lutador; e foi morar em Praça João Pessoa.Em 1937, no carnaval, lá em Praça, o Edwiges organizou um cordão carnavalesco; que por sinal foi o vencedor, cabendo-lhe o prêmio pelo feito.Conta o Hortelino que por ocasião do casamento da Carmelita, quem muito colaborou foi a Zuta, mulher de Jorge. Tendo ele ido a Pingo D’água buscar peru e galinha para a festa do enlace matrimonial. Quando de seu retorno, trazendo nos ombros um saco com as aves, a Tininha o viu e gritou toda entusiasmada: Olha lá o Hortelino com o peru pendurado! Foi uma algazarra, sobraram risos para todos os lados.A vida de algumas pessoas é realmente uma dureza, a de Carmelita não foi muito diferente. Mas apesar disso houve momentos engraçados e inesquecíveis. Contou que quando morava em Praça João Pessoa, o Edwiges viajava todas as sextas-feiras para Santa Rosa, e só voltava no sábado de madrugada. Num desses dias, quando ele havia chegado e estava tirando os arreios do cavalo para soltá-lo, ela chegou toda enrolada em um lençol. Quando ele viu aquilo, disparou, pensou que fosse uma assombração e danou-se a correr. Ela querendo acalmá-lo saiu atrás gritando: Sou eu homem! E só depois de muita correria e luta, ele veio chegando de mansinho. Assim mesmo porque ela havia tirado o lençol. Desfeita a confusão ele a abraçou tremendo, devido o susto que tinha levado. E tudo tem um por que? Eles moravam em frente a um cemitério.A Orquestra de Valão Seco:O Jorge, que era filho do austríaco, e pai do Raphael Mayerhofer; chegou a ser músico em Valão Seco, junto com Manoel da Ora, vulgo Doutor e Delegado do lugar e outros, montaram uma orquestra composta de dezesseis músicos e foram convidados para dar um concerto no teatro São Salvador em Campos, e lá tocaram o Guarani e A Traviata. Não estudaram música, tocavam de ouvido, mas fizeram um grande sucesso em Campos.O Cartório em Valão Seco:Era Escrivão de Paz Raphael Pereira Mayrhofer até o ano de 1930, quando Getúlio Vargas assumiu o governo e fez a mudança. O cargo passou ao exercício de José Lima da Rocha Barros; que ficou conhecido como Juca Barros e dizem ter sido muito competente. Tendo este firmado sua residência em Valão Seco com a família, Ao chegar com sua mulher, muitos ficaram espantados por ser ele louro e ela negra. O preconceito na ocasião era enorme. Porém, não deram muita confiança com relação a isso e conseguiu viver em harmonia na comunidade.O Cartório do Distrito de Maniva em Valão Seco, quando mais tarde, tendo por Escrivã de Paz a D. Maria Cleofas Barros, filha e substituta de Juca Barros; pegou fogo e com ele desapareceram importantes registros da história municipal.Modelo primitivo de Engenho de açúcar, provavelmente aqui utilizado.Chaminé de Antigo Engenho - ImburíEsta chaminé que ainda resiste o tempo, perfilada, em prumo, é a última imagem existente e o testemunho de uma época onde os engenhos moviam a economia agrícola, quando os senhores do engenho, fazendeiros e produtores rurais da região eram muito poderosos.Até o ano de 1930, em torno de dezesseis engenhos, ainda movimentavam suas moendas, esmagando as canas, produzindo açúcar, aguardente, e outros derivados.O território do hoje Município de São Francisco de Itabapoana, além de ter servido como canteiro das primeiras canas-de-açúcar plantadas no Estado do Rio de Janeiro, foi também palco de instalação do primeiro engenho de açúcar, construído por Pero de Góis.Foi também aqui, mais precisamente na Fazenda Barra Seca que se instalou em 1927, o primeiro engenho a vapor. Até então, estes engenhos eram manuais, puxados a bois ou movidos a água.Carros de BoisO Carro de bois foi o primeiro veículo a rodar em terras do nosso território, assim como foi no Brasil.Foi trago pelos portugueses que há séculos o utilizara. Aqui foram usados desde as primeiras tentativas de colonização, posse e povoamento.Transportando madeiras, produtos da terra, cana-de-açúcar, pessoas e as mais diversas mercadorias, representando papel relevante como único meio de transportes pesados por terra.E assim, ao longo dos tempos, esteve sempre presente em toda a mobilização, na construção de vilas, no estabelecimento dos primeiros domínios rurais, na exploração das riquezas florestais, no transporte da nossa riqueza econômica, senão até em toda a nossa evolução social.Não descobri documentos que testemunhem o dia, mês e ano do primeiro carro de boi que aqui foi utilizado, mas comprovam-no indiretamente alguns documentos dos nossos primeiros tempos, como aquela carta de Pero de Góis ao seu sócio Martim Ferreira, datada de 18 de agosto de 1545, na qual lhe dá notícia do que andava a fazer na capitania, dos engenhos d’água e de cavalos, que construíra “no mar” e em “riba”, nas margens do rio Managé (Itabapoana), assim descrito “caminho que mandara abrir terra adentro pelo qual pode hum carro sem molhar pee chegar ao engenho e cavalos e tudo ho que homem quiser”.Acredita-se e não pode ser diferente, que o carro de bois, começou a ser utilizado em território sanfranciscano desde o início de sua colonização, ou seja, em 1538, quando aqui chegou o primeiro donatário destas terras, fato que a história registra quando diz: “Trazendo de São Vicente cabeças de gado e mudas de cana, fez ali as primeiras plantações...”.O carro de bois, diante da sua importância, diante do que representou na vida de tantas pessoas, tornou-se motivo de grandes reflexos poéticos e um dos mais ricos instrumentos no folclore.- Quem quiser que o carro cante,Molha-lhe o eixo no rio;Depois do eixo molhadoCanta como um assobio.(Barroso)Tudo no Carro de bois era motivo para versos, cantigas, poesias e contos: o chiar do carro ou o carro a cantar, a profissão do carreiro, enfim, tudo despertava a imaginação popular.- Bem parece um carro novoÀ porta do lavrador;Bem parece uma meninaA falar com o seu amor.(Argoselo)- Muito bem parece o carro À porta do lavrador;Muito bem parece à moçaNos braços do seu amor.(Vila Real)Agora à noite vêm, carro e carreiro,Voltando a frouxo passo...Ambos sabem que o rancho hospitaleiroHá de estender-se sobre o seu cansaço...Avança o carro...Avança...E o carreiro deslembra dos trabalhos,Enlevado na estranha melodia,Que se desprende quando o carro chia...Tu, meu caboclo amigo,Que vens na estrada, ao lânguido acalantoE aos trambolhões do carro sertanejo,Herói obscuro de um Brasil antigo,Mal sabes tu que a ti se deve tanto!(Selene Maria de Souza Medeiros)“Eia, meu cumpadinho,bonito lhe vou dizêcarro não canta sem azeiteeu não canto sem bebê”(desconhecido)“Vale mais que essa porqueraDa tá civilização,Um carro de boi cantandoPelos mato do sertão!”(Catulo da Paixão Cearense)“A alegria do carreiroÉ ver o carro cantar...Sai da frente, ó candeeiroDeixa esse carro rodar.”(anônima)Quando o carro na distânciaCanta uma canção sem fim,Sinto a saudade da infânciaRenascer dentro de mim...Alma do Brasil VibrandoLembrança de história nossa,É o carro de bois cantando Pelos caminhos da roça.O que antigamente foi,Ninguém pode contestarA grande força do boi Para o Brasil Caminhar.Cada carro que partiaDo litoral para o centro,Rasgando estradas fazia,Povoados terra adentro.Nos aceiros, nas estradas,Rola o carro cantador,Mesas e rodas fabricadasCom madeiras de valor.Carro de bois – construídoDe madeiras variadas-Sua voz, triste gemidoDas florestas derrubadas.Ó carro de canto fino,De eixo de pau cantador!No meu tempo de meninoJá sabia o seu valor.(Manoel Alberto Barbosa Guerra)Nomes de bois:Beija-a-dama, Deixa-disso, Triunfo, Rosado, Pintado, Malhado, Estrelo, Crioulo, Valente, Fazendeiro, Barão, Bonito, Formoso, Dourado, Candeeiro, Sereno, Marinheiro, Alegria, Moreno, Enfeitado, Bandeira, Senador, Teimoso, Namorado, Vistoso, e milhares de outros nomes...Boi Zebu – Tipo de boi de tração – mais usado no Estado doRio de Janeiro.-Heia... Vistoso! Afasta Valente! Arreda Crioulo! Anda Capricho! Agüenta Triunfo...Assim gritavam os carreiros e tocando pelas estradas da vida lá se foram os carros de bois.Os DistritosOs três Distritos do Município de São João da Barra, que deram origem ao hoje Município de São Francisco de Itabapoana, foram criados, primeiramente o de Barra Seca em 1856, no dia 5 de novembro, então 2º Distrito; em 1857 o de São Sebastião do Itabapoana, no dia 15 de outubro, 3º Distrito e São Luiz Gonzaga, depois Maniva, 4º Distrito, em 20 de novembro de 1873.Apesar de Barra do Itabapoana somente ter sido elevada à situação de Distrito praticamente um ano após Barra Seca, na verdade e por isso, é que em sua homenagem começo essa história por ela; por Barra do Itabapoana, berço da colonização de nossa região, título que é seu e ninguém pode extrair.Foi ali que tudo teve início. Foi exatamente ali, em suas imediações, a edificação da Vila da Rainha, ali se instalou a primeira povoação, podendo até ser dito que o nosso descobrimento se deu ali, assim como podemos admitir que a fundação de nossa cidade, primitivamente, seu deu ou começou por Barra do Itabapoana. Ali foi edificada a primeira Igreja, que se ainda existisse, ninguém por certo lhe poderia tirar o título de primeira entre todas as outras. Digo até de todo o território, desde o Rio Macaé no Estado do Rio de Janeiro até o Rio Itapemirim no Estado do Espírito Santo.Depois do lamentável episódio ocorrido com a Vila da Rainha, a região ficou por muitos anos abandonada. Encontrei na garimpagem que fiz para resgatar essa história, e na tentativa de encontrar nomes dos novos povoadores, ou seja, aqueles que reiniciaram a ocupação da localidade, informações que em 1670, o sargento mor João Velho Pinto, mandou explorar as matas, pelas baixas de Itabapoana, em procura da resina jataycica ou goma copal, que dava no tronco das árvores, tempo em que tomou conhecimento dessas terras e que depois foram dadas por sesmaria a seus filhos o capitão-mór Pedro Velho Barreto e Euzébio Corrêa de Alvarenga, que foi embargada pelos Jesuítas da Moribeca, em 1728, através de petição, se dizendo donos, alegando que essas terras lhes haviam sido doadas por antigos possuidores, e parte houveram por heranças, e fundamentando ser o visconde d’Asseca, incompetente para conceder ou doar terras ao norte do rio Paraíba. No entanto não lograram êxito em suas pretensões, em que diziam serem senhores daquelas terras por compras, herança e dádivas, em vista a petição apresentada não acompanhar quaisquer documentos e ainda por não haver noticia de anteriores posseiros. A partir deste episódio, a história se cala. Nada mais se encontra a não ser pelos anos de 1723, quando a foz do Itabapoana era visitada pelos descendentes do paulista Antonio do Prado, que saíra de São Paulo para o centro de Minas Gerais, atuando na comercialização de índios, o que na época era permitido, e que depois de muitos meses de peregrinação, resolveu chegar ao litoral e pondo-se a caminhar nessa direção veio dar-se bem perto, ao norte do Caxanga, hoje Itapemirim, onde encontrando hospitalidade nos poucos habitantes do lugar, não hesitou em fixar ali sua residência, depois de despedir parte dos que o acompanhava nesta andança, que ainda pretendiam continuar na mesma exploração. Ali se casando com D. Christina, nascendo deste casamento uma filha de nome Francisca do Prado, a qual em 1746 casou com Francisco Dias e tiveram oito filhos; Manoel Dias, José de Jesus, João Baptista, Francisco Alves, Ana Maria da Lapa e Catharina.Francisco Dias vindo a Itabapoana e encontrando no local meios de subsistência em quantidade, pescado mais saboroso do que os encontrados no rio Paraíba, mesmo estando tudo deserto, apesar de visitado por viajantes que vinham de Vitória e da Vila de Campos dos Goytacazes, achou por bem fixar ali sua primeira habitação, o que de fato o fez no ano de 1748, sendo logo encarregado da passagem do rio, por cujo serviço recebia uma taxa de 80 reis por pessoa.Depois de Francisco Dias e seus filhos, vieram outros moradores, não tendo estes residências fixas e sólidas em razão da oposição que sofriam do proprietário da fazenda Moribeca, José da Cruz Silva a quem pertenciam estas terras, depois de arrematadas por ele em hasta pública, muito especialmente, aqueles que sem o seu consentimento ali tentavam se instalar, o que por muitas vezes foi motivo de renhidas demandas de parte a parte.Esse fazendeiro muitas vezes mandou atear fogo nas casas que eram construídas, época em que num só dia fez arder à povoação inteira.Fato que repetidas vezes aconteceu e que depois precisou haver a intervenção das autoridades que por vezes incriminou os posseiros.O historiador Fernando José Martins, inclusive, transcreveu um dos editais, como o seguinte:<>Apesar de todas as providências e rigores, o povo continuou a exploração do rio e das áreas da fazenda, principalmente a partir do ano de 1832.Em 1834 o capitão Vianna, um dos que herdara e então administrador do espólio, deu início à medição judicial da gleba, mas não concluiu.Em 1868, afirma o historiador Fernando José Martins:Afirma ainda Fernando José Martins, que Francisco Dias, primeiro povoador da Barra do Itabapoana depois do donatário Pero de Góis, ali em suas imediações encontrou todos os sinais, restos de ruínas da nascente colônia, tais como fornos, fragmentos de muralhas e outros objetos que não puderam ser transportados para bordo das caravelas, quando do choque com os índios.Encontrei informações sobre um requerimento de Domingos Fernandes Barbosa de Pita Rocha, datado de 24 de julho de 1771, ao Rei D. José a pedir confirmação de posse das terras situadas em Guaxindiba; e nos manuscritos de Manoel Martinz do Couto Reys de 1785, várias citações sobre a barra do Rio Itabapoana. Escreveu ele; ser a mesma inconstante, se alterando em proporção das mudanças do tempo e das enxurradas, ou sejam das freqüentes cheias do rio, fenômeno que até hoje se observa, ora se desviando para o norte e ora para o sul, opinando desde então que por ali encanassem as águas do rio. (Observe que desde 1785 Couto Reis já opinava quanto à necessidade de canalizar a foz do rio Itabapoana).Outra citação importante é quando assim escreve: “Subindo-se huma pequena eminência deste lugar, entre densos matos, se encontrão reziduos de paredes, que mostrão haver alí antigamente algum estabelecimento, que o tempo consumio.”Digo ser importante, porque fortalece cada vez mais quando se afirma ter sido em Barra a edificação da Vila da Rainha.Sobre as duas Mós encontradas e que confunde alguns historiadores e causa entre eles algumas divergências, cita: “ São duas Moz assas rijas, de hum Mármore grosseiro com mesclas de cor mais negra, mais, ou menos ancabrozas: huma toda inteira com mais de 5 palmos de diâmetro, e 1 de grossura; e outra quebrada, não por cazualidade senão por curiozidade louca. A respeito dellas, há duas opinioens confirmada por tradiçoens. A primeira assenta que Pero de Góes, donatário, que recebendo continuado insultos, e hostilidades dos índios, desgostozo o abandonara, e se retirara para a Corte. A segunda que no tempo em que os Olandezes se senhorearão de alguns de nossos Portos;hum delles edificou naquelle lugar hum Engenho de açúcar, e outras fábricas, e retirando-se deixou alli as referidas Moz.” Ora, se na carta de Pero de Góis, ele afirma ter construído seu primeiro engenho nas margens do Rio Managé, hoje Itabapoana, e se as referidas Mós foram encontradas próximo a Fazenda São Pedro, que, por conseguinte fica bem perto do porto da enseada de Manguinhos, há de se imaginar também a possibilidade das mesmas terem sido removidas de seus lugares primitivos, ou até quem sabe, tratar-se de outras, trazidas pelos holandeses, até, por que não? Sido os próprios que as retiraram do primeiro engenho, então abandonado, para reaproveitá-las em outro posteriormente construído.O príncipe de Wied-Neuwied “Maximiliano”, botânico inglês, que no ano de 1817 fez o percurso de grande extensão do litoral brasileiro, que escreveu o livro “Reize Nach Brazilien” publicado em 1820, passando por Barra de Itabapoana, disse que a vila ainda não existia, porém observa a existência de um posto militar na foz do rio, destacado do “Quartel das Barreiras”, na costa do Espírito Santo, entre Barra do Itabapoana e Itapemirim, e sobre este posto, diz o príncipe: “O oficial comandante mantém uma guarda permanente de três homens na embocadura do rio Itabapoana. Esse destacamento se estabelece aí por prazo indeterminado, e já tem dado serviço durante cerca de um ano; bem penoso deve ser, sem dúvida, morar nesses ermos, em que até as provisões são miseráveis, e onde só há choupanas de barro, cobertas de folha de palmeira. A casa do oficial é, de fato, espaçosa, contém vários quartos, mobiliados com trastes de madeira; mas o teto está tão arruinado, que deixa entrar a chuva” Diz Ainda; Sobre a tragédia acontecida em 1811, quando a família do senhor Manoel Ribeiro de Souza foi vítima de um massacre provocado pelos índios PURIS e que se salvou apenas um de seus filhos.Também passou por Barra do Itabapoana em 1818 August Saint-Hilaire, autor do livro “Viagem pelo distrito dos diamantes e litoral do Brasil” editado em 1833, que fala sobre os contínuos ataques dos selvagens, e ainda, da antropofagia, praticado pelos botocudos e puris, revelando o achado do corpo de um negrinho do qual se apoderaram e dele arrancaram pedaços em parte assados.Barra, no entanto, após todo esse período de lutas e tragédias, que por muitas vezes foi impedida de crescer, tendo suas casas destruídas, começou a viver um novo período; e como afirmou Fernando José Martins em sua obra editada no ano de 1868, já era uma freguesia criada, o que se deu, repito, em 15 de outubro de 1857, e em plena ascensão, com seu porto e comércio bem movimentado, tendo inclusive como vice-cônsul italiano o Dr. Frederico Clerici, conforme telegrama transcrito no jornal sanjoanense Primeiro de Março, editado em 17 de agosto de 1876, vindo, porém, conhecer seus melhores dias a partir do ano de 1939, quando foi escolhida, entre outros lugares estudados no Brasil, para sediar as instalações da grande fábrica Tipity. O seu porto ficou ainda mais movimentado, o comércio evoluiu, chegou à luz elétrica, a estrada ligando-a aos demais distritos foi construída, tempo que foi cantado em versos, festejado e que parecia nunca mais terminar, tamanha as perspectivas trazidas pelos investimentos aplicados e os resultados obtidos em curto e médio prazo. A Tipity crescia rapidamente e com ela a Vila do Itabapoana.Movimentado Porto de Barra em 1939Foto de 1939 registrando os casarões então existentes.Quando elevada á Vila de São Sebastião do Itabapoana em 1857.Com o fechamento da Tipity, a indústria redentora, Barra do Itabapoana também começa a sofrer as conseqüências. Aquele extraordinário avanço, dá lugar ao marasmo, ao desânimo, as preocupações. Com o crescimento do Porto de Vitória-ES, e sem forças políticas para conquistar investimentos destinados a sua expansão, o Porto de Barra também vai declinando, perdendo a primazia, acabando, para ser depois, o que ainda perdura, apenas de uso para as atividades pesqueiras.Industria Tipity - Agora de tudo isso só restam as ruínas.Casa construída por Tibúrcio Barreto em Barra do Itabapoana, vendida em 19/08/1939 para o Barão Ludwig Kummer, fundador da Tipity, um dos maiores empreendimentos privado até hoje realizado no município, hoje pertencendo a Luiz Carlos Zainote.Hoje alguns órgãos estatais pesquisam e começam a descobrir a importância e a utilização da fécula da mandioca, aquilo que o Barão Ludwig Kummer já sabia, tendo aqui implantado a maior usina destinada a sua produção no País.Perdeu a região o maior investimento nela aplicado e a oportunidade ímpar de progresso e prosperidade que lhe foi oferecida até então.Perdeu o Estado do Rio uma indústria importante e o Brasil, anos de pesquisas, tecnologia e divisas.Perdeu São Francisco de Itabapoana de possuir o título de maior produtor de mandioca do Estado e de ostentar hoje a condição de um dos maiores produtores de fécula de mandioca do mundo.Essa história; revela momentos tão cruéis e perniciosos, somente comparados, aos piores já acontecidos aqui, desde o descobrimento.As ruínas da grande fábrica – foto 2002Em 17 de junho de 1962 o então Governador do Estado do Rio de Janeiro, Celso Peçanha inaugurou a ponte sobre o rio Itabapoana, ligando através desta, a localidade de Barra-RJ ao Estado do Espírito Santo.Em 1974 foi inaugurado em Barra o sistema de abastecimento de energia elétrica através da CELF (Centrais Elétricas Fluminenses S/A), hoje CERJ, em substituição ao sistema existente, um gerador movido por motor diesel, que não mais atendia as necessidades da localidade, além da precariedade do abastecimento havia as freqüentes interrupções no fornecimento de energia, causando inúmeros prejuízos à comunidade além da insegurança. Através do Livro Apontamentos para a História de São Francisco de Itabapoana, relatei como ocorreram as negociações para que Barra do Itabapoana recebesse este abastecimento energético; mas não me aprofundei, no entanto quanto às conseqüências que sofri pelo desprendimento, pela luta que empreendi para esta conquista, que não era minha, mas sim da população de Barra e do então Município Sanjoanense.Sofri ameaças de morte, tentativas de agressões, perseguições de toda ordem, inclusive uma campanha difamatória insuportável; infame, extremamente covarde, instituída por um grupo medíocre, incapaz, que não tinha competência para fazer, e que buscava através de métodos desonestos, parar o que contrariava os seus objetivos. Situação que só venci, graças à força do ideal, da coragem e determinação com que enfrentei a situação e da lisura dos meus atos. Todos sustentados pela honestidade, pelo desinteresse pessoal e abnegação de combater o atraso a que estávamos relegados.Ao mesmo tempo em que enfrentava tais circunstâncias, não me conformava e quase não acreditava no que estava acontecendo. Perguntava pra mim mesmo: Como pode alguém ser contra e combater o que é bom para uma população inteira, para um município, para solução do problema de uma comunidade, que vinha sofrendo prejuízos e que depois de tantas frustrações, via com a chegada da energia elétrica reacender suas esperanças?Ainda no vigor e talvez na inexperiência da juventude, ansioso por ver as coisas acontecerem, encorajado espiritualmente; pois não tinha outra razão para querer tanto participar do processo de desenvolvimento da região; pois não tinha pretensões eleitorais, não tinha nenhum compromisso partidário, não era filiado a qualquer partido e nunca até então havia me pronunciado politicamente, não conseguia ver a razão e o porque de tamanha perseguição.Só sei que sofri muito, que até chorei, era muita injustiça.Espantei-me quando na data da inauguração, o dia ainda amanhecia, era umas cinco horas da manhã, em minha porta bateu o comissário do DOPS, Sr. Madruga, (vejo agora, pois não tinha atentado para a coincidência curiosa do seu nome e a hora que havia me procurado), e agentes da Polícia Federal proibindo a minha saída de casa sem o acompanhamento da segurança policial, por eu estar correndo risco de vida. Logo depois chegava o Edgar Lopes Crespo (o Gazinho), que na época era a maior audiência do rádio campista com seu programa policial; indo me entrevistar a respeito das ameaças de morte que eu estava sendo vítima. Apesar de espantado com tudo aquilo, não perdi em momento nenhum a tranqüilidade e respondi ao entrevistador exatamente o que eu perguntava pra mim mesmo; Não acredito que alguém esteja querendo me matar apenas porque estou fazendo um bem, porque consegui ajudar na realização de um sonho da comunidade de Barra e por estar ajudando o município que nasci.A inauguração ocorreu sem incidente, graças a Deus! A comunidade itabapoanense toda entusiasmada, saudava as autoridades presentes, e eu obrigatoriamente acompanhado da escolta estava intimamente realizado. Não revelo aqui o nome dos meus detratores e dos que tentaram me intimidar porque; alguns já morreram, outros com o decorrer do tempo se desculparam e alguns mesmo não tendo tomado a iniciativa de se desculpar, estão por aí, vivos, assistindo a minha caminhada, e já vi até me aplaudindo.Não esqueço do momento ocorrido tempos depois, que um deles, ao se encontrar comigo em uma solenidade, veio me cumprimentar, e ao me dar à mão correspondi o gesto apertando-a, quando ele sentindo o aperto falou: “Está forte em”, Eu então, repentinamente lhe disse: “É para você saber que deu a mão a um homem”. Posso ate não ter sido muito feliz, mas dei-me por satisfeito.Em 1979 o Governador Chagas Freitas, esteve em Barra do Itabapoana para inaugurar o sistema de abastecimento d’água, cujas obras foram de iniciativa do Governador Faria Lima, que o antecedeu, minorando um dos mais sérios e graves problemas vividos até então pela comunidade. “A falta de água potável”.Em agosto 1990, chegou até Barra do Itabapoana à pavimentação asfáltica da RJ-224. A obra foi inaugurada com a presença do Governador do Estado do Rio de Janeiro Wellington Moreira Franco, do Deputado Estadual Alberto Dauaire, do Prefeito de São João da Barra Genecy Mendonça (Dodozinho), do ex-Prefeito João Francisco de Almeida, deste Autor e outras autoridades. Com isso sentia Barra do Itabapoana a aproximação do progresso. Placa de Inauguração da Pavimentação do trecho Praça João Pessoa a Barra do Itabapoana. Ato do qual participei.Em 2001, mais precisamente no dia 29 de agosto, o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho Matheus de Oliveira, concluiu, e juntamente com o Prefeito Pedro Jorge Cherene inaugurou o asfaltamento da RJ-196; trecho Guaxindiba/Barra do Itabapoana, interligando por via asfáltica a cidade de São Francisco de Itabapoana a sede do 2º Distrito.Mas Barra é muito mais. Barra dos velhos e novos carnavais; do Unidos da Ponte; Unidos do Ingá; Mama na Mula; do Banho a Fantasia; das suas Igrejas; do seu potencial pesqueiro, do seu potencial turístico, de suas tradições familiares, religiosas, festivas e culturais,Escrever sobre Barra do Itabapoana é mergulhar na sua história, no seu passado, na paixão do seu povo.Rio Itabapoana – Cais de Barra do Itabapoana-2003.Ainda sobre Barra do Itabapoana, lendo “Geologia e Geografia Física do Brasil” livro de Charles Frederick Hartt, encontrei na página 79, assim descrita: “A pequena vila de Barra do Itabapoana, habitada, sobretudo por pescadores, é edificada numa faixa de areia na margem esquerda do rio, junto à foz. E’ separada da praia por um canal estreito e razo, ou lagoa, que corre do rio para o sul, paralela à costa e exatamente por traz das crista das praias. Essa lagoa se comunica com uma faixa alagadiça, coberta de mangues, ao sul da qual surgem arenitos terciários vermelhos no extremo dos pântanos, elevando-se o solo uns 20 pés mais ou menos, formando ao sul uma grande porção de terrenos terciários. Em oposição à cidade, está uma grande ilha arenosa, separada da praia por uma lagoa que se prolonga ao norte ao longo da praia até uma certa distância.Uma légua ou mais ao sul da Barra do Itabapoana, há umas três pontas rochosas de arenito terciário, apresentando rochedos baixos de cor avermelhada. Dizem que a mesma rocha ocorre em Manguinhos. Massas isoladas dessa rocha, cobertas pela maré alta, ocorrem ao largo da Barra do Itabapoana assim como em Manguinhos.A foz do Itabapoana é, como a do Paraíba, obstruída por uma barra arenosa, sendo difícil acesso. As águas são razas nesse litoral, e as embarcações costumam ancorar fora da barra para carregar madeiras, etc.Devo confessar que ao ler a obra do Príncipe Maximiliano de Wied-Neuwied, “Viagem ao Brasil”, uma emoção forte tocou-me o peito, e tentei, ao examinar sua descrição, levar minha imaginação até ao tempo em que percorreu nosso território, primeiro vindo pelo Rio Paraíba, depois entrando no canal entre as ilhas e os manguezais, daí percorrendo o litoral sanfranciscano até Barra do Itabapoana, de onde partiu em seguida para o Espírito Santo. Cada referência improvisada aguçava ainda mais a minha concentração; meditando sobre cada passo e fantasiando a minha mente com a história que deixou escrita, permitindo que agora pudesse através dela, conhecer um pouco mais de nossas raízes e aprofundar num passado que nos é revelado, graças a aqueles que se dispuseram a pesquisar e escrever suas experiências, enriquecendo com isso os nossos conhecimentos e nos estimulando a deixar registrado para as gerações futuras o nosso mundo presente, o que certamente provocará em alguém a emoção que senti. Assim contou Maximiliano sobre alguns aspectos e espécies encontradas: “Os jacarés são muito comuns no Paraíba, e os negros comem-nos algumas vezes. Contam-se muitas histórias fabulosas a respeito da sua voracidade, mas a espécie aqui mencionada, que tem no máximo 8 a 9 pés de comprimento, não é temível, embora alguns pescadores mostrem cicatrizes nos pés, dizendo-as causadas pelas dentadas desse animal”...Revela, ele, a numerosa quantidade de jacarés que povoavam o rio Paraíba e os lagos e brejos de nosso território. “Na corrente quase estagnada... eram eles tão numerosos, que sempre pudemos contar vários ao mesmo tempo”; Tendo inclusive atirado em alguns a grande distância tornando-os arisco...”Sobre as pitangueiras:“Próximo da corrente, no chão arenoso, vimos moitas de (Eugenia pedunculata), bonito arbusto bem conhecido no país por pitanga. Cresce isolada no pedúnculo, e todo o arbusto se carrega dele; achamo-lo nessa ocasião, muito fresca”.Uma descrição completa dos vastos campos repletos de pitangueiras.Sobre os cajueiros, que na época existiam em grande quantidade, revelou:“Os cajueiros (Anacardium occidentale) estavam floridos. Perto deles, num pasto, vimos um bonito carneiro de quatro chifres.”Sobre os caçadores, membros da sua expedição, que caminhavam na frente, disse:“Nossos caçadores, que vieram na frente, tinham caçado diversos animais, entre os quais, também, um casal de tatus (Dasypus) vivos. Esses curiosos animais são muito comuns no Brasil, existindo várias espécies. A que conseguimos apanhar viva se chamava “tatu-peba”, sendo porém, mais conhecida alhures por tatu-comum ou tatu-verdadeiro, o qual, assado, constitui ótimo prato. Separamos os dois animais durante a noite, pondo um num saco e outro num sólido cubículo. Quando nos dispusemos a come-los no dia seguinte pela manhã, o primeiro tinha atravessado o saco, furado a grossa parede de barro da casa e escapado”.Até sorri com este trecho da sua descritiva; foi o dia caça ou do tatu, que escapou de ser almoço.Continuando sua peregrinação pelas águas, esta passagem, que entendemos ser entre a ilha e os manguezais de Gargau, disse:“Pelo Paraíba o vento agitava tanto a superfície do rio, que canoas pequenas correriam o risco de virar. Ouvimos constantemente o rumor do oceano, quando, longe, rio abaixo, remávamos em redor de uma ilha coberta de linda vegetação. Aí, entre outras, medrava uma bela Cleome herbácea, com cachos de grandes flores branco-amareladas, de estames purpurinos; uma malvácea, de doze a quinze pés de altura, flores grandes amarelo-pálidas e folhas cordiformes... A seguir, atravessamos o segundo braço do rio, remando, então, por um pequeno canal, entre duas ilhas, cujas águas, ensombradas de todos os lados pelas florestas altaneiras, são quase estagnadas, motivo pelo qual cheias de jacarés. Enquanto a canoa avançava devagar, não tirávamos os olhos deles. As raízes descobertas e arqueadas do Conocarpus e da Avicennia, emergindo dos troncos a considerável altura, formavam na margem estranho amaranhado.”Ainda sobre os jacarés mais uma vez citados disse:“Minha espingarda estava sempre carregada para eles, mas não tive oportunidade de atirar. A canoa muitas vezes balançava, e, antes que retomasse o equilíbrio necessário a uma boa pontaria, o animal mergulhava de novo.”Saindo do canal, já em terra firme, caminhando pela orla, e observando a fauna, disse avistar muito dos Martins-pescadores azulados (Alcedo alcyon) e grande número de aves muito parecidas com o corvo-marinho (Carbo cormoranus), muito ariscas. Continuando sua trajetória, caminhando pela praia, e pela descrição, nos leva a crer ser a partir de Gargaú em direção a atual Praia de Santa Clara; assim revelou:“...a certa distância da praia, é atapetada por muitas variedades de arbustos, entre os quais os mais freqüentes são a pitangueira (Eugenia pedunculata), de frutos saborosos... uma nova espécie de Sophora de flores amarelas, o Cactus hexagonal, e muitas outras espécies deste gênero, enfezadas pelo vento...continuando para o norte, ao longo da costa, marchando pelo amplo areal constantemente molhado pelo mar. O caminho pela areia é bom e suave para o cavaleiro, mas os burros e os cavalos, desacostumados à vista e ao rumor das ondas escachoantes, detestam muitas vezes essa via cômoda. A passagem de uma tropa pela areia branca e lisa, à beira do oceano azul, é um lindo quadro, vista de longe; porque, a não ser que a costa forme uma grande reentrância, pode-se vê-la a tamanha distância, que os animais se reduzem a pequenos pontos.”Fazendo uma descrição detalhada e minuciosa de tudo que avistava; plantas, pássaros, animais, pedras, lagoas, casas, bosques e florestas, Maximiliano ia assim narrando:“Na língua de terra saliente, onde o litoral suporta o mais violente embate da ressaca, encontram-se pedras perfuradas do modo mais extraordinário pela água. Algumas espécies de batuíras e maçaricos animam a costa, onde só existem umas poucas conchas e sargaços. Depois de termos caminhado algumas léguas por essa praia, uma picada levou-nos a algumas lagoas, rodeadas de eminências silvestres. Toda nossa tropa estava com uma sede ardente; apeamos, por isso, para nos saciar, mas, com grande aborrecimento nosso, verificamos que as marés tornavam salobra a água dessas lagoas; e dois casebres de barro, a quem recorremos para mitigar a sede, estavam abandonados; entretanto as pitangas que medravam em abundância nos arredores, atenuaram, até certo ponto, a nossa decepção”. Observa-se que ele não cita nome de lugar, justamente porque naquele tempo ainda não havia denominação definida. Analisando o relato anterior e pela seqüência, tudo leva a crer, que naquele momento ele e sua tropa passavam pela região entre, hoje Praia dos Sonhos, Sossego e Fazendinha, já que tinham se afastado do litoral, seguindo uma picada que os conduziu a algumas lagoas, onde as quais realmente existiam, umas próximas das outras. Na narração seguinte, deduz-se que chegou a mata de São Pedro, quando diz:“Uma trilha, vindo da costa, cedo nos conduziu, através de espessos bosques, a uma grande floresta. Cavalgava diante da tropa, observando as belas plantas, e pensando nos tapuias (índios), que algumas vezes infestam essas paragens, quando, para meu não pequeno espanto, vi de súbito, em frente de mim, dois homens escuros e nus. Tomei-os por selvagens no primeiro momento, e preparava a espingarda de dois canos para me defender de qualquer ataque, quando percebi que eram caçadores de lagartos”.Os poucos colonos, que viviam esparsos por esta região, gostavam muito da carne de lagarto, e havia aqui uma espécie de lagarto grande (Lacerta teguixin), e que era denominado pelos índios de “teiú”. Por isso, muitas vezes esses caçadores se embrenhavam entre os matagais e florestas, a procura desses animais, levando consigo uma dupla de cães treinados para esta caçada. Quando os cães se aproximavam de um lagarto, este se lançava com a rapidez de uma flecha para a toca que lhes servia de morada, de onde era arrancado e morto pelos caçadores.Os homens de pele escura ficavam nus para caçar, porque assim se despistavam dos índios, ficavam muito parecidos e eram confundidos como tais.Relatando sobre a grande mata, que entendemos ser a mata da Fazenda São Pedro ou mata do carvão, como hoje muitos a denomina, assim a apresentou:“Na escura e imponente mata virgem achamos bonitas plantas, e o soberbo Convolvulus de flores azul-celeste enlaçava-se nos arbustos, até grande altura. O pio forte e grave do “juó”, em três ou quatro notas, é ouvido nessas matas imensas, em todas as horas do dia e mesmo à meia-noite. A carne dessa ave é tão saborosa quanto a das outras espécies do gênero, às quais se dá, usualmente, o nome de “tinamus”O “juó” (Crypturellus noctivagus), que conhecemos como Inambu ou Inhambu, é uma ave pertencente ao gênero diverso dos “macucos”, com as partes superiores; cinzento-escuras e pardo-avermelhadas; dorso dando-se mais para castanho-pardacento; alto da cabeça, cinzento-azulado, com manchas; parte inferior do dorso e uropígio, pardo-avermelhado, ferruginoso; ademais, todo o dorso apresenta estrias escuras transversais; mento e garganta esbranquiçados; partes inferiores; do pescoço cinzenta, peito pardo-amarelado vivo; ventre de cor mais pálida.Depois de haver atravessado a floresta, Maximiliano encontrou extensas plantações, que ha muito pouco tempo fora feita; assim mencionou, e de uma elevação, onde se viam troncos por terra em todas as direções; divisou um quadro, que disse ser encantador e de majestosa solidão, às margens do Itabapoana; que, como uma fita de prata, vai coleando entre as selvas umbrosas e corta uma planície verdejante; em cujo meio se localiza uma grande fazenda cercada de plantações.Assim expôs:“Em todo o redor, florestas imensas limitam o horizonte. Uma porção de negros, que trabalhavam nas plantações, olhou com espanto para nossa tropa, saindo da mata como uma aparição do outro mundo”.“Atingimos, primeiro Gutinguti, que juntamente com Muribeca, forma a fazenda de Muribeca; pertenceu, outrora, ao lado de um trecho da região de nove léguas de cumprimento, aos jesuítas, que fizeram essas construções; é propriedade, agora, de quatro indivíduos associados. Existem aí, ainda, trezentos escravos negros, entre os quais, porém, não há mais de cinqüenta capazes, sob a direção de um feitor, português de nascimento”.A principal atividade dos escravos era derrubar as matas e plantavam-se ali, mandioca, milho, algodão e café.Revela ainda o Príncipe:“O Itabapoana, rio pequeno, corre perto de Gutinguti, e, quando enche, inunda os campos... As grandes florestas das cercanias são habitadas por Puris nômandes, que, nessas paragens e na extensão de um dia de jornada para o norte, se mantêm hostis... Havia pouco, em agosto, mês que precedera o da nossa visita, atacaram rebanhos da fazenda, à margem do Itabapoana e mataram, de maldade, trinta bois e um cavalo. Um rapazote negro, que tomava conta do gado, foi isolado dos companheiros armados, feito prisioneiro, morto, e, segundo afirmam, assado e devorado. Acham que eles separaram os braços, as pernas e a carne do tronco, levando-os consigo; porque, pouco depois, encontraram no local a cabeça e o tronco descarnado do negrinho; porém os selvagens tinham se internado precipitadamente na mata”.Atribuiu aos colonos a responsabilidade pelas hostilidades, em razão dos maus tratos dispensados aos habitantes aborígines, logo no começo da colonização, acreditando que a avidez de lucros e a sede de ouro aboliram todos os sentimentos humanos dos colonizadores europeus, que consideravam animais esses homens pardos e nus.Conta ainda Maximiliano sobre os acréscimos que fez às coleções de historia natural, na medida que ia encontrando novas espécies da flora e da fauna, nas grandes matas e alagadiços das margens do Itabapoana, onde encontrou ninhadas do pato almiscarado (Anãs moschata) ou (Cairina moschata) vulgarmente conhecido como “pato-do-mato”, “pato-bravo” ou simplesmente “pato”, linda ave, caracterizada pelas carúnculas nuas e vermelho-anegradas em redor dos olhos e do bico; a plumagem toda negra; mais ou menos lustrada de verde e púrpura; os encontros das asas são, nas aves velhas, brancas como a neve, e pretos nas novas. O macho velho é muito grande e pesado, e tem a carne um pouco dura; os novos, porém, constituem bom prato, sendo, por isso, bem-vindos ao caçador.Outras espécies tais como garças, íbis, patos (Anãs moschata e viduata), o “ipecutiri” de Azara, ou pato de espáduas verdes, a garça real, bela espécie de corpo branco-amarelado e lindo bico azul, as garças grandes e pequenas, foram encontradas, além de lontras, avistadas quando num passeio rio acima, caçava na água produzindo um lindo espetáculo, sem qualquer sinal de alarma. Nas matas reboavam os berros do macaco roncador, a voz forte e um tanto rouca do macaco “saí-açu”, assim descrito; “cabeça e os quatros pés, negros; o corpo, cinzento-acastanhado pálido; o comprido rabo, amarelo-avermelhado”.A minha geração e outras que vieram e as que estão por vir, não conheceram e nem conhecerão, evidentemente, a riqueza da fauna e a beleza das espécies que habitavam a região. Da mata; da rica, imponente e imensa floresta, decantada pelos historiadores, desbravadores e pesquisadores, ditas como lindas e intransponíveis, e que só resta a do carvão; apesar das proibições, continua sendo destruída pela ambição e pela ignorância.Ainda hoje, os caçadores implacáveis, continuam na clandestinidade dizimando algumas espécies, que praticamente extintas, ainda são vítimas da falta da sensibilidade humana. As queimadas indiscriminadas, praticadas impunemente, continuam com seu poder de destruição, atacando o pouco que ainda resta e o que a natureza tenta reeditar.Os lagos, os peixes, das mais muitas espécies, outrora abundantes continuam secando e desaparecendo aceleradamente.Daqui a algum tempo, talvez, quando alguém se acercar desta obra, e comparar as diferenças, certamente, como eu, buscarão no alto da imaginação, fantasiando a mente, retratar esse momento com esta história que deixo escrita.Freguesia de São FranciscoDistrito de Barra SecaAtribui-se aos esforços do deputado provincial Moraes Antas, a criação da freguesia de São Francisco de Paula em 1856. Toda essa região distrital representa o que é hoje o território do 1º Distrito do Município, cujos limites estão assim determinados: Dividindo com o 3º Distrito; Começando em Carrapato, seguindo em linha reta até a localidade de Morro Alegre, no entroncamento da Estrada Municipal SF-03 com a Estrada RJ–224, cruzando a Estrada RJ-224 e o Rio Guaxindiba em linha reta até Santa Rosa no limite intermunicipal. Dividindo ainda com o 2º Distrito; Começando em Carrapato, daí seguindo em linha reta entre os Brejos da Cobiça e do Espiado, até alcançar a foz do Rio Guaxindiba no Oceano Atlântico. Faz parte deste território a importante localidade de Gargau que tem uma vasta história em razão do seu porto; do canal de Gargau construído em 1806; do seu barracão, cuja inauguração se deu em 27 de julho de 1903, completando a pouco seu primeiro centenário, e ainda do comércio que ali se instalou; além de Muritiba, Cacimbas e Barra Seca, localidades por onde foi reiniciada a ocupação de toda essa região; das Lagoas do Campelo e da Cataia, que independente de outros fatores que enumeram a sua importância, são marcos de divisão territorial; a lagoa de Macabu, essa em especial, por onde se chegava a então freguesia de São Francisco de Paula, hoje cidade de São Francisco do Itabapoana, sede do Município.Brejo salgado em S.Francisco de Paula, localizado, na chegada, da localidade, fundos da praça principal. Ver-se acima a primitiva Igreja e as palmeiras então existentes. Foto 1939. O mesmo local, ano de 2003.Mapa de São Francisco quando ainda era distrito de São João da Barra.Área onde hoje está a Praça de São Francisco.Praça de São Francisco foto de 1994.Praça de São Francisco foto do ano 2000.Gargaú – (Guaru-Guaru), na língua Tupi, peixe miúdo, barrigudinho. Um lugar de muitas histórias:Lagoa do Comércio, no centro da localidade.Casa centenária em GargaúA sua praia, o canal, o barracão centralizando o comércio regional por muitos anos, fez esta comunidade expandir e se tornar uma das principais do Município.Aqui funcionou um hotel em GargauApesar de estar em ruínas ver-se a importância do seu tempo.Casa centenária em Gargau - um marco de sua história.Casa onde residiu o ex-prefeito de São João da Barra – Donato Barros de Menezes - GargauEstilo de construção somente existente e preservado em GargauCasa centenária em GargauDiz à história, que alguns navios dos piratas, no ano de 1703 ficavam ancorados entre Gargau e Manguinhos, e a Câmara da então vila de São João da Praia proveu e nomeou Manoel Henriques do Amaral, capitão de ordenanças para atuar na região, desde as bandas de Campo Novo e Cacimbas.A ocupação desta região se deu após longos anos de abandono, em razão do fracasso da capitania instalada; sendo reiniciada a partir de 1630 quando partes destas terras foram doadas a Matheus Pinto Caldeira e a sua mulher Florentina Pinto, nas Moritibas; e em 1690 a Pascoal Borges Ramos em Campo Novo; em 1695 a Antonio de Puga, as de Barra Seca, que depois passaram a pertencer a João Velho Pinto e em seguida ao seu filho Pedro Velho.Entre os anos de 1642 e 1650 as ilhas existentes no rio Paraíba foram concedidas por sesmaria ao capitão João da Rocha de Calheiros, que as requereu do governador da capitania do Espírito Santo, tendo seu filho e neto nela residido; porém com o crescimento da população, começaram a sofrer a pressão de alguns intrusos, tendo ainda demandado com o senado de São João da Barra por desejar este a posse de algumas que iam se formando, vindo esta posse mais tarde caducar. Por volta de 1727, a Ilha do Lima, que se entende desde o riacho Gargau até o pontal norte da barra, cujo terreno apesar de alagadiço e cortado por estreitos desaguadouros, que transbordam com as águas das marés de lua, conserva excelentes pastagens, foi dada ao capitão-mor Antonio Teixeira Nunes. As terras de Cacimbas foram doadas em 09 de outubro de 1737 a Manuel Ferreira Soares e sua mulher Maria da Silva do O’; que tiveram também de sustentar renhido litígio com os Jesuítas que contestavam a doação até a decisão final obtida no ano de 1750 na Bahia. Ainda sobre a Ilha do Lima, conta Fernando José Martins que por volta dos anos de 1860, um francês que ali se estabeleceu, havia lhe assegurado, ter tirado grandes vantagens com as drogas extraídas do mangue preto e vermelho, cuja casca, e especialmente a folha, serve de grande utilidade aos curtidores; e que as usava em sua fábrica de curtumes; e que poucas havia que pudessem igualar para essa finalidade como a casca do mangue vermelho. Revela ainda, que para proibir o corte indiscriminado e a destruição dessas árvores em razão de sua utilidade, o Conde de Rezende, vice-rei do estado, ordenou através de várias portarias que providenciassem a sua conservação, cominando penas para os que a cortassem para lenha.Aspecto da feira de Gargaú, outrora centro de intenso comércio. Foto 1939.Ilha do Lima e o seu fabuloso manguezal.Apesar de leis de proteção aos manguezais, os de Gargau continuam ameaçados pela indiscriminada extração da sua vegetação, pelos aterros e outras ações predatórias. As preocupações para sua preservação remota ao século XIX. Naquela época a importância deste eco-sistema já era revelada através de ações protecionistas do governo imperial. Profundamente lamentável que após tantos anos, ainda não haja conscientização maior e que os predadores continuem destruindo tamanha riqueza natural. Lagoa do Comércio em Gargau vista de outro ângulo, um cartão postal da localidade.Ilha da ConvivênciaVisita do Prefeito Pedro Jorge Cherene, à frente e de chapéu, a ilha de convivência no ano de 2001.A Ilha da Convivência, cuja ocupação dizem ter sido por náufragos e pelos corsários holandeses e franceses que navegavam pelas costas de nosso território; o que é um pouco de verdade e um pouco de lenda; certamente serviu de base para os navegantes, em razão de sua localização, onde inclusive, acredita-se, ter sido o local indicado para construção de uma fortaleza, para que pudesse resguardar esta região dos invasores. Em 1657, o capitão André Martins da Palma propõe a construção de uma fortaleza real na barra do Paraíba, com sua artilharia, que resguarde dela o inimigo holandês que infecciona esta costa, e não vir a entrar por ela a ser senhor de um tão grande tesouro. Propunha ainda mais, que se fizesse à boca da barra uma vila com suas justiças, para as entradas das embarcações etc.O meu amigo e escritor dos melhores, Osório Peixoto Silva, autor de “Mangue”, não conta muito sobre o passado mais distante desta ilha, mas conta histórias pitorescas sobre inúmeras figuras folclóricas; algumas eu conheci, tais como: Amaro Pedra, Seu Álvaro, Zé Batata, Inocêncio Batalha, Floristo Pedra, Adir e outros; que fizeram deste local um espaço alegre, cheio de supertições, de crenças, de paixões, de festas, de muitas brigas e pazes, do disse-que-disse, mais também de muita união e solidariedade. Os poucos habitantes que ainda persistem nela viver trazem marcas deste curto passado, os mais velhos relembram com saudades da Ilha movimentada; às vezes agitada; hoje silenciosa, pacata, somente visitada nos fins de semana; quando o sol forte anima aqueles, que em busca de aventura, de um local isolado, com vestígios de um tempo primitivo, para lá se dirigem. Tendo parte destruída pelo rio e pelo mar que impiedosamente avançou destruindo casas e a maior extensão de seu território, agora completamente submerso, guardando, quem sabe para sempre, muitas lembranças, histórias, apagando marcas e rastros dos que iam e vinham caminhando por suas areias. Ilha de Convivência. Movimento ecológico realizado em março de 2003.Consta do mapa de Manoel Martinz do Couto Reys, de 1785, o nome daqueles que estavam estabelecidos em terras próprias e qual era a atividade desenvolvida por cada um.Eram proprietários nas terras de BARRA SECA: Antonio Ferreira da Mota, que possuía uma vaca, cinco éguas e um poldro; Caetano Jose da Mota, que possuía três escravos, duzentas vacas, cinqüenta e nove bois de carro, cinqüenta e sete novilhos, cinqüenta e duas novilhas, cinqüenta e três bezerros, doze éguas, oito cavalos, dez poldros, dez poldras e produzia farinha de mandioca; Antonio Velho, que possuía quatro escravos, oito vacas, quatro novilhos, seis bezerros, uma égua, dois cavalos, uma poldra e colhia sessenta arrobas de açúcar, duas arrobas de algodão, vinte alqueires de milho, dez de feijão e ainda produzia farinha de mandioca; Dona Anna Dias, que possuía dois escravos, noventa vacas, dez bois de carro, quinze novilhos, vinte e cinco novilhas, trinta e quatro bezerros, seis éguas, um cavalo e duas poldras; André Franco da Mota, que possuía nove escravos, cento e trinta e três vacas, vinte e quatro bois de carro, vinte novilhos, vinte e duas novilhas, cinqüenta bezerros, doze éguas, onze cavalos, quatro poldros, quatro poldras e também produzia farinha de mandioca; Bartholomeu Francisco, que possuía oito vacas, dois bois de carro, três novilhas, dois bezerros, cinco éguas, dois cavalos, um poldro, sete alqueires de milho, dez de arroz e plantava mandioca; Capitão José Gonçalves, que possuía três escravos, oitenta vacas, quinze novilhos, vinte novilhas, sete bezerros, uma égua, três cavalos, três poldros, sete alqueires de milho, sete alqueires de feijão e doze de mandioca. Havia outros em Barra Seca que produziam em terras arrendadas, como, Manoel de Azevedo que em 1770 tinha um engenho, seis escravos, dezesseis bois de carro, dois cavalos, um poldro, produzia cem medidas de aguardente, trinta alqueires de feijão, dez de arroz e fabricava farinha de mandioca; Francisco Martinz, que possuía quatro escravos, vinte e quatro vacas, sete novilhos, oito bezerros, dez éguas, dois cavalos, três poldros, quatro poldras e colhia um alqueire de arroz; André Duarte, que possuía uma escrava, cinco vacas, dez novilhos, quatro novilhas, dez bezerros, uma égua e plantação de mandioca.Em MURITIBA, eram proprietários: João Coutinho dos Santos, que tinha dois escravos, vinte vacas, quatro novilhos, oito novilhas, doze bezerros, quatro éguas, dois cavalos, três poldros, duas poldras, colhia três arrobas de algodão e mandioca; Sebastiana de Souza tinha um casal de escravos, oito vacas, dois bois de carro, três novilhos, duas novilhas, cinco bezerros, três éguas, um cavalo, dois poldros, duas poldras, colhia cinco arrobas de algodão três alqueires de feijão e tinha plantação de mandioca, sendo que parte de sua propriedade era arrendada a José Cabral que tinha um cavalo e plantação de mandioca e ainda a Domingos Fernandes que cultivava mandioca; Antonio Ferreira da Silva, que tinha três vacas, um novilho, um bezerro, duas éguas, um cavalo, dois poldros, colhia doze arrobas de algodão e plantação de mandioca; Joaquim Ferreira, que possuía duas éguas e plantação de mandioca; Manoel Freira de Andrade possuía um escravo, colhia uma arroba de algodão, dez medidas de aguardente; e plantação de mandioca; José Ferreira Coutinho tinha três escravos, cinco vacas, um novilho, duas novilhas, três bezerros, uma égua, seis alqueires de milho e mandioca.Ainda em MURITIBA eram proprietários: Manoel Moreira, cujas terras estavam arrendadas a João Nunes que cultivava mandioca e tinha uma fábrica de pano branco; Manoel Antunes, cujas terras estavam arrendadas a Manoel da Silva; Manoel de Souza, cujas terras estavam arrendadas a Manoel Fernandez, que tinha oito vacas, um boi de carro, dois novilhos, três novilhas, três bezerros, duas éguas, um acavalo, uma poldra, colhia uma arroba de algodão, um alqueire de feijão e plantava mandioca; Mariana da Silva, cujas terras estavam arrendadas a Sebastião Martinz que tinha quatro escravos, seis vacas, dois novilhos, uma novilha, três bezerros, uma égua, colhia doze arrobas de algodão, cinco alqueires de milho, um alqueire de feijão, e cultivava mandioca.Em CACIMBAS, os proprietários eram: João de Oliveira Campos, que tinha trinta vacas, seis bois de carro, oito novilhos, dez novilhas, vinte bezerros, duas éguas, um poldro, colhia cinco arrobas de algodão, dez alqueires de milho, cultivava ainda feijão mandioca e tinha uma fábrica que produzia pano branco; Antonio Teixeira possuía um escravo, seis vacas, quatro bezerros e colhia uma arroba de algodão e era produtor de mandioca; Francisco de Queiroz, que tinha quatro escravos, oito vacas, dois bois de carro, três novilhos, cinco bezerros, duas éguas, um cavalo, era produtor de algodão e mandioca; Manoel de Afonceca Magalhães, que possuía oito escravos, doze vacas, seis bois de carro, quatro novilhos, duas novilhas, oito bezerros, uma égua, um cavalo, cultivava algodão, milho e mandioca; Jose Barreto, que possuía três vacas, duas éguas, cultivava algodão e mandioca; João Ferreira Coutinho, que possuía duas vacas, uma égua, e pequena plantação de algodão; Ignácio Xavier Barreto, que possuía duas escravas, trinta vacas, seis bois de carro, seis novilhos, oito novilhas, dezesseis bezerros, quatro éguas, dois cavalos, três poldros, colhia cinco arrobas de algodão e cultivava mandioca; Gertrudes Gonçalves, que possuía um casal de escravos, dez vacas, três novilhos, duas novilhas, seis bezerros, três éguas, um poldro, colhia uma arroba de algodão e cultivava mandioca e tinha parte de suas terras arrendadas para Francisca Preta Forra, Joanna de Oliveira e José de Moraes; José Moreira do Espírito Santo, que possuía quatro vacas, um novilho, quatro bezerros, duas éguas, um cavalo, um poldro, uma poldra, colhia uma arroba de algodão, três alqueires de milho e cultivava mandioca; Domingos Pacheco; Valentim Ferreira de Queiroz; Francisco Mendes, que possuía dez vacas, dois novilhos, nove novilhas, um bezerro, uma égua, um poldro e plantava mandioca; Antonio Ferreira de Queiroz, que possuía seis vacas, três novilhos, duas novilhas, três bezerros, seis éguas, um cavalo, um poldro, duas poldras e cultivava mandioca; Joanna Rodrigues de Araújo, que possuía dez vacas, três novilhos, duas novilhas, cinco bezerros, e cultivava mandioca; Antonio Ribeiro, cujas terras estavam arrendadas a Antonio Ribeiro de Andrade que possuía sete escravos, duas vacas, quatro bois de carro, um novilho, duas novilhas, dois bezerros, colhia três arrobas de algodão e cultivava mandioca; Izidoro Gonçalves; Manoel de Mello, que possuía uma escrava, uma vaca, um novilho, quatro novilhas, um bezerro; Ignácio Rodrigues de Souza, que possuía sete vacas, três novilhos, duas novilhas, dois bezerros, um cavalo, e pequena produção de algodão; Francisco de Andrade, que possuía duas éguas e dois poldros; Francisco Xavier Moreira, que possuía dez vacas, dois novilhos, uma novilha, dez bezerros, uma poldra e três alqueires de milho; Rosa Maria, que possuía dois bezerros; e, finalmente Maria Luiza. Em CAMPELO era proprietária Maria do Nascimento. Em RETIRO, Anna Dias de Araújo, que possuía sessenta vacas, trinta e cinco bois de carro, oito novilhos, vinte novilhas, trinta bezerros, dezenove éguas, quatro cavalos e oito poldras.Encontrei em minhas pesquisas, registro que trata de um requerimento de Domingos Fernandes Barbosa de Pita Rocha, datado de 24 de julho de 1771, ao Rei D. José, a pedir confirmação de posse das terras situadas em Guaxindiba.Assim ficam identificados aqueles que deram origem a população do atual território sanfranciscano, excluídos, no entanto os que descendem dos escravos e dos nativos e da possível relação entre estes das quais não encontrou este autor qualquer registro.Esta região de vastas terras bastante apropriadas para a agricultura, de onde se extraiam o vinhático, o jacarandá, o sobro (peroba vermelha), o ipê, entre outras madeiras de lei, especialmente a peroba, abundantemente existente nas matas por todo o sertão, foi sendo descoberta após a abertura do canal de Gargau em 1806 que encurtava e muito a distância entre a então Vila de São João e o Sertão.Charles Ribeyrolles, ao escrever “Brasil Pitoresco” assim relatou: “Peroba-Madeira muito estimada para construção de navio. Preferível talvez ao Pinheiro. Altura prodigiosa que vai de 30 a 40 metros, medidos do chão aos primeiros galhos. No cimo tem, como diadema, uma espécie de ramalhete. Nas matas do senhor Manuel Francisco Simões (sertão de Cacimbas), vê-se uma dessas árvores, que não tem menos de dez metros de circunferência,...”Não havia estradas, a mata era densa, apenas um caminho, denominado de “Estrada Velha” que ia até Manguinhos, onde existia um ancoradouro conhecido como “Porto dos Barcos”, dali em sua maioria margeando o litoral tinha apenas estreitos caminhos e picadas que se destinavam a várias direções, ora por extensos trechos arenosos, ora passando por brejos e locais infestados de perigosos répteis.Com a abertura do Canal de Cacimbas em 1830, ligando o Rio Paraíba e a Lagoa de Macabu, no centro do sertão em São Francisco de Paula, foi propiciado o crescimento da indústria naval, do comércio de madeireiros, influenciando a prosperidade local, que em 05 de novembro de 1856, teve criada a sua primeira Freguesia (distrito), em 1857 a segunda, e em 1873 a terceira.No decorrer dos anos de 1830 e 1880, eram proprietários de terras, senhores de engenhos e donos de escravos, entre outros, os seguintes:Anna de Oliveira Leite (em Barra do Itabapoana), comendador André Gonçalves da Graça (fazenda São Pedro), Dario da Silva Cordeiro (em barra do Itabapoana), Dr. Frederico Clereci (em Barra do Itabapoana), Francisco dos Santos Barreto (em S. Francisco de Paula), comendador Joaquim Thomaz de Faria (fazenda Santana), João Francisco de Souza Lopes (fazenda S.Francisco de Paula), Joaquim Pereira Viana (fazenda S. Sebastião de Barra do Itabapoana), José Soares (fazenda em Carrapato), José Francisco Borges (fazenda em Muritiba), Thetonio de Almeida Cotta (em São Francisco de Paula), Vicente Ribeiro de Campos (fazenda sertão de Cacimbas), Luzia Ana de Souza (distrito de Barra Seca).Distrito de Maniva Praça João PessoaCriado em 20 de novembro de 1873 pelo Decreto nº 1951, a freguesia de São Luiz Gonzaga, atual Maniva, se constituiu no último distrito criado na região, enquanto município de São João da Barra. Formado em uma importante área de terras férteis, com várias lagoas, riachos e brejais, é o único que não tem praia. Por estar mais distante do litoral, e pelas dificuldades de sua região ser alcançada, em razão da falta de estradas e outras vias, e das intensas matas que foram vagarosamente desbravadas, só mais tarde foi sendo ocupado.Destaca-se por marcos importantes; margeia o rio Itabapoana, na divisa com o Estado do Espírito Santo e com o município de Campos dos Goitacazes; estando em seu território, o mais alto ponto municipal, o Morro do Mico; com 204 metros de altura. Dividido em várias fazendas, algumas históricas, entre as quais a Fazenda Santana, Fazenda do Mico e Fazenda Floresta.Contar a história desse Distrito é penetrar nos momentos mais íntimos e românticos da ocupação desta região. Famílias que se tornaram tradicionais, sucedidas por várias gerações, ainda são proprietárias das terras, antes, desconhecidas, inexploradas, virgens, selvagens, hoje agricultáveis, produtivas; conservando a cultura implantada por seus antepassados. São muitos os contos, lendas e costumes que vencem os tempos e que certamente perdurarão por muitos anos. Há ainda um conservadorismo e uma paixão forte; facilmente percebidos em seus habitantes; que não escondem e nem conseguem disfarçar este sentimentalismo.Por mais que tenham mudado os costumes, que tenha evoluído a cultura, que os mais jovens busquem o modismo e a modernidade, ainda são extremamente fortes as raízes plantadas pela civilização pioneira.Quanto à beleza de seu território, é quase que indescritível, tamanha são as vistas, que focadas são verdadeiros cartões postais, com paisagens encantadoras, esculpidas pela natureza que foi generosa na sua formação.Hoje, a localidade de Praça João Pessoa, tem a maior concentração populacional do distrito, sendo o maior centro urbano do mesmo e um dos maiores do município.- Em Praça João Pessoa, o Clube dos Laçadores, fundado em 1970, se destaca como resultado da união dos moradores locais em prol do seu crescimento e evolução sócio-cultural, da preservação dos seus costumes e tradição.- Sede das exposições agropecuárias, Praça João Pessoa, mostra a sua grandeza, a sua riqueza, e sua importância no contexto municipal.- Joaquim Gomes Crespo, que dá nome a sua principal unidade de ensino e avenida, foi um dos mais importantes desbravadores desta região. Sua descendência é numerosa, e é um capítulo à parte da nossa história.Como já antecipei, falar sobre este distrito é penetrar nos momentos mais íntimos e românticos da sua ocupação. Seria necessário ouvir cada família, visitar cada fazenda e juntar cada pedacinho dos seus contos. Pois cada um tem uma particularidade, tem um enredo, um fato surpreendente e singular.Conversando com BoleiroConversando com um dos mais ilustres moradores e proprietário de terras do 3º Distrito, e por ela verdadeiro apaixonado, meu amigo “Boleiro” Cícero Junqueira Ramos, “que nasceu no mês de luto/ não é mês de alegria/ foi no mês de defunto/ que veio ver a luz do dia”, assim me respondendo, com esta quadrinha, quando lhe perguntei sobre o seu nascimento, que se deu em 25 de novembro de 1926, às 16 horas. Carreiro dos melhores; profissão que exerceu desde muito menino e que por ela tem grande paixão, tanto que até hoje possui um carro e onze juntas de bois, preservando a tradição; e talvez sufocando a saudade de um tempo vencido pelo progresso; saudade de um tempo de muito trabalho, de muita luta, mas que deixou marcas inesquecíveis e lembranças que se perpetuam em sua memória.Conversar com o “Boleiro” é dar uma volta no passado, rememorado por sua extraordinária memória que ao longo de seus setenta e oito anos, nos contempla com suas histórias; nos fala de Joaquim Gomes Crespo, da sua bondade e do benfeitor que foi da região; homem que apesar da riqueza, se vestia e se comportava humildemente, ostentando sempre na cabeça um chapéu de palha de abas grandes; que em determinado dia, ao entrar num restaurante na cidade de Campos, e por estar trajado com simplicidade foi advertido pelo garçom, de que, naquele estabelecimento só se atendiam aos que estavam bem vestidos, e que o uso da gravata era um dos requisitos necessários; quando então, retirou de um saco, desses de lona que embalavam açúcar ou farinha, várias notas de um conto de reis, fazendo delas uma gravata, perguntando em seguida ao garçom se com aquela gravata estava distintamente vestido. Para completar, não em razão da vaidade, pois era por índole humilde, mas pela arrogância e humilhação com que fora tratado, respondeu a tentativa de rebaixamento que lhe impuseram, comprando o restaurante. Falou sobre o Coriolano que era dono das terras de Santo Amaro, onde funcionava um engenho de fabricação de cachaça; que dali era transportada através de uma vala até rio, e através do rio, até Santo Eduardo, de onde era distribuída para toda aquela região. Falou sobre o Edemir Henriques, do açude e do engenho de cachaça que o mesmo possuía e que funcionou até o início dos anos de 1950; do João Moises possuidor de uma (caieira), jazida de cal, que era usada na construção das casas, sendo o cimento desconhecido naquele tempo pela maioria da população, e a cal era produto indispensável nas principais obras; Falou da região pantanosa de Santo Antônio de Campo Alegre ou São João da Boa vista, que calcula ter em torno de quinhentos alqueires de brejo, onde existiam muitas capivaras e pato do mato, sendo um paraíso para os caçadores; ali afirmou Boleiro haver trabalhado muito construindo 1.580 braças de vala; relembrou de Alcides Alvarenga, trabalhador experimentado que viveu 107 anos; das grandes propriedades: Fazenda Boa Vista, Santana, Sereno e Palmeira; dos grandes proprietários, entre os quais: Sr. Henriques, Joaquim Gomes Crespo, Coriolano, Maneco Seabra, a Família Barreto e Zinho Cordeiro; falou das primeiras estradas rodoviárias. Não havia estradas, somente foram construídas a partir do ano de 1937; e que assistiu cada etapa das construções. Revelou, que toda região era tomada por extensa mata, que era explorada pelos proprietários e comerciantes do ramo, e as toras, das mais diversas espécies de madeira de lei, eram levadas rio abaixo, até Barra do Itabapoana, onde eram embarcadas nos navios. Falou sobre seu trabalho de carreiro puxador de madeira. Falou da grande seca ocorrida nos anos de 1936 e 1937, a maior até então, na sua opinião, quando até o rio Itabapoana, ele o atravessou de um lado para outro, totalmente seco, período em que o transporte de madeira foi suspenso, voltando o leito do rio a sua normalidade, somente em 1938. Lembrou dos primeiros proprietários de caminhão, que foram: Seu próprio pai, Dionísio Ramos, que nasceu na freguesia, em uma casa que ficava atrás da antiga igreja, vindo mais tarde residir em Valão Seco; mais o Aite Turco e Ozinho Henrique; de Dona Inhazinha e Senhor Barreto, seus bisavós, pais de Dona Laura Oliveira Junqueira, sua avó, de quem guarda uma lembrança muito especial; tendo com ela morado a partir de 1932, época que contava com apenas seis anos de idade, quando ficou órfão de mãe.Sobre a sua vida, em especial, conta “Boleiro”: Em 1939 vivia com a minha avó e estudei até a segunda série; com oito anos, o meu pai me levou para estudar em Gargau e de lá voltei em seguida para morar mais uma vez com minha avó em Praça João Pessoa, alternando sempre com idas e vindas para a casa de meu pai. Em determinado dia, continua: meu tio me deu uma coça com uma “volta de corda” e por isso foi ele expulso de casa. Começando a trabalhar muito cedo, ainda na infância, conta com orgulho de vencedor, quando foi chamado pela avó para tomar conta da propriedade; dos primeiros onze litros de leite que tirou e que foram vendidos por “dois mil e duzentos reis”, moeda da época, que de acordo com o trato, era daí que saia seu ordenado; dos cinco anos que levou amansando as vacas, verdadeiras feras indomáveis, como se referiu sobre as mesmas e das primeiras galinhas que criou e das vendas de ovos, dizendo: Assim comecei a minha vida!Da sua especialidade, carreiro puxador de madeira, disse haver aprendido, nos anos de 1943 a 1945, com um professor que não sabia ler e nem escrever o próprio nome.Sua vida de trabalhador foi intensa, com vários momentos de troca, de vai e vem, chegando a morar no Estado do Espírito Santo, de onde voltou, para aqui continuar sua trajetória de trabalho duro.Foi uma vida de muito sacrifício, como ele próprio em determinado instante disse: “Difícil de ser vivida”.Entre outros, um dos momentos que mais nos emociona, é quando revela, que num certo dia foi encontrado por José, João Seleta e João Friciano, todo sujo e rasgado, maltrapilho, e que chorou muito de vergonha, tendo esses também chorado.Eu tenho repetido em muitas oportunidades, dizendo: Esta terra e sua emancipação devem a muitos, que com suor, mãos calejadas, lágrimas, com o sacrifício da própria vida, tudo fizeram para construí-la e engrandece-la.Em respeito a esses, principalmente, e não só pelo fato de aqui ter nascido, ou optado para viver, muito temos que dar de nós em favor de sua evolução, para que o sacrifício de tantos não tenha sido em vão.A vida de “Boleiro” e sua história é apenas uma entre tantas, que está no anonimato, e assim continua; que pagou um alto preço e a qual muito se deve.O “Boleleiro”, graças a Deus, ainda pode contar muitas histórias, não só de sua luta, do sacrifício que passou, como também, das muitas lendas da região, tal qual, a do cemitério de Santa Luzia, que dito por seu pai, Dioniso Ramos, assim revelou: “um grupo de ciganos se instalou na localidade e dali não quis mais sair, sendo expulsos a bala; e com a morte de muitos ciganos, foram eles ali mesmo enterrados, daí surgindo o cemitério.” Dos fantasmas que assustavam muita gente, até bois e cavalos, que derrepente paravam; e nada faziam com que continuassem a caminhada, mesmo que coisa alguma fosse aparentemente observada ou vista, para que tal fato ocorresse. Revelou, no entanto, que apesar de não acreditar em fantasmas e que muitas das assombrações da época eram pessoas que gostavam de assustar as outras, sua avó contava sobre uma luz que assombrava o povo, mas que são coisas que não pode provar; que no seu entender se tratava do medo contra a coragem; tanto que algum tempo depois, havia um comentário da existência de uma luz que deixava muita gente assustada e que ele nunca tinha visto, pedindo para quando avistada, fosse avisado, pois também queria vê-la; até que em determinada noite, após chegar de uma tourada que foi assistir em Ponto de Cacimbas, apareceu uma pessoa, vindo em desabalada carreira, dizer que tinha uma luz andando na beira do açude, tendo se armado de uma espingarda, pra lá se dirigiu, enquanto o informante morrendo de medo ficou aguardando; e lá chegando, viu tratar-se de dois pescadores facheando. Porém contou também, que certa feita, quando vindo da localidade de Passa Calado e ao passar por um lugar que diziam ser mal assombrado, o boi que guiava parou e não quis passar, tendo olhado para um lado e outro e não vendo nada, mandou que o boi continuasse, sendo muito obediente, o boi caminhou, porém, arrancando em seguida numa desmedida carreira, desde a curva de Areia Dourada, onde tinha uma cancela até chegar à localidade de Boa Sorte, onde parou. Para quem conhece o local e a distância, sabe tratar-se de um longo trecho para um boi correr desabaladamente. E não foi só isso, contou também, que certa vez, carregou o carro de boi, para levar uma carga até Gargau, planejando sair em torno de uma hora da madrugada, pretendendo assim, ao amanhecer do dia, chegar a Boca do Mato, por causa do calor; naquele tempo ainda não havia estrada de veículos motorizados; tendo por volta da meia noite, levantado para juntar os bois e leva-los para o curral, onde seriam atrelados, quando um deles voltou, não entrando de jeito nenhum, daí apanhou um outro mais manso para trazer o que havia retornado, estava ele e um senhor de nome Cruz, pegaram o boi e colocaram-no perto de uma moita alta de capim, o boi não parava, derrepentemente, ouviram um barulho de cavalo galopando, passando bem perto, só que ninguém viu o tal cavalo, após também, ouvir o ronco de uma manada de porcos que parecia estar debaixo de uma figueira, onde também não tinha nenhuma marca que pudesse confirmar ter estado ali aqueles porcos; olharam um para o outro e disseram, vamos embora. A coisa aqui não está nada boa! Tomaram rumo, e no dia seguinte, ao voltar de Gargau, foram procurar o boi que não quis entrar no curral, sendo o mesmo posteriormente encontrado a muitos quilômetros de distância. Esses contos, folclore, fábulas, enfeitiçam a minha mente, me encanta, me faz mais sonhador e sensível.Quando chego na localidade de Aldeia, sinto como se fosse tocado por uma força espiritual; é uma emoção diferente; não sei se elevada pela força da imaginação ou se alguma outra razão existe e da qual ainda não sou sabedor. Impressiono-me todas as vezes que vou a Santa Luzia, Deserto Feliz, Muribeca, Muritiba, mas especialmente, em alguns recantos do distrito. Parece existir ali uma energia nova e positiva, como se fosse uma coisa mágica, como se alguma coisa além do que estou vendo, ali está, assistindo a minha presença ou a minha passagem, realimentando naquele momento as minhas energias.Tudo isso eleva a minha curiosidade, que fica mais acentuada, querendo saber os pormenores e identificar detalhadamente tudo que ali existe.Para escrever cada caso, cada momento aqui revelado, foi necessário dispor de muita dedicação e empenho, mas gostaria de poder dedicar-me muito mais, para resgatar todo aquele tempo. Fico imaginando, quantos casos interessantes, curiosos, ricos no aspecto da lenda e do folclore, estão ainda, adormecidos na lembrança de algumas pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de conta-los.Atualidade:A história contemporânea de São Francisco de Itabapoana já nos oferece dados que certamente surpreenderá a muitos que por quaisquer motivos não puderam acompanhar ou se informar das ocorrências.Falar desses fatos recentes não é matéria fácil. Na verdade por mais imparcial que eu possa ser, alguns poderão entender que não é exatamente assim o nosso desempenho.Entretanto, avaliando os riscos desse possível julgamento, entendo que vale a pena enfrenta-lo para que no futuro não seja a historia prejudicada, contada de maneira diferente, deturpando ou mesmo omitido os acontecimentos.Em 1º de janeiro de 1997, quando foi empossado o primeiro Governo municipal constituído, iniciando assim, a independência administrativa desta terra, após a conclusão de seu processo de emancipação ocorrido em 18 de janeiro de 1995, eram extremamente positivas as expectativas com relação aos dias futuros. A população estava eufórica, o Prefeito eleito no pleito realizado em 03 de outubro de 1996 prometia uma administração austera; dinâmica, com resultados excepcionais, com esperança de realizar quarenta anos em apenas quatro. A vasta publicidade e seus efeitos vislumbravam muitas conquistas e realizações, e a certeza de ligeira prosperidade.O desmembramento do Município, agora desligado de São João da Barra era considerado por muitos um fator positivo. Apesar desta região ser muito maior em extensão territorial, ter maior número de habitantes, de ser mais produtiva, diziam que os Distritos do lado sul recebiam mais assistência dos governos; utilizava a maior parcela do orçamento e eram ainda beneficiados com a maioria quase absoluta dos cargos e funções municipais, preenchidos por servidores daquela região.Desta feita à arrecadação seria aplicada aqui e os recursos seriam movimentados também aqui, proporcionando o fortalecimento sócio-econômico local. A administração, diretamente mais próxima, certamente mais presente, seria a solução para muitos dos problemas existentes. No aspecto político, apesar do resultado das eleições ter apresentado uma diferença de apenas cento e quarenta e um votos, a vantagem do primeiro para o segundo colocado, e de ter sido de 13.537 o número de votos dos demais candidatos contra o que foi eleito, que recebeu 7.776 dos 21.313 votos válidos apurados, portando eleito com os votos da minoria dos votantes, não se percebia qualquer movimento ou iniciativa que pudesse atrapalhar os planos do candidato eleito.Sabia-se que o resultado das eleições estava sendo contestado em juízo, que várias irregularidades estavam sendo apontadas, que o resultado desse julgamento poderia alterar significativamente o resultado das eleições, mas nada além da ação judicial própria impetrada existia. O descontentamento estava contido, o clima era bom e o município podia começar sem atropelos a sua administração.No Poder Legislativo tomava posse os Vereadores eleitos, assim constituindo a primeira Câmara de Vereadores: Leonardo Terra de Almeida do PL, que obteve 493 votos e foi também eleito Presidente da mesa diretora; José Antônio Rangel de Azevedo do PFL, que obteve 457 votos e eleito Vice-Presidente da mesa diretora; José Antônio de Menezes Alexim do PDT, que obteve 615 votos e foi eleito Primeiro Secretário da mesa diretora; Kdemar Cordeiro (Caboclo) do PDT, que obteve 683 votos e foi eleito Segundo Secretário da mesa diretora; Jamilton Marcelino da Silva do PL, que obteve 575 votos; Luiz Carlos Paes Abílio do PSDB, eleito com 323 votos; Manoel Pedro Barreto da Silva (Nenel) do PSDB, eleito com 388 votos; José Pinto de Souza do PMDB, eleito com 711 votos; Edenites da Silva Viana do PMDB, eleito com 744 votos; Francisco Paulo de Oliveira Santana do PFL, eleito com 433 votos; Willian Gomes de Almeida do PPB, eleito com 876 votos; Manoel Alves Júnior do PPB, eleito com 504 votos e Amilton João Couto de Miranda do PPB, eleito com 561 votos. Também com relação a Câmara tinha-se muita expectativa, dos treze Vereadores eleitos, quatro possuíam experiência legislativa, adquirida na Câmara do Município de São João da Barra. São eles: José Antônio de Menezes Alexim; Edenites da Silva Viana; Manoel Alves Júnior, todos respectivamente com um mandato e José Pinto de Souza, este eleito consecutivamente para cumprir quatro mandatos naquela Casa, de 1977 a 1996, inclusive exercendo sua presidência. E os outros nove que pela primeira vez recebiam a delegação, mesmo não tendo a experiência do processo legislativo, porém, como pessoas integradas a comunidade sanfranciscana, esperava-se muito do desempenho de cada um. A esta Câmara, além do papel de legislar e fiscalizar o Poder Executivo, cabia a missão constituinte, ou seja, a de instituir a Lei Orgânica, lei pela qual rege-se o Município.No mesmo dia de sua posse, o Prefeito José Antonio Barbosa Lemos anunciava a inauguração de obras, e que até foram feitas. Apesar de ser estranho, dizia muito com seu estilo. Ficavam, no entanto as indagações: Como pode o Prefeito executar obras no seu primeiro dia de governo, se não tinha havido a transição? O Município não estava instalado; não tinha até então acesso aos recursos; não havia orçamento; Como executar os empenhos prévios obrigatórios? Quem emitiu as ordens de serviços? Como foram contratadas essas obras? Como foram licitadas? Certamente não houve regularidade nestes atos; sem querer condená-los; mas qualquer que tenha sido a justificativa, não foi legal.Mas levado pelo entusiasmo, ninguém se manifestou contestando, denunciando ou pedindo explicações, nem mesmo os opositores e os nobres e ilustres Vereadores, que provavelmente não atentaram para o fato ou não quiseram criar dificuldades. Provavelmente a euforia e a boa fé reinavam juntas, deixando passar desapercebidos estes detalhes.O meu instinto observante, no entanto me chamava a atenção e dizia para mim mesmo; isso não vai acabar bem. A sabedoria popular a muito já decretou: “O pau que nasce torto não tem jeito morre torto!” Vamos aguardar para ver em que vai dar. O prédio onde se instalou a Prefeitura, que foi previamente alugado, é para mim motivo das mesmas indagações. Bem! Se aqui o carro pode andar na frente dos bois, o que posso eu para impedir tamanha façanha?Como bom sanfranciscano, assim julgo que sou, apesar de inquieto, incomodado com a situação, vendo com apreensão o desenrolar dos acontecimentos, torci muito para que as coisas pudessem ser acertadas e que a emancipação por todos nós tão desejada, esperada, lutada e finalmente conquistada pudesse dar certo.Em poucos dias de governo eu já ouvia algumas pessoas dizerem que estavam arrependidas de ter votado pela emancipação, não cito os seus nomes por não ter sido autorizado, e a elas eu dizia, não podemos ser tão precipitados, a emancipação é irreversível, o que precisamos é de um bom governo, a maioria dos que aí estão participando da administração são marinheiros de primeira viagem, vamos ter calma.Passados os primeiros meses e a euforia, o quadro começou a mudar, algumas reações eram ouvidas na Câmara, a imprensa ensaiava algumas críticas.Das reações do Prefeito, algumas tomamos conhecimento através do rádio, quase sempre recheadas de destemperos, seu natural, não admite nenhum tipo de oposição, nem mesmo as críticas construtivas; lamentável! Quem não permite ser corrigido vai errar sempre; e com isso iam crescendo os questionamentos e o embate estava sendo travado.Enquanto o assunto era apenas de caráter administrativo, eu o acompanhava em silêncio, mas deixei de assim ficar quanto passou a ser de caráter institucional, cultural e de interesse da municipalidade.Como apaixonado, publicamente declarado, por esta terra que me serviu de berço, e como cidadão que sempre teve participação ativa nas ações públicas, políticas e comunitárias, não podia mais ficar apenas na expectativa.Talvez com esta declaração alguém poderá me prejulgar e até me considerar um escritor parcial, ou um opositor implacável; mas eu afirmo, com a mais honrosa das palavras, estou apenas reportando o que verdadeiramente ocorreu.Muitas foram às manchetes e matérias jornalísticas, de parte a parte, com duras críticas e denúncias, além daquelas reportadas pelas emissoras de rádio e das levadas nos discursos proferidos nos mais variados eventos, sempre propícios para tal.É praticamente impossível registrar aqui todas as matérias a que me refiro, o que seria bom, não somente como prova incontestável do que agora escrevo, mas principalmente para a história política deste Município.Consta no livro Apontamentos para a História de São Francisco de Itabapoana em suas páginas 167 e 168 algumas destas manchetes jornalísticas.Mais à frente revelarei como fiz oposição e como divulguei os meus pontos de vista, opiniões e posicionamento em cada situação. Até porque, não fui radical, soube refletir antes de me manifestar.Fui surpreendido, assim como outros foram, com a adesão ao Prefeito empossado Barbosa Lemos, do candidato pelo PDT, o Artur Paes, o qual apoiei diretamente na campanha, por uma questão de lealdade e compromisso partidário, já que na época eu fazia parte do Governo Municipal, que era do PDT, na função de Secretário Municipal de Administração da Região Norte, que compreendia toda essa região hoje Município de São Francisco de Itabapoana.Em razão desta adesão, o Artur passou a integrar o estafe com o título de secretário de governo, saindo tempos depois para ocupar função na Câmara Municipal.No dia 31 de março de 1997 foi realizada uma reunião partidária na casa do Artur e para tal foi convidado o Prefeito. Ficando ali firmado um acordo, onde se previa uma aliança e em contra partida a inclusão de algumas lideranças do PDT na administração municipal. Por discordar de tal decisão no dia 02 de abril de 1997 desliguei-me do Partido e na data seguinte comuniquei esta decisão a Justiça Eleitoral, conforme cópia do ofício que ainda tenho arquivado.No dia 29 de abril de 1997, eu estava assistindo a reunião ordinária na Câmara Municipal, quando fiquei sabendo das ofensas deferidas pelo Prefeito a um dos Vereadores. Estava aí uma declaração pública das divergências, do fim das amáveis relações, e do namoro, normal nos primeiros dias de governo.Diante desta situação e de outras que mexiam com os meus ideais, com minha consciência de cidadão e preocupações, passei a emitir opiniões a respeito de alguns casos, escrevendo e repassando para alguns amigos, já que não tinha no início como faze-lo pela imprensa, que mais tarde acabou publicando algumas e também, com a permissão da direção da Rádio Comunitária FM de Gargau, (lembro-me aqui do saudoso Evanilson Barbosa) que na época denominava-se Rádio Litoral FM – A Estação do Sol, onde passei a fazer um programa semanal, aos sábados, dando a partir de então, maior publicidade a estes manifestos, que transcrevo a seguir, tornando naquela época, mais clara e pública a minha opinião, abrindo uma série de discussões a respeito, promovendo assim o acompanhamento dos acontecimentos e a avaliação por parte da comunidade.OPINIÃO Nº 01Está na Constituição da República Federativa do Brasil em seu artigo 37º parágrafo 1º que a publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos, deverá ter caráter educativo; informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos, ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.A publicidade da Administração Pública Municipal de São Francisco de Itabapoana tem flagrantemente transgredido a Constituição Federal.A Lei Orgânica de São João da Barra, pela qual rege-se o Município Sanfranciscano até que se constitua aqui a Lei Orgânica própria, é taxativa em seu artigo 123º: Os órgãos de qualquer dos Poderes Municipais obedecerão aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade. E no seu artigo 125º parágrafo único: A contratação de imprensa privada para a divulgação de leis e atos municipais será precedida de licitação, na qual serão consideradas... Também a Lei Municipal não tem sido respeitada, no caso em referência, em qualquer de suas exigências.Julgo que a Autoridade que não cumpre as leis, não tem condições morais de exigir que outros as obedeçam.Neste aspecto, começa mal, muito mal o nosso Município. Senão vejamos:1- Desde o dia primeiro de janeiro até o término da temporada de verão, nada menos que três trios elétricos circulavam por aí divulgando os programas da prefeitura exaltando em especial o nome do Prefeito Barbosa Lemos;2- Não se tem conhecimento de que tenha havido LICITAÇÃO e quanto custou à municipalidade tais serviços;3- Foi realizada uma ampla campanha para a quitação do IPTU, através de diversos canais de comunicação da imprensa privada, sem a mesma observância do item acima, e mais, no texto divulgado tinha a seguinte expressão: “ajude a Barbosa Lemos...”4- Nos veículos oficiais e em outros patrimônios e instalações públicas encontram-se propagandas que caracterizam a promoção pessoal;5- Inúmeros Out-dor foram estampados com a imagem pessoal do Prefeito;6- O Brasão Municipal instituído, quando não substituído, tem sido violado com a expressão: “O FUTURO JÁ COMEÇOU” (marketing publicitário do Prefeito);7- As placas que estão sendo usadas até nos serviços primários e cotidianos, tais como: Pintura de meio-fio e limpeza de ruas, consta: “O futuro já começou”;8- O texto publicitário que está sendo veiculado por vários meios de comunicação não traduz a verdade, é mentiroso, falso, enganador. Transcrevo em parte:“Parece até um sonho mais é verdade, em poucos dias o governo de São Francisco de Itabapoana respira com força o ar do progresso. Agora todos os postos de saúde têm plantão 24 horas... (desculpa-me mas é irresistível; mentira, não é verdade); Dentista em Gargaú, São Francisco, Praça, Pingo D’Água e Barra, inclusive aos sábados e domingos...(também não dá para resistir, tenho que gritar; mentira...); As ruas das nossas localidades receberam o projeto noites claras, e no litoral, nossas praias agora dão gosto de tanta limpeza; as nossas estradas vicinais viraram tapetes, todas bem cuidadas...(perdão mais uma vez, não posso continuar sem dizer; mentira...Não é verdade.); Os nossos funcionários estão recebendo religiosamente em dia; as 53 Escolas Municipais estão sendo totalmente recuperadas, estão ficando novinhas em folha; (exagero)...Assim da gosto viver num município onde a presença do governo é uma constante...Centro comunitário de praça com capacidade para mil pessoas; (outro Exagero)...Como se pode perceber é uma enganação, uma tapeação. O que tem na verdade são inúmeras irregularidades, transgressões e ilegalidades praticadas. E como se não bastasse tudo isso, as frases: “O futuro começa agora” e ou, “O futuro já começou”, é um verdadeiro deboche, são egoístas. É essência da vaidade de alguém que é no mínimo presunçoso, que quer apagar a qualquer preço um passado de lutas e de conquistas, como se aqui nada houvesse e tudo só passa a existir a partir de agora. É um desrespeito a todos aqueles que aqui lutaram, deram seu suor e sangue, calejaram suas mãos, construíram e fizeram esta terra ser capaz de conquistar a sua emancipação.Outra citação costumeiramente usada pelo Prefeito, que reputo como grande injustiça, que é uma agressão a nossa inteligência, uma violação da nossa dignidade é quando diz: Que está começando do zero, que o município não tinha nada, que pegou uma prefeitura que se quer tem uma cadeira para o prefeito sentar. Isto é uma injúria, uma provocação, é um atentado a honra dos sanfranciscanos, ao povo que aqui sofreu, investiu, resistiu bravamente todas as agruras, mas sob dignificar este Município.Um prefeito que recebe um município com suas principais rodovias asfaltadas, com estradas interligando todas as localidades e distritos, com cinqüenta e três escolas municipais construídas, equipadas e funcionando, com quatorze postos de saúde construídos, equipados e funcionando, com doze ambulâncias, sem dívidas, com mais de quarenta escolas estaduais, seis DPOs, postos telefônicos construídos pela municipalidade, correios, cartórios e tantas outras instalações, não tem o direito de nos humilhar a este ponto, mesmo que tenha encontrado dificuldades.Mas tudo não passa de subterfúgio, de um artifício para valorizar o seu trabalho e ação política, ou ainda para suavizar a sua incapacidade de administrar.Meu posicionamento não é refletido em postura oposicionista e nem sou militante radical, mas não posso deixar de defender a verdade e a honra do nosso povo, que não pode ser achincalhada por alguém que nunca sofreu com a nossa gente, que aqui só voltou para dar continuidade ao seu projeto político, e mais; sou inimigo da demagogia, da mentira e da injustiça.OPINIÃO Nº 02Estava no dia 29 de abril, na Câmara Municipal, por ocasião da sua reunião ordinária, quando assisti um vereador se manifestar, denunciando as ofensas pessoais que havia recebido do senhor prefeito pelo fato de não ter satisfeito um dos seus interesses.Saí dali perplexo diante do que escutei.O assunto que a princípio pode parecer simplório e do cotidiano da política, na verdade é muito grave. Podendo propiciar ou provocar outras ocorrências de conseqüências indesejáveis.Percebi que o sentimento de insatisfação dos senhores vereadores foi geral. Atingiu a todos. Sem falar no constrangimento daqueles que formam a bancada de apoio ao executivo.O fato foi lavrado em ata e diante da gravidade foi solicitada a convocação do senhor prefeito para comparecer a Câmara e explicar o porque da atitude inconveniente, desrespeitosa, grosseira e incorreta, perante não só ao vereador, mas ao cidadão e ao próprio Poder Legislativo, ora ofendidos em sua honra e nos direitos que lhes são garantidos.O que será que está acontecendo?Pelo que sei, até então, não vejo nenhuma má vontade do legislativo em cooperar com o executivo.Ao que parece, sua excelência o senhor prefeito está desconhecendo a independência dos poderes, seus limites, direitos e deveres, ou quem sabe, anda estressado ou estimulado a ponto de se perder em atitudes dessa natureza, criando conseqüentemente situações embaraçosas e dificuldades para um relacionamento harmonioso e de respeito. Sem nenhuma pretensão de colocar lenha na fogueira, mas apenas para situar e compreender a razão do acontecido, não foi este o único e triste fato da mesma natureza ocorrido. Tomei conhecimento que atitudes idênticas aconteceram em outras oportunidades recentes, tendo como vítimas secretários, assessores, funcionários e outros membros do estafe administrativo.Lamento! Um governo para ser vitorioso precisa no mínimo que haja em seu conjunto unidade, relacionamento pacífico e educado.O que será que está havendo?Será o peso da responsabilidade que está ocasionando este desequilíbrio?Será que sua excelência, não está emocionalmente preparado, para a missão que lhe foi confiada pela população?Talvez o senhor prefeito esteja um tanto perdido com relação à paciência, as boas maneiras e a ética. Está ansioso demais para mostrar ou quem sabe convencer a população que ele é trabalhador, competente e realizador. Está parecendo que esqueceu que há tempo para tudo. Que não há necessidade de tanta pressa e que o seu mandato é de quatro anos.Devia saber que ele não é nenhum Deus para fazer tudo em poucos dias; e que também não é nenhum poderoso a ponto de agir como se fosse um ditador; muito menos um rei e senhor sobre todas as coisas. Devia saber, e se não sabe, tem que se conscientizar, que é apenas prefeito, e que além de seus direitos tem deveres. Devia saber, que seu poder emana do povo.Ouvimos diariamente ele esbravejar que é competente; realizador e trabalhador. Será mesmo necessário continuar fazendo isso todos os dias? Será mesmo necessária a continuação deste aparato publicitário? Não estará sua excelência indo com muita sede ao pote?Isto está me fazendo lembrar daquela máxima: Repetir tantas vezes a mesma coisa até que fique incutido na cabeça de cada um; Ou ainda: Pressionar, empurrando goela a baixo, obrigando que as pessoas engulam mesmo sem vontade.Prefeito... É preciso que se coloque o interesse desta Terra acima dos interesses individuais, pessoais e políticos. É difícil? Pode ser! Mas é preciso.Lamentavelmente não é o que está ocorrendo. A vaidade pessoal, os projetos e pretensões políticas têm sobrepujado em muito os interesses da população. A propaganda pessoal tem sido absurda. Contrariando inclusive dispositivos legais.Está faltando humildade. E humildade não se prova com palavras, mas sim, com atos.Não tenho dúvidas que o prefeito esteja trabalhando. Que continue assim; trabalhando e realizando com a disposição que sei possuir.Porém deve deixar o julgamento por conta daqueles a quem cabe julgar. Não agrida para que não seja agredido; não deturpe para que não seja deturpado; Não seja desfeiteador para que não seja desfeiteado; Não ofenda para que não seja ofendido.O homem público além de outros predicados tem que ser polido, educado, emocionalmente equilibrado e capaz de absorver a crítica; reconhecer o direito de cada cidadão quanto à manifestação, expressão e convicção filosófica ou política. A capacidade do homem público é medida por suas virtudes e não pela competência de amesquinhar ou de desqualificar aqueles que por alguma razão lhe faz oposição ou objeção. OPINIÃO Nº 03O que está faltando ao grupo oposicionista? Vontade, coragem, determinação, união? Ou este silêncio não passa de uma estratégia?O fato é que a população esta todos os dias fazendo estas perguntas; em razão da carência de informação, das dúvidas, das preocupações, com sua esperança combalida e ávida por respostas.A cobrança que está sendo feita não é no sentido de estimular o confronto, mas tão somente de esclarecimento.O prefeito Barbosa Lemos foi eleito pela minoria. Na verdade obtivera menos de 37% (trinta e sete por cento) dos votos válidos. Conseqüentemente não foi escolhido, não teve a confiança e muito menos teve a simpatia da maioria; sem falar dos que nele votou e arrependeram; talvez hoje seus maiores críticos.Estar na oposição não é necessariamente atrapalhar, nem sistematicamente discordar ou combater. Entretanto, cabe ao oposicionista acompanhar, fiscalizar, cobrar e denunciar quando o assunto merecer denuncia.Comenta-se por aí há existência de irregularidades; a aplicação equivocada de recursos; o superfaturamento, o excesso de empregados, o desrespeito às leis; o favorecimento; privilégios e outras incorreções. Será verdade? Até quando perdurará esta dúvida?Sabe-se que alguns têm se esforçado para dar respostas às tantas interrogações, porém, são ações isoladas, individualizadas, o que é pouco. A ação neste caso deve ser de todos, especialmente dos que foram votados. Se não me falha a memória foram quatro candidatos a prefeito; quatro para o cargo de vice-prefeito e cento e vinte e seis candidatos a vereador.Eleitos ou não, todos apresentaram uma proposta, assumiram compromissos e foram votados.Na situação ou na oposição, não importa, todos se comprometeram com o povo e ficaram comprometidos com o Município.Afinal política não se faz somente à véspera das eleições. Desse jeito é oportunismo. E os Partidos, onde estão? Só tem propostas na hora do voto? Só se reúnem para lançamento de candidaturas? Os Partidos também tem um dever a cumprir; não importa se elegeram ou não os seus candidatos; se tiver ou não representação no governo ou no legislativo. O partido que se omite, que não se manifesta, que só se apresenta no período eleitoral também é oportunista, não deve merecer a confiança do eleitor.Não é justo que aquele que se escusa venha amanhã dividir votos, muitas vezes tirando a oportunidade e o mérito daqueles que atuam e verdadeiramente trabalham.OPINIÃO Nº 04O Prefeito Barbosa Lemos continua incorrigível. Suas atuações diárias em duas emissoras de rádio em São Francisco de Itabapoana, mas especialmente no programa intitulado “Bom dia Prefeito” confirma cada vez mais sua personalidade; arrogante, pretensiosa, confusa, contraditória e imediatista.Conforme os seus interesses é capaz de exaltar um adversário, um inimigo e amesquinhar um amigo e companheiro. Hipocrisia! É o nome que se dar a essas atitudes.Faz de sua profissão, publicitário, à imagem de seu governo. Parece não saber distinguir quando é prefeito e propagandista.Não prima pela verdade. O que é lamentável. Suas afirmações são incoerentes, estando sempre em desacordo as suas palavras com as suas ações.Não se constrange em transferir a culpa ou responsabilidade como também não se constrange em exagerar.É um caráter complexo e impulsivo.É trabalhador e determinado. Qualidades indiscutíveis. Fatores importantes, porém nem sempre bem aproveitados.Poderia citar aqui uma série de exemplos, alguns chegam a ser cômico.Referindo ao que falava a respeito do hospital de Ponto de Cacimbas é um deles. Em sua campanha eleitoral para prefeito, trouxe aqui em março de 1995 o Governador Marcelo Alencar e o levou para conhecer o hospital. O Governador estimulado pelo Barbosa prometeu mandar uma equipe, para em quinze dias fazer um levantamento e reabrir o hospital. Sendo efusivamente aplaudido. Cheio de entusiasmo, o Barbosa passou a anunciar pelos quatro cantos que iria reabrir o hospital, um dos principais carros-chefe de sua campanha. Passados os quinze dias, não tendo o Governador cumprido o prometido, tentou o Barbosa assumir o controle da Associação mantenedora do hospital, esbarrando, no entanto, na defesa do Marquinhos Arantes, que não é nada bobo. Precisando do hospital para usar como seu principal instrumento de sua publicidade, articulou com a direção da Associação Filantrópica uma limpeza no prédio, a recuperação de uma ambulância, o pagamento de alguns funcionários e etc. Isto convencionado mandou fazer a pintura da fachada, que ainda foi enfeitada com alguns toldos, colocou uma das ambulâncias da Fundação Renascer, que levava a sua marca; lembram? Ia me esquecendo, mandou fazer também uma faxina no prédio e colocou o ambulatório em funcionamento. Como não podia deixar de ser, colocou uma grande placa na frente do hospital, propagando a recuperação e a reabertura. Outra de suas marcas registradas; propaganda, propaganda e propaganda. No dia 07 de setembro de 1996, ocasião mais que propícia, ano da eleição e a um mês de sua realização, promoveu a inauguração de toda essa “fachada”.Daí até o final de sua campanha foi matéria obrigatória e fundamental em todos os seus comícios; esbravejava, recuperamos e reabrimos o hospital do Ponto.Havendo vencido as eleições e já empossado prefeito, disse em determinado dia num desses programas de rádio; que não poderia abrir o hospital do Ponto; porque era uma obra muito grande, que a prefeitura não tinha recursos e etc., mas que estava em parceria com a INB (Empresa que faz extração de áreas em Buena e que substituiu a NUCLEMON), e, que estaria recuperando uma outra casa na mesma localidade para instalar uma unidade de saúde e sua respectiva secretaria municipal. Tudo isso porque não chegou a bom termo com o Marquinho.Passado uns dias, vendo chegar 07 de setembro de 1997, e sete de setembro resume-se em praça cheia de gente para a tradicional festa em Ponto de Cacimbas, se esforçou e conseguiu fazer um acordo. Mudado o quadro, finalmente foi possível o entendimento, o imóvel da associação foi arrendado pela prefeitura; a partir daí começando nova campanha para abertura do hospital.Logo que iniciada a limpeza do prédio, agora arrendado, voltava o prefeito as emissoras de rádio para anunciar o fato, e como sempre não deixou por menos, além das apelações emocionais, da qual é verdadeiro doutor na matéria, “tacou” lá: Passei o dia todo administrando e fazendo a limpeza do hospital do Ponto, prédio que estava abandonado, tudo sujo, acabado, onde matamos cinco quilos de marimbondo e duas cobras surucucu. Olha esse prefeito é impar, não tem igual, além de mandar catar, juntar e pesar todo o marimbondo morto; que pesou cinco quilos exatos, redondinhos, ainda identificou as cobras. A meu ver só esqueceu de duas coisas para ser mais preciso; contar os marimbondos, para se saber quantos são necessários para pesarem cinco quilos e que o prédio não estava fechado durante dez anos como afirmou. Afinal e a tal recuperação, limpeza e faxina, que foram festivamente comemoradas e inauguradas na mesma data no ano passado, por ele mesmo, e que serviu de base para sua eleição? Dá para entender?OPINIÃO Nº 05Nas últimas décadas ocorreram importantes mudanças em nosso Estado. Primeiro foi à fusão com o Estado da Guanabara, daí o novo Estado do Rio de Janeiro; depois as emancipações que redundaram na criação de vários novos municípios.Aqui na nossa região norte/noroeste fluminense tudo começou com a emancipação de Italva, que durante muitos anos lutou por ela, depois foi Quissamã, Varre-Sai, Rio das Ostras, Cardoso Moreira, São Francisco de Itabapoana, Carapebús e São José de Ubá.Toda essa transformação acarretou outras mudanças, especialmente no campo político. Em alguns municípios a luta pelo poder chegou ceifar vidas. O que foi e é profundamente lamentável. Ver-se neste caso que os principais objetivos da emancipação ou sejam: O desenvolvimento sócio/econômico, a melhoria das condições de vida da população, o desenvolvimento, a prosperidade entre outras não mais uniram as correntes emancipacionistas.Em São Francisco de Itabapoana o quadro não é muito diferente. Em princípio todos os seguimentos políticos estiveram no mesmo palanque pela emancipação, depois cada um passou a caminhar por vias diferentes, de acordo com seus interesses partidários e convicções. O que de certa forma é natural.Mas a grande interrogação e dúvida, a grande expectativa é quanto ao rumo que será dado. Em que direção será a caminhada? Que tipo de política será implantado? Qual será o seu regime? O que pensam os poderes constituídos: Executivo e Legislativo; eleitos pelo voto popular? Qual é a sua formação filosófica e política?Nestes primeiros sete meses de governo, diante do que tenho observado, e isso me preocupa muito, a tendência e de vermos fixado aqui o chamado POPULISMO.Mas populismo é muito diferente da nossa cultura política, de nossas raízes e das nossas tradições.E que regime é este? O que é populismo? Todas as vezes que converso com meus amigos e falo da minha preocupação em razão do que tenho visto, e da possibilidade de termos que enfrentar esta situação, essas perguntas me são feitas.Ai eu respondo: Populismo é um regime disfarçado, fingido e mutante.O populismo é uma forma de política onde toma algumas medidas para agradar o povo, para dar a impressão de que os interesses da população são os grandes objetivos da ação do governo.Essa prática representa a tentativa de políticos profissionais de obterem o apoio das classes mais pobres, que constitui a grande maioria da população.É a colocação de um poste de iluminação aqui, outros ali, alguns programas insuficientes de construção de casas populares, escolas, hospitais, festas, praticas esportivas e outras. Tudo isso acompanhado de muitas idéias e propaganda ilusória, do tipo: Meu governo é para os pobres, vou resolver todos os problemas, quem viver verá; não vou deixar uma criança sem escola; um doente sem remédio; um pobre passar fome.São promessas que em sua maioria jamais serão cumpridas. Geralmente procuram dar a impressão de que empregarão o dinheiro público em benefício do povo, que acabarão com as mordomias e os “marajás”.O populismo é uma forma de autoritarismo, em que o exercício do poder é efetuado de “cima para baixo” e as classes populares são manipuladas pela propaganda e pela demagogia.O populista se faz passar por popular, quando na verdade é um “Coronel ou Caudilho” disfarçado; que exige obediência cega, que governa pela força bruta, pela intimidação, que se julga patrão, que comanda com o “cabresto curto”.OPINIÃO Nº 06Dias atrás escrevi um artigo sobre a propaganda enganosa que o Poder Executivo Municipal vem veiculando através de vários canais de comunicação.Esperava que o mesmo servisse de alerta e que fosse feita a devida correção, como inclusive manda o bom senso. Ao invés disso o que temos assistido é uma predominância cada vez maior da enganação e da publicidade oficial sempre carregada de exageros e de afirmações incorretas.O próprio Prefeito em suas participações diárias em programas de rádio tem abusado desse exagero.De acordo com os seus interesses promocionais ele aumenta tudo.Para impressionar aumenta o número de habitantes no município; o número de eleitores; de crianças em creches; de presenças em suas inaugurações e solenidades; aumenta o número de obras; de realizações, tornando o que deveria ser matéria de informação em show de ilusão.Será que o Prefeito se julga tão sábio a ponto de enganar a todos ao mesmo tempo? Será que ele não desconfia ou percebe o vexame que está praticando?São por essas razões que cada dia os políticos ficam mais desacreditados e o prefeito de São Francisco de Itabapoana não foge a regra. Ele agora deu para inaugurar até pé-de-vento. Desculpa-me se exagerei. Mas diante dos praticados pelo Prefeito este meu “exagerozinho” não é nada.OPINIÃO Nº 07O regime “coronelista” retrógrado volta disfarçadamente a imperar em nosso Município, deixando apreensivos aqueles que experimentaram seus métodos, ações e intolerâncias. E que até não mais esperavam um dia ver ou reviver tal situação.Esta prática ou forma de fazer política é comparada aos regimes totalitários e ditatoriais, onde a autoridade é o senhor sobre todas as coisas.A ditadura ora existente, está ai camuflada pelas ações populistas de vez em quando utilizadas. Entretanto, o patrulhamento existe. Os que se opõe ou fazem objeções são considerados e tratados como inimigos, e impiedosamente desqualificados, sendo-lhes imputadas ainda, as mais sérias avarezas e máculas.Neste regime nada acontece sem que o poderoso chefão decida ou fique informado. Nada passa desapercebido. Os olheiros estão ai; os escutadores, os informantes e escudeiros estão sempre atentos. Por isso todo cuidado é pouco.Quantos serão injustiçados por alguns destes? Só o tempo nos dirá. Quantos inocentes serão sacrificados, marginalizados e excluídos?A vigília está atuante. Até aqueles, aparentemente inocentes, adesivos publicitários fixados nos veículos, têm verdadeiramente duas funções: Uma a de satisfazer o ego, a vaidade excessiva do grande chefe; outra a de manter identificados os que são pró e contra.Estamos sendo transformados em animais. Tal qual a gado. Como não pode nos marcar com ferro e brasa, nos marcam com adesivos. Aí fica fácil distinguir: Aquele é meu...Aquele é contra...Aquele lá tirou o adesivo...Aquele não colocou...Mande colocar senão perde o emprego...Lamentável, mas esta é a realidade hoje em nossa terra.Até quando vamos conviver e suportar tal situação? O povo sanfranciscano não merece isso.OPINIÃO Nº 08Dizem que onde há fumaça há fogo. A sabedoria popular sempre emitiu frases que se perpetuaram ao longo do tempo e que de vez em quando são usadas como exemplo.Ultimamente corre a “boca-miúda” que existe um esquadrão montado em São Francisco, com elementos fortemente armados com equipamentos pesados, tais como: Escopeta, fuzil e metralhadora. Será verdade? Tem um outro ditado que diz: O povo aumenta mais não inventa.Comentam ainda que não tem havido qualquer sigilo ou mesmo a preocupação de manter discrição no uso das referidas armas. São portadas e transportadas livremente e muitas das vezes exibidas sem qualquer constrangimento.Não desconhecemos o fato de algumas pessoas andarem armadas. Para alguns é até um hábito. Mas nunca passaram de garrucha, de revólveres calibres 22, 32 e no máximo 38. Mas escopeta, fuzil e metralhadora, é uma novidade que vem assustando as pessoas e trazendo fortes preocupações. Mesmo porque no caso de existirem forças antagônicas, estas certamente irão buscar a paridade. Daí o perigo.É preciso que haja imediatamente um desarmamento total, não só de armas, mas também de espírito.Estamos começando uma nova página de nossa história. Uma história que até aqui foi escrita com muito trabalho, com muitas lutas e batalhas; porém, nenhuma armada; nenhuma que apresentasse tamanha intimidação.É preciso lembrar aos que estão implantando este clima de guerra, que aqui, a tradição, o costume e a conduta são outras.Todas as nossas vitórias foram conquistadas pacificamente, inteligentemente, respeitando a índole e formação do nosso povo.É bom lembrar ainda, que aqui, nenhum intimidador e valentão prosperaram ou obteve qualquer tipo de sucesso. Não devem confundir o nosso silêncio com covardia. Há um outro ditado que diz: Há hora para falar e para calar. Tenho certeza. Vamos ganhar essa silenciosamente. Salve a sabedoria dos sanfranciscanos. OPINIÃO Nº 09Se apanharmos os jornais que circularam do me de janeiro de 1997 para cá, vamos encontrar tantos anúncios de obras, melhoramentos e realizações que se tivessem sido feitas todos os nossos problemas, anseios e necessidades já estariam resolvidos.O Poder Público instalado neste Município está parecendo muito mais uma fonte de ilusões e fantasias do que mesmo um órgão de administração que tem a responsabilidade de cuidar dos interesses da população, de viabilizar o crescimento e desenvolvimento da municipalidade.A nossa administração municipal está parecendo uma peça teatral. Antes de sua apresentação passa por forte esquema de publicidade e promoção.O pior é que muitos projetos de grande interesse do povo, fundamentais até, depois de amplamente difundidos, usados promocionalmente, transcritos em estupendas manchetes e explorados eleitoralmente, caem no esquecimento, ninguém fala mais no assunto, às vezes morrem e só são ressuscitados como verdadeiras novidades quando novamente os interesses forem despertados. É desta forma que iludem o povo. Reascendem às esperanças e se ganha tempo. Tudo estrategicamente planejado.Nesta nossa São Francisco; transcorridos apenas oito meses de governo; incontáveis anúncios de obras, projetos e realizações foram feitos com a mesma velocidade com que foram posteriormente esquecidos e abandonados.Quem não se lembra da famosa VACA MECÂNICA que seria instalada para que o leite pudesse chegar gratuitamente as camadas mais carentes? Foram muitas entrevistas, notas na imprensa, comentários, até pesquisa a respeito. Derrepente a VACA sumiu e não se falou mais nada.Quem não se lembra da decantada PADARIA COMUNITÁRIA? Da construção da Delegacia de Polícia? Das prometidas audiências semanais da Justiça Gratuita? Cuja instalação de um gabinete foi parte de extraordinário programa publicitário? E o Juizado Especial ou de Pequenas Causas cuja promessa é que seria instalado em trinta dias? Tendo esta matéria; ocupado as primeiras páginas dos jornais e provocado uma grande mobilização de políticos e outras autoridades que chegaram de helicópteros, seguida de carreata, culminando com um lauto almoço, discursos empolgados, inflamados, emocionados e etc., tudo por conta do povo. Vários trinta dias já passaram e nada até agora aconteceu.É assim mesmo. Passada a euforia tudo volta a estaca zero. Com o tempo a matéria não dá mais “IBOPE” é preciso algo novo, mais forte e mais apelativo, o que o poder executivo arranjou logo: A reabertura do Hospital do Ponto de Cacimbas; este sim é um assunto que promove; e por mera coincidência esta marcada esta reabertura para o dia sete de setembro. Por conta disso a Rádio Campos Difusora, que também por coincidência e de propriedade do Prefeito, está veiculando de minuto a minuto um texto publicitário a respeito; sempre como não podia também deixar de ser carregado de apelos, emoções, de impressões e curiosidade, tudo a gosto. E para que? Para que no tradicional dia 7 de setembro milhares de pessoas compareçam a Ponto de Cacimbas e se embriaguem, se afoguem no mar de propaganda, de promoção pessoal e de interesse político, quando então o Chefe do Executivo será coroado de Super-Prefeito, como aliás o próprio já se classifica.Relembrando o poeta popular que disse: “É disso que o povo gosta, é isso que o povo quer”. Está bom pra você? Que me desculpe o Dias Gomes; o Bem Amado, o famoso prefeito Odorico Paraguaçu não é obra de ficção; é pura realidade. E se ele não a plagiou, no mínimo está sendo plagiado. Lamento que seja em São Francisco. Bem... Até lá...Salve a independência. OPINIÃO Nº 10Vou recorrer aos versos inspirados de Marcos e Paulo Sérgio Valle, para esclarecer meu posicionamento diante de certos fatos e situações.Sou antes de qualquer coisa uma pessoa movida pelo ideal. Pelo ideal de servir, da justiça, da ética, da verdade, da honestidade, da liberdade, da independência, da educação, do respeito e da dignidade. E não abro mão destes conceitos esteja onde estiver, ao lado de quem estiver, em qualquer posição que ocupe, e até mesmo, em qualquer outra situação de; a favor ou contra que vier a ostentar.Tenho um espírito muito sensível a estas questões, e sou muito fiel aos meus princípios e sentimentos.Por esta razão muitas vezes sou um crítico implacável, não me calo quando me oferecem motivos ou diante de determinadas ocorrências.A quem diga que mudei em certos momentos! Eu afirmo que não. Nunca fugi da minha trajetória. E se alguém parar para analisar ou prestar atenção, vai se conscientizar que tenho razão. Quem mudou foram outras pessoas. Ou então alguns acontecimentos me obrigaram a insurgir.Nada me obriga a aplaudir o errado e muito menos ficar contra o certo. Nem mesmo o dinheiro que dizem comprar tudo. Porque pra mim o dinheiro é necessidade e não a razão. E diante dos princípios que defendo, posso até perder dinheiro, menos a razão.Vamos aos versos para chegarmos a moral da história.A mão que toca um violãoSe for preciso faz a guerraMata o mundo, fere a terra.A voz que canta uma cançãoSe for preciso canta um hinoLouva a morte...A mão que uso para acariciar, trabalhar, produzir, cumprimentar especialmente os amigos, que levanto para dar um adeus, para um aceno de saudação ou para aplaudir é a mesma que uso para escrever meus pensamentos, os elogios, as críticas e opiniões.Outro dia escrevi contra o São Francisco News e seu Diretor Fundador, senhor Nicolau Louzada, apesar de considerá-lo amigo, de ter sido um seu incentivador quando planejava editar o jornal, fazendo inclusive indicações e dando a ele uma relação de nomes que poderiam ajudá-lo, o que na verdade acabou acontecendo. Critiquei com coragem e firmeza, conforme o caso exigiu e minha consciência determinou. Fui implacável? Não! Escrevi a verdade. E como diz o ditado: A verdade muitas vezes dói, mas é a verdade! E tanto eu tinha razão, que ele se silenciou.Mas em razão deste ideal de justiça entranhado no meu espírito, não posso deixar agora, após ler a sua edição de nº 34, de 31/08/1997, de escrever com a mesma mão, os meus cumprimentos, os meus parabéns por este número, especialmente para o Editorial assinado pelo próprio, o qual denominou de “Castelo de Areia”. Perfeito. Parabéns; continue assim. Torço até para que muitos leiam para sentir a grandeza do mesmo.Com isso quer dizer que errei em criticá-lo? Que passei para o lado do São Francisco News? Claro que não! Estou apenas sendo justo. Cada caso é um caso. Critiquei quando tinha razão para tal e aplaudo quando há merecimento. E assim será sempre o meu comportamento.A mesma coisa tem sido com relação ao governo municipal. Outro dia encontrei por acaso com o Prefeito Barbosa Lemos; ele logo reclamou: Compadre o senhor anda falando mal de mim na rádio de Gargau, anda me criticando. O que logo retruquei... Do compadre não estou falando nada contra; do Prefeito sim. O fato de sermos compadres e amigos de longa data, não me obriga a apóiá-lo politicamente, a calar-me diante de seus erros, aplaudi-lo ou elogia-lo.É como diz os versos já citados: A voz que canta é a mesma... A voz que uso com sinceridade para exaltar suas qualidades positivas, para saúdá-lo como meu compadre e amigo, é a mesma que tomado de toda sinceridade uso para criticar os seus exageros, os erros do Prefeito, a precipitação e a improvisação de sua administração que tem sido duas de suas características. Hitle perdeu a guerra, (graças a Deus) porque seus aliados, seus generais e comandados, só lhe diziam sim, tudo bem, parabéns, salve Hitle, Hai Hitle.Eu não seria honesto; eu estaria traindo as minhas convicções, a mim mesmo, e estaria sendo infiel ao meu compadre se lhe dissesse estar tudo certo, parabéns por tudo. Se ele está me entendendo, ótimo, tudo bem. Se não, paciência. Só sei que estou sendo autêntico e verdadeiro. E para aproveitar o ensejo, relevando o exagero da publicidade em relação; parabéns Prefeito pelo hospital de Ponto de Cacimbas.OPINIÃO Nº 11Nasci sanjoanense e por toda minha vida ostentei com orgulho esta titularidade. Era uma honra dizer: Sou sanjoanense.Tornei-me um verdadeiro apaixonado por esta Terra. Berço de Narcisa Amália, do meu amigo João Oscar, do saudoso João Francisco de Almeida, do poeta Antonio Braga, que um dia escreveu: “Minha terra é bela, em floração bendita, fê-la Deus singela, fê-la Deus bonita, pô-la ao pé do rio, pô-la ao pé do mar.” Terra de tanta gente bonita, de tantas pessoas que aprendi a gostar, a admirar, que penetraram no meu coração e que estão guardadas no meu peito, com simplicidade e naturalidade, sem cumplicidade, mas com muita sinceridade e só não relaciono aqui seus nomes por razões óbvias.Como verdadeiro apaixonado não me contentava em apenas sentir a emoção da paixão, queria mostrar pro mundo, queria expor este sentimento, até que certo dia, eu acordei e disse: Já sei, vou para o rádio, vou falar da minha terra, vou falar da sua beleza, da sua riqueza, da sua gente maravilhosa, dos acontecimentos, vou falar da sua potencialidade, vou falar do que lhe falta, do que lhe negam, vou defendê-la e divulga-la. E exatamente no dia 22 de março de 1975 coloquei no ar, estreava através da Rádio Continental de Campos o programa São João da Barra em Foco. Programa pioneiro. O primeiro programa de rádio inteiramente dedicado a São João da Barra. No dia 18 de agosto de 1975, fora aprovada na Câmara Municipal, por iniciativa do Vereador Almir Roberto dos Santos uma “Moção” cuja cópia guardo com carinho e que tem o seguinte teor: “O Vereador que esta subscreve, congratula-se com o Sr. ROBERTO PINHEIRO ACRUCHE, pela sua brilhante atuação a frente do programa denominado “São João da Barra em Foco” realizado semanalmente aos sábados pela Rádio Continental de Campos, elevando assim bem alto o nome de São João da Barra”, moção que também foi subscrita pelos Vereadores Elias Fidelis da Silva, Caetano de Campos Paes, Olegário Gomes Vargas, Arivalter Gomes Martins e Manoel Alves Barreto.Mas ainda era pouco. A energia de minha juventude e a força do meu ideal me impulsionava a oferecer-me mais. Eu queria fazer mais por minha terra. Daí o começo de uma outra página dessa história de amor, cujos lances, detalhes, caminhos percorridos, se estenderam por vinte e dois anos de participação efetiva, o que fica impossível de aqui descrever.Veio o dia em que amanheci sem esta titularidade “sanjoanense”. Nosso Município foi dividido em razão da emancipação da região norte, do antigo Sertão, daí nascendo o Município de São Francisco de Itabapoana. Eu, o sanjoanense apaixonado, nascido no 2º Distrito, Barra Seca, na localidade de São Francisco de Paula, por força desta separação, que me divorciou obrigatoriamente da minha grande paixão, e desde então, despojado do título de sanjoanense, sou sanfranciscano.É evidente que como filho me deslumbro com a elevação da terra que me serviu de berço e não medirei esforços para servi-la, mas guardarei saudades e cultivarei carinho e respeito por aquela que me titularizou por tanto tempo.Na verdade não era nada disso que eu ia escrever. Devo ter sido traído pela força da paixão. Vou me conter para não escrever muito mais. O que queria mesmo e vou fazer agora era apenas dar a minha opinião com relação a esta demanda, este questionamento que surgiu, que se tornou manchetes de jornais, que chegou aos Tribunais, que estar servindo de “Contenda” entre os Prefeitos Betinho Dauaire e Barbosa Lemos, e que por certo atingirá todos nós, sanjoanenses e sanfranciscanos.Temo que esta briga, que não devia existir, que não pode e não deve continuar, que é fruto da imprudência, da inabilidade, que não passa de interesses extremos, venha provocar a desarmonia, destruir o bom relacionamento, criar impasses entre dois Municípios que deveriam estar irmanados, buscando com suas vocações vencer as dificuldades e avançar para o progresso.Não será o ímpeto da juventude dos dois prefeitos a principal razão deste impasse? Não será excesso de zelo e a preocupação de se mostrar mais competente nesta transição? Seriam razões de natureza política?É preciso que ambos façam uma reflexão, reexamine suas atitudes, não sejam extremados em seus posicionamentos, que busquem através de um entendimento de alto nível, compatível com nossa história e tradição, concluir, que o maior prejuízo que podem nos oferecer é o rompimento do elo de parceria. Temos interesses incomuns, que poderão ser conquistados na medida que caminhemos juntos, unindo as nossas forças.OPINÃO Nº 12Um funcionário da Prefeitura, cuja identidade não posso revelar, para preservar sua segurança e emprego, revelou-me a poucos dias algo inusitado.A estrada entre Campo Novo e Gargau estava precisando ser urgentemente recuperada, inclusive o ônibus que atende a região, deixou de transitar, em razão da impossibilidade de tráfego; estava realmente terrível. Era uma quinta-feira, quando um dos homens de confiança do prefeito lhe avisou: Prefeito; mandei patrolar e ensaibrar a estrada de Gargau até Cacimbas, a coisa lá está muito feia, o povo está reclamando e o ônibus parou de trafegar, pois ficou agarrado num buraco. Exclamou o Prefeito: Está bom! Mas em seguida foi perguntando: E a placa está lá? Não. Respondeu o assessor. Então não faça; disse-lhe o Prefeito...De jeito nenhum, sem a placa deixa tudo como está. Mas e aí Prefeito? Perguntou o assessor dizendo em seguida: Só vai poder então continuar o serviço na segunda-feira. Não tem problema; respondeu-lhe o Prefeito afirmando em seguida; Sem a placa é que não pode ser feito.Veja aonde chegamos.Uma estrada importante; mal conservada, intransitável, impedindo o escoamento da produção, deixando em dificuldades muitas pessoas, provocando prejuízo aos produtores, as famílias, e devido às circunstâncias até o coletivo parou de circular. Ainda mais: Pessoas idosas não puderam ir ao banco para receber as aposentadorias, outras não puderam consultar o médico, fazer compras, crianças perdendo dias de aulas, e a estrada não pode ser recuperada só porque não tinha a placa de publicidade do Prefeito.Analise esta situação. A placa de propaganda para o governo municipal é prioridade; é mais importante na sua concepção do que os interesses da população. Como diria o Boris Casoi...Isso é uma vergonha.OPINIÃO Nº 13Prestem atenção: O domínio das organizações não governamentais, as chamadas ONGs, de nosso município pelo poder público, é alguma coisa de característica astuciosa, ardilosa, maliciosamente planejada e articulada.Eu chamo esta situação de intervenção indébita, podendo até chamá-la de “apropriação indébita”. Não se explica, não se concebe o interesse e a intromissão do poder executivo municipal nas Associações de Moradores, nas associações de classe e nas demais entidades civil organizadas. Independentemente de ser indevida esta intromissão por várias outras razões, este intrometimento causa a total desfiguração da entidade. Tiraria da mesma à sua essência, sua razão de existir, o que constitui a sua natureza. Daí o motivo pelo qual digo poder chamar esta situação de “apropriação indébita”. Seria entre outras palavras; Roubar-lhes um direito, uma oportunidade.Alguém poderá entender tratar-se de interesse político. Mas que política? Que filosofia política é essa? Quais seriam os limites dessa política?Eu percebo claramente e acho que você vai perceber também que estas intervenções têm interesses, tem motivos, pretensões e planos mais aguçados.Ter todas as entidades sob o seu domínio seria como tê-las em uma camisa de força. Tornariam-nas em instrumento de influência e armas de articulação. Seria um conjunto de poder destinado a alicerçar, avalizar e dar respaldo de toda ordem a um movimento político e administrativo muitas das vezes incompatível com os interesses da população. Não haveria mais críticas, nem movimentos comunitários, pois a representação organizada estaria comprometida com o Poder Executivo e sendo cúmplice de suas ações. Com os seus aliados infiltrados, ou dirigindo estas entidades, o Governo Municipal e seu grupo político ditariam todas as regras, seriam dominantes, soberanos, donos absolutos do contexto. OPINIÃO Nº 14No ano de 1986, quando ainda éramos parte do município de São João da Barra, lancei uns panfletos que dizia: São João da Barra, antes elegia dois Deputados Estaduais, hoje com 35.000 eleitores, mal consegue eleger um. E para que não percamos este um; o que seria um verdadeiro desastre para nossa terra e nossa gente, eu convoco os meus amigos e correligionários para que façam um exame; consciente desta situação, deixando de lado as nossas vaidades, interesses pessoais e partidários e façamos uma união em defesa do nosso Município e nosso povo...Este foi um alerta que lancei, uma previsão que fazia preocupado diante do que via deslumbrar no nosso quadro político. Olha que nessa época eu vinha de uma eleição em que fui candidato a deputado estadual e recebi a maior votação que um candidato de oposição até então recebeu em toda a história eleitoral de nosso município e que perdura até hoje.Como eu não fazia, nunca fiz e não faço política por interesse pessoal, e sim por ideal, colocando os objetivos de nossa terra e nosso povo acima dos meus; como nunca deixei que qualquer possível vaidade pudesse superar a razão nas minhas decisões; tive o desprendimento e a coragem deste procedimento.Dizia eu ainda: Estes políticos endinheirados que estão chegando comprando votos, nossas lideranças e apoio; que estão invadindo nosso município; o que querem é nos dividir e nos enfraquecer...Lamentavelmente eu tinha razão. Todo mundo passou a ter votos aqui. Nossos eleitores se dispersaram e hoje todas as portas estão abertas para qualquer um dos invasores. Não ha mais propostas, parcerias e qualquer compromisso. Todos chegam e levam um pedacinho e pronto. No entanto, o que trazem?Será que eu tenho a capacidade de prever o futuro? Não! Claro que não! Não sou vidente. Apenas observei sem paixões que estava começando haver uma mudança de atitudes e de interesses nos nossos quadros políticos e que isto provocaria a abertura de espaço para uma invasão desenfreada de políticos de fora que não têm qualquer identificação com nossas causas; que apenas querem votos sem o mínimo de comprometimento com as nossas aspirações.Certa vez um meu amigo mostrou-me uma carta que havia recebido no fim do ano desejando-lhe boas festas; e o remetente era um deputado federal. E disse-me vou votar neste cara, pois ele se lembrou de mim e até do meu endereço Curiosamente lhe pergunte: Você o conhece? Ele já esteve em sua casa? Já esteve com ele alguma vez? Tendo surpreendentemente me dito que não. Que não o conhecia, que nunca o tinha visto e que nunca tinha votado nele.Eu fiz as perguntas, porque ao ver a carta; observei que era tipografada, inclusive a assinatura. O que na verdade provava que o deputado remetente nunca soube ou sabia da existência desse meu amigo. A carta fora remetida por uma dessas firmas que são contratadas para prestarem serviços desta natureza. Mas o meu amigo ficou envaidecido com a carta. De nada adiantou ter-lhe explicado isso; que o deputado não o conhecia, que não havia sido ele que tinha remetido a carta, que foi uma firma, que aquilo era apenas uma propaganda; na eleição votou no tal deputado.Aí está um voto dispersado, jogado fora e sem objetividade. E como esse; tantos outros são jogados fora. Um outro tipo de voto perdido e até muito comum; é quando alguém que mora fora e cuja família é daqui e ao chegar as eleições pra cá vem votar ou escreve pedindo um voto para alguém que conhece lá onde mora. Meu Deus; que voto bobo. Quando é que este candidato, se eleito for, vai reivindicar alguma coisa para nossa terra? Vai nos atender em que? Ele mal sabe da nossa existência; sem falar ainda aquele voto que é dado a aquele candidato bonito que aparece na televisão ou que apenas disse uma frase que agradou.Com a emancipação de São Francisco e a aproximação de novas eleições já se pode observar e contar que mais de uma dezena de candidatos, de deputados que querem a reeleição estão se apresentando por aqui, fazendo ofertas, dando jogo de camisas de futebol, trazendo algumas lembrancinhas, tentando com migalhas tirar os votos que deveriam ser dados a alguém que tem identificação com nossas propostas, com nossos anseios, com o nosso povo, com o bem estar de nossa gente, com o progresso, desenvolvimento e com o futuro de São Francisco de Itabapoana.OPINIÃO Nº 15Este é um grito de alerta. Agüente quem puder ou sai de baixo porque: Os agressores da democracia; os demolidores das normas de direito; e a autoridade absoluta; instalou-se em nosso Município e avança como um rolo compressor para cima de todos que ousam a fazer objeção ou oposição, que discordam de seus atos, métodos e pior: está absorvendo as organizações comunitárias e de classe, dominando os mais fracos, os inocentes, iludindo os de boa fé, oprimindo e coagindo os mais carentes.O que está acontecendo aqui?É preciso que todos nós, filhos desta terra, que aqui vivemos, trabalhamos, ajudamos o seu desenvolvimento, que sempre enfrentamos e resistimos as dificuldades e lutamos para superar as adversidades, que ajudamos a construí-la e a emancipa-la, que somos herdeiros de nossos antepassados que aqui calejaram as mãos, deixando seu suor e sangue, estejamos acordados e nos ordenamos em “soldados” guardiões e escudos de defesa dos preceitos legais, da liberdade, da ordem do direito, do respeito às regras e as normas, antes que seja tarde, antes que o domínio caia sobre todos nós, que seja institucionalizado aqui o regime “coronelista”, ditador, da força e da imposição desordenada.É um grito de alerta, repito. É o apelo de um cidadão preocupado e desta forma me dirijo a todos: Vereadores, lideranças, dirigentes de associações, cidadãos, políticos ou não, para rogar que cada um, alicerçado com o espírito de justiça, moralidade, independência, dignidade, de amor a terra, assumam uma posição de alerta, de combate e de resistência contra toda esta anomalia que estão implantando em nosso Município. É preciso salvá-lo deste mal.OPINIÃO Nº 16Um amigo de longa data, desses que gosta da gente de verdade, me procurou bastante preocupado e me disse aconselhando-me: Roberto, para de escrever este negocio de opinião que você anda escrevendo. Você sabe; tem um pessoal estranho aí, que não conhecemos direito, que dizem ser perigosos, que inclusive já comentou que vai te procurar para um acerto.Disse-lhe eu: Calma meu amigo, não se preocupe, ninguém morre na véspera. E em tom de brincadeira acrescentei: Além do mais sei que não vou morrer agora, pois a cigana que eu consultei me garantiu que vou morrer velhinho. Ai ele falou: Tudo bem, mas é bom evitar, tenha cuidado. Então lhe respondi: Obrigado amigo, vou ter cuidado, mas você me conhece bem; portanto sabe que nunca tive e nem tenho medo; não porque eu seja valente; simplesmente não acredito nesta possibilidade; mesmo porque não estou inventando histórias, não estou pregando a violência, não estou difamando ninguém, não estou me prevalecendo e muito menos sendo incorreto e desonesto, estou apenas exercendo o meu direito de cidadão; contestando pacificamente, educadamente, sem ferir a honra de ninguém. As praticas que estão sendo promovidas e que contrariam o meu espírito e meu ideal. Eu sei e reconheço que a gente se torna muitas das vezes antipático e polêmico; mas já pensou se todos calarem diante desses fatos? Alguém tem que apresentar o contraditório; não por oposição, mas até por uma razão construtiva. Muitas das vezes a pessoa erra com o intuito de acertar e se não aparece quem diga que esta errada, ela vai continuar errando, com a mesma prática, acreditando que está agindo corretamente.Você se lembra quantas ameaças eu recebi quando eu estava para assinar o convênio para colocar luz elétrica em Barra do Itabapoana? Naquela época juraram que seu assinasse o convênio seria um homem morto. Veja só; assinei o convênio, a luz foi inaugurada, já vão completar vinte e três anos e eu estou aqui, vivo, graças a Deus. Imagine se eu recuasse e deixasse de assinar o convênio? Quanto tempo à comunidade de Barra teria que esperar para conseguir a luz elétrica? Quantas pessoas teriam ficado prejudicadas? Contrariar interesses eu sei; sempre foi perigoso; mas eu não faço por maldade e nem para tirar proveito pessoal; na verdade sempre paguei caro por essa minha vida pública e contabilizei prejuízos. É como diz o ditado: Tem sempre que haver alguém para carregar o andor. Eu acredito que tudo isso que faço é uma missão, não tem outra explicação; não sou candidato, não estou procurando o poder, mas sinto que tenho que fazer isso. E se é missão vou continuar cumprindo o meu destino. OPINIÃO Nº 17De repente o nosso Município, a nossa cidade e o nosso povo passam a tomar conhecimento de uma série de denúncias de irregularidades que supostamente estariam ocorrendo na Administração Municipal.Uma das denúncias é que a Prefeitura teria efetuado um pagamento no valor de R$ 11.474,40 (onze mil quatrocentos e setenta e quatro reais e quarenta centavos) à Construtora Ferreira e Gomes, da cidade de Campos dos Goytacazes no dia 18 de julho de 1997, ainda no iniciar do governo, quando esta firma só começou a existir legalmente no dia 08 de agosto de 1997. Portanto uma firma inexistente na data do referido pagamento.Uma outra denúncia é com relação ao pagamento da importância de R$ 11.000,00 (onze mil reais) de um empréstimo de pessoa física, em nome de Amilson Amaro Gomes Manhães, feito a Caixa Econômica Federal. Trata-se inclusive do proprietário da empreiteira Terraman Ltda., que executou várias obras no município e que teria construído a casa de sua excelência o senhor prefeito na fazenda situada em Guaxindiba, por sinal, uma verdadeira mansão cinematográfica que só os grandes milionários realmente podem construir e possuir.Outra denúncia diz-se a respeito de três notas fiscais, concernentes a pagamentos efetuados em nome da firma Empreendimentos e Construção Noroeste Fluminense, que segundo informações jamais prestou qualquer serviço ao governo Municipal.Uma outra denúncia; e esta assusta mais ainda, em razão do expressivo valor, ou sejam: R$ 637.574,61 (seiscentos e trinta e sete mil, quinhentos e setenta e quatro reais e sessenta e um centavos) que teria sido transferido no dia 11 de janeiro de 1999 para um dos assessores da prefeitura; dinheiro esse que foi depositado em sua conta na agência nº 3644 do BANERJ.Como vêem, são denúncias da maior gravidade, que fala de possíveis desvios de recursos, e vultosos recursos.Estive lendo uma reportagem do jornal Folha da Manhã que fala a respeito, e na qual o Secretário Municipal de Administração faz algumas justificativas, e no primeiro caso, admite a um erro de datilografia, quanto ao segundo, pelo menos na reportagem que li não faz qualquer menção, também não li qualquer referência quanto as notas fiscais da firma Empreendimentos e Construção Noroeste Fluminense, o que supões não ter tido o Secretário Municipal resposta ou explicação quando da realização da matéria; e finalmente: Apenas diz não constar dos Balancetes da Prefeitura enviado à Câmara, o que se refere a importância de R$600.000,00 (seiscentos mil reais), que teria sido transferida conforme a denuncia: Da conta da Prefeitura para a conta de um assessor.Diz ainda a reportagem da Folha da Manhã, que na ocasião o Prefeito não quis dar entrevista e nem ser fotografado. O que em princípio é de se estranhar, tendo em vista que o Prefeito nunca perde a oportunidade de responder as críticas; e sempre o faz com fortes alfinetadas; e palavreados também expressados em forte tom, a mínima crítica que se faz a seu governo.Estamos diante de um fato. É verdade? Não é verdade? Existe desvio de verba, mau uso do dinheiro público, improbidade administrativa? Tudo é uma interrogação. Interrogação que precisa ser respondida. Não com simples palavras, mas com comprovação, de modo a não deixar qualquer dúvida.O Vereador Luiz Carlos Paes Abílio, o denunciante, apresenta documentos, que segundo afirma, provam as irregularidades. O Prefeito do Município, segundo informações que nos chegam, apesar de não querer dar entrevista a respeito à Folha da Manhã, preferindo na oportunidade determinar tal função ao Secretário de Administração, teria usado o microfone de algumas rádios comunitárias de nosso Município, para revidar com agressões verbais e pessoais o denunciante, o que já estaria sendo objeto de providências por parte deste. Mas e daí...Isso é a resposta que o povo quer? Isso é o esclarecimento que o povo deseja? Será desta forma que se resolverá à questão? Meia dúzia de palavras pra lá, meia dúzia de palavras pra cá, ofensas pessoais. Não...Não é assim que se resolverá o caso e muito menos o esclarecerá para a opinião pública.O bom é que não houvesse irregularidade, que não houvesse indícios de irregularidade e que não fosse preciso haver denúncias.Mas agora, não adianta tapar o sol com a peneira. Agora, não adiante buscar alegações outras, para que as providências que o caso requer, sejam proteladas ou que as denuncias caiam no esquecimento.Se não forem devidamente apuradas as denúncias, por qualquer que seja a razão, ou artifício utilizado, será decretada pela opinião pública a falência da credibilidade de nossas autoridades. Qualquer que seja o cargo e nível desta autoridade. Pois o caso já é de conhecimento geral e ninguém poderá argüir que o desconhece. Cada uma delas conhece o papel e o seu dever, que os cumpra com altivez e dignidade e de a população a resposta que a mesma quer e tem direito. Não cabe omissão ou esquiva, os fatos têm que ser criteriosamente e rigorosamente apurados, como prova, não só de cumprimento do dever, daqueles que legalmente tem atribuição de fazê-lo, como também, para testemunho de que não existe nenhum e o mínimo de envolvimento e comprometimento entre as partes, conforme sempre imagina e comenta a boca miúda.Houve um tempo que muito se falou a respeito de superfaturamento na construção de uma pinguela na Praia do Sossego, de um aterro feito em Campo Novo. O Jornal Folha de São Francisco que circulava na época noticiou várias matérias a respeito, entretanto tudo ficou no dito pelo não dito. Será que desta feita tudo vai ficar com dantes no castelo de Abrantes? Espera-se que não. Não porque exista qualquer desejo de se crucificar alguém, de desmoralizar, de acabar com a carreira, ou satisfazer qualquer sentimento de cunho político ou pessoal, mas para que a moralidade no trato da coisa pública, possa imperar e ser marca registrada de nossas autoridades municipais e que a verdade seja vitoriosa neste episódio.A palavra esta com elas; cabe a elas dar rumo aos acontecimentos e solução para o problema.Comentou-se por aí, da possibilidade de ser instaurada uma CPI pela Câmara Municipal. Esta é uma matéria de exclusiva atribuição dos Vereadores. Se vai ou não ser criada é de competência dos mesmos, não me cabe opinar quanto, entretanto é bom que se esclareça, que a CPI não cassa mandato, como muitos pensam, a CPI tem como missão investigar e apurar, sendo talvez, nesta altura dos acontecimentos, perdoando-me as opiniões contrárias, um instrumento útil; indispensável e inevitável para elucidar toda esta problemática. Caso isso ocorra, todos certamente sairão ganhando, apesar deste resultado ser muito difícil num jogo, porém ficará bem com a opinião pública o Prefeito, se comprovada a legalidade que afirma ter sua administração, ficará bem o Poder Legislativo, na medida em que buscou a resposta correta e no estrito cumprimento de seu dever, e ficará tranqüila a municipalidade, a população, no ensejo de ver apurado dentro das normas legais, os assuntos que admite ficar na obscuridade.Com quem está a verdade, neste momento, é o que todo mundo quer saber.Este boletim por último transcrito, eu redigi no dia 22 de março de 2000, que entre os demais e outros que ora não transcrevo em razão da quantidade, fazem parte do processo que utilizei para mostrar a verdade, a minha indignação, à insatisfação e combater o que entendia ter de ser combatido em defesa dos interesses do meu Município. Assim fui, assim eu sou, assim continuarei sendo; um voluntário sempre alerta e sempre disposto a lutar em favor da minha terra. Ver-se diante de tudo isso que a primeira administração de São Francisco de Itabapoana foi bastante tumultuada. Não foi feliz. O assassinato do Vereador José Antônio Rangel de Azevedo no dia 28 de janeiro de 1998 abalou a cidade, que consternada e chocada com a triste realidade ficou praticamente paralisada, acompanhando de perto o trágico acontecimento que enlutou o município. O assassinato, ora era caracterizado como crime político, ora não. O Vereador que foi atingido a tiros quando estava num bar ao lado de sua residência, vinha fazendo repetidas denúncias através do Jornal Folha de São Francisco, tendo prometido apresentar outras que dizia serem muito graves. Até hoje não ficou devidamente esclarecido o motivo de sua morte. Além do assassino confesso; preso logo após o crime, tendo sido perseguido pela polícia enquanto fugia na garupa de uma moto; várias pessoas foram indiciadas, entre as quais um ex-vereador, e dois outros em pleno exercício do mandato. Com a ampla divulgação dada a este caso, pela imprensa regional, ficou a imagem do município, logo após completar seu primeiro ano de emancipação, bastante arranhada, sendo por muitos; considerada uma terra de gente brava e violenta. Se por um lado houve algumas conquistas, por outro o primeiro governo municipal implantado cometeu alguns desatinos.Uma das primeiras iniciativas minha contra as atitudes do Prefeito Barbosa Lemos foi por ocasião da fundação da Associação Comercial, que como eu também previ, fracassou. Lamentavelmente! Neste caso eu queria também estar errado, mas acertei. Na época escrevi um manifesto e enviei uma correspondência a Câmara Municipal que a “engavetou”. O que de certa forma compreendo. E neste manifesto eu dizia: Em apenas cinco meses de instalação do município e do seu primeiro governo, já podemos enumerar vários fatos e acontecimentos que determinam que temos de ficar alerta e nos unir para lutarmos em defesa desta terra. Entretanto, para não alongar, vou ater-me somente em um exemplo, testemunhado inclusive pelos vereadores: José Antônio Rangel de Azevedo, Francisco Paulo de Oliveira Santana, Edenites da Silva Viana, Luiz Carlos Paes Abílio, Leonardo Terra de Almeida e Willian Gomes de Almeida presentes a reunião para criação da Associação Comercial Industrial e Agro-Pastoril de São Francisco de Itabapoana. Uma reunião onde deveriam estar os membros das classes interessadas estava um verdadeiro “esquadrão” montado pelo governo municipal, premeditadamente composto, para respaldar uma manipulação, uma reunião viciada, onde todas as regras e princípios, modelos e normas usadas, foram brutalmente e flagrantemente desrespeitadas, transgredidas e atravessadas.De nada adiantaram os gritos para levar o feito a ordem; todos inúteis, desconsiderados e ignorados pelo presidente da mesa, que coincidentemente é o secretário municipal de turismo, esporte e lazer, que assumido de extremo poder, fazia valer ditatorialmente as pretensões inconfessáveis. Os comerciantes da sede do município, os pecuaristas, agricultores, inclusive os de Praça João Pessoa, localidade onde se realizou a reunião, confessavam que não tiveram conhecimento da sua realização com a devida e necessária antecipação, tendo sido convidados ou tomaram conhecimento no dia do ato. O que foi confirmado pelo senhor dos signatários do convite para criação da associação, João das Posses, secretario municipal de agricultura, um que disse: “Somente hoje pude convidar algumas pessoas aqui de Praça, pois estou muito ocupado e não tenho tempo para nada”.Uma associação desta ordem, para ser constituída, deveria no mínimo ser precedida de reunião das classes incluídas, o que não houve. Estranhamente na primeira reunião, onde apenas um convite foi formalizado, não havia convocação, nem ordem do dia, ou seja, a pauta das discussões; um grupo, mais uma vez coincidentemente e estranhamente formado por pessoas ligadas ao governo municipal, já tinha uma chapa, formada, pronta e mimeografada, que por mais uma coincidência foi apresentada pelo secretário municipal de planejamento.Tudo não passando de uma farsa, de uma armação e de um golpe ardilosamente planejado. A premeditação estava clara.Fico a indagar: Qual o interesse do governo municipal em montar este “esquadrão” formado por seus secretários, diretores, procuradores, assessores, professores municipais, vigias, motoristas, serventes, escriturários, prestadores de serviços de todas as categorias para impor uma chapa, fazer uma eleição de um órgão de classe sem o devido conhecimento da mesma, sem o devido edital de convocação e o cumprimento das regras básicas que tal situação requer? O que será que está por traz disso tudo?Evidente que para os efeitos legais, a fundação, criação ou constituição de uma associação de classe, necessariamente deveria haver: 1º- qualificação dos interessados, (não houve); 2º- reunião da classe e registro em ata da manifestação espontânea de vontade de criar ou interesse de criar a associação, (não houve); 3º- formação de uma comissão devidamente constituída para elaborar os estatutos, (não houve); 4º- convocação de uma assembléia geral para discussão e aprovação dos estatutos, (não houve); e 5º- convocação para eleição dos cargos a serem preenchidos, (não houve). Se não houve qualquer reunião para discussão da matéria, para esclarecimento dos direitos e deveres, da finalidade e da importância da associação; como votar na sua constituição? Se não havia estatutos, definição de cargos a serem preenchidos e o período do mandato, que critérios foram usados para elaborar uma chapa e submete-la a votação? Como fazer a eleição? O que verdadeiramente aconteceu foi um ato simulado, forçado, empurrado de “goela-a-baixo” como só se procede nos regimes totalitários e de força absoluta.Este foi mais um caso, entre outros, de abuso, intromissão, de intervenção indevida e grave.Deparando com tamanha armação, tamanho embuste, tentei levar o feito a ordem, sabendo antimão que não conseguiria. Mas não podia me render; nem me acovardar e me calar diante daquela situação maliciosamente planejada. Porém uma coisa eu consegui fazer; tornar pública esta manipulação, indecorosa, que talvez pensaram que poderiam realizar por baixo dos panos, enganando a todos. Cumpri a minha parte.Com mais este caso, fica claro que precisamos nos precaver, para que os direitos constitucionais dos munícipes e cidadãos desta terra, não sejam violados. Precisamos fazer valer a ordem, o direito, o cumprimento das leis e da justiça. Caso contrário aonde chegaremos?Como já revelei, enviei uma carta com o mesmo teor a mesa diretora da Câmara que ao invés de apreciá-la, como eu esperava, resolveu engaveta-la; quem sabe? Em nome da harmonia dos Poderes, logo em seguida desconsiderada pelo Prefeito, conforme a edição nº 19, do mês de setembro de 1997, do jornal Folha de São Francisco que trazia a seguinte manchete: “Barbosa Lemos Chama Vereadores de Pilantras”. E triste relatar estes fatos, no entanto fazem parte da história, assim como tantos outros, que não enaltece a nossa terra, mas serviram de lição para que os rumos fossem alterados. Não se julga um povo por um crime; não se julga uma terra por um de seus governos ou governante. O Município de São Francisco de Itabapoana que também é parte da história do Brasil tem conseguido com a determinação de sua gente, evoluir através de suas vocações, superar as adversidades e avançar em direção ao futuro.No dia 1º de outubro de 2000, após uma longa e disputada campanha de duas coligações partidárias; “São Francisco Aprovado” e “A Força do Povo”, tendo como candidatos: José Antonio Barbosa Lemos, que buscava a reeleição e o produtor rural Pedro Jorge Cherene, respectivamente, que voltava a disputar o cargo de chefe do executivo municipal, sendo desta feita únicos candidatos, resultou na eleição do candidato Pedro Jorge Cherene que obteve 13.831 votos, contra 9.826 votos do seu opositor. Esta campanha, apesar da disputa acirrada, com muitas manifestações, carreatas, os votos sendo buscados de casa em casa pelos candidatos e militâncias partidárias, em sua maior parte foi tranqüila, podendo ser considerada com uma grande festa democrática. A carreata do candidato eleito, até então a maior e a mais festiva que já aconteceu por aqui configurava esta grande e espontânea festividade democrática.Em 1º de janeiro de 2001, também com alegre manifestação popular, tomou posse o Prefeito Pedro Jorge Cherene, com José Antônio de Menezes Alexim, eleito na vice, após a vitoriosa campanha que tinha como símbolo à “Paz e a Liberdade”; clamor popular, vontade de uma população; ordeira e pacífica, que se sentia traída, acuada, pressionada e intimidada, que viu no perfil do candidato que elegeu as qualidades indispensáveis para colocar na trajetória, por anos almejada, os destinos do município. Foram nomeados e empossados, compondo o estafe administrativo; os seguintes, como segue: Procurador Geral -Enaldo Vieira Barreto; Secretário de Planejamento -Roberto Pinheiro Acruche; Secretário de Administração -Manoel Carlos da Silva; Secretária de Fazenda -Marcilene Nunes; Secretário de Obras -José Renato Elias Pontes; Secretário de Turismo -Alrenio Miranda do Nascimento; Secretária de Educação -Rosália Caldeira; Secretária de Promoção Social -Luana Cherene; Secretário de Agricultura -Cláudio Henriques e Jairo Batista –Chefe de Gabinete.A partir desta data, começou para os sanfranciscanos um novo tempo, as expectativas eram transformadas em realidade, apesar da falta de infraestrutura, das adversidades e das condições encontradas.A credibilidade do novo Prefeito, inicialmente sua principal marca, era fator propulsor não apenas de renovadas esperanças, mas de busca de soluções e acertos para tantos problemas.As portas começaram a se abrir e por elas transitar as boas medidas e intenções. Adicionava-se então a marca da credibilidade a marca da competência; comparava-se a humildade, a paciência, a tolerância e o livre-arbítrio de agora, a soberba, a impaciência, a intolerância e a truculência de outrora.Tudo mudou e o avanço cada vez mais percebido em diversos setores, começava a registrar um crescimento nunca visto, a ponto de fechar o ano de 2002 com resultados admiráveis; incomparáveis há muitos anos somados. Por outro lado, tomavam posse no Poder Legislativo Municipal, os Vereadores: Leonardo Terra de Almeida (reeleito) com 977 votos; José Jorge Cherene (reeleito) com 904 votos; Francisco Paulo de Oliveira Santana (reeleito) com 616 votos; Edenites da Silva Viana (reeleito) com 627 votos; Paulo Sérgio Gomes Moreira, eleito com 628 votos; Luiz Carlos Paes Abílio (reeleito) com 465 votos; José Pinto de Souza Filho, eleito com 541; Herval Luiz dos Santos Batista, eleito com 375 votos; Carlos Alberto Silva de Azevedo, eleito com 648 votos; Willian Gomes de Almeida (reeleito) com 524 votos; Fátima Aparecida Pessanha de Souza, eleita com 799 votos; Washington Luiz CastilhoMoreno, eleito com 683 votos e Jamilton Marcelino da Silva (reeleito) com 631 votos.O orçamento anual previsto para 2001, proposto e aprovado ainda na vigência do governo anterior, foi ajustado pela Câmara Municipal atendendo a proposição do novo governo.Durante o ano de 2001 e no transcorrer de 2002, mais precisamente até dia 15 de dezembro, os Poderes Executivo e Legislativo caminharam harmonicamente, o que foi muito bom, as divergências eram resolvidas pelo diálogo aberto e democrático, o que proporcionou inúmeras conquistas e avanços. O município cresceu em todos os aspectos, avançou no tempo e realizou obras; umas há muito tempo reivindicadas, algumas sonhadas, outras que sequer acreditava-se em sua realização. A aquisição da estrutura física, a reforma e a ampliação do Hospital Municipal Manoel Carola, a renovação, a aquisição de seus novos equipamentos, é uma marca significativa do crescimento aludido. A aquisição de novas máquinas, tratores, motos niveladoras, rolo compressor, caminhões, retro-escavadeiras, pás mecânicas, ambulâncias, ônibus e outros veículos, equipando a prefeitura de todo o instrumento necessário para melhoria dos serviços e atendimento a população é uma outra marca considerável. A implantação do sistema de abastecimento d’água em diversas localidades, a construção de galerias de águas pluviais, os manilhamentos de valas, o calçamento e pavimentação de inúmeras ruas, representam as iniciativas no setor de saneamento, antes insignificantes. As implantações de vários quilômetros de redes elétrica, em áreas urbana e rural, melhoraram as condições de vida das populações atendidas. Os avanços no setor educacional, na área de meio-ambiente entre outros somam um conjunto de ações até então nunca vistas.Este bom relacionamento entre os Poderes, que muito contribuiu para a evolução já enumerada, lamentavelmente deixou de existir a partir da renovação da mesa diretora da Câmara, quando as questões meramente de interesse político passou a direcionar as ações. A primeira conseqüência foi à inusitada, até então atípica decisão da Câmara, por sua maioria, reduzir a dotação orçamentária proposta pelo Poder Executivo para o exercício de 2003, da ordem de R$ 43.000.000,00 (quarenta e três milhões de reais), para R$ 27.000.000,00 (vinte e sete milhões de reais), valor este inferior ao do ano anterior, ou seja, o ano de 2002, que a mesma Câmara havia aprovado, num total de R$40.000.000,00 (quarenta milhões de reais). Esta iniciativa que fere o princípio da continuidade premia o princípio da retroatividade, haja vista que a arrecadação real de 2002 é bem superior a previsão de receita calculada pela Câmara para 2003. Entende-se, e não há outra qualquer razão, provável, justa e considerável, que esta situação de caráter eminentemente político, seja a revanche do grupo de vereadores que venceram as eleições para formação da mesa diretora e das principais comissões, por não haver recebido o apoio do Executivo.Ainda no âmbito da disputa política, o presidente da mesa diretora da Câmara, que fora reeleito para o cargo, vereador Leonardo Terra de Almeida, lançou tão imediatamente apurado o resultado de sua reeleição, sua candidatura a Prefeito do Município, abrindo assim um confronto direto com o atual Prefeito cuja candidatura à reeleição é dada como certa.Comenta-se que toda esta divisão foi provocada em princípio pelos Vereadores Sergio Gomes Moreira (o Serginho do Estaleiro), Washington Luiz Castilho Moreno e pela Vereadora Fátima Aparecida Pessanha de Souza (Fatinha), que diziam não votar de maneira alguma na reeleição do Presidente Leonardo e nem na possível candidatura do Vereador Francisco Paulo de Oliveira Santana, que inclusive na época era líder do governo junto ao Poder Legislativo.Este posicionamento dos citados edis forçou o entendimento e uma aliança para o lançamento da candidatura do vereador Carlos Alberto Silva de Azevedo, (o Beto da Saúde) ao referido cargo de presidente do Legislativo, e para tal buscaram convencer e conquistar o apoio do Executivo, concluindo por obtê-lo. Este acordo previamente firmado, garantia à eleição do vereador Carlos Alberto, pois seriam oito votos contra cinco, até então formados na chapa e confirmados a apoiar o vereador Leonardo.Os oito vereadores então convencionados, os três já mencionados e mais o Carlos Alberto Silva de Azevedo, Edenites da Silva Viana, José Pinto Filho, Herval Luiz dos Santos Batista e José Jorge Cherene, entenderam que para evitar qualquer pressão, o que é muito comum nestas ocasiões, deveriam nos dias que antecediam as eleições se afastar do município e juntos se deslocar para o litoral do visinho Estado do Espírito Santo e por lá permanecerem até momentos antes da hora do pleito, quando retornariam para o exercício do voto, oportunidade que ainda aproveitariam para traçar planos e fortalecer os laços da união comprometida. Tudo transcorreu como o combinado, no dia e momentos antes da sessão em que se realizaria a eleição chegaram todos, mais comprometidos que nunca, pois muitas foram as repetidas afirmações e garantias de voto, de fidelidade e união. Iniciada a sessão, com a presença dos treze edis que formam a Câmara, e sob os olhares atentos e a curiosidade de centenas de assistentes, foi procedida a votação e apurados os votos que surpreendentemente garantiram a reeleição do vereador Leonardo para o cargo, provocando a euforia de um grupo e a revolta de outro, diante do que chamavam de traição, entre outros adjetivos empregados. Os vereadores Washington e Serginho do Estaleiro e a vereadora Fatinha voltaram atrás e compuseram, o que antes diziam não fazer de jeito nenhum, com os vereadores Francisco Paulo de Oliveira Santana, Francisco Terra, Jamilton Marcelino da Silva (Jamilton Chão) e Willian Gomes de Almeida para votar em favor da eleição do Leonardo.Este caso passou a ser o assunto mais comentado, discutido e questionado em todo o município; sendo julgado de acordo com as conveniências e interpretação de cada uma das pessoas; e dele extraído as mais diversas conclusões e críticas. As acusações de falsidade, traição e de outras conveniências correram a boca miúda pela população e tomaram proporções nunca assistidas.Após este acontecimento; fragmentaram os entendimentos e acabou a harmonia entre os dois Poderes levando-os aos tribunais em defesa de seus interesses.Com isso, com esse confronto, volta a municipalidade a perder a velocidade que conquistou e vinha sendo empreendida em seu desenvolvimento, a perder tempo com questiúnculas menores, a antecipar uma disputa política, a ver e acumular prejuízos administrativos com o emperramento de sua máquina, atrasando a execução de obras, serviços e projetos direcionados ao interesse público.Não é novidade que a intolerância de alguns, a precipitação de outros, as atitudes equivocadas daqueles que constituem o Poder Público provocam inestimáveis prejuízos à população, que além de vítima é envolvida em uma discussão para a qual não está devidamente informada.Apesar de ter, e não posso negar, e mesmo que não quisesse tomar partido, é extremamente difícil ignorar o que está acontecendo e ficar alheio a um fato que interfere na vida de todos e que atinge o município num momento em que alcançou um nível de crescimento até então nunca adquirido.É inconcebível que se diminua uma previsão de receita orçamentária a níveis inferiores aos já ultrapassados. Ninguém trabalha com a expectativa de diminuir receita.É inadmissível que na luta pelo poder, a provocação do atraso, a criação de embaraços e dificuldades no processo de desenvolvimento e de atendimento a população, seja a estratégia usada.Sou daqueles que acredita na inteligência da população e ela com sua sabedoria continuará edificando este município, não somente grandioso em extensão territorial, mas especialmente por sua vocação de grandeza. Este município em apenas um pouco mais de seis anos de independência política administrativa, já tem: Seu próprio hospital, posto de saúde nas principais localidades, vagas no curso fundamental suficientes para todos (setenta e duas escolas e creches), faculdade, sua comarca instalada e edifício do fórum modernamente construído e equipado, suas principais rodovias asfaltadas, rede elétrica em praticamente toda sua extensão, iluminação pública em todos os núcleos habitacionais, setores de segurança pública em todos os distritos, a sede da prefeitura em construção, usina de asfalto, sem contar as diversas áreas recém adquiridas para construção de escolas, creches, complexo esportivo, estação de tratamento de esgoto, ampliação de praças e instalação de usina de reciclagem de lixo, entre outras.Com seu litoral vasto e belo, suas praias com águas de alto teor medicinal, seu território de topografia plana e de terras agricultáveis e a determinação de sua gente laboriosa, ordeira, pacífica e hospitaleira, certamente o conduzirá ao posto de invejável posição no concerto dos demais municípios fluminense. Introdução aLiteraturaSanfranciscanaTOADA DO SERTÃO Nº 2Roberto Pinheiro Acruche27 de maio de 2003.Lendo, ouvindo ou escrevendo,A história do meu sertãoSinto um frio na almaUm aperto no coraçãoChora violão com saudades do sertãoChora violão com saudades do sertão.Em suas noites estreladasOs violeiros tocandoOs poetas fazendo versosEntre si desafiandoChora violão com saudades do sertãoChora violão com saudades do sertão.Nos bailes de sanfonaQue alegria, que festa,O pandeirista e o sanfoneiroFormava a grande orquestraChora violão com saudades do sertãoChora violão com saudades do sertão.Velhos carnavaisOs cordões, a rivalidade...Na escola, tudo se fazia,Com amor e criatividade.Tinha-se orquestra,Peças teatrais,O jongo, dança dos escravos,Nada disso tem mais...Chora violão com saudades do sertãoChora violão com saudades do sertão.A Tipity foi uma esperança,Um sonho realizado,Que pouco tempo durou.Os navios que iam e vinhamNo porto de Barra, que acabou.Os carros de bois que roncavamPelas vias desse torrão.Os pássaros que cantavamPor toda a região.Das matas verdes e vastasSó resta a do carvão.Chora violão com saudades do sertãoChora violão com saudades do sertão.A feira de GargauFeita no BarracãoPara lá era levadaToda a produçãoOnde tudo se vendiaFarinha, milho e feijão...Aconteciam todos os sábadosLá iam todos então,A pé, a cavalo, de carros de bois...Não importava o jeito nãoEra a tropa e os tropeirosRasgando o nosso chãoVarando a madrugadaVindos de toda regiãoChora violão com saudades do sertãoChora violão com saudades do sertão. O sertão virou cidadeO asfalto cobriu o chãoAs violas se calaramOnde estão os Cantadoresque se desafiavam em versos? Os pássaros, onde estão?Está tudo diferenteOnde era o meu sertão.Chora violão com saudades do sertãoChora violão com saudades do sertão.TOADA DO SERTÃO Nº 3Roberto Pinheiro Acruche04 de junho de 2003.O Violão ainda tocaCom saudades do SertãoAssim como a saudadeBate forte em meu coração.Toca violão com saudades do sertãoToca violão com saudades do sertãoDos meus tempos de infânciaPelos quintais a brincarHavia muitos pomaresE muitas frutas por láSem contar com as nativasQue saiamos há catarAraçá, cabeluda, jabuticaba...Cambuí, abricó e “guapeba”...Jamelão, pitanga e ingá.Que gostosura, que beleza,Tudo fácil de encontrarHoje mesmo procurando,Como é difícil de achar.Chora violão com saudades do sertãoChora violão com saudades do sertãoCarona nos carros de boisPegávamos para passearO carreador gritando a toda horaPro boi de guia guiarBoi sereno, boi malhado,Afasta boi, oouua...Boi que anda e que paraBastava o homem gritar.As “rieiras” que marcavam as estradasNão estão em nenhum lugar,Também puderaCarro de boi aqui não anda mais!Como se pode “rieiras” encontrar?Chora violão com saudades do sertãoChora violão com saudades do sertãoMesmo com tudo mudadoAqui vou continuarNão importa a dor da saudadeDos tempos que não vão voltarImporta que do meu SertãoSempre, sempre irei lembrar.Se tiver que chorar com o violãoQue eu chore mesmo agora,Quem canta os males espantaQuem chora a saudade afogaO planto pode ser longoMais daqui não vou embora.Chora violão com saudades do sertãoChora violão com saudades do sertãoTOADA DO SERTÃO Nº 4Roberto Pinheiro Acruche06 de junho de 2003.Escreveu o colonizadorAo rei de Portugal;Sobre as matas que aqui encontrouPelo nosso litoral;Avançando pelo continenteE de beleza sem igual;De madeiras de primeira,De vegetação vistosa,Verdejante e frondosa,Muito difícil de atravessar.O colonizadorA cada diaEncantado com a magiaQue estas matas traziamA começou explorar,Avançando por sua densidadeFoi descobrindo na verdadeA beleza desse lugar.Deparava com lagoas e brejaisAbrindo picadas descobria maisAs belezas naturais,Os rios e seus mananciais,As terras férteis e como tais,De condições ideais,Onde foram plantadosOs primeiros canaviais.O colonizadorA primeira vila construiuUma capela erigiuA Santa Catarina dedicou,Em homenagem a Rainha.Construiu o primeiro engenhoNa margem do ManagéQue Itabapoana hoje é,Começando assim a povoação,Desse meu rico sertão.Acossado pelos índiosLá se foi o colonizadorAbandonando a capitaniaQue o rei português lhe doou.O seu filho então herdeiroAqui nem sequer pisouFoi para outras bandasOnde uma vila também fundouDe Santa CatarinaFoi o nome que a chamouAssim como a primeiraEssa também se acabou.Sendo as terras abandonadasPelo seu donatário,Só depois de muitos anosVoltou a ser ocupada.Surgiram novos posseiros, E novos proprietários,Das terras grandes e férteisDesse sertão centenário.Em sesmaria dividida,Veio sua exploraçãoPor ricos fazendeirosQue usaram a escravidãoPara construir engenhosE lavrar esse sertão.Aos poucos ia surgindoNova povoação,De Cacimbas foi chamadoEsse meu sertão.Que cresceu graças ao povoQue enfrentou a situaçãoPlantando sem pararNão importando com a estação.Fazendo nascer freguesias e vilasPor toda a região.A grandeza certamenteÉ sua grande vocação;Firmemente irás caminhandoNesta direção;Seu destino esta traçadoNão tenho dúvidas não;São Francisco que nos livreDe qualquer conspiraçãoQue possa prejudicarO progresso desse sertão.TOADA DO SERTÃO Nº 5Roberto Pinheiro AcrucheO8 de junho de 2003.Canta, canta passarinho;Em nossos bosques que beleza,Nossa terra é tão bonitaAssim fez a natureza.Eram matas verdejantesDe beleza encantadora,De madeiras nobres,Que muitos ricos e pobresDelas utilizaram.Construíram casas e igrejas,Canoas e fábricas,E muita lenha pro fogão.Ora vejam!Fizeram até exportação.Saia pelo porto de BarraPelo canal de CacimbasA riqueza do sertão.Os machados batiam forteAs serras cortando os troncosAs árvores iam caindoAs queimadas foram surgindo,Os pássaros cantavam tristes;Ao ver seu mundo acabandoAs ninhadas o fogo queimando,Sem que nada pudessem fazer;A não ser voar pra longeNão tinham a quem recorrer.O homem malvado não viaQue tudo aquilo que faziaEra só destruição,E nem prestava atenção!Que a cada dia diminuíaO cantar dos passarinhosNos bosques do meu sertão.Ouvi um piado tristeQue de um galho ecoouEra um pássaro solitárioQue vendo seu ninho tombadoDeu aquele piadoTal como um grito de dor.Querendo então saberQuase sem perceberAo passarinho fui perguntando.Passarinho, passarinho,O que foi que aconteceu?Ele por não saber falarCertamente assustadoBateu azas e saiu voando.Ao ver o triste quadroTodo apiedadoTomado pela emoçãoGritei pro passarinhoPara não ficar triste nãoQue mandaria fazer sua covaDentro do meu coração.Desse dia então pra cáPassei a entoarEsses versos em cançãoPara poder suportarA tristeza de não ouvir cantarA passarinhada a alegrarOs dias do meu sertão.[Passarinho, passarinho...O que foi que aconteceu?Passarinho, passarinho,O que foi que aconteceu?Ele não sabia falar,Bateu azas e voou...Ele não sabia falar,Bateu azas e voou...Passarinho, passarinho...Ai...Não fique triste não,Passarinho, Passarinho,Ai...Não fique triste não,Que eu mando fazer sua covaDentro do meu coração.Que eu mando fazer sua covaDentro do meu coração.]A NATUREZARoberto Pinheiro AcrucheAh... A natureza.A natureza é linda.A natureza é bela.A natureza é maravilhosa.Ninguém vence a natureza.A natureza é forte.Ninguém pode com a natureza.Estão destruindo a natureza!Mas ela se impõe.Ela reage.A natureza criaA natureza vivaA natureza mortaAssim fez a natureza.Que natureza!NA MINHA TERRARoberto Pinheiro AcrucheNa minha terra é assimNa minha terra é diferenteNa minha terra é desigualNa minha terra é de tal modoNa minha terra é dessemelhanteNa minha terra é pra valerNa minha terra não tem disso nãoNa minha terra, há... Na minha terra...Não tem nada igual.
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A ReligiãoA religião chegou em São Francisco de Itabapoana juntamente com o processo de Colonização.Aliada ao reino português, a Igreja Católica lançou-se à tarefa da colonização do Brasil com tanta eficácia, que se transformou numa das mais sólidas e rígidas instituições do país.Com os Jesuítas catequizou e com a Inquisição policiou.Não desconhecendo que os indígenas, os primeiros habitantes, acreditavam na existência de uma entidade superior, poderosa e boa os acompanhava. Tinham seus Pajés e a eles ficava a missão de conduzir as atividades religiosas e rituais da aldeia, cuidar dos enfermos e medica-los, ensinar a tribo as suas lendas e tradições de sua gente. Acreditavam no feitiço e tinha os Pajés à fama de grandes feiticeiros. A Igreja Católica que ainda tem o maior número de adeptos no Brasil, teve nesta região erigida a sua primeira capela, quando em 1538, Pero de Góis ao instalar a Vila da Rainha edificou a capela de Santa Catarina, no pontal sul do rio Itabapoana e que era a matriz da primitiva freguesia.Depois deste feito, os registros apenas mencionam que o santo sacrifício da missa era celebrado em diferentes oratórios, que fazendeiros abastados mandavam construir em suas propriedades. A mais antiga capelinha que se tem notícia de sua construção foi a da fazenda Barra Seca, entre os anos 1760 a 1765.Nenhum outro registro foi encontrado que pudesse assegurar a construção de outra capela ou oratório entre o período de edificação da capela de Santa Catarina, por Pero de Góis e a capela da fazenda Barra Seca, assim como após o ano de 1765, o único dado concreto, é que em 1853 foi iniciada a construção da matriz de São Francisco de Paula.A matriz de São Francisco de Paula que chegou a ser considerada como um templo de construção superior e vasto para época, teve sua obra iniciada graças a alguns donativos e sob os auspícios de uma diretoria escolhida entre os benfeitores, e sua conclusão data do ano de 1856, mesmo ano em que foi instituída a Freguesia, hoje cidade de São Francisco de Itabapoana.Na época o cálculo feito para construção da igreja chegava a oito mil contos de réis, mas os donativos para sua construção talvez não chegassem à terça parte desta soma.Francisco José Rodrigues Fernandes, que tinha em sua fazenda um oratório considerado como sendo um dos mais antigo e primeiro construído nesta região, (não há uma data precisa), estando muito grato pela indicação do nome de São Francisco de Paula, Santo de sua devoção e predileção, como padroeiro; e ainda haverem aceitado para a igreja em construção a própria imagem que tinha em seu oratório, abriu a bolsa e, pois a disposição dos operários os recursos, como se estivesse construindo uma casa de sua propriedade.É bem verdade que ele fazia a despesa a título de empréstimo, e com a condição de a diretoria cotizar-se para o indenizar, caso não houvesse mais doações para o acabamento da obra. Porém essa segurança ou esse compromisso foi pró-formula, porque aqueles membros não assinaram qualquer obrigação, e nem ele, o financista tratou de obter tal segurança.Causava na época grande admiração o dizer-se que no sertão de Cacimbas tinha-se feito em três anos, tal edifício, e com todas as proporções de freguesia, diante de sua grandeza.Na verdade deve-se a dois homens tão rápida conclusão. A Francisco José Rodrigues Fernandes porque concorreu com o dinheiro indispensável para as despesas, e ao capitão Joaquim Alves da Hora, porque administrou a obra, fornecendo ainda a sua casa para refeição e pousada, no que sofreu grande desfalque nas suas economias.Estes dois beneméritos e instituidores desta matriz, por justiça deveriam ser lembrados em todas as ocasiões comemorativas.Francisco José Rodrigues Fernandes nasceu no ano de 1788 e Joaquim Alves da Hora em 1793.O corpo da Igreja foi fechado à custa do cofre provincial, sobre as paredes mestras levantadas conjuntamente com a obra da capela.O primeiro vigário interino que a veio administrar em 1859 foi o padre José Antunes de Menezes e Silva, natural da cidade de Campos, considerada uma das glórias dos sacerdotes campista, sendo sucedido em seu ministério pelo vigário Antonio Domingues Valiengo.Este templo majestoso que na ocasião havia deixado muita gente surpresa, depois de alguns anos, abandonado sem qualquer manutenção e reforma, e com suas estruturas abaladas foi derrubado em 1947, para dar lugar a construção do novo templo, cujo início se deu em 25 de maio de 1947, com o lançamento da pedra fundamental, sendo inaugurado no ano de 1951.Para construção dessa nova Igreja foi formada uma comissão que ficou assim composta: Presidente – João Buechem; Vice-Presidente – Simão Mansur; Tesoureiro – Said Alexim; 2º Tesoureiro – André Pereira Rangel; Secretário – Benício Andrade; Procurador – Alédio Antônio Alexim; Comissão de Finanças – Amélia Buechem, Maria Estela da Mota Rangel e Padre André Vd Arend.Em 10 de julho de 2000 foi instituída a Paróquia de São Francisco de Paula, sendo Bispo Dom Roberto Gomes Guimarães e Administrador Paroquial os Padres Maxwell Santos Almeida e Alfredo Rosa Borges. O Padroeiro da Cidade, São Francisco de Paula.Nasceu na pequenina cidade de Paula, na Calábria em 1416, filho de Tiago, homem religioso e de muita fé, que tirava do campo o sustento da família e buscava na oração, jejum, penitência e boas obras a santificar-se. Sua esposa, Viena, era também virtuosa, acompanhando-o sempre em suas disposições. Sendo eles devotos de São Francisco de Assis denominou o seu filho mais velho de Francisco em homenagem ao santo, como prometera.Ainda bebê, Francisco adoeceu e perdeu a visão de um dos olhos; seus pais recorreram a São Francisco de Assis e prometeram que, se o menino fosse curado, logo que a idade permitisse, o vestiria com o hábito franciscano e iria passar um ano em um convento de sua ordem. O então bebê Francisco milagrosamente foi curado e cresceu em graça e santidade, espelhando-se no seu pai seguindo-o desde cedo na oração e penitência. Quando completou treze anos, entrou em um convento franciscano para cumprir a promessa dos seus pais. No convento ele aprendeu o amor pela oração e pela mortificação, a humildade e a obediência. Embora não sendo obrigado a isso, praticava as regras religiosas com tanta exatidão, que se tornou exemplo até para os frades mais experimentados. Passado um ano, ele foi peregrinar por Assis, Roma e outras cidades de devoção juntamente com seus pais. Ao retornar a Paula, ele foi para um lugar retirado na propriedade de seu pai para viver em solidão e depois encontrou uma caverna perto do mar onde foi viver por seis anos, dedicado à oração e à mortificação.Em 1435, quando já havia completado 19 anos, dois companheiros se uniram a ele no retiro e para acomodá-los construiu três celas e uma capela. O número de discípulos foi aumentando e, em torno do ano de 1454, conseguiu obter do Arcebispo de Cosenza permissão para construção de um mosteiro no alto de um monte próximo a Paula e de uma igreja.O modelo de vida, adotada por Francisco e seus religiosos caracterizava-se por uma extraordinária severidade. Eles observavam a abstinência e viviam em extrema pobreza. A marca da ordem era a humildade. Em 1474, Sixtus IV lhe deu consentimento para escrever a regra da comunidade e para assumir o título de eremitas de São Francisco; essa regra foi aprovada por Alexandre VI, que então deu o nome de “Mínimos” para a ordem. Depois de aprovada a ordem, Francisco fundou mosteiros na Calábria e na Sicília. Estabeleceu um convento para freiras e uma terceira ordem para os leigos, seguindo o exemplo de São Francisco de Assis.Quando ainda menino, durante sua estada no convento, certo dia o sacristão mandou-o precipitadamente apanhar brasas para serem colocadas no turíbulo, mas não lhe explicou como faze-lo. Ele com toda simplicidade as trouxeram em seu hábito, sem que este se queimasse. De outra feita, estando encarregado da cozinha, colocou os alimentos na panela e esta sobre o carvão, esquecendo-se de acendê-lo. Indo em seguida para a igreja rezar, não se dando pelo fato. Um outro membro do convento ao passar pela cozinha e ver o fogo apagado, chamou-o e perguntou se a refeição estava pronta, respondendo Francisco que sim. Chegando a cozinha, encontrou o fogo aceso e os alimentos devidamente cozidos.Ele tinha o dom da profecia, tendo previsto a captura de Otranto pelos turcos em 1480 e a sua recuperação pelo rei de Nápoles. Quando Luis XI, rei da França, adoeceu, tendo esse conhecimento dos muitos milagres praticados por Francisco, enviou uma comitiva para a Calábria para levar o santo à França afim de curá-lo com um milagre. Foi necessária a intervenção do Papa para Francisco ir, mas, ao invés de curá-lo, preparou-o para aceitar a morte. Carlos VIII, sucessor do rei, tinha tanta admiração por Francisco, que durante o seu reinado manteve-o próximo à corte e freqüentemente o consultava. Luis XII, que sucedeu o Rei Carlos em 1498, tinha a mesma admiração por Francisco e não permitiu sua volta à Itália, temeroso de perder seus conselhos e direcionamento.Durante a construção do mosteiro e da igreja, que deu origem a ordem dos Mínimos, como em outras posteriores, muitos milagres atribuídos a Francisco foram testemunhados pelos habitantes da cidade, ricos e pobres, nobres e plebeus. Enormes pedras saiam do lugar à sua simples voz, pesadas árvores e pedras tornavam-se leves para serem removidas ou transportadas, alimentos que mal dava para um trabalhador alimentavam vários. Ocorrendo esses casos e à medida que as informações chegavam a população, mesmo pessoas doentes iam participar das construções e se viam curadas.“Não há espécie de doenças que ele não tenha curado, de sentidos e membros do corpo humano sobre os quais não tenha exercido a graça e o poder que Deus lhe havia dado. Ele restituiu a vista a cegos, a audição a surdos, a palavra a mudos, o uso dos pés e mãos a estropiados, a vida a agonizantes e mortos”.Dentre os muitos mortos que ele ressuscitou, está seu sobrinho Nicolas, que queria ardentemente fazer-se monge na ordem que seu tio havia fundado, o que se opôs tenazmente sua mãe. O rapaz adoeceu e morreu. O corpo foi levado à igreja do convento, e Francisco pediu que o conduzissem à sua cela. Passou a noite em lágrimas e orações, obtendo assim a ressurreição do rapaz.No dia seguinte, de manhã, quando sua irmã foi assistir ao sepultamento do filho, Francisco perguntou-lhe se ela ainda era contra que ele se fizesse religioso. “Ah!” – disse ela em pranto – “se eu não me tivesse oposto, talvez ele ainda vivesse”. – “Quer dizer que você está arrependida?” – insistiu Francisco – “Ah, sim!” – Francisco trouxe-lhe o filho, completamente são e salvo, que a mãe abraçou em tamanha choradeira, concedendo a licença que havia recusado a dar.Outro caso de grande repercussão foi da ressurreição de um homem que havia sido enforcado três dias antes pela justiça.Porém, o fato mais extraordinário, e que segundo se tem conhecimento só ocorreu com Francisco, foi o de ter ele ressuscitado uma mesma pessoa duas vezes. Trata-se de um habitante de Paterne chamado Tomás de Yvre, que trabalhando na construção do convento dessa cidade, foi esmagado por uma árvore. Levado a presença de Francisco, este lhe restituiu a vida. Tempos depois o mesmo Tomás, caiu do alto do campanário, espatifando-se em baixo. Mais uma vez Francisco restituiu-lhe a vida.Foi justamente nesta época que lhe apareceu o Arcanjo São Gabriel, seu protetor e da nascente Ordem, quando o recomendou que usasse como emblema de sua ordem a palavra Caridade. Francisco passava praticamente as noites em prece, às vezes comia a cada oito dias, tendo passado uma quaresma inteira sem alimento, à imitação de Nosso Senhor. Seu hábito era de tecido grosseiro, que ele usava dia e noite, mas apesar disso exalava um agradável odor. Seu semblante sempre tranqüilo e ameno parecia não ressentir das austeridades que praticava, nem refletia os efeitos causados pela idade, pois era cheio, sereno e rosado.Francisco, entre outros grandes carismas, era dotado de uma graça especial para obter de Deus o favor a maternidade para as mulheres estéreis. Muitos milagres desse gênero foram testemunhados.Francisco livrou do jugo diabólico muitas pessoas. Os demônios não podiam resistir-lhe.Faleceu aos 91 anos de idade, numa sexta-feira santa, 2 de abril do ano de 1507, durante a leitura da Paixão segundo São João, que ele havia pedido para que lessem.“Não houve jamais mal, por maior e mais considerável que parecesse, que pudesse resistir à sua voz ou ao seu toque. Acorria-se a ele de todas as partes, não só um a um, mas em grandes grupos e às centenas, como se ele fosse o Anjo Rafael e um médico descido do Céu; e, segundo o testemunho daqueles que o acompanhavam ordinariamente, ninguém jamais retornou descontente, mas cada um bendizia a Deus de ter recebido o cumprimento do que desejava”.Em 1519, Leão X canonizou São Francisco.Em 1562, cinqüenta e sete anos passados de seu falecimento, os Huguenotes, protestantes calvinistas, durante as Guerras de Religião, como ele próprio havia predito, invadiram o convento de Plesis, onde estava enterrado, abriram sua tumba e encontraram o seu corpo incorrupto. Sem se comover em vê-lo em tão perfeito estado, eles arrastaram e queimaram o seu corpo com a madeira de um grande crucifixo da igreja.Em 1943, como muitos dos seus milagres estão relacionados com o mar, foi declarado patrono dos marinheiros.Oração: Ó gloriosos São Francisco de Paula que tanto vos aprofundastes na humildade, único alicerce de todas as virtudes, alcançando através dela um grande prestígio junto de Deus, a tal ponto de jamais lhe terdes pedido graça alguma que prontamente não vos fosse concedida. Aqui venho aos vossos pés para suplicar-vos extingais do meu coração todo afeto de soberba e vaidade e em seu lugar floresçam os preciosos frutos da humildade para que possa ser verdadeiro devoto e imitador vosso e merecer o grande patrocínio que de vossa eficaz intercessão espero e rogo me alcance de Deus a graça de que tanto necessito não sendo contra a vontade do Altíssimo. Amém.Pai Nosso; Ave Maria e Glória ao Pai.Matriz de São Francisco de Paula inaugurada em 1951.“Dia do Padroeiro - 02 de abril”Na freguesia de S. Sebastião (hoje Barra do Itabapoana) em princípio não havia um templo ou igreja propriamente dito. Benzeu-se um prédio existente no local onde se praticava os atos paróquias. Os moradores projetavam levantar uma igreja e para isso já tinha um lugar marcado e benzido, o que foi concretizado em 1857, com a instituição oficial da freguesia, conforme consta do decreto: “Fica criada a freguesia de São Sebastião do Itabapoana, no município de São João da Barra, servindo de matriz o templo construído às expensas do povo na povoação da Barra do Rio Itabapoana”.Matriz de São Sebastião Padroeiro de Barra do Itabapoana“Dia do Padroeiro 20 de janeiro”Até meados do século XVIII, o Estado controla a atividade eclesiástica na colônia, responsabiliza-se pelo sustento da Igreja e impede a entrada de outros cultos no Brasil, em troca de reconhecimento e obediência.Em 1759, os Jesuítas são expulsos do Brasil em razão do agravamento dos conflitos entre os colonos e padres por causa da escravização dos índios.A primeira missão evangélica no Brasil aconteceu em 1557 quando chegou ao Rio de Janeiro três pastores e quatorze estudantes enviados pela Igreja Reformada de Genebra. Vieram para cuidarem da vida espiritual dos franceses e pregar o evangelho para os índios. Esta missão durou dez anos. Encerrando suas atividades quando o chefe da colônia francesa Nicolau Durand de Villegaignon, o mesmo que havia pedido a vinda dos missionários, revoltando-se contra o evangelho, acabou com a missão em 1567 após matar cinco dos seus pregadores.-Também com os holandeses em 1624, vieram alguns pastores, que tiveram de paralisar os trabalhos quando das mudanças políticas ocorridas.-Em 1810 com o tratado feito entre o Brasil e Inglaterra, o Governo brasileiro concedeu permissão aos evangélicos ingleses residentes no Brasil de realizarem cultos em casas residenciais, mas somente para os ingleses, não sendo permitida a atividade missionária.-Em 1863 pastores alemães começaram a chegar no Brasil, principalmente das Igrejas Luteranas para servir os alemães emigrantes.-Dos Estados Unidos, em 1847, grupos do Sínodo de Ohio, Missouri e outros estados daquele país organizou o seu trabalho no Brasil.-A Igreja Metodista Episcopal, instalou-se no Rio de Janeiro em 1835; e a primeira Igreja Presbiteriana foi instituída em 1862, no Rio de Janeiro.-A Igreja Batista teve seus trabalhos iniciados no Brasil em 1871 e a primeira Igreja Batista brasileira foi organizada em 1882, mas o primeiro templo só foi inaugurado em 21abril de 1898.Somente a partir de 1890, após a proclamação da República, foi decretada a separação entre Igreja e Estado e a garantia de liberdade religiosa.Daí, somente em 1910 é que vieram acontecer as primeiras iniciativas para a instalação de uma Igreja Evangélica em território sanfranciscano. O que foi precedido de atos de intolerância religiosa, especialmente dos fazendeiros, que muito dificultou a vinda dos primeiros missionários batistas para essa região. Entre esses acontecimentos, aquele que mais causou repercussão, foi quando Salomão Ginsburg, culto pastor americano estava em Barra do Itabapoana em fevereiro de 1910 em missão evangelizadora, a qual foi interrompida; por insultos, tentativas de agressões e destruições, conforme telegrama do missionário ao então delegado de São João da Barra, Sr. Joaquim Neves, que inclusive foi publicado no jornal “Diário da Manhã” daquela cidade em 15 de fevereiro de 1910, com o seguinte teor: ”Grupo de fanáticos insultou, interrompeu minha missão. Refugiado casa de sub-delegado; ontem numeroso grupo de fanáticos atacou casa, destruindo porta, janelas, telhado, escapando ser assassinado devido heroísmo sub-delegado e família. Minha vida em perigo. Autoridade sem forças para garantia. Peço providências urgentes. (a) Salomão Ginsburg.” Esse missionário foi quem introduziu o Protestantismo no território de São Francisco de Itabapoana, rompendo os seculares preconceitos, tremendamente difícil de ser transpassado, e graças à sua bondade, a sua simpatia, expandiu seu ideário religioso. Na verdade, a vida deste religioso, sua devoção, seu trabalho, sua história é um livro a parte.A primeira Igreja Batista instituída na região, hoje município sanfranciscano, se deu em Barra do Itabapoana em 1916 e o segundo Templo Batista foi inaugurado em 20 de abril de 1924 em São Francisco de Paula, mais precisamente na localidade de Fazendinha.A partir do ano de 1930, o projeto desenvolvimentista e nacionalista de Getúlio Vargas incentiva a Igreja Católica a valorizar a identidade cultural brasileira, o que resulta na expansão de sua base social, tanto para as classes médias e camadas populares. A instituição então apóia os Estado Novo em 1937, em 1952 cria-se a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 1960 cria-se a Juventude Universitária Católica, em seguida as Comunidades Eclesiais de Base, culminando com a ruptura entre Igreja e Estado a partir de 1968, devido o Ato Institucional nº 5 (AI-5).Com a promulgação da Constituição de 1988, o culto religioso passa a ser livre, conforme instituiu o inciso VI do Art.5º da Carta Magna: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantia, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias”. Sem a intolerância de outrora, que provocou vários incidentes, ver-se hoje em São Francisco de Itabapoana instalados templos, igrejas, capelas, casas de orações dos mais diversos seguimentos religiosos:Católicos; Luteranos; Batistas; Metodistas; Presbiterianos; Pentecostais, como: Congregação Cristã, Assembléia de Deus, Evangelho Quadrangular, as Igrejas Deus é Amor, etc.; Neopentecostais: Igreja Universal do Reino de Deus, Renascer em Cristo, Sara Nossa Terra; Cristãos Independentes: Adventistas e Testemunhas de Jeová; Religiões Afro-Brasileiras e Espiritismo. Igrejas CatólicasParóquia de São Sebastião em Barra do ItabapoanaAo fundar a Vila da Rainha em 1538, Pero de Góis que era o donatário da Capitania de São Thomé erigiu a Capela de Santa Catarina que em conseqüência foi o primeiro templo religioso edificado no território municipal.Esta capela acabou por ser destruída pelos índios quando revoltados queimaram toda a Vila e os canaviais plantados pelos colonizadores. Assim como destruíram as demais edificações existentes.Confundem na verdade alguns historiadores quando denominam a primeira capela como de Santa Catarina das Mós. Esta sim foi edificada pelo filho de Pero de Góis, Gil de Góis; quando herdou a Capitania e fundou a Vila de Santa Catarina nas imediações da Serra das Mós as margens do rio Itapemirim.Em 1857, a comunidade itabapoanense construiu com seus próprios recursos um templo devotado a São Sebastião. E dizem que por influência do Capitão Pereira Viana e outros devotos do Santo. Quando também foi criada a freguesia de São Sebastião do Itabapoana, servindo o referido templo de matriz.Alguns historiadores atribuem aos Padres Jesuítas em missões pela região, a criação da capela, o que entendo ser um equívoco, tendo em vista que os Padres Jesuítas foram expulsos em 1759, e em meados dos anos de 1800 não mais estavam em missões no País. Quanto à construção da igreja com recursos da comunidade não paira qualquer dúvida, todos os registros históricos assim revelam. O que não ficou muito claro foi o porque da troca da padroeira Santa Catarina pelo novo Padroeiro.Daí a suposição mais provável da influência do Capitão Joaquim Pereira Viana, que era residente em Barra e proprietário da Fazenda São Sebastião do Itabapoana.A Igreja foi construída com fundos para a beira rio e a frente dando-se para o sobrado de José Gastão Simões, onde por muitos anos ocorreram todos os atos paroquiais.Em 1956, membros da família Mansur, de tradição política e histórica em Barra do Itabapoana, acharam por bem construir um novo templo, melhor localizado e para adequar as condições exigidas à época. Assim no dia 09 de março foram iniciadas as obras, sob a orientação técnica do Frei Cipriano Douma, também engenheiro autor do projeto, com a colaboração do Padre João Diniz, Padre Guilherme Buís e Padre Umberto. O mestre de obra foi o senhor Tutuca, e os demais foram: Senhor Dirceu Mota, famoso carpinteiro, trabalhava no estaleiro em Barra; Luiz Bastos, também oficial de carpintaria e outras pessoas da comunidade.A construção perdurou por quatro anos e sua conclusão se deu no dia 12 de janeiro de 1960.A inauguração da nova Igreja foi realizada com uma grandiosa festa, com a presença de inúmeras autoridades civis e religiosas. As bênçãos foram dadas pelo Bispo Don Antônio de Castro Maia, sendo na época uma das maiores igrejas da região.Durante muitos anos a Igreja esteve sob a direção da paróquia de Morro do Coco, administrada pelos Padres Carmelitas, depois passou para a paróquia de Travessão de Campos, São João da Barra, São Francisco de Itabapoana e no dia 27 de abril de 2003 foi à mesma elevada a condição de Paróquia, ato em que estiveram presentes; o Bispo Roberto Guimarães; o Pároco Padre Antônio Marcelo R. dos Santos; o Padre Maxuel da paróquia de São Francisco; Irmãs Salezianas; Seminaristas; o Prefeito de São Francisco de Itabapoana Pedro Jorge Cherene e a Comunidade Católica em Geral, formando entre eles, os meus amigos Efraim Luiz Louro da Silva e Emanoel Cardoso Rangel. Igreja de Santo Antônio – Praça João Pessoa“Dia do Padroeiro 13 de junho”Igreja de São Jorge em Imburi de Cacimbas“Dia Comemorativo - 23 de abril”Gruta de São Jorge situada ao lado da Igreja em Imburí de Cacimbas, inaugurada no dia 20 de abril de 1996. O projeto, a administração da construção, e a decoração, foram efetuados pelo autor deste livro, assim como a pracinha da igreja que ora existe.Igreja de N. Sª Aparecida – Volta Redonda.“Dia da Padroeira 12 de outubro”Igreja de Santo Amaro – Macuco - (dia 15 de janeiro).Igreja de N. Sª da Penha – Localidade de Sta. Rita –RJ 224.“Dia Comemorativo (móvel), uma semana após a Páscoa”– Mês de Abril.Anualmente a procissão de N. Sª dos Navegantes em Guaxindiba é acompanhada por centenas de devotos, pessoa de toda a classe social, das mais diversas localidades, cidades e região que vem a Guaxindiba para participar da procissão. É um dos maiores e mais tradicional ato de fé que acontece no Município.Procissão Marítima Praia de Guaxindiba“Nossa Senhora dos Navegantes”Igreja de N. Sª dos Navegantes em Guaxindiba.“Dia da Padroeira - 02 de fevereiro”A pracinha foi construída com parte do material fornecido pelo Prefeito João Francisco de Almeida e parte, assim como toda mão-de-obra, fora custeada pelo autor desta obra. Nova Igreja de N. Sª dos Navegantes em Guaxindiba.Por volta do ano de 1956 os pescadores se reuniram com a finalidade de construir uma capela na comunidade em devoção a Padroeira N. S. dos Navegantes. O senhor Carlos Carvalho Coutinho, mais conhecido como “Carlos Marinheiro” procurou em nome dos demais pescadores o senhor Said Alexim, proprietário da área onde se pretendia construir a capela com o intuito de adquiri-la, tendo este, no entanto feito à doação para que se concretizasse a tão feliz iniciativa.No ano de 1962 com as obras concluídas foi ali rezada a primeira missa pelo Padre Humberto, não tendo ainda a imagem de Nossa Senhora dos Navegantes que foi doada por uma devota de nome Raulla, e colocada no altar no dia 29 de janeiro de 1963, sendo esta data o último domingo do mês. Daí que por muito tempo se comemorava na localidade, no último domingo de janeiro de cada ano, o dia da padroeira, o que mais tarde foi corrigido para 2 de fevereiro, dia oficialmente reconhecido pela Igreja Católica.Desde então, a festa de Nossa Senhora dos Navegantes tornou-se uma tradição, com duas procissões, a marítima, quando os pescadores numa demonstração de fé e gratidão pela proteção recebida durante mais um ano, enfeitam artisticamente e com muito bom gosto suas embarcações, saindo pelo litoral, navegando, levando a imagem da Santa Protetora, num espetacular desfile náutico, não só pela beleza da ornamentação, mas também pela emoção que atinge a todos os participantes e assistentes, e a procissão terrestre com grande acompanhamento ao andor, também com muito bom gosto ornamentado, percorrendo as principais vias da comunidade. Passado os anos, e com o crescimento da comunidade e a participação cada vez maior do número de devotos, a capela se tornou pequena, concluindo-se sobre a necessidade de construir uma nova igreja. O terreno que havia sido doado comportava a nova obra; a partir de 1996, mais precisamente no dia 06 de julho iniciou-se a construção; vários eventos para captação de recursos foram realizados, muitas doações foram chegando, inclusive das comunidades vizinhas, e no dia 28 de janeiro de 1999 foi à mesma concluída, recebendo da primeira igrejinha que teve como fundadores, especialmente, os senhores Anízio Pereira e Manoel Carvalho Coutinho “Carlos Marinheiro” a imagem da Santa Padroeira que desde então passou a ocupar o altar do novo templo, que hoje tem como vigário o Padre Antônio Marcelo, como zeladora a senhora Ionice, e como ministros; Talles Lima e Mizael.Capela de N. Sª de Sant’Ana – Fazenda Sant’Ana.Considerada uma das mais antigas do Município, sem data precisa de sua construção, atribui-se ter sido erigida em torno do ano de 1850 e edificada por mão-de-obra escrava.“Data comemorativa - 26 de julho”Igreja de São José – em Morro AlegreAntiga igreja de São Pedro em Gargau.“Dia do Padroeiro - 29 de junho”Construída em 1902 pelo Capitão Crisanto, João de Almeida, José Leal, Antonio Silva Gomes e outros auxiliares, por quase 100 anos essa igreja que substituiu uma outra, mais antiga, que infelizmente não conseguimos colher maiores informações, reuniu a comunidade católica de Gargau, dos devotos de São Pedro até que em 1998, mais precisamente no dia 16 de maio, na residência do Tenente Coronel José Amilton Barreto da Silva, reuniu-se um grupo formado por onze casais, com objetivos de definir metas e prazos para angariar fundos a fim de ampliar as instalações da igreja, que medem 15 metros de cumprimento por 6,80 metros de largura e que já não atendiam mais o número de fieis nos dias de missas, casamentos e louvores. Esta reunião além da fé professada de cada fiel no Santo Padroeiro iniciou-se com todos os presentes postados de pé e de mãos dadas orando ao Espírito Santo de Deus. Após a oração, cada participante apresentou sugestões e em seguida, tomados de esperança, determinados e confiantes distribuíram as tarefas e assim começaram a trabalhar no sentido de ampliar e modernizar a igreja, para que essa pudesse abrigar o crescente número de devotos. Foram meses de trabalho, de busca, de reunião, de união, de preparação do projeto e de envolvimento para que se iniciassem as obras, o que aconteceu no dia 11 de dezembro de 1998. Os trabalhos foram intensos, dia a dia, mês a mês, e cada vez mais exigindo o empenho e a dedicação dos envolvidos, até que no dia 30 de setembro de 2002, o novo, belo, moderno e grandioso templo foi inaugurado. Os fieis encantados, os que conduziram todo o movimento estavam felizes, confortados pela conclusão de tamanha e corajosa tarefa, e os que ajudaram de alguma forma, emocionados com o resultado. Valeu a pena aquela reunião e por certo a oração elevada ao Espírito Santo de Deus por José Amilton Barreto da Silva e Ana Maria Alves da Silva, Antonio José Rocha Pinheiro e Alcinea Silva Pinheiro, Maria Emília Pereira Gomes, Cidiomar Rocha Pinheiro e Nelma Pinheiro da Silva, Amaro Anézio Barreto da Silva e Rosa Maria Barreto da Silva, Nelson Menezes Barreto e Ruth Ramos Menezes, Amarilson Barreto da Silva e Ana Claudia Bueno da Silva, Gelson Romão e Marlene Santos Almeida Romão, João Barros de Oliveira e Marinete Pereira de Oliveira, Manoel José Porto dos Santos e Adail Porto, Dimas Henrique Caetano Moreira e Jane Bueno Caetano. Outros foram integrando ao grupo, na medida em que o tempo passava, que as obras avançavam ou que eram solicitados. Pó várias vezes estive presenciando o andamento dos trabalhos e lá encontrava o meu amigo Altemar da Silva Barbosa. Quantas vezes assisti o empenho do meu amigo Herbet Lins e de outros incansáveis, inclusive na organização dos almoços comunitários, dos movimentos de sorteios para capitação de recursos, onde a comunidade marcava presença e deixava sua marca participativa. Nos dias dos almoços comunitários, eram muitas as famílias que não preparavam suas refeições em casa, para comprar as ‘quentinhas’ efetivando assim a sua contribuição. Era bonito participar e ver. Mas a história da Igreja de São Pedro e a participação dos fieis remota anos. No dia 6 de dezembro de 1971, vários membros da comunidade religiosa de Gargau reuniam-se na presença do Vigário, Frei Carmelo Carbone, com o objetivo de constituir a Irmandade de São Pedro da Igreja de Gargau, nada menos de oitenta e três participantes assinaram a ata na condição de fundadores. Definida a criação da Irmandade foi aclamada a sua primeira Diretoria que ficou assim constituída: Para presidi-la, a Senhora Cizínia Melo Menezes, veterana e dedicada zeladora da Igreja; na Vice-Presidência, a professora Lorialva Lima Andrade; na 1ª Secretaria, a professora Dulce Araújo de Menezes; 2ª Secretária, a professora Dalvia Maria Gomes Macedo e como 1ª e 2ª Tesoureiras, as senhoras Célia Barbosa de Souza e Maria da Penha Salim, respectivamente. Como membro do Conselho Fiscal, os senhores: Donato Barros de Menezes, José Gomes de Souza e Chrysantho Barros Menezes.Nova Igreja de São Pedro em Gargau – Construída no mesmo local da anterior e inaugurada no ano de 2002.Das imagens doadas a Igreja de São Pedro em Gargau, consta que a primitiva imagem do Santo Padroeiro foi doada pela comissão que construiu o templo em 1902. A imagem de N. S. das Graças, foi doada por Hélio Gaia Henriques; a de Santa Cecília, pelo professor Escobar; a de N. S. da Conceição, por Francisca Pereira; a de N. S. da Penha, por Francisca Cruz; a de Santa Terezina, por Maria Muylaert Andrade; a de N. S. de Fátima, por Marly Menezes Alexim; a do sagrado Coração de Jesus, por Donald Menezes; um dos sinos de bronze foi ofertado pelo Senhor Delson G. Araújo em 1950; o andor do Menino Jesus foi ofertado por Romilton Sales em 1975, que também doou uma Cruz de Madeira em 1976; a imagem do Menino Jesus de Praga, foi doada por Cizínia Melo Ramos; a imagem de São Pedro foi doada por um membro da família Salim e Lydia Albernaz Pessanha.Hoje o templo de São Pedro em Gargau é o maior existente no Município. As festividades do Santo Padroeiro de Gargau, que acontecem normalmente nos dias 29 de junho de cada ano, são uma das mais tradicionais, contando sempre com a participação dos devotos, principalmente na procissão, que percorre as principais ruas da localidade.Igreja de Santa Luzia em Bom Jardim“Dia da Padroeira 13 de dezembro”Igreja de São Salvador – Pedra SantaIgreja de São Miguel Arcanjo – SossegoIgreja de N. Sª de Fátima – em Santa Clara.“Data da Padroeira 13 de maio”Igreja de N. Sª dos Navegantes – Barra Velha – Gargaú.Igreja de Santo Antônio – Buraco Fundo – Gargau“Data do Padroeiro 13 de junho”Igreja de São Benedito – Gargau.Igreja de N. Sª de Fátima – Manguinhos.“Data da Padroeira 13 de maio”Igreja - BarrinhaIgreja do Menino Jesus de Praga – Coréia“Data Comemorativa 25 de setembro”Esta Igreja foi construída no ano de 1994, pelo então Prefeito de São João da Barra Ranulfo Vidigal Ribeiro, em terreno cedido pela senhora Genilda Campos Chagas que durante muito tempo sonhava com a construção de uma igreja no local.A imagem do Menino Jesus de Praga foi doada pelo Frei Raymundo que juntamente com o Frei Adilson atuaram por vários anos nesta região.Uma das crenças da população local é atribuir a construção da Igreja à queda expressiva da violência que antes existia na comunidade.Igreja de São Pedro de Alcântara sediada na Fazenda São Pedro.A Igreja de São Pedro de Alcântara está edificada numa das mais tradicionais fazendas da região, tendo pertencido ao Comendador André Gonçalves da Graça; homem que faz parte da história do território sanfranciscano, tendo sido além de grande proprietário e dono de engenho, um dos maiores mercadores de escravo da época, controlava um porto de desembarque de navios negreiros que vinham da África, na praia de Manguinhos, recebeu nestas terras o Imperador D. Pedro II, com sua morte, anos depois a fazenda foi vendida a integrantes da família Lima que a vendeu ao Deputado Simão Mansur, outro nome que também propiciou interessantes momentos da história sanfranciscana, próspero armador, atividade que deu início no ano de 1940, grande proprietário rural e um dos políticos mais populares até hoje, apesar de ter falecido no dia 13 de maio de 1978; hoje a fazenda pertence ao atual Prefeito de São Francisco de Itabapoana, Pedro Jorge Cherene. Que além de haver recuperado o prédio da igreja, mandou fazer restauração da antiga imagem de São Pedro de Alcântara, uma das relíquias do Município.Igreja de São Jorge – Buena“Data do Padroeiro 23 de abril”Igreja de Santo Amaro – Travessão de Barra“Data do Padroeiro 15 de janeiro”.Igreja de Santo Antônio em Ponto de Cacimbas (13 de junho)Igreja de N. Sª das Graças em Valão Seco“Data comemorativa 27/11”Fundada em 1981 por Agripino da Silva Leite em terreno de sua propriedade doando-a a comunidade. Em 27 de novembro de 1997 foi reinaugurada, após haver passado por total reforma. Sua primeira zeladora foi D. Maria Benedita e atualmente é cuidada por Gilciléia da Silva Leite. Anualmente festeja-se no local o dia da padroeira, com a presença dos devotos e a participação popular.Igreja de Santa Cruz em Valão SecoEsta Igreja foi fundada no ano de 1936.Igreja de Santo Amaro – Boca da Areia – Praça João PessoaIgreja Mãe da Eucaristia – Boa SorteUm fato recente e que provocou muita emoção, gestos de fé, curiosidades, comentários, notícias e devoção, foi à aparição de Nossa Senhora da Eucaristia no dia 21 de fevereiro de 1995, no local hoje denominado de Monte Santo.Naquele dia o senhor Sebastião Junqueira Ramos, muito conhecido por “Ned” avistou diante de si a imagem resplandecente de Nossa Senhora...Local onde ocorreu a 1ª aparição no dia 21/02/1995Esta aparição voltou a acontecer repetidas vezes e muitas são as pessoas que afirmam ter visto a Santa.A senhora Rosângela Pereira Rangel, disse tê-la avistado sobre a árvore que se encontra em frente à Igreja. O senhor Leopoldino Coutinho Rangel afirma ter visto a imagem na torre do templo que foi erigido no Monte Santo.Conversando com Júlio da Silva Ramos, este revelou que um certo dia, não sabe precisar bem a data, estava reunido com várias pessoas em volta da árvore, onde mais freqüentemente aconteciam as aparições, e ali orando, tendo ao seu lado uma criança, quando olhou para o alto, isso em torno das três horas da tarde, quando avistou um círculo, aparentando uma aliança muito dourada, parecia um ouro muito polido, tamanho era o brilho, e que girava rapidamente em torno do sol, e na medida que girava o sol ia ficando branco. Ficou pasmo, disse, não estava preparado para assistir tal fenômeno, principalmente quando viu, revela, o sol se dividir em duas partes, momento que se sentiu em outra dimensão em volta do grupo de oração. Muitas cores iam surgindo e as pessoas que ali estavam clamavam em alta voz, gritando e louvando. Um seu amigo que havia levado em companhia, de nome Rodrigo chorava copiosamente, dizendo estar vendo Nossa Senhora com uma linda coroa na cabeça e de mãos postas, das quais saiam raios de luz dourada em direção as pessoas que estavam orando.Conta ainda Júlio da Silva Ramos que em outra ocasião, um grupo de pessoas pertencente a famílias de Alegria dos Anjos, que morando no Rio de Janeiro, vieram a passeio e com seus familiares e amigos aqui residentes, sabendo da aparição, resolveram ir até o local para rezar o rosário, e quando estava no último mistério do rosário, ou seja, no 5º mistério glorioso, todos de olhos fechados, derrepente ao abrir os olhos, eram nove horas da noite mais ou menos, estava escuro, quando uma luz surgiu e veio em direção ao grupo, girando e dela saindo raios coloridos, chegando até bem próximo de todos, que paralisados, imóveis como se estivessem anestesiados ali permaneceram até que o fenômeno se desfizesse. Entre as pessoas que se encontrava no grupo, cita o de D. Ursula, que reside em Ponto de Cacimbas. Árvore onde ocorreram várias apariçõesAnualmente no dia 21 de fevereiro, dia da primeira aparição, os devotos se reúnem em festa e em oração agradecendo as bênçãos, fazendo e pagando promessas, e pedido graças à santa aparecida.Imagem de N. Sª da Eucaristia. Igreja Católica em DivisaIgreja do Anjo da Guarda – Alegria dos AnjosCapela de N. S. da Penha em Ponto da CruzIgreja Católica em Ladeira das PedrasIgreja Católica em Floresta de BarraIgreja de Santa Terezinha em Guarixima“Dia da Padroeira 1º de dezembro”Contam que a professora Dalva, que lecionava na escola local, era muito devota de Santa Terezinha e incentivou a construção da capela pela comunidade recebendo o apoio do senhor Arduíno e Durval Machado.Igreja de Santa Luzia em Brejo Grande“Dia da Padroeira 13 de dezembro”Igreja de Cristo Salvador em AmontadoSegundo a Dona Naldilha Pereira da Silva devota de Cristo e construtora da igreja, que foi inaugurada em 19/11/1983, em torno de 33 anos atrás, existia em Amontado uma capelinha de N. S. da Penha que com o decorrer do tempo ficou bastante avariada. Com isso resolveu o Padre Urbano Bento adquirir de Simão Mansur um prédio onde anteriormente funcionava uma escola (prédio visto ao fundo), ali instalando a igreja. D. Naldilha foi morar numa casa construída no terreno ao lado, com consentimento do Padre Urbano, ficando responsável pela igreja. Mais tarde, aí com a aquiescência do Padre Urbano e do Frei Samuel, resolveu construir um novo prédio, o que fez com os próprios recursos e para esta transferindo as imagens e as sessões religiosas. Hoje é zelador da Igreja o senhor Rosialdo Pereira da Silva, filho de D. Naldilha.Capela de N.S da Penha em Amontado (abandonada) e bastante danificada. Em sua parede frontal consta a seguinte inscrição: “N.S.P. I-I-LXX”Igreja de N. S. Aparecida em Santa TerrinhaConta o viúvo de D. Deminaide Costa, que certo dia ela teve um sonho e neste uma voz lhe dizia para que construísse um reino, e ela respondeu a voz; senhor eu não tenho condições, como vou fazer? E a voz lhe disse; ore e vai em frente. Isso a deixou muito impressionada, mas a dificuldade não lhe permitiu executar o que a voz lhe pediu através do sonho. Passado algum tempo, mais uma vez D. Deminaide voltou a ter o mesmo sonho, mais impressionada ainda, acreditando ser esta uma missão que lhe estava sendo confiada, apesar de não ter qualquer recurso, chamou o seu filho e pediu para roçar e limpar o local onde seria construída a igreja. Orando e contando para a pequena comunidade o que aconteceu, esta resolveu ajuda-la na construção da capela, contando ainda D. Deminaide, que não sabia ler, com o apoio de D. Jamile sua amiga e vizinha, que hoje juntamente com a D. Neuza Olegário zelam pela Igreja. A Imagem foi doada pelo senhor Djair atualmente morando no Rio de Janeiro, e anualmente no dia 12 de outubro, é realizado os festejos em louvor a Santa Padroeira.Igreja de Santo Antônio em Santo AntônioIgreja da Imaculada Conceição – Praça Imaculada“Data comemorativa do dia da Padroeira 8 de dezembro”Arídio Nascimento dos Santos foi quem construiu esta capelinha. Não sabendo ele precisar exatamente a data. Existia na localidade uma outra capelinha em frente a esta, onde hoje é rua, que foi construída pelo senhor Demétrio, morador nas terras que pertenciam à senhora Leodônia Porto Carvalho.Igreja de N. S. da Penha – Pingo D’ÁguaCapela de Nossa Senhora da Penha – Fazenda “Imburi”Esta Capelinha, ainda existente, retrata um passado de tradição religiosa, quando principalmente os fazendeiros abastados as construíam em suas propriedades, próximo aos casarões e/ou dos engenhos.Interior da Capelinha de N. Senhora da Penha – ImburíIgreja de N. Senhora Aparecida – Esquina.“Recinto” Santo Agostinho – EstreitoIgreja de Santo Agostinho – EstreitoIgreja de São Pedro em Barra do Itabapoana“Dia comemorativo 29/06”Estive conversando com Pedro Cirlenio Moreira Rangel, proprietário da fazenda e que mandou edificar em terras da mesma a Igreja de São Pedro no ano de 1984. Em princípio lhe perguntei: Você nasceu no dia de São Pedro? Ele me respondeu que não, que nasceu em 23 de outubro. Porque o nome Pedro e a devoção a São Pedro seriam só pela coincidência de nome? Quanto ao nome foi escolha dos pais, respondeu-me e não sabe exatamente porque; quanto a devoção é uma história que começou em 1984, numa excursão que fez a Europa em companhia da esposa D. Neide. Na verdade contou, essa excursão já era para ter acontecido antes por insistência do freguês e amigo João Evangelista Cardoso, mas somente em 1984 resolveu fazê-la. Período que ficou, quarenta e cinco, dias entre Portugal, Espanha, França e Roma na Itália.Foi uma excursão maravilhosa, disse-me, relatando minuciosamente cada passagem.Ao visitar em Roma a Basílica de São Pedro, a Neide chorava copiosamente, não resistia a emoção de estar ali, vendo e se encantando com as imagens esculpidas por Miguel Ângelo. Às cinco horas da tarde, mais ou menos, estava sentado quando viu São Pedro colocar a mão sobre a sua cabeça, o que logo provocou um desejo de voltar a Basílica, o que fez, tendo falado para a Neide: Vou voltar a Basílica, o que não causou a ela nenhuma estranheza, assim como não esboçou a mesma qualquer pergunta a respeito, estranho até, já que passaram boa parte do dia lá. Quando saia da Basílica, após este retorno, viu uma pessoa vendendo umas imagens de São Pedro feitas com cobre, adquirindo uma levando-a em seguida para que fosse benzida. Daí pra frente, a excursão já não era a mesma, passou a sentir uma saudade incontrolável de voltar para o Brasil, queria deixar tudo e voltar logo, como também sua vida não era a mesma; a partir desse dia, fatos foram ocorrendo, quer nas coisas mais simples do seu cotidiano como nos negócios, principalmente neste, quando passou a tomar iniciativas não comuns ao seu procedimento até então. Comprou a propriedade, onde edificou a Igreja, o que disse para a Neide que faria, caso conseguisse adquiri-la, e que antes havia recusado compra-la quando lhe foi oferecida pelo Michel Mansur; comprou seis caminhões de uma só vez, quando sua intenção era comprar apenas um; fez o percurso da serra entre as cidades de São Joaquim e Orleans, à noite, o que é praticamente impossível e ninguém teria coragem de arriscar, tendo durado intermináveis sete horas de viagem, tempo que a Neide, mais uma vez ao seu lado, passou chorando e rezando. Foi uma série de acontecimentos que fortaleceram suas convicções, que o levou a esta devoção, que já duram dezenove anos, criando em Barra do Itabapoana uma nova tradição; comemorar a cada 29 de junho, a data de São Pedro com festividades que crescem a cada ano.Esta história real e de fé alimenta nossa curiosidade e nos leva a altura do devaneio.Seria Pedro Cirlenio e Dona Neide uns predestinados? Têm eles uma missão sobrenatural aqui nesta terra? Que identificação tem os mesmo com S. Pedro? Todas estas perguntas são naturalmente frutos da imaginação. O que realmente é natural; é o que conhecemos deste casal amigo. Será que alguém teria respostas para este caso? Acredito que sim. Na verdade haveria muitas respostas; cada uma de acordo com a índole, cultura, formação e religiosidade do consultado. Bem! Se as respostas serão tantas quantas outras indagações poderão ocasionar, paramos aqui para desejar que São Pedro possa continuar oferecendo suas bênçãos e iluminando as vidas do Pedro e da Neide.Igreja de São João Batista em Batelão“Dia Comemorativo 24 de junho”As festividades comemorativas a São João Batista na localidade de Batelão, são uma tradição que perdura ha 40 anos. Antes da construção da atual Igreja, existia no lugar uma pequena capela de madeira onde se reuniam os devotos para as orações.No dia 24 de junho de 1989, quando mais uma vez se comemorava a data do Padroeiro, a comunidade se reuniu em mutirão, homens, mulheres e crianças, e com recursos próprios deu início à construção do novo templo o que durou por um ano e três meses.O terreno foi doado por D. Zilda, mãe do Mirinho Caldeira, sendo a imagem a mesma que antes era encontrada na capela de madeira.Padre Antônio Marcelo, da Paróquia de São Sebastião de Barra do Itabapoana é o vigário e conta a Igreja com Grupo de Oração, Grupo de Jovens, Adolescentes e Grupo de Música.Igreja de N. S. da Penha em Campo NovoIgreja de São Sebastião em Cacimbas“Data do Padroeiro 20/01”Comenta-se ter sido o fazendeiro João Maciel então proprietário destas terras na época que juntamente a outros construiu a igrejinha em 1927.Igreja de Santa Luzia na localidade de Santa Luzia“Dia da Padroeira 13 de dezembro”Igreja de N. S. Aparecida em AldeiaIgreja de São João em AldeiaIgreja de Santo Amaro em Santo AmaroDia do Padroeiro 13 de janeiro.Igreja de São Pedro na localidade de São Paulinho.Igreja de São Benedito em Lagoa Feia. “Dia do Padroeiro 05 de outubro”Igreja de São Benedito em Bom LugarMuitas outras, Igrejas, Capelas, oratórios sabemos existir em São Francisco de Itabapoana, cada uma com sua história, com sua lenda e fábula, tais como as que identificamos nesta obra. O que espero é que sejam contadas, cultuadas e sirvam para elevação da fé e do espírito dos seres envolvidos. É uma pena que não tive capacidade para identificar a todas.Igrejas BatistasA primeira Igreja Batista constituída no território sanfranciscano foi á de Barra do Itabapoana no ano de 1916.Dizem ter sido Joaquim David, apesar de ser; um cidadão simples e analfabeto; que trouxe o evangelho para Barra. Contam que certo dia, em razão de sua fé e credo religioso, foi vítima de alguns perseguidores, que se reuniram e bateram-lhe muito com bagaços de cana, que inclusive foi obrigado a moer para em si próprio usarem como chicote.A intolerância resultou em intermináveis perseguições: Diziam que os crentes se reuniam para fazer macumba; jogavam pedaços de paus e pedras nos telhados das casas onde se reuniam.Por outro lado, as próprias autoridades faziam vistas grossas e até apoiavam os perseguidores. Um certo delegado Gastão Fontão mandava proibir a ida dos crentes aos cultos.Muitos crentes tiveram que fugir para o mato e aí construírem seus abrigos, para livrar-se da sanha dos perseguidores. Uns foram para a localidade de Amontado, outros para Guriri.Em razão destas perseguições, pelo menos duas senhoras crentes, tiveram que dar à luz aos seus filhos escondidas nas matas.Quando acossado em Barra o missionário Salomão Gijnsburg, ia fazer um culto na casa do subdelegado, Francisco Nunes, pai de Cesário Nunes que havia se convertido. Quando estavam cantando, uma multidão chegou inesperadamente e aos gritos exigia que entregassem o missionário porque queriam matá-lo.O subdelegado pedia ao povo que compreendessem e que fossem embora, que os deixassem em paz. Mas a multidão enfurecida não atendia os seus apelos. Tentando ajudar o subdelegado, Salomão Ginsburg chegou a porta, mesmo sendo impedido e seguro pela filha de Francisco Nunes que não o deixava se aproximar por temer que o pior podia acontecer, ouviu-se vários tiros e as balas por pouco não atingiram os dois.A casa do subdelegado ficou praticamente destruída, quebraram tudo; portas, janelas e telhado.Dois conhecidos valentões da época, André Rosa e Manoel Eduardo Caetano, que também eram uns dos perseguidores acabaram se convertendo.André Rosa, um dia se dirigiu ao local onde se realizava o culto, chegando a cavalo, com chibata na mão e espora nos pés. Andava com uma espingarda e com capangas e juntamente com eles pronto para atirar assim que o “bicho” aparecesse. É que diziam que durante os cultos evangélicos aparecia o “bicho.” Como não viu o tal “bicho”, após ouvir o hino que estava sendo entoado disse o André “ Vim pra ver o “bicho” e não vi “bicho” nenhum. Agora vou seguir essa religião.” Convertendo-se dias depois.1ª Igreja Batista de Barra de ItabapoanaNa então freguesia de São Francisco, os católicos fizeram terrível campanha contra os evangélicos, usaram de tudo para humilhá-los e expulsá-los dali.Também o que se apregoavam sobre os evangélicos só podia provocar tudo o que realmente aconteceu!Uma vez invadiram a casa de oração quebraram o que havia e tacaram fogo, só restando um banco, muito queimado que por alguns anos ficou guardado como prova das perseguições que foram vítimas.Não conseguindo instalar na Vila a Igreja que planejaram e tanto queriam acabaram por construir na localidade de Fazendinha a primeira Igreja Batista de Cacimbas no ano de 1924.1ª Igreja Batista de São Francisco de ItabapoanaAqui funcionou a 1ª Igreja Batista de S. Francisco de Itabapoana e hoje abriga a Igreja Batista de Fazendinha.A 1ª Igreja Batista de São Francisco de Itabapoana é resultado da primeira Congregação Batista, na então freguesia de São Francisco, instalada na casa do senhor Antenor de Freitas, situada na estrada de acesso à localidade de Boca da Areia, hoje denominada de “Estrada Domingos Rangel dos Santos”.Ainda com um grupo muito pequeno a Congregação era freqüentemente alvo da intolerância religiosa, daqueles que mais cegamente se dedicavam a outra doutrina, e com manifestações perseguidoras aos cultos e a destruição das instalações tentavam impedir a evolução da nova religião que aqui chegava. Resolveu então o pequeno grupo de Batistas se reunir na casa do senhor Benedito Ribeiro Pinto, mais conhecido como “Benedito Gervásio”, situada próxima à chegada da “freguesia” hoje esquina da Rodovia Afonso Celso Ribeiro de Castro com Joaquim da Mota Sobrinho, na cidade de São Francisco de Itabapoana.Também ali não foi diferente, o grupo não teve tranqüilidade e fora mais uma vez perseguido. Não desistindo e não se deixando intimidar resolveu então construir uma Igreja e assim fizera na localidade de Fazendinha em área doada pelo senhor Francisco Ribeiro Pinto, mais conhecido como “Chico Gervásio” ou “Francisco Gervásio”, irmão de Benedito Ribeiro Pinto.Ainda durante a construção do Templo foram ensaiadas algumas tentativas para dificultar a sua realização.Finalmente no dia 20 de abril de 1924 foi a Igreja inaugurada; sendo o segundo Templo Batista instalado no Município, já que o primeiro foi erigido em Barra do Itabapoana, coroando de êxito a iniciativa do grupo de religiosos, que destemidos e determinados pela fé conseguiram finalizar a obra. O primeiro Pastor foi Antônio Soares Ferreira, pai do poliglota, professor e Pastor Ebenézer Soares Ferreira, uma das maiores culturas desta terra sanfranciscana. Pastorearam a 1ª Igreja Batista de São Francisco de Itabapoana, outros cultos e ilustres Pastores, entre os quais Fidelis Morales Bittencourt,O atual pastor é Admir Ramos da Cruz e entre outros antigos membros da Igreja encontra-se o senhor Olivier Rangel dos Santos, filho de Domingos Rangel dos Santos um dos primeiros membros da Igreja, e entre as senhoras; Rita Souza Freitas, Maria Amélia Raimundo, Edite Freitas Mota e Dinora dos Santos. Os cultos são freqüentemente realizados com a participação da Banda Alphalife, Kírius e o Coral PIB, todos compostos por membros da Igreja.A 1ª Igreja Batista de São Francisco de Itabapoana está hoje situada na rua Rita Maria Maron, 32 centro e tem 418 membros.Quanto ao antigo prédio, que abriga e registra importantes acontecimentos da história religiosa, vem sendo restaurado e acoberta agora a Igreja Batista de Fazendinha, instituída em 14 de maio de 1988 pelos Pastores Osvaldo Reis do Amaral Barros e Manoel Bento da Silva, contando com quarenta membros, tendo como Pastor Celso França e como Pastor auxiliar Eliezer Santos de Souza.Igreja Batista de GuaxindibaFundada em 05 de julho de 1970, a Igreja Batista de Guaxindiba, conforme consta da ata da sessão extraordinária, por volta de 1958, o evangelista José Gomes Martins Faial, mais conhecido por “José Áreas”, deu início a Congregação de Guaxindiba, instalada em sua própria residência.Em 1960 os membros da Congregação entenderam que deviam organizar uma igreja e para isso se mobilizaram.O próprio “José Áreas” fez a doação da metade do terreno, área escolhida para a construção do templo, a outra parte foi custeada pela Igreja Batista de São Francisco, na época ainda instalada em Fazendinha.No dia 3 de janeiro de 1970 foi iniciada a construção, sendo concluída em 3 de maio do mesmo ano.Em 5 de julho de 1970, às 15 horas foi realizada a inauguração da igreja que contava com vinte e sete membros, tendo como 1º Pastor Roberto Oliveira.Ao realizar sua sessão inicial, foram escolhidos e nomeados para Presidente: Manoel Bento da Silva; 1º Secretário: Jamil Daud Acruche e 2º Secretário: José Gomes Martins Faial, todos considerados seus principais fundadores.Decorrido os anos a igreja foi crescendo quer na sua estrutura física como também em número de membros, agora 122, e formando grupos importantes, tais como: União Feminina, onde se concentram as senhoras para estudo bíblico e organização de eventos sociais; Grupo Jovem e Grupo de Adolescentes.A Igreja que desde o ano 2000 vem sendo restaurada, ganhando inclusive nova fachada tem como zeladora Waldinéia da Hora, seu atual Pastor é Anísio César Silveira Souza e seus eventuais substitutos são: Adeilton Azeredo Motta, atual vice-presidente, e Gilberto Bernardo da Silva.Igreja Batista de Imburi de CacimbasSua fundação ocorreu em 12 de março de 1962 e seus fundadores foram: Idalina Queiroz de Miranda, Isabel Queiroz de Miranda, Antonio Queiroz de Miranda, Maria Miranda Cerqueira, Neuza Miranda, Astrogildo Peçanha Rangel, Maria Francisca da Silva Rangel, Senhorinha Miranda da Silva, Maria José dos Santos Cerqueira, Francisca Maria Lemos e Maria Queiroz Bentancor. Tudo começou quando a 3ª Igreja Batista de Campos recebeu um pedido da senhora Idalina Queiroz de Miranda, para que fosse, pelo menos uma vez mensalmente, realizado trabalho de evangelização na localidade de Imburi. O pedido foi submetido à votação e aprovado pela Igreja que encarregou os membros Benedito Gimenes, Israel Almeida e Cláudio Guimarães para a missão, que em princípio era realizada na residência da solicitante. No ano de 1970 a senhora Maria Miranda Cerqueira fez a doação de um terreno para a construção do templo da 1ª Igreja Batista de Imburi, hoje com 83 membros e sendo pastoreada pelo Pastor Ronaldo Serafim. Igreja Batista de Santa ClaraFoi fundada em 15 de agosto de 2001 por Manoel Bento da Silva contando hoje com 97 membros e seu Pastor é Isaias Rodrigues Martins.Em princípio os Batistas residentes em Santa Clara congregavam na Igreja em Sossego. Tendo em vista a distante caminhada que tinham de percorrer, às vezes mais dificultada pelas instabilidades da natureza, resolveram fundar a 1ª Igreja Batista de Santa Clara o que fizeram. Apesar de ainda não haver completado dois anos de fundação ver-se que é uma Igreja que começou com grandes perspectivas de crescimento.Congregação Batista - Barra Velha – GargauEsta congregação está situada na Rua Aciolino Manhães em Gargau desde o dia 19 de março de 1996 e o seu templo teve a construção iniciada em 1997 e concluída em 19 de março de 1998. Seu atual pastor é George Queiroz de Miranda e seu dirigente é o presbítero Cláudio Lobato. Seus fundadores foram: Manoel Bento, George Queiroz de Miranda, José Maria Torquato, Geraldo, Pedro Francisco da Silva, Maria da Graça de Oliveira Miranda, Soraia Alves Batista Torquato e Edenir Paes Leme. Em princípio um grupo de membros, especialmente alguns mais idosos pediram ao Pastor da 1ª Igreja Batista de Gargau para instalar a congregação em que não foram atendidos, resolvendo então pedir apoio ao Pastor Manoel Bento que resolveu atende-los, razão pela qual a congregação pertence à Igreja Batista do Sossego. 1ª Igreja Batista de GargauA 1ª Igreja Batista de Gargau foi fundada pelo Pastor Ebenezer Soares Ferreira há vinte anos. Não tinha na localidade uma Igreja Batista, tão somente uma igreja evangélica da Assembléia de Deus até então constituída.Os Batistas residentes em Gargau e os que ali veraneavam precisavam se deslocar até São Francisco para congregar. Assim decidiram pela sua constituição.Hoje seu Pastor é Alexandre Davi Pinto e conta com 35 membros.2ª Igreja Batista de GuaxindibaIgreja Batista Betel – CoréiaFundada em 1981 por: Alvelino, Dásio Rezende e Antônio Belo, disse Dona Neuza Resende que em razão da cura de Valdeia Caetano, que estava gravemente enferma, o senhor Dásio Rezende resolveu doar o terreno para construção do Templo. Seu atual dirigente é hoje o Pastor Herval da Silva.Igreja Batista Betel Nacional – TatagibaFundada no dia 01 de janeiro de 1987 por Senhorinha Maria da Silva, Deusenir da Silva Pinto, Pastor Euquisio Alves, Eri da Silva Mota e D. Sinhá.O Pastor Euquisio morava na localidade de Valão Seco organizou uma escolinha bíblica dominical na casa de D. Sinhá onde mais tarde passou a ser uma congregação. Nicácio Alvarenga proprietário rural na localidade fez doação de uma área para construção do templo, onde se instalou a igreja em 1987.1ª Igreja Batista de Bom JardimA 1ª Igreja Batista de Bom Jardim em princípio era uma congregação da Igreja Batista de Ponto de Cacimbas, sendo desta emancipada e tornando-se igreja independente há onze anos. Sua inauguração data-se de 31 de maio de 1992. Seus fundadores foram: Demerval Antunes, Selita da Silva Ferro, Ercila Antunes da Silva, Roseli Nogueira Santos, Jocelia da Silva Souza Santos, Nilson Gonçalves da Silva, Edina Regina da Silva Lopes Batista, Nadia da Silva Miranda. Seu atual pastor é Laumar Sidaco e consta-se que tem 50 membros. 2ª Igreja Batista de Travessão de BarraFundada em 1978, por Samuel Oliveira dos Santos, conta hoje a Igreja com 132 membros e seu Pastor é Nilton Belas Cunha. Templo Batista Manancial da Vida – Valão SecoFundado em 20 de outubro de 2001 pelo Pastor Oton Luiz de Jesus Cavanier e por Vera Lucia Carvalho M. Santos, Marcilene dos Santos Crisanto e Marina Gustavo Leite; tem a igreja 35 membros, tendo sido construída em área doada pela senhora Maria Francisca Ribeiro dos Santos; em princípio era uma congregação da Igreja Batista de Ponto de Cacimbas e com o crescimento desta, após quinze anos de existência foi organizada a Igreja.1ª Igreja Batista em Ladeira das PedrasFundada em 28 de dezembro de 1985, por Cazilda Pereira Henriques, Manoel do Nascimento Gomes Linhares, Jonas Ramos Carneiro, Maria das Neves Chaves Linhares, Alcindo Pereira Henriques, Maria da Penha Correia, Lúcia Magno Chaves Gomes, Noêmia Martins Carneiro e Maria das Neves Chaves Gomes. Tudo começou com um ponto de pregação na casa de Nobelino Fernandes através do pastor Ebenézer Soares Ferreira por volta do ano de 1964. Em 1977 foi transferido para a casa de Manoel do Nascimento Gomes Linhares, daí transformando-se em congregação da Igreja Batista de Boa Sorte e como pastor atuava Valdir Soares. Em 1984 o senhor Alamir Henriques de Souza fez a doação de uma área de terra para que fosse construída a Igreja e em 28 de dezembro de 1985 foi realizado o concílio de organização da igreja então presidida pelo Pastor Ari Santos Costa. Hoje com 91 membros a Igreja é pastoreada por Mário Alves da Cruz.Igreja Batista em Praça da FéContando hoje com 80 membros e tendo como pastor Antonio Jorge de Souza Neto esta igreja foi organizada em 1988 cujos congressistas em grande parte congregavam na 1ª Igreja Batista de Barra. Seus fundadores são: Darcilio Mota, Delva Mota, Darly Mota e Pastor Getulio Araújo Sobrero. 1ª Igreja Batista de Travessão de BarraHoje com 55 anos de existência esta Igreja teve como fundadores Francisco Sarlo, Leda Sarlo e o Pastor Virgílio Faria. A partir da 1ª Igreja Batista instituída em Barra do Itabapoana foi que surgiu a Congregação de Travessão e mais tarde a 1ª Igreja. Atualmente com cerca de 200 membros e tendo como Vice Moderadora Eliane Rodrigues, pode-se ainda dizer que desta Igreja surgiu a 2ª Igreja de Travessão, a Igreja Batista de São Paulinho e a de Praça da Fé. Igreja Batista de Ponto de CacimbasInstituída no dia 01 de dezembro de 1950 a Igreja Batista de Ponto de Cacimbas completa 53 anos de existência e teve como fundadores Nilo Oliveira Pessanha, João Oliveira Pessanha, Iolanino Oliveira Pessanha e Clarice Mayehoffer Pessanha. Seu atual pastor é Risomar dos Santos e congrega 50 membros. 1ª Igreja Batista – Minist. Diante do Trono – Praça João PessoaFoi fundada em 04 de novembro de 1984 por Antonio Trindade, Berenice Trindade e pelo Pastor Jader Rodrigues. Seu atual pastor é Nilton Porfírio do Nascimento. A Igreja tem 60 membros.Congregação Batista em Ponto da Cruz – CarrapatoA Congregação Batista situada na Estrada de Nova Belém foi fundada no dia 19 de setembro de 1996 por Domingos José Vieira, Paulo Menez, Carlos Ferreira Gomes, Enéias Menez, Alaildo, Nélio, Marcos, Isaque, Dário, Marcos Rosa Vieira, Levi Lemos Vieira, Simão Pedro, Denerval, Genivaldo Menez, Janilson, Eneias Junior, Celita, André José Vieira, Elza, Conceição, Thainá, Maria José, Odete Vieira, Tânia e Carlinho. A construção do prédio foi feita em terreno doado por Domingos José Vieira e com a colaboração de várias pessoas que doaram o material empregado e outros que participaram do mutirão. A Congregação conta com treze membros e seu Pastor é Natalício José da Silva.Igreja Batista em Nova Belém A Igreja Batista em Nova Belém foi fundada em 20 de setembro de 1959 pelo Missionário David Gomes da Costa juntamente com Rosa Gomes dos Santos, Dora Gomes dos Santos, Dioneia Gomes dos Santos, José Veiga da Silva, David Veiga dos Santos, Ana Osmida da Hora, Maria Odete Vieira, Pedro Nolasco Vieira, Josué Veiga dos Santos, Manoel Ribeiro da Hora, Domingos José Vieira, Manoel Terra, Paulo Menezes, Abraão dos Santos, Julia Gonçalves, Éster Menezes e Emílio Jorge. O Templo começou a ser construído também em setembro de 1959 e sua edificação durou três anos, sendo concluído em setembro de 1962. Hoje a Igreja conta com 163 membros e seu Pastor é Natalício José da Silva. A denominação da Igreja tem influído na mudança gradativa do nome da localidade, hoje por muitos, identificada como Nova Belém, apesar de ser oficialmente denominada de Carrapato.Igreja Batista em VilãoIgreja Batista em Brejo GrandeNo dia 25 de setembro de 1982 foi fundada a Igreja Batista Centenário em Brejo Grande cujos membros em princípio pertenciam a 1ª Igreja Batista de Amontado. Tendo em vista a distância entre a localidade que residiam e onde estava sediada a igreja, e com a colaboração do senhor Otacílio Ribeiro Mota que fez a doação do terreno, foi construído o templo e organizada a igreja que recebeu o nome de centenária porque foi instituída no ano do centenário dos Batistas. Seus principais fundadores são: Josete Pereira Nunes, Izete França da Silva, Irene Francisca Macedo, pastor Maderval Pereira Cardoso, Rozenilda Batista Viana, Maria Carolina da Silva Mota, Antonio Ribeiro de Souza e Maria Ilva Araújo Cardoso. Seu atual pastor é Cláudio Jose Ferreira Lobato.Igreja Batista em AmontadoFundada em 21 de outubro de 1940 por alguns membros da 1ª Igreja Batista de Barra, que residiam na localidade, que em princípio organizaram uma congregação e depois a transformando em Igreja, sendo inicialmente 2ª Igreja Batista de Barra, hoje 1ª Igreja Batista de Amontado. Tem 200 membros, seus principais fundadores foram: Valdemar Pereira Pinto, Pastor Placídio Bernardes e Maria de Lurdes Fernandes. Tem hoje como vice-moderadora Alcenir França da Silva. Congregação Batista em BuenaCongregação Batista Luz de Betel em Santa Rita1ª Igreja Batista de Barra do Itabapoana1ª Igreja Batista em Renovação Espiritual de BatelãoCongregação da 1ª Igreja Batista em Renovação Espiritual de Batelão – em Barra do ItabapoanaTemplo da Igreja Batista Central em Barra do ItabapoanaIgrejas PresbiterianasIgreja Presbiteriana de Travessão de BarraFundada em 27 de março de 1966 pelo presbítero Nelson Alves Pereira e pelo diácono Paulo Gomes, agora com 83 anos de idade. A Igreja tem hoje 45 membros e seu pastor chama-se Orci.Igreja Presbiteriana de Praça João PessoaFundada em 23 de janeiro de 1948 pelo Reverendo Benjamim César, pelos Presbíteros Euclides Pereira da Mata e Gelson Maciel, por Sani Hadad, Benedito Costa, Artimed Macedo e pelos Pastores José Graciane e Carlos Cherene, a Igreja conta hoje com 140 membros e seu dirigente espiritual é o Reverendo Elizeu Martins dos Santos. Tudo começou quando a senhora Antonieta Gomes, residente em Areia Dourada organizou uma escola bíblica infantil dominical em sua própria residência, tempos depois passou também a orientar os adultos, transformando mais tarde em congregação até a criação da Igreja que foi construída em terreno doado pelo senhor Joaquim Gomes Crespo.Igreja Presbiteriana – Quatro BocasFundada em 10 de janeiro de 1982 pelo Pastor Paulo Carlos Cherene, Pastor Paulo Neves e pela senhora Miriam Souza Gomes.Em princípio os cultos eram realizados na casa de D. Miriam pelo Pastor Paulo Neves, posteriormente recebendo do Sr. Xuxo a doação de um terreno a igreja foi organizada. Atualmente é dirigida pelo reverendo Elizeu Martins dos Santos e conta com 13 membros.Templo Presbiteriano em Barra do ItabapoanaCongregação da Igreja Presbiteriana de Travessão de Barra em GuririFundadores: Manoel Velasco e Sr. Caldeira.Igrejas MetodistasIgreja Metodista de Santa ClaraA Igreja Metodista em Santa Clara foi fundada em abril de 1995 na Rua 1º de junho, pela Igreja Metodista de Itaperuna. Assim começava o trabalho da Congregação Metodista na localidade tendo como sede a Igreja de Itaperuna, com o objetivo de expandir o evangelho através da palavra de Deus, com direção do Pastor Itamar.Com característica tradicional de Hinário e Corinhos, a Congregação foi caminhando, Pouco tempo depois um novo administrador foi indicado, neste caso, o Evangelista Walter que também cultivava a doutrina tradicional.Em 1998, recebendo mais uma vez nova administração, desta feita; assumindo a direção o Pastor Márcio Santana, o Hinário e os Corinhos foram sendo deixados, mas não esquecidos, dando o novo Pastor junto com sua esposa, início ao louvor, a adoração e busca do batismo do Espírito Santo.Conduzida por uma bela administração, a Congregação passou a ter mais de 70 membros freqüentando, e uma boa estrutura no rol dos membros, quando então decidiu que a partir do ano seguinte (2000), não mais continuaria na condição de Congregação da Igreja Metodista de Itaperuna, transformando-se então em Igreja Metodista em Santa Clara, e assim caminhar com suas próprias pernas. Chegava o final do ano de 1999 e com ele a época de mudanças de Pastores das Igrejas Metodistas da região, já que por norma da sede regional, o que prevalece para todas as Igrejas nela contida, os Pastores atuam nas Igrejas por um período de dois anos, devendo aos completar esse tempo ser promovida às substituições.Mas a saída do Pastor Márcio Santana, nessa altura, contrariou muitos membros e alguns deles inconformados e não aceitando a sua transferência acabaram se afastando da Igreja.No início do ano 2000, com o estatuto de Igreja, não mais de Congregação como antes, veio pastoreá-la o Pastor Sidny Alexandre, que a encontrou desfalcada de alguns membros e outros ainda magoados com a saída do Pastor Márcio, não sendo muito feliz, diante das dificuldades, em sua administração, resolvendo a Sede Regional substituí-lo, o que mais uma vez gerou descontentamento entre os Membros, e quase todos deixaram a Igreja, ficando a mesma sem meios de caminhar.Diante da situação, a Sede faz retornar a Santa Clara o primeiro Pastor, fundador da Congregação em 1995, que com o administrador, o Evangelista Walter, tudo fizeram para manter na Igreja os poucos Membros que ainda restavam.Em 2002 tomou posse o Pastor Luiz Cláudio Ignácio, que com muito trabalho, com a ajuda dos Membros remanescentes, todos com muita fé e em oração a Deus voltam a assistir o crescimento da Igreja, que em 2003, com novas normas da Sede Regional, prorrogando por mais dois anos a substituição dos Pastores, a Igreja Metodista de Santa Clara com mais de 40 membros freqüentes continua evoluindo e com elevadas perspectivas de assim continuar cada vez mais.Atualmente, a Rua que antes era denominada de 1º de junho, onde se encontra erigido o templo, é reconhecida como Rua Luiz Carlos Rangel e o numeral 56.Igrejas Pentecostais Assembléia de Deus – GuaxindibaA Assembléia de Deus em Guaxindiba cuja fundação data-se de 06 de agosto de 1986, sendo seus principais criadores os senhores José Felix Carvalho e Manoel Martins foi instalada em Guaxindiba por iniciativa do senhor Manoel Martins, apelidado de “Manoel Pretinho”, residente em Estreito e que resolveu evangelizar em Guaxindiba, fazendo em principio as reuniões na casa de sua irmã Onélia.Havendo recebido em doação um terreno para construção da igreja, oferta do senhor Pedro Paulo, apelidado de “Pedrinho do Bicho”, deu-se início a construção através do senhor João Gomes. Hoje em faze de restauração, com 25 membros, tendo como presidente seu primeiro membro “Manoel Pretinho”, como presbítero Adão Fonseca, que também é seu vice-presidente e como obreiro Amaro José dos Santos, a Assembléia de Deus segue em Guaxindiba com doutrina conservadora, não aceitando o corte de cabelos femininos e adotando as vestimentas compridas, reunindo os fiéis para os cultos evangélicos e reuniões evangelizadoras.Assembléia de Deus – Filial S.João de Miriti – Volta RedondaAssembléia de Deus – Ministério Madureira – Rod. Simão Mansur- Em São FranciscoAssembléia de Deus – R. Melinda P. Acruche – São Francisco.Em 1995 foi fundada a Assembléia de Deus em São Francisco por parte dos membros da congregação de Estreito entre os quais estavam: Presbítero Gilberto Venâncio; Diácono José Jorge Alves Crisanto e o Presbítero Valter Cruz Silva. Seu atual dirigente é o Presbítero Amaro José da Silva.Assembléia de Deus – MacucoA Igreja foi fundada em 1996 pelo Campo de São José e durante seis anos foi dirigida por outro Campo. Com o falecimento do ex-dirigente, presbítero Gilberto Venâncio da Silva, retornou ao Campo de sua fundação, ou seja; São José.Seus fundadores foram Pastor Geasi Rosa da Silva e Pastor Ronaldo de Jesus. Atualmente seu Pastor é José Felix e seu dirigente é o presbítero Domingos, e conta com 10 membros.Assembléia de Deus – Paracambí – Volta da FigueiraA construção da Igreja foi iniciada em 12 de outubro de 1980 e sua conclusão em 12 de outubro de 1982 sendo fundadores o Pastor Presidente: Aristides Borges; Vice-Presidente: Pastor Leônidas G. da Silva; 1º Tesoureiro: Gecilda Gomes da Silva; 2º Tesoureiro: Clemaldo Lima; 1º Secretário: Osvaldina de Araújo Borges e 2º Secretário: Claudiceia N. M. Rangel.Fundada através da Igreja Evangélica Missionária Juízo Final, e por seu seguimento dirigida durante 22 anos, em novembro de 2002 o Pastor Presidente Aristides Borges, após ter jubilado, a transferiu para o campo da Assembléia de Deus, ministério de Paracambí, onde se encontra a matriz, que tem como presidente o Pastor Ernesto Eutino de Souza.Atualmente está pastoreando o Pastor Jonas Madalena Teixeira e a Igreja reúne 110 membros.Na década de 1980, o Pastor Aristides e sua esposa, a missionária Osvaldina Borges (irmã Vilma), iniciaram a evangelizar a comunidade, ainda distrito de São João da Barra, as igrejas pentecostais não eram muito conhecidas, e durante as pregações então realizadas, recebiam muitos sinais atribuídos a Deus, que eram lançados através de curas e muitos foram testemunhadas, tendo esses acontecimentos despertado a fé de uns, impressionados com as maravilhas divinas, e descontentamento em outros que se sentiam prejudicados. Contam que um senhor, que era conhecido “espírita” na localidade, ficou furioso com essas grandezas alcançadas e resolveu lançar sua fúria contra os evangelizadores através dos rituais que realizava e presentes devidamente preparados com o intuito de eliminar tais pessoas. Contam ainda, que certa vez este senhor cujas iniciais é MS, levou um bolo envenenado e o ofertou a D. Osvaldina, que antes de come-lo, diante da insistência do doador, talvez por inspiração divina, deu um pedaço para um gato que estava ao seu lado, tendo este morte instantânea, o que levou a missionária, ainda na frente do citado MS, orar e em seguida comer do mesmo bolo, sem, no entanto nada acontecer. Espantado, impressionado e comovido com o que havia tentado fazer e fracassado, pediu perdão e nunca mais perseguiu os evangelizadores e a igreja.Um outro fato aconteceu em 1981, quando o templo já em fase de acabamento, e ali tendo sido realizados inúmeros cultos e reuniões, numa certa quarta-feira, dia da semana que costumeiramente se reuniam às senhoras, às 13 horas, para o culto do círculo de oração, e por volta das 12 horas e vinte minutos, 40 minutos antes de sua realização, chegava ao local a zeladora do templo, a senhora Salvadora Teixeira Barreto, viu esta, de bem próximo e muito assustada o desabamento total da laje da igreja, que por fração de minutos deixou de atingi-la e por muito pouco tempo o grupo que ali estaria reunido. Assembléia de Deus – Rodovia RJ 196 – São FranciscoEsta Igreja foi construída no ano de 2001 com o apoio do produtor rural Pedro Jorge Cherene.Igreja do Evangelho Quadrangular – MacucoA Igreja está situada na Rua João Barros Carneiro nº 40, na cidade de São Francisco, contando hoje com 15 membros e sua construção data de 20 anos. Por alguns anos foi dirigida pelos Adventistas do 7º Dia, retornando posteriormente e assim até hoje a Igreja do Evangelho Quadrangular, sendo sua fundadora a Pastora Estelita Chagas.Assembléia de Deus Reconciliação – MacucoJá passam de 10 anos a sua fundação e seus principais instituidores foram os Pastares Francisco Gomes e Antônio Jorge Filho. A Igreja conta hoje com 35 membros. O atual Pastor é Antônio Jorge Filho.Parece que este local estava destinado para construção da igreja se levarmos em consideração os acontecimentos que antecederam a sua construção. A área havia sido adquirida para construção do templo, o que em princípio não aconteceu, sendo vendida para uma pessoa física que também não fez da mesma a utilização que pretendia. Tempos depois voltou a ser adquirida para que se erigisse um templo que o desta feita foi feito. Congregação Cristã do Brasil – RJ 224 – São FranciscoAssembléia de Deus – M. de Madureira – Imburi de CacimbasA Assembléia de Deus em Imburi foi fundada em 1995, por Erineia Laurindo Barreto, Pastor Osvaldo Silva, Pastor Manoel Ferreira e por Joel Laurindo Barreto. Hoje seu Pastor é Wilmar Gonçalves e o dirigente é Eduardo Miranda, contando com 30 membros.Entre os muitos testemunhos registrados está o que diz respeito a uma criança que nasceu com sérios problemas respiratórios e em conseqüência estava muito mal e após ter sua mãe, nesta igreja, pedido em oração a sua recuperação eis que muito admirados os médicos que a assistia não só comprovaram sua melhora, mas também sua cura.Disse Jesus: Tudo que pedires em oração, tendo fé, receberás. É a fé que faz o milagre.Assembléia de Deus – Filial Cabo Frio – Morro AlegreFundada em 1996 pelo Evangelista Miguel Cláudio Silva e pelos Presbíteros Bernardo Souza e Zaquel Azeredo. A iniciativa da fundação da Igreja começou quando a diaconisa Sandra Julio da Silva em visita a família do marido que reside na localidade. Igreja Pentecostal Jesus é o Bom Pastor – Rua da Jaca 1ITeve sua construção iniciada no dia 1º de janeiro de 1998 depois de um ano de cultos e evangelização. A Igreja conta agora com 30 membros sendo Presidente: Carlos Alberto Rodrigues, que também é seu Pastor; Vice-Presidente: Marciano Rodrigues; 1º Tesoureiro: Manoel José Duarte; 2º Tesoureiro: Genilson de Paula; 1º Secretário: Lenira Crespo e 2º Secretária: Merilene Bispo.Assembléia de Deus – Ilha dos MineirosA Igreja foi inaugurada no dia 1º de setembro de 2001, após seis meses de construção, cujo início se deu no mês de março, tendo hoje 38 membros e seu Pastor chama-se Robert France Ferreira da Silva.Um dos casos que marca a sua história foi à atitude de um de seus fundadores, que ainda não se tornara membro, apesar de haver participado da fundação, muito irado no dia 23 de dezembro de 2002, lacrou as portas do templo impedindo que os membros da Igreja realizassem o culto especial de natal. Caso que só foi resolvido com uma “liminar” concedida pelo Dr. Juiz de Direito da Comarca.Assembléia de Deus – Praia dos SonhosFundada em 29 de agosto de 1994, a 1ª Igreja Evangélica Assembléia de Deus em Praia dos Sonhos reúne hoje 40 membros e seu Pastor é Leônidas Gomes da Silva.Em terreno cedido pela Prefeitura a Igreja foi erigida por seus fundadores: Pastor Leônidas Gomes da Silva; Gecilda Gomes da Silva; Jocineia Carvalho Henriques da Silva e Orlando Santos Ribeiro, com o propósito de evangelizar as almas e receber os veranistas evangélicos que freqüentam as praias do município.Assembléia de Deus – Ministério de Madureira – GargauA vinte e cinco anos passados quando foi iniciada a construção desse templo, em terreno doado pelo senhor Francisco Viana que morava na localidade de Estreito e trabalhava na sua construção nos finais de semana, ainda não existia em Gargau uma igreja evangélica. O lamentável é quando no fim de semana seguinte voltava para continuar o trabalho de edificação do templo, encontrava toda obra realizada totalmente destruída, não achava sequer um tijolo em pé.E assim aconteceu por três vezes consecutivas. Não desistindo e pela quarta vez dando inicio a obra aconteceu durante o período que trabalhava, uma senhora se aproximar em prantos, chorando desesperadamente e em sua volta várias pessoas e dirigiu-se ao senhor Francisco Viana lamentando a morte do filho, o que acabara de acontecer. O Senhor Francisco tomou em seus braços a criança, um menino, orando a Deus e pedindo a sua ressurreição, que devolvesse o espírito ao pequenino, e eis que o milagre aconteceu. A comunidade, maravilhada com o acontecimento se empenhou na construção do templo e nunca mais ninguém se atreveu novamente derrubar as suas paredes.Além do senhor Francisco Viana, participou da fundação da Igreja o Pastor Sebastião. Hoje o Pastor é Vilmar Gonçalves e o dirigente é Josué Barreto.Igreja Evangélica Obra da Restauração – GargauFundada em 1995 pelo Pastor José Luis Marcelino da Silva e pelos Diáconos: Gilmar Oliveira Santana, Amarildo Manhães Cardoso, Vanderlei Manhães Cardoso e Alcimar Cardosos Manhães, a Igreja Obra da Restauração, cuja construção durou seis meses, tem hoje 50 membros, seu Pastor Presidente é Nelson Mota Velasco, Pastor Dirigente Gilmar de Oliveira Santana.A Igreja Obra da Restauração busca resgatar os princípios da igreja primitiva e doutrina usada na época dos apóstolos.Assembléia de Deus – Ministério de Miguel Couto – GargauO Pastor Paulo César Teixeira em princípio veio a Gargau e ali desempenhou sua missão evangelizadora por algum tempo. Retornando as suas origens, eis que determinado dia através de uma revelação recebeu a missão de instituir na localidade de Gargau uma Igreja. Diante disso, voltou à mesma e juntamente com o Pastor Joel Pinheiro, presidente do Ministério, realizou no ano de 2002, o que lhe havia sido manifestado. O Templo está instalado na Rua Maximiano e a divulgação das suas reuniões e cultos são feitas através da rádio comunitária 98.1 El Shanday, que funciona no mesmo local. A Igreja conta hoje com 30 membros e seu Pastor é Paulo César Teixeira.Igreja Comunidade Evangélica Assembléia de Deus – GargauFundada pelo Pastor Carlos Jorge Alves, Carlos Uanderson, Maria da Gloria, Vanira, Fagner, Neide Terra Rangel é o presbítero Jailson no ano de 2001 na rua Dionísio Tavares em Gargau, contando hoje com 50 membros, esta igreja brevemente estará funcionando em outro prédio, agora em construção na rua principal da localidade, bem em frente ao já tradicional restaurante lagostão.Assembléia de Deus Central – GargauEntendendo haver certa carência de assistência religiosa na comunidade, resolveu a Congregação formada pelo Pastor José Áreas, pelo Presbítero e Tesoureira Nodes, pela Secretária Ana Marcelina da Silva e pelo Diácono Agnaldo construir a Igreja Assembléia de Deus Central em Gargau, cuja fundação data de seis anos. Hoje o Pastor é Carlos, o Pastor Presidente é Custódio e a Igreja conta com 50 membros.Igreja Jesus Te Ama – GargauA missionária Benedita Maria Buena, era membro da Igreja Deus é Amor, sempre caridosa e assistindo espiritualmente os que a procuravam.Tendo em vista a distância entre sua casa e a igreja, durante seis meses deixou de congregar.Em determinado dia o seu filho foi acometido de uma enfermidade pulmonar que quase lhe custou à vida. Orando a Deus por sua recuperação e com toda fé que tem em seu coração, vendo seu filho praticamente morto, a dona Benedita fez um voto ao Pai Celestial, instituindo em 22 de novembro de 1991 a Igreja Jesus Te Ama. Em local bastante modesto, porém determinada pela fé vem orando em favor dos enfermos. A Igreja conta com 25 membros e várias curas divinas nela realizadas foram comprovadas por médicos, através de exames e testemunhos, inclusive a cura de câncer que atingia uma senhora hoje residente em Macaé, de um rapaz também acometido da terrível doença e mais recentemente de duas senhoras que foram curadas do câncer de mama.Igreja Jesus é o Bom Pastor - GargauEm instalações humildes situadas na Rua G – Beira da Lagoa em Gargau, que inclusive ora passa por restauração, a Igreja conta 12 anos de fundação, tem 40 membros, e através do Pastor Carlos Alberto Rodrigues, seu fundador juntamente com o Pastor Antônio Mendes, com seus dons espirituais de visão, revelação profundas e de curas, proporcionou e vem proporcionando aos cristãos momentos de grandes inspirações.Igreja Maranata de GuaxindibaA Igreja Maranata em Guaxindiba está erigida na rua Pernambuco, tendo sua construção iniciada em 30 de agosto de 2002 e concluída em 30 de novembro de 2002, tendo hoje como Diácono o senhor Marcos e reunindo 60 membros.A Congregação quando veio para Guaxindiba reunia-se na casa do senhor Adolfo Souza Lima. Crescido o número de membros, alugaram uma casa na Rua Dr. Júlio Barcelos e nela congregaram por vários anos, até que um dia Deus revelou que teriam de ter um templo, “A Igreja acredita na revelação de Deus e atua através deste princípio” e nessa revelação, Deus não só mostrou que deveria ser comprado um terreno, como também mostrou aquele que deveria ser adquirido, tendo esta indicação caída sobre o local onde se acha construída a igreja. O primeiro Diácono foi o senhor Augusto e os atuais obreiros são Adolfo Lima, Roberto e Nerivaldo Raimundo (Vaval). A Igreja conta com grupo de senhoras para o estudo bíblico, com grupo de adolescentes para louvar a Deus e grupo de jovens para praticarem o estudo bíblico. A união dos membros é um dos fundamentos preservados.Assembléia de Deus – CoréiaCasa da Benção de Deus – Travessão de BarraIgreja Pentecostal Deus é Amor – Travessão de BarraFundada pelo Missionário David Miranda. Comentam que uma criança portadora do vírus HIV ficou curada após três cultos realizados na casa de seus pais de nome Jaciara e Renato, daí a construção desta congregação, cuja igreja foi fundada em 03 de junho de 1962. Esta congregação conta hoje com 20 membros e é dirigida pelo diácono Leandro.Igreja Cristo Maranata – Travessão de BarraEsta igreja foi instalada em agosto de 2002, por Marcelo José Rodrigues e Crisolina Ribeiro Fagundes da Silva.Assembléia de Deus – Praça João PessoaSituada na rua Antonio H. Pessanha nº 110 em Praça João Pessoa, a igreja foi fundada pelo Pastor Manoel Batista da Silva e pelos Presbíteros Salvador Sales da Penha e Carlos Magno Paes de Azevedo no dia 17 de abril de 1999. Conta com 45 membros.Assembléia de Deus – Alegria dos AnjosFundada em 1º de abril de 1994 pelo Diácono Genésio Couto, pelos Pastores José Rodrigues e Lidiomar e pela senhora Deilda Chaves da Silva. A Igreja tem vinte membros seu presidente é Eneias Ferreira e o pastor dirigente é Antonio Carlos Figueredo.Tudo começou quando Genésio Couto sofria de uma doença e fez um voto ao Pai celestial pedido a graça da saúde, após se cansar de procurar a medicina e não ver resultado, assim como no espiritismo.Ao fazer o voto disse, que alcançando o milagre não mediria esforços para fazer a obra de Deus.Ficando curado, mudou-se da cidade do Rio de Janeiro, onde morava, vindo residir na localidade de Carrapato, onde trabalhou na evangelização da comunidade, inclusive de outras, onde fundou algumas igrejas, tais como: Nova Belém, Santo Amaro, Santa Luzia e Alegria dos Anjos.Afirma que durante esses anos foi libertado do vício do álcool o senhor Reginaldo Caldeira da Silva, marido de dona Deilda, uma das fundadoras, que também recebeu a graça da cura, e ainda libertou do álcool o senhor Denilson Freiras da Silva, e a senhora Rosana Chaves da Silva da bronquite que a acometia.Congregação Cristã no Brasil – Bom JardimFundada em março de 1997 pelo italiano Giuseppe Gioia, que residia em Ponta Grossa dos Fidalgos, tem hoje 15 membros e como pastor (cooperador) Eliezer Mancini. A evangelização havia começado em 1993 na casado do Sr. César então funcionário da Prefeitura de São João da Barra. A Congregação Cristã do Brasil tem como fundamentos: Doutrina apostólica, tendo como legislador principal o Apóstolo S. Paulo, segundo a autoridade dada pela profecia em Isaias 49. “O Servo do Senhor é a luz dos gentios”. Paulo arrogou para si o cumprimento desta profecia em Atos 13:47. Suas epístolas contêm a forma de doutrina da Igreja do Novo Concerto. Seu nascimento, vida e obra podem ser considerados um advento, o que o eleva ao mesmo nível de legisladores como Moisés para o Velho Testamento. Certos procedimentos para os membros da CCB, como o uso do véu pelas mulheres, o ósculo santo (dado de per si) entre membros homens e mulheres, extrapolam o conceito de usos e costumes, tornando-se parte obrigatória da doutrina, pelo grau de importância deste apóstolo no contexto da doutrina cristã.Assembléia de Deus – filial Paracambí – Ponto da CruzSituada a margem da Estrada São Francisco - Nova Belém, e por inspiração do Pastor Augusto Valério de Souza, Pastor Marco Evangelista Geraldo, que ha vinte anos passados foram responsáveis por sua fundação; é hoje esta Igreja, filial do Ministério de Paracambi, composta de 80 membros e tem como Pastor Genilson Vieira.Igreja Evangélica Chama Viva – filial Realengo – em CarrapatoA Congregação Chama Viva, apesar de sua humilde instalação, vem com seus atuais 12 membros, professando sua fé e realizando sessões desde a sua fundação no dia 13 de agosto de 1996. Seu Pastor é Odyr dos Santos Correa que juntamente com Maria Helena Ricardo Moreira instalaram a Congregação.Assembléia de Deus em Nova BelémFundada em 15 de dezembro de 1980 por Orlando Couto da Silva, Enéas Ferreira, Genésio Couto da Silva e Senhorinha da Silva esta Igreja teve sua construção iniciada em 15 de dezembro de 1981 e concluída em 1985, após um período em que a Congregação reunia em uma casa alugada, da qual inicialmente participava Orlando Couto da Silva, Senhorinha da Silva, Maria Odete Miranda e Maria Moreira do Rosário. Hoje a Igreja conta com 76 membros e seu Pastor é Antonio Costa.Igreja Pentecostal As Testemunhas de Cristo – VilãoAssembléia de Deus em Ladeira das PedrasResidindo em Ladeira das Pedras e membro da Igreja Assembléia de Deus em Brejo Grande o senhor Manoel Lourenço realizava cultos de evangelização em sua residência durante o período em que era seu pastor o senhor Manoel Batista. Francisco Satiro adquiriu o terreno doando-o para a Igreja onde foi construído o templo, agora sob a jurisdição do pastor Wilmar Gonçalves. Fundada por: Almindo Gomes, presbítero Manoel Lourenço, Osvaldo, José Luiz Gomes Vicente, Maria das Neves Gomes, Jacira Gomes Vicente, Francisco Satiro, Pastor Manoel Batista e Clemilda Gomes Barreto em 17 de dezembro de 1982 tem agora a igreja 22 membros.Congregação Cristã do Brasil em GuariximaEdimar Santos Pires, natural da localidade de Retiro, morando na época no Rio de Janeiro, adquiriu o terreno, construiu o templo e o entregou para o ministério que já se encontra instalado na localidade de Mundão há 13 anos. Além do Edimar Santos Pires, foram fundadores: Helena Santos Couto, Renato Viana e Ivanildo dos Santos. Instalada em 30 de março de 2001, a igreja tem 60 membros e Celso Viana como cooperador.Assembléia de Deus – Ministério Madureira – em Brejo GrandeNo ano de 1970, ao retornar para a sua terra natal; vindo do Rio de Janeiro, onde se converteu; o senhor Antonio Soares, conhecido como “querosene” fez a doação da área onde esta construída a Igreja desde o ano de 1970. Seus principais fundadores são: Horato Mendes dos Santos, Pedro Ribeiro dos Santos, pastor Manoel Batista, José Pereira, José Martins Barreto, Paulo Ribeiro dos Santos, Manoel Sales, Selma Soares, Sebastião Pereira e Francisca Pereira. Hoje com 20 membros e sendo pastoreada por Wilmar Gonçalves.Assembléia de Deus – filial Belford Roxo em Brejo GrandeA igreja foi fundada em 20 de setembro de 2002 pelo Pastor Manoel Batista Silva e pelos Presbíteros Salvador Sales da Penha e Carlos Magno Paes de Azevedo e conta hoje com 40 membros.Igreja Pentecostal Deus é Amor em Santa Terrinha.Fundada em 27 de fevereiro de 2001 por Adenalto dos Santos, Basílio, Maria José de Lima da Silva e Pastor Jondai. Em princípio os cultos eram realizados na casa de D. Denaíde, onde mais tarde foi instalada a congregação e constatou-se a cura de um câncer de pulmão na menina de nome Késia, com então cinco anos de idade, filha de Sebastião e D. Nete, que posteriormente mudaram-se e passaram a residir na sede do Município. O diácono Leandro é o responsável pela direção do templo que conta com cinco membros.Assembléia de Deus – filial de Copacabana – em Buena.Fundada em 1986, pelos pastores Bernardino Presidente e Samuel Simão Louredo; pelo diácono Paulo; pelo presbítero Alci Matos da Silva e pela missionária Ilza Paulino, a Assembléia de Deus em Buena agora com quarenta membros tem como Pastor Sebastião Maciel e sua instituição deve-se ao Pastor Samuel e a Missionária Ilza que começaram a evangelizar e cultuar na comunidade em cima de um caminhão até que por revelação receberam a incumbência de construir o templo cujas obras foram efetuadas durante cinco anos. A Assembléia de Deus Caminho dos Justos está instalada na residência do Pastor Elizeu Moraes em Nova Divinéia - BuenaA Assembléia de Deus Caminho de Jesus foi fundada em 9 de fevereiro de 2002 pelo Pastor Elizeu Coutinho Moraes, Lauro Aleixo da Silva, Luiz Carlos Pereira Campos, Rita de Cássia Carvalho Soares Moraes, Silvia Cristina Alves Henriques Campos e Noêmia dos Santos Ribeiro e conta hoje com 24 membros.O Pastor Elizeu era Diretor de Missões junto a Igreja em Cardoso Moreira, e na sua função de missionário veio ao Município de São Francisco de Itabapoana visitar um amigo e tentar recuperar o que chamam de “desviado”. E sentiu que a localidade precisava de uma intervenção missionária maior, tendo em vista ver que ali tinha alguns viciados em drogas e um bordel.Diante desses fatos que fez constar em seu relatório, foi designado pelo Pastor para criar uma congregação, o que fez, tendo durante dois anos e seis meses atuado nesse sentido. Adaptando-se a comunidade e passando a gostar muito do lugar, que considera um pedacinho do céu, fixou sua residência e constituiu a Igreja instalando aqui seu ministério e sede. Amor; Cura; Libertação e Batismo são os seus princípios. Igreja Pentecostal Jesus é Bom Pastor – Praça ImaculadaCongregação El-Shandai em BarrinhaFundada em 1988 por Célia Regina, Maria José Alves Braz e filhas, que revelam ter instalado a igreja pela necessidade que sentiam de fazer alguma coisa pelo lugar, onde existiam muitos bares e muitas confusões. Após a abertura desta porta, como declaram, muitas pessoas foram libertadas do alcoolismo, e dizem que houve até quem se libertou da homossexualidade. Missão Evangélica – Pingo D’ÁguaFundada em 1983 pelo Pastor Silas Quintino em área doada pelo senhor Antonio Ribeiro.Assembléia de Deus – Ministério do Rocha – em Pingo D’Água, ligada a Assembléia de Deus da Ilha dos Mineiros.Está funcionando em prédio alugado, tendo sido fundada pelo Presbítero Robert Francis Ferreira da Silva e D. Evanilce.Tendo a D. Evanilce sido membro da Igreja Pastoreada pelo Robert Francis, e estando a mesma sem igreja no local, ao visitá-la em Pingo D’água o pastor tomou conhecimento do fato quando resolveram abrir a congregação que hoje já conta com quatorze membros. Assembléia de Deus – filial P. São José, Belford Roxo –Estreito.Assembléia de Deus em Estreito – filial do Parque São José, Belford Roxo.No dia 15 de novembro de 1975 os Pastores Agostinho José da Silva, Miguel Arcanjo Viana, Romildo Liberato Correa e os Presbíteros Amaro Jorge Oliveira de Souza e Manoel Martins, fundaram a Assembléia de Deus em Estreito.O Pastor Agostinho que descende de uma família que cultuava o espiritismo certo dia decidiu sair daqui e ir para o Rio de Janeiro, buscando evidentemente novas opções de vida. E lá acabou por se converter; experiência que lhe trouxe muitas alegrias.No ano de 1970, mais precisamente no mês de fevereiro retornou a esta terra em caráter missionário e realizou o primeiro culto, quando então recebeu a adesão de 27 pessoas o que fez retornar em 1971, enviado que foi pelo Pastor Romildo, não só para morar definitivamente, mas também para construir a Igreja tão sonhada, época que já estavam convertidos os Presbíteros Manoel Martins e Francisco Viana da Silva.Em 1975 o templo foi construído e suas obras duraram menos de um ano. Entretanto o sonho mesmo, acalentado pelo Pastor Agostinho, ainda não estava realizado, já que queria construir uma Igreja no centro da localidade de Estreito, o que não pode fazer anteriormente, construindo-o em local mais afastado em razão da impossibilidade até então existente; o que pode executar no ano 2000 desta feita com a participação dos Pastores Roberto dos Santos e Amaro Jorge de Souza e mais do auxiliar Valdevino Olivier Dutra, Alex Miranda, Francisco Marques e Valdir.A Igreja conta hoje com 70 membros e é pastoreada pelo Pastor José Felix Carvalho.Assembléia de Deus em Barra do ItabapoanaAssembléia de Deus em Barra do Itabapoana – Ministério de Cabo FrioFundada há três anos pelo Pastor Climário Louzan Rangel e hoje conta com 17 membros.Igreja Batista Pentecostal Levitas de Cristo – em BatelãoNo local onde hoje se encontra a Igreja, funcionava anteriormente uma casa de shows e um bar.O barulho era infernal o que provocava constates reclamações dos vizinhos.No dia 18 de novembro de 2002 a Igreja foi instalada.Hoje com 52 membros ativos sob a orientação do Pastor Germano Alves Fernandes a Igreja atua com seus Grupos; Social, Espiritual e de Louvores, além de reuniões e trabalhos com os jovens e adolescentes.Igreja Batista Pentecostal os Levitas de Cristo – Barra do ItabapoanaA Congregação inicialmente se reunia na Rua da Ponte em uma casa alugada a Dona Sidinéia (Dona Neném). Eram poucos membros. Depois, houve a transferência para o atual endereço, Rua São Joaquim, 62, após um acordo com o senhor Gedes Santos, assumindo uma dívida com a CEDAE, reformando o imóvel e nele se instalando. São trinta membros ativos e o Pastor é o senhor Germano Alves Fernandes, que foi seminarista durante seis anos em São Paulo e que resolveu por inspiração instalar a Igreja nesta região, o que aconteceu no dia 20 de abril de 1998, após também haver fundado uma Igreja Pentecostal em São Paulo, de onde veio.Além do trabalho espiritual são desenvolvidas ações sociais com as famílias. Assembléia de Deus – Ministério de Saracuruna – em Barra do ItabapoanaAssembléia de Deus - RetiroCongregação Cristã no Brasil - MundãoAssembléia de Deus – Rua Júlio Marinheiro - CidadeAssembléia de Deus em Santa LuziaAssembléia de Deus em Bom LugarIgreja Evangélica em Morro do BodeIgreja Evangélica Testemunhas de Cristo - em Divisa.Igrejas NeopentecostaisIgreja Universal –GuaxindibaO núcleo da Igreja Universal do Reino de Deus em Guaxindiba foi instalado no dia 18 de abril de 1999, pelo Bispo que na época atuava na localidade de Travessão de Campos, cujo nome não conseguimos apurar. Hoje este núcleo conta com 45 membros e tem o senhor Emanuel como Pastor. Na condição de obreiros atuam o senhor Álvaro e D. Géssima. Igreja Universal do Reino de Deus – Em São FranciscoHá oito anos em São Francisco, aqui fundada pelo Pastor Vanderlei, por Rosimeri Silva de Oliveira, Maria da Penha e Maria das Neves, a Igreja Universal nesta cidade conta com 200 membros e seu atual Pastor é Cristiano. Contam que um milagre foi atestado quando certa vez uma criança de nome Fernanda, que havia engolido um grampo de cabelo e em conseqüência, conforme prescreveram os médicos, deveria ser operada, sendo salva da cirurgia através da oração.Igreja Universal do Reino de Deus – GargauNúcleo da Igreja Universal do Reino de Deus em Coréia.A seis anos Maria da Conceição Oliveira Martins e José Barros Francisco conseguiram instalar em Coréia o núcleo da Igreja Universal em razão da distância entre a localidade e a Igreja e pela cura de Helena dos Santos Gomes Barros a qual atribuem a uma obra divina.Igreja Universal do Reino de Deus – Praça João PessoaIgreja Universal do Reino de Deus – Barra do ItabapoanaInstalada na Rua Alberto Simões nº 66 em Barra do Itabapoana, desde 12 de janeiro de 1996, a Igreja Universal do Reino de Deus conta hoje com um grupo de 100 membros que além do trabalho de evangelização, realizam o lado educacional, através da EBI – Escola Bíblica Infantil, onde se ensinam as crianças a palavra de Deus na linguagem infantil. Conta ainda com a Igreja com a Associação Beneficente Cristã – ABC, que tem por finalidade assistir as famílias carentes. Atualmente seu Pastor é Adriano Martins, que tem a perspectiva de elevar o número de membros, em face do trabalho que vem desenvolvendo na comunidade.Tudo começou com o a evangelização efetuada por um grupo de obreiros, dirigida pelo Bispo Waldir Moraes, depois que surgiu na sede em Campos dos Goytacazes a idéia de criar uma igreja em cada localidade. As primeiras reuniões foram realizadas em residências de familiares, hoje integrantes da Igreja. Igrejas Cristãos IndependentesAdventistasGrupo de Oração Adventista do Sétimo Dia em BuenaA simplicidade da casa não impede que nela o Grupo de Oração Adventista do Sétimo Dia faça suas reuniões e cultos.A sete anos instalada na rua Projetada nº2 casa 4 em Buena, fundada pelo Pastor Agnaldo e as irmãs Cristiane e Ana Paula dos Santos, onde começaram a estudar e formar a congregação.Testemunhas de JeováSalão do Reino das Testemunhas de Jeová em São Francisco (cidade)Fundado por Júlio César, em apenas 23 dias, a Comissão de Construção Rápida, formada por voluntários, construíram há 10 anos o templo que fica na Rua Alcimeia Viana, 16 na cidade de São Francisco de Itabapoana. Dirigido pelo “Ancião” José Francisco dos Santos Oliveira, o salão conta hoje com 20 integrantes.Salão do Reino das Testemunhas de Jeová – Barra do ItabapoanaO Salão do Reino das Testemunhas de Jeová, em Barra do Itabapoana, foi criado por um grupo de membros vindos de Campos dos Goytacazes, mais precisamente do Parque Prazeres e Jardim Carioca para evangelizar em Barra. O senhor, Walter Breves conhecendo a necessidade da Congregação; inclusive o esforço e dedicação; saia de Campos para vir até Barra; resolveu por livre e espontânea vontade doar o imóvel para que nele a mesma se instalasse. Com o tempo novos membros foram integrando e atualmente são vinte e quatro membros fazendo um trabalho que vai de casa em casa, como Jesus fazia, arrebanhando novas ovelhas.Quando é observada alguma necessidade na comunidade, os membros de unem e contornam a situação social dos que necessitam. O trabalho espiritual e voluntário, tudo é realizado em favor do próximo, sem divulgação, como diz o ditado: O que a mão direita faz, a esquerda não precisa saber. Na Congregação não existe a obrigatoriedade do dízimo e todas as contribuições e colaborações são espontâneas. Salão do Reino das Testemunhas de Jeová - GargauIgreja Congregacional Independente – Barra do ItabapoanaEspiritismoCasa de Oração N. Sª Aparecida e São Moisés – Barra do ItabapoanaNão pude retratar aqui outras casas de orações e centros espíritas, assim como algumas igrejas e congregações, apesar de saber de suas existências e localizações. Independentemente das dificuldades na realização de um trabalho de pesquisa, que demanda tempo, mobilização e recursos, torna-se indispensável à colaboração daqueles que detém os dados para que seja plenamente atingido o objetivo.Nesse caso como em outros, mas nesse especialmente, não só o grande número existente, muitas vezes o recinto estava fechado e em outros os que podiam nos dar as informações mostravam má vontade ou negavam-se a concedê-la.Um trabalho como este, de natureza cultural e de significativa importância para a história, devia ser mais bem acolhido.No entanto não foi desta feita a primeira e nem será a última em que alguém, que se propor escrever a história, encontrará dificuldades dessa natureza.Religiões Afro-BrasileirasTenda Espírita Reino dos Orixás – situada no sítio Oxossi em Buena.Parte interna da Tenda Espírita Reino dos Orixás.O Babalaô Jadir Maciel que estava estabelecido em Farol de São Tomé, e há 42 anos atuando na linha de Umbanda, em visita ao Município a convite de uma pessoa amiga, que possuiu uma propriedade próxima a Buena, se encantou com a região e logo adquiriu um lote de terra que mais tarde foi trocado pela área onde hoje se encontra o Sitio Oxossi em Buena.Diz o Jadir, se tratar de um local com bastante energia positiva, pois está entre uma lagoa e o mar, contando ainda com uma vasta área verde.Anualmente são promovidas as festividades em homenagem a Oxossi, e promete Jadir, que será feita a troca das águas que serão levadas em procissão da lagoa para o mar, onde serão colocadas com muitas flores em homenagem a Iemanjá e do mar trazida para a lagoa.A Tenda Espírita Reino dos Orixás é a maior até então existente no município e o Babalaô Jadir Maciel goza de elevado respeito e prestigio entre os que cultuam a linha umbandista.O expressivo número de igrejas dos mais diversos seguimentos indica o quanto à religião participa, está envolvida e interfere em nossa sociedade, certamente influenciando na formação, não apenas espiritual, com suas sessões, reuniões e cultos, mas também na formação social e cultural da população; fazendo ainda maior a história de São Francisco de Itabapoana.Os fatos que as envolve, alguns até surpreendentes, impressionantes e emocionantes, ricos em dados, frutos de sonhos, imaginação, fé, revelações e de tantos outros motivos, sugere uma pesquisa maior, mais apurada, mais profunda, o que alguém um dia fará, assim espero, revelando então cada momento, cada passagem e o que tanto ainda tem para ser desvendado e mostrado podendo contribuir bem mais e de melhor maneira com essa história. Madrugada do dia 19/06/2003 em Barra do Itabapoana quando a comunidade católica confeccionava os tapetes para o dia comemorativo a Corpus Christi.Interior da Igreja de São Francisco de PaulaMadrugada do dia 19/06/2003 em São Francisco – confecção de tapetes para a procissão de Corpus Christi.São Francisco de Itabapoana.Imagem inaugurada no dia 16 de agosto de 2003 na praça de São Francisco.Gruta de São Cristóvão, padroeiro dos motoristas, inaugurada no dia 29 de julho de 2002 na localidade de Imburí de Cacimbas. Anualmente no dia comemorativo ao Padroeiro acontece grandiosa procissão que passa por várias localidades do município, uma verdadeira carreata, levando a imagem do Santo protetor, e muitos fogos são queimados pelos devotos.Imagem de São Sebastião inaugurada no dia 20 de janeiro de 2004, ao lado da matriz em Barra do Itabapoana.Entre o período que processei o levantamento e a edição deste livro, provavelmente algumas igrejas mudaram seus endereços, seus dirigentes e pastores, lideres e etc., o que é difícil atualizar tendo em vista as freqüentes trocas que são processadas em virtude das mais diversas situações ou razões que assim as determinam. O importante é que pude registrar a sua existência e pelo menos, uma pequena parte da história de cada uma.
Postado por Roberto Pinheiro Acruche às
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A Minha Terra Também faz parte da História do Brasil (parte)
Capitania de São ToméAqui começa a nossa história!A nossa história, a historia da colonização de nosso território, a história de São Francisco de Itabapoana, que também faz parte da história do Brasil, começa com a história da Capitania de São Tomé.Área situada em Barra do Itabapoana, onde provavelmente tenha sido edificada a Vila da Rainha.Apesar de haver divergências entre os historiadores quanto à localização exata da “Vila da Rainha”, e certamente elas continuarão a existir, conclui-se, no entanto que o mais provável é que tenha sido exatamente nas proximidades do Rio Managé, (hoje Itabapoana), o exato local de sua edificação; pois os únicos documentos autênticos da época, que fazem referência a Vila da Rainha, dão por assim entender; são duas cartas de Pero de Góis enviadas a Martin Ferreira, seu sócio, em 18 de agosto de 1545 e ao Rei de Portugal D. João III em 29 de abril de 1546, com o seguinte teor: “Fiqua o primeiro engenho daugoa com oitocentas braças de três levadas de palmos sos em largo e três em fundo por terra muito chãa e sem trabalho e trazem na á borda do Rio sobre hum outeiro...digo que isto neste próprio rio de Manajé donde estou o qual vem nelle dar outros rios... desta sua vyla da Rainha oje 18 de agosto de 1545.” Também assim entenderam os historiadores Fernando José Martins ‘seu descobrimento e primitiva fundação prende-se ao tempo do estabelecimento de Pero de Góis, pois que a mui poucas braças da barra deste rio para o sul fundou aquelle capitão a primeira povoação de sua capitania’ “História do Descobrimento e Povoação de São João da Barra e Campos dos Goytacazes” em 1868; Alberto Lamego, quando escreveu ‘a poucas braças ao sul do Rio Managé’ “Terra Goitacá” em 1913; Alberto Ribeiro Lamego, “O Homem e o Brejo”, em 1945 ao dizer que o donatário ‘em 1538 finca esteios do primeiro vilarejo ao sul de Barra do Itabapoana’, e João Oscar em “Apontamentos para a História de São João da Barra” em 1976.Já Vicente do Salvador, “História do Brasil” diz que Pero de Góis foi tomar posse de sua capitania, com uma boa frota, que fez em Portugal á sua custa, bem fornecida de gente e todo o necessário, e no chamado rio Paraíba, que está em vinte e um graus e dois terços, se fortificou e fez uma povoação.Assim ainda descreve o Fr. Vicente sobre a capitania” ... No distrito desta terra e Capitania cá he a terra dos Aitacazes, que he toda baixa, e alagada, onde estes Gentios vivem mais á maneira de homens marinhos, que terrestres; e assim nunca se poderão conquistar, posto que a isso farão... por que quando se há de vir ás mãos com elles, metem-se dentro das lagoas, onde não há entral-os a pé nem a cavallo, são grande fúzios e nadadores, e a braços tomão o peixe ainda que sejão tubarões, pêra os quaes levão em huma mão hum pau de palmo pouco mais, ou menos, que lhes metem na boca direito, e como o tubarão fique com a boca aberta, que a não pode serrar com o pau, com a outra mão lhe tirão por ella as entranhas, e com ellas a vida, e o levão para a terra não tanto pêra os comerem, como pêra dos dentes fazerem as pontas das suas frechas, que são peçonhentas e mortíferas, e pêra provarem forças e ligeireza, como também dizem que as provão com os veados nas Campinas, tomando-os a cosso, e ainda com onças e outros ferozes animais...” Revela ainda o Fr. Vicente do Salvador, que durante os dois primeiros anos tudo ocorreu muito bem. “... e depois se lhe levantou o Gentio, e o teve em guerra cinco ou seis annos...”Gabriel Soares escrevendo <> diz: “São concordes o Major Fernando José Martins e Dr. Cezar Augusto Marques, que no lugar chamado Campo, entre a ponta de Manguinhos e o rio Itabapoana, perto da ponta do Retiro se acharam vestígios de antiga povação...O que fez com que pero de Góis ali levantado uma engenhoca e uma capela, que icaam depois abandonadas...”Vila da Rainha edificada por Pero de Góis em 1538 nas proximidades do rio Managé (agora Itabapoana). Primeiro núcleo habitacional e marco da colonização do território do hoje Município de São Francisco de Itabapoana.D.João III, rei de Portugal, entregou a Pero de Góis a Capitania de São Tomé ou Paraíba do Sul, por Alvará de 10 de março de 1534 e por Carta de Doação de 29 de fevereiro de 1536, atendendo a um pedido pessoal de Martim Afonso de Sousa, seu leal assessor no Brasil.A Capitania correspondia a um lote de 30 léguas de largura que se iniciava ao sul da foz do rio Itapemirim e se prolongava até a foz do rio Macaé, limitando-se por um lado com a Capitania do Espírito Santo e por outro com a Capitania de São Vicente.Foi este o último lote doado pela Coroa Portuguesa, ficando definido o nome dos 12 donatários, representantes do Rei de Portugal na Colônia.Termos das Cartas de Doação e Foral: Dom João III, por graça de Deus rei de Portugal e dos Algarves d’aquém e d’além mar, África senhor de Guiné e da conquista, navegação, comércio da Ethyopia, Arábia, Pérsia e da Índia, etc. A quantos esta minha carta virem, faço saber que eu fiz ora doação a mercê a Pero de Góis, fidalgo da minha casa, para elle e todos os seus filhos, netos herdeiros e sucessores, de juro e herdade para sempre, da capitania de 30 leguas de costa das minhas terras do Brasil, segundo mais inteiramente é conteúdo e declarado nesta minha carta de doação que da dita terra lhe tenho passado, e por ser muito necessário haver foral de direitos, foros e tributos, e cousas que na dita terra hão de pagar, assim do que a mim e a coroa dos meus reinos pertencem aos ditos capitães por bem de suas ditas doações, eu havendo respeito á qualidade da dita terra e a ora novamente ir morar e povoar e por folgar de lhe fazer mercê houve por bem de mandar ordenar e fazer o dito foral na fórma e maneira seguinte: De posse dos diplomas legais, Pero de Góis, saiu de Portugal, com a frota que conseguiu preparar, após se recuperar dos ferimentos recebidos na batalha para tomar Iguape e prender o bacharel da Cananéia, quando acompanhara Martim Afonso de Souza ao longo de toda expedição, prestando inúmeros serviços a Coroa Portuguesa lutando contra os invasores, construindo engenhos e contribuindo para o sucesso da expedição colonizadora.Autorizado assim e prevendo d’antemão um futuro repleto de riquezas e poderio, mesmo com os poucos recursos que tinha, chegou em São Vicente e de lá partiu em companhia do seu amigo Martim Garcia, juntamente com Luiz de Góis, seu irmão, e outros membros da família, alguns colonos para os sertões ainda inexplorados e fundar em 1538 uma povoação, o que fez nas proximidades do Rio Itabapoana, naquela época, denominado de Managé, e segundo o historiador Fernando José Martins, também conhecido como rio Reritigbá, (nome dos indígenas). O que acredito ser um equívoco do historiador, tendo em vista que em todas as pesquisas que fiz, não pude ver confirmada esta informação, sendo reritigbá nome de outro rio que fica no Espírito Santo. Foz do Rio Itabapoana, que também foi denominado de Managé, de Camaquana e Cabapuana.Depois de explorar toda a costa de sua capitania, resolveu Pero de Góis desembarcar na enseada do Retiro, a poucas braças ao sul da Barra do Itabapoana, lugar elevado até a praia do mar extremamente aprazível, que de toda extensão de sua capitania considerou aquele o lugar mais apropriado ao fim a que se propunha. Rememorando aqui que a sua capitania iniciava na foz do rio Itapemirim indo até ao Rio Macaé.Edificada a Vila, formada por casebres de taipa e levantando a capela de Santa Cataria, (conseqüentemente o primeiro templo religioso de nosso território) a qual deu o nome de Vila da Rainha em homenagem a Rainha Catarina, mulher de D. João III, Pero de Góis que havia trazido de São Vicente cabeças de gado e mudas de cana-de-açúcar, iniciou as plantações, sendo certo se tratar das primeiras das terras do atual Estado do Rio de Janeiro.Após percorrer extensões de terra e insalubres brejais, a maioria dos homens que vieram com o donatário adoecera de febre palustre, retardando os trabalhos de plantio, preparação da terra e construção do engenho para industrialização do açúcar, meta a ser atingida.Toda essa região, naquela época, além dos brejais, de um matagal bravio e espesso era tomada por densa mata, que dificultava a caminhada e exploração da terra. Em um trecho da Carta de Pero de Góis ao Rei de Portugal, dizia ele: “as quais em andar andei perto de dois meses, por a terra ser cheia de arvoredos”.Além de todas as dificuldades naturais a serem enfrentadas para desenvolver a sua capitania; uma outra iria trazer ao donatário sérios problemas, pois a sua capitania estava localizada justamente em pleno território tribal dos Goytacazes, que eram uma das únicas nações indígenas da costa do Brasil que não pertenciam ao grupo lingüístico tupi-guarani, que junto com seus vizinhos, os ferozes Aimorés ou Botocudos tinham resistido à invasão Tupi do litoral brasileiro. Tendo ainda a presença constante e preocupante dos andantes Puris, cuja prática a antropofagia foi relatada pelo historiador Saint-Hilaire. “Quando esses Índios matam algum inimigo saboreiam sua carne como se fosse um manjar delicado...”Índio Purí Botocudos, Puris, Goitacás e Maxacalis ou Gamelas.“Os selvagens da grande família chamada “puris” se dividem em várias tribos, constantemente em guerra. O nome genérico da nação, ”puri”, tem sua origem na língua dos Coroados, e quer dizer audaz ou bandido.Esse nome insultante foi-lhes dado pelos Coroados (antigos Goitacazes) por causa da guerra contínua que lhes moviam.” Os ferozes Índios Botocudos ou Aimorés“Os Botocudos descendem dos antigos Aimorés, da raça dos Tapuias (botocudos ou puris). Edgereck-mung é o nome verdadeiro na sua própria língua”.Botocudos, foi o nome que os portugueses deram a estes silvícolas por causa da forma de pedaços de madeira introduzidas nas orelhas e lábio inferior.Esta raça de selvagens foi sempre considerada a mais feroz e a mais terrível entre os Tapuias.” Apesar dos poucos recursos que dispunha e das incontáveis dificuldades imposta pela natureza, razão do desânimo dos colonos, Pero de Góis, era um guerreiro nato; incansável, notabilizado pela bravura e capacidade de comando, sendo considerado de grande tenacidade e perseverante, estava determinado a vencer todos os obstáculos, e a sua pertinácia e o seu esforço acirrava a ambição dos colonos o que permitiu avançar pelas terras dentro, abrindo caminhos e fazendo novas plantações.Em 14/08/1539, depois de instalada a sua capitania, foi que assentou os limites da Capitania de São Tomé com a Capitania do Espírito Santo de Vasco Fernandes Coutinho, tendo com ele se reunido e de forma amistosa e de comum acordo definido os limites entre os dois lotes.Estava convencido Pero de Góis de que obteria o sucesso desejado, mas que dependeria de novos recursos para concretizá-lo, pois sem esses capitais não poderia industrializar a cana, a instalação de um engenho de açúcar exigia muito dinheiro, os maquinários seriam importados, em geral da Ilha da Madeira e também era preciso contratar técnicos e funcionários especializados os quais demandariam altos salários; foi quando resolveu voltar a Portugal, e assim o fez em março de 1542, e com ele seguiu seu irmão Luiz de Góis à procura de um sócio capitalista que estivesse disposto a investir na implantação da indústria açucareira, deixando a responsabilidade de administrar a capitania com o seu lugar-tenente Jorge Martins.Em Portugal Pero de Góis conseguiu convencer a entrar no negócio o mercador de ferragens Martim Ferreira que era um cristão novo disposto a aplicar uma certa quantia para desenvolver a indústria açucareira na capitania.Enquanto Pero de Góis tratava dos negócios de interesse de sua capitania, o seu irmão Luiz de Góis tornava-se o primeiro europeu a introduzir o uso de tabaco na Europa que chamada de erva-de-fumo, era no Brasil muito usada pelos indígenas.Ao retornar para a sua Capitania de São Tomé no final de 1543, feliz com o êxito dos entendimentos que havia feito na Capital Portuguesa e com muita disposição; trazendo ferramentas e novos colonos, certo de que com os recursos conseguidos seria possível incrementar todos os planos que tinha em mente, e que a prosperidade da capitania estava garantida, chegando na Vila da Rainha, Pero de Góis a encontrou toda destruída, devastada, abandonada pelos colonos que tinham se embrenhado nas matas, em razão do administrador Jorge Martins, que também fugiu, haver tentado durante a sua ausência, escravizar os índios para os serviços da capitania; as incursões escravagistas e os maus-tratos recebidos provocaram a revolta e o ataque dos silvícolas que destruíram tudo.Pero de Góis diante daquele quadro triste, vendo toda sua obra destruída, pensou até em desistir, mas não podia desanimar, além do mais pensou, como pagaria o financiamento que obtivera em Lisboa.Imediatamente deu início à dura tarefa de reconstrução, refazendo todos os planos da Vila da Rainha. Procurou de novo conquistar a simpatia dos índios e realizar novas plantações. A margem do rio Managé construiu o seu primeiro engenho, nas proximidades da Vila da Rainha.Dirigindo-se ao Espírito Santo, dali trouxe um oficial de engenhos e “mestre do açúcar”.Nos dois anos seguintes outros quatros engenhos e novas povoações foram erguidos, conforme relata em trecho de sua carta: “Depois de me vir e largar no Rio Paraíba nossa fazenda que fazíamos detreminei ver augoas que nesta terra onde figuo avia e Luiz de Góis ao presente estava, as quais em andar andei perto de dois meses, por a terra ser cheia de arvoredos, e os índios pouco práticos no que nós queremos nelas... Estes duos homens com outros duos que pêra isso assoldadei, vão arrotear e a fazer com os índios muita fazenda e plantar hua ilha que já tenho pelos índios roçada de canas.”Em 18 de agosto de 1545, o donatário escreveu a seu sócio Martim Ferreira que ficara em Portugal, dando-lhe conta do empreendimento e que esperava exportar “dentro de um ano, 2000 arrobas de açúcar” e solicitou que contratasse uns vinte artífices e sessenta escravos africanos, sendo dez para os trabalhos agrícolas e cinqüenta para trabalhar nos engenhos de açúcar. Tudo ia muito bem, a capitania progredia até que uma nova tragédia se abateu sobre ela.No dia 31 de maio de 1535 o rei D. João III declarou as Capitanias do Brasil como território de Couto e homizio, ou seja, uma região na qual qualquer crime cometido anteriormente em outros lugares ficava prescrito e perdoado. O Brasil transformou-se assim, numa das colônias para a qual os condenados de Portugal eram enviados para cumprir degredo, e no dia 5 de outubro de 1535 o rei determinou que os degredados que antes eram enviados para as Ilhas de São Tomé e Príncipe na costa ocidental da África, passassem a vir para o Brasil. Com isto vários donatários foram forçados a receber centenas de degredados. Entre eles haviam os punidos por questões ficais; que no Brasil se dedicaram às atividades produtivas; e os condenados por outros crimes, que tinham costumes pervertidos, trazendo no próprio corpo o estigma de sua infâmia, em razão de terem sido marcados com ferro em brasa ou com orelhas cortadas, que ao chegarem ao Brasil se envolviam com a pirataria e o tráfico de escravos indígenas. Certo dia partiu da Capitania do Espírito Santo um grupo de piratas da costa, liderados por Henrique Luiz de Espina, com o intuito de capturar e escravizar os nativos da capitania de São Tomé, tendo nesta empreitada, aprisionado alguns índios, e entre os que haviam capturado se encontrava um dos chefes e dos principais lideres Goitacá e que era muito amigo dos cristãos, tendo, no entanto Henrique Luiz Espina aproveitado desta situação e exigido um resgate para libertá-lo, que foi pago pelos indígenas, porém o corsário após receber o resgate, além de não devolver o refém como havia negociado, o entregou para uma tribo inimiga que o devorou. Ilustração dos atos de antropofagia, conforme afirmam vários historiadores, muito praticado pelos indígenas.Ilustração - Henrique Luiz de Espina, pirata da costa que liderou o movimento de captura e escravização dos indígenas e que provocou a revolta dos Goytacazes na Capitania de São Tomé.Diante do grande insulto, de terem sido enganados e de tamanha traição, os Goytacazes ficaram irados e revoltados, assaltaram as povoações e os engenhos, incendiaram os canaviais e destruíram os instrumentos que lhes caiam às mãos, mataram vários colonos, destruíram inclusive as peças de artilharia, arrasando toda a capitania. Pero de Góis por mais que tenha lutado, nada pode contra a massa de índios. Desanimado, ferido, tendo perdido um olho na refrega, viu-se de novo dissipar a esperança no sucesso de sua capitania.É o próprio Pero de Góis quem relata toda essa tragédia ao rei D.João III, em carta datada de 29 de abril de 1546, existente no arquivo Português: “E se vieram logo a uma povoação minha pequena, que eu tinha mais feita, e estando a gente segura, fazendo suas fazendas, deram nela e mataram três homens, e os outros fugiram e queimaram os canaviais todos com a mais fazenda que havia e tomaram toda quanta artilharia havia, e deixaram tudo destruído. Indo as novas a mim, acudi com toda gente que pude e quando lá fui esta tudo destruído.”Pobre e sem recursos, muito envergonhado pelos prejuízos que deu a aqueles que nele confiaram, e bem assim, pelos 15 anos perdidos nesta terra, retirou-se com todos os seus, para a vizinha Capitania do Espírito Santo, ali permanecendo até retornar para Portugal.Merecia melhor sorte o donatário, muito tinha feito para conquistar a sua capitania, foi com muito trabalho e muito custo que a implantou, e a administrou com competência, enfrentando a solidão e tantas outras dificuldades.Peça de artilharia tomada pelos índios conforme citação de Pero de Góis “tomaram toda quanta artilharia havia”, tendo sido encontrada no ano de 1840 que examinada por qualificado perito disse tratar-se de uma peça fundida no reinado de D. Manuel, ou com moldes desse tempo, por ter uma esfera armilar abaixo das armas portuguesas.Pero de Góis ainda retornou ao Brasil. Veio em 1548, com Thomé de Souza, de cujo Governo Geral foi capitão-mor da costa.A capitania, no entanto ficou completamente abandonada. Somente mais tarde seu filho Gil de Góis da Silveira, no início do século seguinte, resolveu assumir a Capitania que herdara. Só que não se interessou pelo repovoamento da vila destruída nas imediações do Rio Itabapoana. Preferiu instalar-se nas margens do Rio Itapemirim.Não se sabe muito ao certo, se Gil de Góis era mesmo filho ou neto de Pero de Góis, se havia nascido no Brasil ou em Portugal. Assim questionou o historiador Fernando José Martins. Baseando nas combinações do tempo em que Pero de Góis aportou às nossas praias e delas se retirou, com o artigo que se ler na carta de doação, da mesma capitania, feita ao visconde d’Asseca, quando diz: “e tendo nos attenção a haver Gil de Góis deixado há mais de quarenta annos para a coroa a dita capitania da Parahyba do Sul...” datada de 1674. O que deduz ter a colônia do primeiro mandatário haver perdurado mais de 70 anos. Não apenas uns poucos como faziam crer alguns historiadores. E ainda o fato de Pero de Góis nunca haver mencionado a respeito do filho.Entretanto, todos os papéis vindos de Lisboa, nos últimos tempos da colônia; nas cartas do Visconde d’Asseca; os títulos por que ainda hoje se conhecem os lugares de Santa Catarina dos Amós, tais como a barreira de Gil de Góis e outros; assim como também o socorro pedido á capitania do Espírito Santo, tudo é feito e dirigido por Gil de Góis da Silveira, filho e imediato herdeiro e sucessor do capitão Pero de Góes.Sabe-se que Gil de Góis abandonou a capitania entre os anos de 1619 a 1622, por não ser possível resistir à fúria dos indígenas, entregando a Felippe IV de Castella, que então reinava Portugal todos os seus títulos e direitos, renunciando em benefício da coroa toda a posse e domínios antes adquiridos. Assim como aconteceu a Pero de Góis, que teve a sua Vila da Rainha totalmente destruída pelos índios, se deu com Gil de Góis nas margens do rio Itapemirim, onde fundou uma vila denominada de Santa Catarina. A união dos Goytacazes e Xipotós com os ferozes Botocudos ou Aymorés, deu o derradeiro e último golpe á colônia, em razão do desfecho de um caso amoroso entre o donatário e a bela filha de um cacique em terras capixabas. Gil de Góis, entre outros indígenas que conseguiu domesticar, acolheu uma menina, filha de um cacique de uma tribo da vizinhança, a quem batizou com o nome de Catarina. Crescendo no corpo, na idade e na beleza, tornando-se uma formosa mulher, não teve forças para resistir aos encantos da sedutora afilhada, nem tão pouco esta aos amorosos afagos do donatário. A esposa deste, D. Francisca de Aguiar Manrique percebendo, e tomada de extremo ciúme, começou a maltratar com palavras a jovem, que preocupada e não suportando as agressões, incessantemente pedia a seu amante que a levasse para outro lugar, distante de sua perseguidora, que aproveitando da ausência do marido, aprisionou-a num tronco, vingando-se com muitas chicotadas. Vítima deste bárbaro castigo a índia foge e correu para o mato em busca de seus parentes; e o estado lastimável em que apareceu diante deles, com o corpo todo ensangüentado, fez jurar vingança e guerra de morte contra aquele, no pensar da tribo, era a causa e responsável pelo martírio de sua bela conterrânea. Os índios atacaram a vila e de lá expulsou toda a colônia, que se evadiu com o socorro de Vasco Fernandes Coutinho, escapando ás cruéis vinganças e suplícios que lhes estavam destinados.Depois deste episódio, as terras da capitania que por muitos anos ficara abandonada, passaram a ser ocupadas a partir de 1630. O que contarei mais adiante. Quando passo pelo nosso litoral, onde se deram os acontecimentos da nossa colonização, volto o meu pensamento há aquele tempo e fico a imaginar com emoção, refletindo na mente a imagem daqueles corajosos desbravadores, que vindos de terras distantes, aqui aportaram e lutaram para abrir os caminhos por onde tantos percorreram para que chegássemos aos dias e situação atuais.E assim pensando, olho para um lado e para outro, e pergunto em silêncio: De qual parte vieram? Do norte ou do sul? Em que condições aqui chegaram? Durante quanto tempo navegaram? Exatamente em qual ponto aportaram? Por que escolheram aqui? Como foi o desembarque? Exatamente onde foi implantada a Vila?Fico a imaginar toda essa região com densa mata, com aqueles matagais bravios e espessos, com todos aqueles brejais quase que intransponíveis, ainda sem caminhos e sem trilhas.Fico a imaginar os indígenas, habitantes nativos, com suas vidas e costumes. O que sentiram quando viram os brancos chegando? Para eles invasores, e para a história; conquistadores, desbravadores e colonizadores, aportando seus navios, penetrando na terra, vestidos, armados e dizendo donos daquilo que só eles, os indígenas, conheciam, aqui viviam e até então sabiam existir.E a batalha perdida por aquele que deu origem a esta história? Cansado, derrotado, abatido; que edificou aqui o primeiro engenho de açúcar, plantou a primeira cana-de-açúcar das terras fluminense, edificou o primeiro núcleo habitacional e marco da nossa colonização, edificou aqui a primeira igreja, nos dando hoje, o direito e orgulho de dizer; que a primeira cana de açúcar do Estado do Rio de Janeiro foi plantada aqui; na nossa terra, que está incluída na história do Brasil. Fico ainda a imaginar o sofrimento de Pero de Góis, o que teria passado, o que sentiu ao ver todo o seu sonho e trabalho completamente destruídos?Pero de GóisA história normalmente contempla aqueles que a fazem. Falar de Pero de Góis e resgatar a memória de quem deu início a toda uma obra que nos permite hoje esta narrativa. Pero de Góis era um militar português, muito honrado, cavaleiro experimentado, que participou da expedição colonizadora de 1530 como auxiliar de Martim Afonso de Souza, guerreiro nato, notabilizado pela bravura e capacidade de comando, sendo considerado de grande tenacidade e perseverante.Antes de receber por reconhecimento aos serviços prestados a Coroa Portuguesa a doação da Capitania de São Tomé, lutou muito aqui no Brasil contra os invasores espanhóis, tendo sido gravemente ferido em combate na Barra de Icapara; foi quem construiu o engenho da Madre de Deus, no sopé da serra do quilombo, às margens do rio Jurubatuba, entre outras importantes e inestimáveis ações desenvolvida em terras brasileiras. Culminando sua trajetória neste País como capitão-mor do Brasil. Tendo mais tarde renunciado ao posto e retornado a Portugal, após ter sido enviado a Santa Catarina para procurar os sobreviventes da armada de Dom Diogo de Sonabria. Em 1556 foi para as Índias com D. João Menezes, voltando pouco depois para Portugal, Em 1559, foi novamente para as Índias, desta vez acompanhando Dom Pedro Vaz de Siqueira. Faleceu em batalha. Pero de Góis, 1º colonizador e investidor do território do hoje município de São Francisco de Itabapoana é um dos vultos heróicos que não pode ser esquecido. Os IndígenasOs TUPIS: Alegres, apreciadores da música e da dança, trabalhavam na agricultura cultivando mandioca, abóbora, amendoim, feijão, pimenta, tabaco e árvores frutíferas. Fabricavam redes com o algodão que plantavam e teciam. Acredita-se que na região do atual Estado do Rio de Janeiro, viveram indígenas de pelo menos vinte idiomas diferentes, pertencendo quase todos a quatro grandes famílias lingüísticas (Tupi, Puri, Botocudo e Maxacali).Os conflitos intertribais, a busca de novas terras para plantio e caças e a fuga da escravidão durante o período da colonização provocaram constantes movimentações, daí a imprecisão da localização.Pesquisa realizada pelo programa de estudos dos povos indígenas da UERJ aponta que os Tupinikim ou Margaya localizava no litoral norte-fluminense, a família Puri nos vales do Itabapoana, a Goitacá, subdividida em quatro grupos: Goitacá-Mopi, Goitacá-Jacoritó, Goitacá-Guassu e Goitacá-Mirim nas planícies e restinga do norte-fluminense, a Botocudo (pertencente ao tronco Macro-Jê), Aymoré ou Batachoa, nos vales do rio Itabapoana.Tudo isso atesta o que os historiadores escreveram sobre a presença e as ações desses grupos indígenas no território do hoje Município de São Francisco de Itabapoana.Saint-Hilaire ao passar pelo território, hoje sanfranciscano, em 1818, falou sobre os constantes ataques dos índios. Conta ainda sobre a antropofagia dos Puris, e relatou sobre o caso de um negrinho do qual se apoderaram, cujo corpo foi achado, ao qual haviam arrancado pedaços que estavam em parte assados.Outros contaram sobre as contínuas depredações em fazendas, obrigando os proprietários a abatê-los a mão armada.O historiador Fernandes José Martins conta que em 1811, uma família inteira perecera em Barra do Itabapoana. Que constava essa infeliz família do (chefe) Manuel Ribeiro de Souza, mais quatro moças, entre filhas e companheiras de viagem, de dois moços, dos quais um também era seu filho, de nome José. Vinham a pé, e na barreira da Caculucagem, num canto a que chamam “o moitão” teve lugar ao desastroso encontro. No momento de parar a comitiva ao pé de uma fonte para dar água a dois animais condutores da bagagem, surgiram os índios, e às primeiras flechadas só escapou José e sua irmã Clara, de 16 anos de idade; que saíram correndo pela praia tentando chegar à povoação de Barra do Itabapoana.Alguns dos agressores, deixando o lugar do conflito, seguiram por cima ao encalço dos fugitivos, que se esforçavam quanto podiam para evitar o alcance de seus mortíferos caçadores. Clara pedia ao irmão que não desanimasse e que a salvasse da morte, pois ele só por ela diminuía a carreira, não obstante conhecer perfeitamente a horrível situação em que se encontravam.Haviam transposto já a última barreira, mas a fatalidade decidiu a sorte da desditosa donzela.O amor filial e a idéia do suplício de seu querido pai fizeram tomar uma resolução funesta. Já quase exausta de forças, mas não desanimada da salvação, perguntara a José por seu pai, tendo este lhe respondido que todos ficaram mortos e que os únicos que poderiam viver era ele e ela; pensando que com esta resposta estaria estimulando que ela continuasse a correr. O que levou Clara a um rápido pensamento e se dirigir a José disse estas palavras: <<>>, atirando-se ao mesmo tempo às ondas. José não tendo podido evitar a desgraça, pela rapidez com que sua irmã executara a ousada e heróica resolução, continuou a carreira e olhando algumas vezes para traz, ainda a via a lutar com o gentio, que aproximando da praia atiraram várias flechas roubadoras de tão interessante existência.José chegou à povoação; mais morto do que vivo; quando um morador local, bem como outro irmão do jovem, de nome João, que por ser menor ficara e ali se achavam, vira José entrar em desesperada carreira, noticiando a desgraçada sorte de seu pai, da irmã e dos demais companheiros de viagem.(Ilustração)No dia seguinte juntou-se um pequeno destacamento e com o auxílio dos pescadores seguiram para o lugar da catástrofe. O primeiro encontro foi sobre uma pedra, o corpo da desditosa Clara; tinham duas flechas que havia atravessado o coração. Depois de sepultá-la, um pouco afastado da praia, o contingente seguiu a exercitar o mesmo ato aos fragmentos dos demais corpos; e dali, rastejando até chegar à maloca dos Botocudos a fizeram dispersar com igual encarniçamento, e poucos escaparam a vingança. No local foi encontrada espetada carne humana, umas já assadas.Em 1823 a lembrança desta desgraça, causou sérios receios à população com nova aparição dos Índios; que acabaram sendo expulsos da região, após as fracassadas tentativas de uma convivência pacífica.No início a visão dos colonizadores portugueses sobre os índios é de estranheza e encantamento. Desde o descobrimento, conforme o relato de Caminha: “eles se espantam com a nudez, mas fascinam-se com sua inocência”. Os primeiros Jesuítas surpreende-se com o fato de que determinados grupos tupis viviam “em sossego” enquanto outros em “guerras e tropelias”. Mas tanto os religiosos como os colonos, na medida que ia conhecendo a vida de alguns povos, com seus rituais de curandeirismo e canibalismo, e ao sentir as primeiras reações ferozes à conquista portuguesa, passam a alimentar uma enorme desconfiança em relação a eles. O Padre Jesuíta Manoel da Nóbrega, classifica os índios em geral de bárbaros e defende a sua dominação para convertê-los e salvá-los. Os colonizadores desejam que eles trabalhem nas plantações. Diante desses interesses econômicos e políticos da colonização, impõe-se a submissão dos nativos de uma forma ou de outra que reagiram, enfrentando os conquistadores até a morte, fugindo para regiões distantes ou aceitando à vida das fazendas e vilas coloniais.Os povos da família TUPI e os da família PURI ocupavam grande extensão do Estado do Rio de Janeiro e foram os que contribuíram para a formação étnica do povo fluminense.Os Portugueses recorreram a três métodos para inserir o índio no processo de colonização. O primeiro deles era a escravização pura e simples, por meio da força, normalmente empregada pelos colonos. O outro pela aculturação e destribalização, inicialmente praticada pelos Jesuítas, e depois pelas demais ordens religiosas. O terceiro buscava a integração gradual do índio como trabalhador assalariado. Durante o século XVI e início do XVII os portugueses utilizaram simultaneamente esses métodos. Pois considerava naquele instante a mão-de-obra indígena indispensável aos negócios açucareiros.No atual município de São Francisco de Itabapoana a tentativa de escravização por parte de Jorge Martins, lugar-tenente de Pero de Góis, acabou na destruição das obras do donatário e sua derrota no enfrentamento com os índios.Da cultura indígena no Município nos foi legado apenas nomes que identificam algumas de nossas localidades, espécies da fauna, da flora e a agricultura da mandioca.Guaxindiba – Do Tupi (Guaxi)Vassouras em abundânciaPlantas das famílias das malváceas.Guriri – Do Tupi (buri)Planta da família das palmeiras. (buri-da- praia).Coqueiro anão ou coqueiro da praia, coqueiro ornamental cujas folhas são também usadas para fabricação de cestos e balaios.Tatagiba – Do Tupi (tata’ iwa)Árvore de FogoÁrvore da família das moráceas.Madeira dura que serve para construir canoas.Muritiba – Do Tupi (mburi’ti)Palmeira dos brejos, carandaguaçú.Do qual se fabrica o vinho buriti.Imburí – Do Tupi (buri)Coqueiro anão ou buri-da-praiaPlanta da família das palmeiras muito empregado no fabrico de vassouras.Gargau – Do Tupi (guaru-guaru)BarrigudinhoPeixe-miúdo.Paraíba – Do Tupi (piraiwa)Rio ruim; Rio que não presta à navegação.Maniva – Do Tupi (mani’iwa)Tolete ou folha da planta da mandioca.Aipim – Do Tupi (ai’pi).Mandioca Mansa.Cuia – Do Tupi (Ku’ya)Vaso feito do fruto (cuietê) da cueira.Urucu – Do Tupi ( uru’ku)Vermelho.Fruto do urucuzeiro.Urubu – Do Tupi (uru’bu)Nome comum das aves da família dos catartídeos; de cabeça pelada, que se alimentam de carnes em decomposição.Uça – Do Tupi (u’sá)Espécie de Caranguejo, (verdadeiro).Araçá – Do Tupi (ara’sá)Fruto do araçazeiro. Acará – Do Tupi (aka’rá)Espécie de peixe.Cajá – Do Tupi (aka’yá)Fruto da cajazeira.Caju – Do Tupi (aka’yu)Fruto do cajueiro.Cambuí – Do Tupi (kãbu’i)Fruto do cambuizeiro.Gambá – Do Tupi (gã’bá)Seio Oco.Tipiti – Do Tupi (ti’pi’ti’)Cesto cilíndrico usado para espremer a mandioca.Managé – Reunião do Povo.Itabapoana – Não tem uma tradução correta, a quem diga ser “Pedra Redonda”, e outros dizem ser “Ilha de Pedra” por causa de pequenas ilhas rochosas ali existentes. Assim traduzindo: Ita – Pedra e poam ou puam - IlhaInteressado em saber mais a respeito dos indígenas, principalmente sobre os que habitaram em nosso território, pesquisei várias obras tendo encontrado em “Índios do Brasil” de Lima Figueiredo informações sobre seus aspectos e costumes.OS AYMORÉS – Principais representantes do ramo tapuia, possuíam uma estatura avantajada, meio agigantada: Altos e robustos. A cor da pele era mais suave do que a da generalidade do gentio. Fato que se atribui em virtude deles só andarem pelo interior da selva, praticamente não se expondo ao sol.Possuíam o costume de depilar totalmente o corpo, raspando com uma “navalha” de taquara o cabelo da cabeça.Pronunciavam as palavras em sons duros e roucos, que pareciam vir da parte mais profunda e recôndita do peito. Viviam como verdadeiros animais, peregrinando pela floresta, sem casa, sem higiene, sem conforto e sem agasalho. Dormiam no chão e se por ventura chovia, procuravam, como os macacos, abrigo na copa das árvores frondosas. Tinham ojeriza pela água e, por isso, não sabiam nadar.Alimentavam da caça, com frutos silvestres e divagavam pela mata sem qualquer preocupação com o dia de amanhã. Talvez a guerra tenha sido a sua única preocupação e durante os combates não havia nem chefe, nem borés, nem trocanos, nem guerreiros procurando lutar frente a frente. Rastejando pela mata, como sáurios, e armando emboscadas em pequenos grupos. Se a surpresa era absoluta, venciam sempre a vitima incauta; no entanto se suspeitassem haverem sido pressentidos, embarafustavam pela mataria como veados perseguidos. Quando caiam prisioneiros recusavam o alimento e quase sempre morriam de inanição e quem sabe de saudade da vida liberta que levavam.OS BOTOCUDOS – Habitavam as margens dos rios, eram fortes, musculosos, bem conformados, geralmente baixos, caixa torácica larga e achatada, na parte anterior, tronco alongado, mãos e pés pequenos, pernas finas.As mulheres têm o rosto de traços duros, os seios moles e caídos, o abdômen empanzinado e proeminente, as nádegas gordíssimas e pernas esticadas como se fossem de bambu. Além de desgraciosas, eram também, infelizes. Faziam todo o trabalho da maloca e de quando em vez entravam em valentes surras.A face masculina é alongada, com pomos salientes e supercílios acentuados.Ambos os sexos primavam pela ausência de elementos pilosos, exceto na cabeça, onde uma guedelha basta e negra servia para compor os seus semblantes patibulares. Apesar de tudo, esses índios se julgavam belos e para se enfeitarem um pouco, furavam as orelhas e os lábios, por onde introduziam batoques de madeira. Falavam de dentes cerrados, o que acarreta a dilatação das narinas, devido a insuficiência do ar aspirado pela boca, obrigando-os a emitir sons guturais, nasais e aspirados. A enorme beiçola dificulta-lhes a dicção.Têm um amor paternal acentuado e sentem prazer em tratar aos seus curumins com bondade e carinho.Parecem possuir estômagos ruminantes – agüentam a fome vários dias.GOITACÁS – Para uns, “homem ágil” para outros, “corredores da mata” e “homens que nadam”, o certo é que habitaram essa região e deles extraíram muita história, lendas e algumas experiências.Kuivet, em <>, descreve os Goitacazes como guerreiros em constante batalha com seus vizinhos, que não recebiam e nem negociavam com estranhos e que eram extremamente bárbaros...Simão de Vasconcellos escrevendo <> diz: que o gentio Goitacá, não tinha pazes firmes com ninguém, que a toda pessoa que encontrava, fazia pasto de seus dentes; e era esta a melhor iguaria sua, a carne humana... Vicente do Salvador em 20 de dezembro de 1626, ao concluir sua história do Brasil descreve os Goitacás, como fortes, robustos, altos e violentos...Já Gabriel Soares, em 1587, <> diz que os “Goitacazes não tinham a ferocidade que diversos outros autores lhes emprestaram; eles não faziam mais que defender a terra que lhes pertencia e da qual os queriam espoliar – os índios vivendo quase exclusivamente dos produtos da pródiga natureza, não podiam compreender que fosse uma má ação, o cortar uma cana ou um cacho de bananas – para os colonos isto era um furto que merecia o mais severo castigo. E o pobre índio, que era pilhado cometendo o crime de lançar mão daquilo que julgava ser sua propriedade, por estar em terreno que de tempos imemoriais, pertencia a sua tribo, era castigado e quse sempre escravizado!”CatequeseDo ponto de vista dos Jesuítas, a destruição da cultura indígena simbolizava o sucesso dos aldeamentos e da política inspirada por eles. Os religiosos advogavam que as aldeias; protegiam os nativos da escravidão, facilitava sua conversão e fornecia uma força auxiliar no enfrentamento contra tribos hostis, intrusos estrangeiros e escravos bêbados. Entretanto, essa política aniquilava a identidade nativa e muitos índios preferiam enfrentar a dureza dos colonos, trabalhando com eles, do que aceitar a intromissão nos seus costumes.Nos aldeamentos jesuíticos os nativos eram preparados para viver como cristãos. E isso significava uma imposição de outra cultura, o que violentava os aspectos fundamentais da vida e a tradição cultural dos índios.Os JesuítasOs Jesuítas chegaram ao Brasil no ano de 1549, em companhia de Tomé de Souza, chefiados pelo Padre Manoel da Nóbrega, com a missão de catequizar os índios e de consolidar, através da fé, o domínio do território pela Coroa Portuguesa.Começou a combater o cativeiro indígena e a implantar o processo de aldeamento. Este processo conforme já foi exposto em páginas anteriores, ao mesmo tempo em que livrava o índio da escravidão, do trabalho forçado, levava-o a um outro tipo de imposição, a romper com seus costumes, com seu modo de vida, o que violentava aspectos fundamentais da sua mentalidade, como por exemplo, o trabalho na lavoura, atividade considerada exclusivamente das mulheres.Em 1553 desembarcava no Brasil o Padre José de Anchieta, (o santo da terra brasileira, colonizador, bandeirante, educador, poeta e missionário).Outro Jesuíta que também fez parte nesse princípio de vida brasileira foi o Padre Antônio Vieira, considerado o maior orador sacro do século XVII.Foram fundando capelas, igrejas, escolas onde os nativos e descendentes de portugueses recebiam instrução e formação. No ano de 1750, a Província Jesuíta no Brasil contava com 131 casas, sendo delas 17 colégios e havia 55 missões entre os índios.Os Padres Anchieta e Manuel da Nóbrega fundaram o Colégio de São Paulo, que acabou dando origem a cidade de São Paulo e participaram ativamente da expulsão dos franceses que invadiram a Baía da Guanabara e contribuíram para a fundação da cidade do Rio de Janeiro.Na Capitania de São Tomé, no que concerne ao território hoje pertencente ao Estado do Espírito Santo, teve os Jesuítas uma participação muito importante e por muitos anos, inclusive na fazenda Muribeca às margens do Rio de Itabapoana, só encerrando as suas atividades por força da expulsão sofrida em 1759 pelo Marques de Pombal; Primeiro Ministro de D. José I, rei de Portugal.Não registra a historia qualquer outra participação dos Jesuítas no território do atual município de São Francisco de Itabapoana a não ser a disputa travada pela posse das terras de Manguinhos entre outras, que diziam pertence-las, por doação ou aquisição. Como também não existe qualquer obra edificada que possa marcar a passagem e as ações que tanto desempenharam no território brasileiro.Manoel da Nóbrega faleceu no Colégio do Rio de Janeiro, de que foi fundador e primeiro Reitor, a 18 de outubro de 1570, dia em que completava 53 anos de idade e José Anchieta, em 9 de junho de 1597, domingo, cercado por religiosos seus companheiros e discípulos, aos 63 anos de idade e 44 anos de missão no Brasil.
Postado por Roberto Pinheiro Acruche às
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Domingo, 16 de Novembro de 2008

Domingo, 16 de Novembro de 2008Caros Amigos e Visitantes Confesso que por uma série de razões pessoais, eu mesmo não postei ou fiz qualquer visita ao blogger. Hoje, no entanto ao fazê-lo, fiquei admirado com o número de visitas e digo mais, até assustado, tendo em vista, não saber do tamanho interesse quanto ao livro que editei. O mesmo, respondendo agora, mesmo fora do tempo oportuno, era encontrado em Campos dos Goytacazes; na Livraria "Ao Livro Verde" e na Livraria da Hilda; Em São Francisco, na Banca do Paulinho. Lamento dizer que devido a grande procura,nessa quinta - feira dia 13/11, fui informado que a edição se esgotou. Ao editar este Livro, confesso também, que não tinha qualquer interesse monetário. A proposta foi resgatar a história de nossa Terra e estimular as novas gerações para que continuem este trabalho. Não sei se será possível, mas vou tentar colocar nesta página, ou em outra, caso consiga, o texto do Livro. Desde já, também autorizo a reprodução do mesmo, por meios que possam beneficiar a todos. Desejo boa sorte a todos. Um abraço e muito obrigado